Bar de cervejeiro, no Rio

Texto e fotos de Nathalia Molina

O título deste post pode soar contraditório, afinal, todo bar não é para cervejeiro? Mais ou menos. Tomar cerveja com frequência nem sempre significa ser entendido no assunto. Pelo contrário, na maioria das vezes está mais para aliviar o calor ou encher a cara mesmo.

Gosto de provar cervejas artesanais e acho que vale pagar mais por elas do que se gasta com as industriais, produzidas em larga escala. Se eu entendo alguma coisa de ale ou weizen? Entendo de beber. A vida é muito corrida para se aprender de tudo, a gente tem que escolher em que investir tempo. Em termos de cerveja, me contento em experimentar. Deixo o conhecimento para gente como meus amigos Roberto Fonseca, que escreve o blog B.O.B. no site do Estadão, e Talita Figueiredo, que mantém o FemAle Carioca com outras cervejeiras. Quem estiver disposto a mergulhar na cerveja de modo ‘mais científico’ pode acompanhar esses blogs. Há ainda outras páginas. Com explicações sobre tipos de cerveja e rankings das melhores marcas, o site Brejas, por exemplo, inclui link com curiosidades que casam bem com filosofia de botequim, como frases relacionadas com cerveja e uma lista de expressões para aprender a pedir e a brindar em várias partes do mundo.

Pois foi a minha amiga Talita, do FemAle Carioca, que me indicou o Boteco Colarinho, na saída do metrô Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro. Quase desistimos de esperar mesa: na sexta lota como qualquer bar, naquela clássica esticadinha depois do expediente, e o pessoal parece mais interessado no movimento do que no chope diferente propriamente dito. Com isso, foi um tanto engraçado chegar ali com uma criança. A Talita costuma ir com seu filhote também — em frente tem uma pracinha –, mas em outro horário. Mas a ida ao Rio seria rapidinha, então resolvi tentar a sorte.

Ela estava a favor. Meu filho quis fazer xixi e, nisso, vagou uma mesa. Como bem disse meu marido, os deuses da cerveja me salvaram. Eles não podiam mesmo só mandar a vontade insuportável de ir ao banheiro depois de várias tulipas. E eu ia ficar aguada vendo tanto copo bonito nos arredores.

De cara, pedi um Roter Brauhof, que eu tinha visto na mesa ao lado, com aquele amarelo turvo delicioso. Bem levinho, gostoso, mas eu ainda provei um Corujas Extras, amargo na medida para mim. Para acompanhar (porque eu não sei beber sem petiscar), escolhemos um bolinho de gorgonzola e empadas. Eu não sou do time dos loucos por empada, muito menos de palmito, mas devo admitir que não vejo a hora de comer de novo aquela. A massa é fininha e o recheio um creme de palmito temperado com alho.

Teria ficado por ali bebendo muito mais, só que o pequenino precisava de uma caminha. Pedimos a conta e pegamos o metrô, logo em frente, prático assim.

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