Berlim: museu lembra fim da guerra e reunificação

Berlim, Museu Historico, Exposicao Fim da Guerra, Foto Carl Weinrother na Exposicao - Foto VisitBerlin, Divulgacao

Fotografia de Carl Weinrother exposta no Museu Histórico – Foto: visitBerlin/Divulgação

O ano de 2015 marca a comemoração de duas datas importantes para a história da Alemanha: os 70 anos do fim da Segunda Guerra, que começou com a rendição dos nazistas em 8 de maio, e a reunificação do país, que completa 25 anos em 3 de outubro.

O Deutsches Historisches Museum (Museu Histórico), em Berlim, apresenta 2 exposições dedicadas a esses momentos.

‘1945. Derrota. Libertação. Novo Começo’

A mostra 1945. Niederlage. Befreiung. Nueanfang. detalha os efeitos do pós-guerra não só na Alemanha como em outros 11 países da Europa: Áustria, Polônia, Dinamarca, Noruega, Luxemburgo, Holanda, Bélgica, França, Grã-Bretanha e as antigas União Soviética e Tchecoslováquia. Objetos e fotografias apresentam a vida durante os cinco anos seguintes ao fim do conflito. Os visitantes podem conhecer ainda a história de 36 cidadãos dessas diferentes nacionalidades.

Berlim, Museu Historico, Exposicao Fim da Guerra, Foto do Sino da Vitoria - Foto Divulgacao

Foto: Divulgação

A exposição reúne também objetos, como um sino da vitória, que simboliza a coalizão anti-nazista, formada por Churchill, Roosevelt e Stalin, cujo dinheiro obtido com a venda foi revertido para as vítimas da guerra.

Até 25 de outubro de 2015 — sextas, às 15 horas, há tour de 1 hora em inglês, por 4 euros além do preço do ingresso do museu

‘Unificação. Sociedade alemã em transição’

Berlim, Museu Historico - Foto Wolfgang Scholvien, visitBerlin, Divulgacao

Foto: visitBerlin/Divulgação

A exposição Alltag Einheit. Porträt Einer Übergangsgesellschaft aborda as profundas mudanças ocorridas após a reunificação das Alemanhas capitalista e socialista, ocorrida em outubro de 1990. A mostra tem fotografias e salas interativas, com textos em alemão, inglês e, pela primeira vez, em braile.

De 28 de maio de 2015 até 3 de janeiro de 2016

 

VALE SABER

Endereço: Unter den Linden, 2, Berlim

Preço: 8 euros – grátis até 18 anos

Funcionamento: diariamente, das 10 às 18 horas

Site: dhm.de

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4 anos de Como Viaja

Texto e fotos de Nathalia Molina

2011. Meu filho tinha quase 2 anos e já estava na escola. Havia 1 ano, portanto, que eu tinha saído da licença maternidade de 1 ano que eu mesma havia me dado — no primeiro ano de vida do Joaquim, eu não conseguia pensar em mais nada a não ser no Joaquim.

Guia de Viagem Argentina, Editora Abril - Nathalia MolinaAté aquele ponto havia feito minha carreira empregada em jornais e não demorei muito para engravidar depois que pedi demissão do Estadão para mudar meu estilo de vida. Tive tempo apenas para editar dois guias de viagem para a Editora Abril. O segundo deles já com o maior barrigão.

Quando retomei minha rotina pessoal e profissional, fiz um curso de fotografia no Senac (um desejo antigo) e editei dois cadernos especiais para o Viagem do Estadão (um com destinos para as férias e outro sobre a ESPECIAL ÁFRICA - 2010 - CAPA-page-001África do Sul, antes da Copa do Mundo). Aí fui ao Canadá para cobrir para o Estadão o GoMedia, evento em que o país mostra suas novidades para a imprensa especializada. Isso foi no segundo semestre de 2010.

Meses depois, no início de 2011, eu tateava para decidir o que fazer com o tanto de informações que recebia na minha caixa de email e para entender como era essa tal vida de frila. Enquanto não chegava a uma conclusão (será que um dia chego?), comecei a fuçar como fazer um blog. Queria fazer alguma coisa minha. E fiz. Em 29 de abril de 2011 criei este espaço.

Mais do que para contar aninhos, efemérides me servem para uma espécie de balanço, mesmo quando não tenho tempo para elaborar isso. É bem esse o caso. Ando ocupada com a vida de frila, escrevendo e editando cadernos e guias. É curioso como o blog permeou esses 4 anos. Eu fiz o Como Viaja do jeito que deu (e nem sempre deu), mas cada vez tenho mais certeza de que aquele abril de 2011 mudou minha vida.

O Como Viaja me fez sentir viva muitas vezes. Porque escrever um pouco, nos intervalos das dores da fibromialgia (antes do diagnóstico), me manteve alerta ao mundo e a mim mesma. Porque, se os frilas não pintavam, o WordPress estava sempre à minha espera. Porque ganhar dois prêmios da Comissão Europeia de Turismo com textos meus no Como Viaja me deu uma alegria tamanha que superou a sensação da minha estreia como vencedora da premiação com meu texto publicado no Estadão. Porque ficar entre os 3 finalistas no prêmio do Canadá, que inclui jornalistas do mundo todo, significou muito — logo o Canadá, país em que acabei me tornando especialista de tanto que vi e escrevi sobre.

Instagram @ComoViaja - #outroceu - Nathalia MolinaO Como Viaja pode não me sustentar — quem quiser dar uma força pode lembrar de reservar seu hotel neste link do Booking de comprar livros, filmes e afins na Livraria Cultura por aqui, de garantir o seguro-viagem na Mondial, de comprar por aqui produtos da loja oficial do Visit Britain, como mapas, passes de transporte e ingressos de atrações em Londres e na Grã-Bretanha…

Mas este espaço significa muito para mim. Quando eu consigo escrever mais aqui, me sinto realizada. Nas redes sociais, estou sempre por aí, viajando física e metaforicamente, como na série #outroceu (olha a foto de hoje). Posto todo dia no instagram e no twitter — procura @ComoViaja e me segue lá.

