Hotel-boutique no interior de SP: Confraria Colonial

O Confraria Colonial Hotel Boutique fica em Mairinque, pertinho de SP. Com jeitão mineiro, é bom para escapada a dois ou em família. Gastronomia e contato com a natureza são a pedida do hotel que é cercado por Mata Atlântica

ATUALIZADO EM 17 DE NOVEMBRO DE 2017

Publico numa rede social uma foto que chama a atenção dos meus amigos. Muitos me perguntam onde fica o resort à beira-mar de onde postei aquela imagem. Tolinhos. Digo que não foi necessário ir tão longe para ficar relaxado como pareço naquela foto ao lado da Nathalia.

A ‘praia’ fica mesmo em Mairinque, mais precisamente no Confraria Colonial Hotel Boutique. Integrante da Associação Roteiros de Charme, essa belezura fica a (contados) 55 minutos a partir de nossa casa, na zona oeste de São Paulo. Tudo bem bem que esse tempo de viagem só foi possível ser cumprido no retorno à capital, em um domingo à tarde.

Vista das suítes do Confraria Colonial Hotel Boutique – Fotos Nathalia Molina @ComoViaja

Dois dias antes, levamos cerca de 2 horas para deixar a capital paulista num fim de tarde. Tomamos a rodovia Castelo Branco e enfrentamos o congestionamento típico de quem vai para Alphaville e afins (martírio que dura até a entrada do bairro nobre da região de Santana do Parnaíba e de Barueri). Vencida a marcha estradeira, chegamos ao Confraria na metade da noite.

Como é o Confraria Colonial

O hotel não tem esse nome por acaso. Das paredes à decoração, muitos elementos remetem ao estilo barroco mineiro. É jeitinho de século 18, mas com conforto dos tempos atuais. Lado a lado, as suítes formam uma pequena vila em meio à mata nativa.

A NAMORADEIRA

Acomodações são 30, divididas em quatro categorias, todas ar condicionado, frigobar e TV via satélite. Ficamos na suíte Visconde, um quarto bem grande, de decoração enxuta, mas super aconchegante. Cama queen confortável, ducha boa e amenities Granado (acredite, virei fã do Castanha do Brasil que encontrei lá e adotei no meu uso diário). O quarto era aromatizado com um tipo de essência. Alérgica, Nathalia pediu à camareira se era possível não borrifar mais o perfume no ambiente. Pedido gentilmente atendido pela funcionária. Eficiência atestada em outras situações.

Feito o check-in e o reconhecimento do quarto, seguimos para o jantar. Nas duas noites em que nos hospedamos, havia música ao vivo. A gastronomia contemporânea e de pratos mediterrâneos substituíram a cozinha de pegada amplamente mineira — minha favorita, não sou sujeito de calcular calorias à beira da mesa (quanta indelicadeza, sô!). Agora, esse toque das Gerais só aos domingos, em substituição à feijoada que era servida aos sábados. Pena, porque a danada da feijuca era parruda de sabor, mas sem deixar a gente com aquela sensação de que estamos gestando um porco depois de comer.

O café da manhã segue tendo pão de queijo feito no próprio hotel e servido quentinho, quentinho (veja a foto e salive). As fotos do  almoço e do jantar também atiçam o apetite. Entre sexta e domingo, fizemos seis refeições.

PÃO DE QUEIJO DO CAFÉ DA MANHÃ

O que fazer no hotel

Entre uma refeição e outra, é possível realizar gostosas caminhadas pela área ao ar livre do hotel. Há uma suave trilha em meio a árvores e até um circuito mais radical, com direito a uma subidinha que exige alguma disposição. É no fim desse caminho que fica a quadra de tênis, de saibro.

Este slideshow necessita de JavaScript.

No fim de semana em que nos hospedamos, não vimos praticamente ninguém fazendo algum esforço. Acontece que, em um dado momento, cismei de caminhar na esteira da academia do hotel. Aventura que durou o tempo de eu descobrir que rolava um cafezinho de fim de tarde não muito longe dali. O hotel serve esse tradicional chazinho em um espaço bem gostoso, onde também são servidas pizzas preparadas e assadas na hora. Nathalia encontrou um bolo de milho cremoso que há tempos ela procurava. Bom, babau academia.

Você deve estar se perguntando se nós só comemos por lá, certo? Não, descansamos também. O Confraria é daqueles lugares que buscamos quando precisamos desestressar um pouco, ficar um ou dois dias de bobeira (o que é uma delícia, não). Andamos por toda a propriedade, parando de flor e flor. Foi nesse ritmo que passamos pelo pequeno lago (havia pescadores, acredite), que atravessamos o spa, e que subimos uma pequena elevação do terreno antes de nos sentamos em um balanço de dois lugares, convidativo para casais.

RETRATO EM BRANCO E PRETO

Estávamos sem o nosso filho, Joaquim. Mas o hotel recebe bem crianças — até 6 anos são consideradas cortesia, de 7 a 11 anos, pagam 30% da diária. Além de um campo de futebol, tem um play perto da academia e, na falta de uma piscina infantil, a jacuzzi é ocupada pelos menores numa boa.  Já a piscina principal é suficiente para espantar o calor, sem espaço para braçadas olímpicas.

SOMBRA E ÁGUA FRESCA

Aos que não querem deixar a água, tem ainda o bar molhado. Posei para a famosa foto de resort com um mojito nas mãos. Nathalia foi de caipiroska mista de vodka. Não é à toa que as pessoas pensaram que nós estivéssemos na praia. Deve ser também por causa da expressão leve no rosto, típica de quem está descansado, numa relax, numa tranquila, numa boa. E bem alimentados, claro.

A FOTO QUE DESPERTOU A CURIOSIDADE DOS AMIGOS

VALE SABER

Perfil do hotel: 🌳 (no interior)  💕 (a dois) 🎈 (para criança) 

Endereço: Rua dos Gaviões, 151 – Bairro Dona Catarina – Mairinque, SP

Transporte:  De carro, utilize a rodovia Castelo Branco (SP-280), pegue a saída para o viaduto Edward C. Leme, no município de Mairinque. O viaduto vai atravessar a rodovia, então pegue a estrada municipal Olhos D’ Água. Ao logo desse caminho placas indicam onde fica o hotel 

Site: confrariacolonial.com.br

Reserve no Confraria Colonial Hotel Boutique pelo Booking*


*Quando você reserva pelo Booking, um percentual do valor é repassado ao Como Viaja. Assim, você contribui para que a gente continue a escrever aqui. Conheça todos os parceiros do Como Viaja, que oferecem passagens, hotéis, guias e reservas de atrações

DEIXE SEU COMENTÁRIO