O Como Viaja é meu caminho, com erros e acertos, com dificuldades e conquistas. Como a vida. Que venham mais anos!

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Livro: um passeio animado pelo Brasil

Por Fernando Victorino

Livro Brasil Animado - Foto ReproduçãoDois amigos, de temperamento e estilos bem opostos, se lançam numa jornada cercada de aventura e conhecimento em busca do grande jequitibá-rosa, a árvore mais antiga do país. Esse é o ponto de partida de Brasil Animado, livro homônimo ao primeiro longa-metragem brasileiro em 3-D, escrito e dirigido por Mariana Caltabiano. Com ilustrações de Eduardo Jardim, é editado pela Matrix.

Relax e Stress são dois cães que percorrem as cinco regiões do Brasil num trajeto por vezes insano em se tratando de um roteiro de viagem, mas ainda assim delicioso de ser acompanhado.

O charme do livro é que ele lembra um scrapbook, aquele tipo de álbum de recortes que junta fotos com anotações e enfeites. Cada página apresenta cartões-postais e relatos do que a dupla passou em suas andanças por lugares geograficamente tão opostos quanto Caxias do Sul (no Rio Grande do Sul), Canoa Quebrada (no Ceará) e Manaus, por exemplo.

Ao menos uma vez por semana, nosso filho faz dessa imensa colagem sua leitura. Resultado de uma misturinha boa entre São Paulo (eu) e Rio (Nathalia), Joaquim sabe que as semelhanças com os personagens do livro se limitam na origem de cada um e no prazer de percorrer e conhecer mais do Brasil.

Por mais que sabores, sons e costumes brasileiros sejam frequentemente explorados de modo estereotipado em livros didáticos, na ficção de Mariana Caltabiano esses ícones são apresentados de um jeito leve e divertido, a partir das trapalhadas do paulista e pão-duro Stress e de seu sócio, o carioca e viajandão Relax.

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Orlando: SeaWorld terá montanha-russa mais alta

O SeaWorld Orlando anuncia nova atração de pirar os fãs de adrenalina: uma montanha-russa com 60 metros de altura. Promete ser a mais alta, mais rápida e mais longa da cidade dos parques de diversão na Flórida, nos Estados Unidos. A inauguração é prevista para 2016.

O grupo deve divulgar detalhes sobre a novidade no fim de maio. Estamos de olho.

Por enquanto, espia só como é a Manta, montanha-russa radical do parque, neste vídeo oficial do SeaWorld Parks no YouTube:

 

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Holanda: três passeios para ver flores

Keukenhof, Holanda, Flores - Foto Divulgação (5)Pensou tulipa, lembrou da Holanda. As primeiras mudas vieram da Turquia. Floresceram, coloriram, viraram símbolo do país que fez da flor (tulipa e outras) commodity. Responsável por 60% da produção mundial de flores, a Holanda celebra a chegada da primavera com diversas atrações.

Keukenhof vanuit de DakotaPara quem deseja ver de perto os famosos campos de tulipas, a melhor época para visitar o país é da segunda metade de abril até o fim de maio. É nesse período do ano que a flor holandesa mais conhecida desabrocha, formando imensos e coloridos jardins, juntamente com jacintos, orquídeas, narcisos, cravos, lírios, entre outras espécies. Destaque para três passeios:

1 > Keukenhof: tudo são flores

Anualmente, um tema serve de inspiração para paisagistas criarem os coloridos canteiros do Keukenhof, o maior parque de flores do mundo, localizado na cidade de Lisse.

Keukenhof, Van Gogh, Holanda, Flores - Foto DivulgaçãoPara homenagear Vincent van Gogh — cuja morte faz 125 anos em 2015 –, a equipe de jardineiros do parque preparou um mosaico de 250 metros quadrados com o rosto do pintor holandês formado por jacintos e centenas de tulipas de diversas cores.

Num pavilhão, flores de várias tonalidades se misturam aos painéis com reproduções de vários autorretratos do artista, que pintou a si mesmo mais de 30 vezes ao longo da carreira.

Com cerca de 7 milhões de mudas plantadas anualmente, o Keukenhof é composto por jardins e 4 pavilhões. Atrai 800 mil pessoas durante as 8 semanas em que fica aberto ao público.

2 > Parada das Flores: cores em evolução

Holand, Flores, Desfile - Foto  Malou Evers, Divulgação Holand, Flores, Desfile - Foto Erwin Martens, DivulgaçãoO Blomencorso Bollenstreek percorre 42 quilômetros entre as cidades de Noordwijk e Haarlem. O desfile conta com 20 carros alegóricos criativos e 30 veículos decorados com tulipas, principalmente.

Como o trajeto passa por Keukenhof, a sugestão é combinar os dois programas e visitar o parque no fim de semana da parada.

No dia seguinte à travessia os carros alegóricos ficam expostos na praça do mercado de Haarlem.

3 > Mercado flutuante: o rio das flores

Amsterdã, Holanda, Flores, Mercado - Foto Divulgação (3)

Mercado de flores mais famoso da Holanda, o Bloemenmarkt funciona em Amsterdã desde 1862. Fica no canal Singel, entre Koningsplein e Muntplein, e seu charme são as barcaças flutuantes repletas de flores. No passado as embarcações eram responsáveis por trazer as plantas para serem vendidas.

  • Quando: de segunda a sábado, das 9 às 17h30 — domingo, a partir das 11 horas

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