Parque da Mônica, em São Paulo: dica de passeio para crianças

Saiba como chegar ao Parque da Mônica em São Paulo no Shopping SP Market, ingressos e tudo sobre essa dica de passeio com crianças. A atração no SP Market é indicada para quem tem filhos pequenos e para fãs dos personagens de Maurício de Sousa

ATUALIZADO EM 06 DE NOVEMBRO DE 2017

Um lugar com a inocência da animada turminha criada por Maurício de Sousa. Sem brinquedos radicais, o Parque da Mônica, em São Paulo, é indicado para quem tem crianças pequenas e para fãs dos personagens mais famosos dos gibis brasileiros. Eles estão na decoração de todas as 21 atrações.

Nosso filho foi apresentado à turma pela mãe, que lhe deu de presente dedoches de borracha, quando ele ainda tinha 1 ano. Mônica, Sansão, Cebolinha, Cascão e Magali acompanharam a infância de Joaquim. Os bonecos, já descascados, viraram companheiros das aventuras que ele inventa misturando os brinquedos no quarto. Até foram com ele na nossa viagem em família à Alemanha.

HORACIC PARK: AQUI SÓ O CASCÃO NÃO BRINCA – Fotos: Nathalia Molina e Fernando Victorino @ComoViaja

Quim foi praticamente alfabetizado lendo as histórias da Turma. Devora revistinhas e almanaques com velocidade impressionante (as do Louco são sua mais nova mania). O sorriso nas fotos deste post não deixa dúvida do quanto ele adora todos os personagens. E de como se divertiu muito durante nossa visita. Ainda mais quando se é convidado para tomar um café da manhã na companhia de Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali. Coisa de Louco (que também apareceu por lá)!

A turminha também aparece para fotos com o público na área perto do palco. O site oficial tem o horário em que cada personagem se encontra com os fãs.

ENCONTRO ENTRE AMIGOS
COISA DE LOUCO

Como é o Parque da Mônica

Um parque de diversões à moda antiga, com carrinho de bate-bate, carrossel, roda-gigante e uma montanha-russa que não vai à estratosfera nem fica naquele sobe e desce de dar enjoo.

Todos os personagens (principais e secundários) estão presentes em algum ponto da decoração, seja em um banco ou no imenso painel à direita da entrada. Ali dá para se ter noção do universo criado por Maurício de Sousa desde 1959, ano em que ele desenhou suas primeiras tirinhas, tendo Franjinha e Bidu como protagonistas. Maurício e o cãozinho estão representados em uma estátua que dá boas-vindas aos visitantes na chegada.

BOAS-VINDAS DE MAURÍCIO E BIDU
CARROSSEL, UM CLÁSSICO

Se for até lá num feriado, fique atento à programação: o parque costuma preparar atividades especial com a Turma da Mônica no Carnaval e em outras datas comemorativas.

A área onde fica o Parque da Mônica tem 12.000 m², no Shopping SP Market. Desde julho de 2015, a atração está localizada na zona sul de São Paulo. Antes, era um parque no Shopping Eldorado, no lugar onde hoje funciona a KidZania. Embora seja o maior parque coberto da América Latina, é facilmente percorrido: uma volta nele todo não leva 10 minutos.

Se você for do tipo que sai do brinquedo e volta para o fim da mesma fila, chegue cedo. No domingo em que fomos, pela manhã, curtimos várias atrações sem espera ou com meia dúzia de pessoas na nossa frente. Depois do almoço, bombou de gente. A Casa da Mônica, por exemplo, era o lugar mais disputado para visitar e tirar fotos à tarde.

O PARQUE QUASE VAZIO PELA MANHÃ…
…BOMBANDO DE GENTE À TARDE

O que fazer no parque

Na véspera de nossa visita, Joaquim tinha bolado o próprio plano infalível de diversão, anotando em quais atrações desejava brincar. Quim conseguiu riscar todos os itens da lista. Apenas alterou um pouco a ordem inicial. A Montanha-Russa do Astronauta, primeiro item selecionado, foi deixada para depois — ele ainda guarda na memória a experiência com esse tipo de brinquedo vivida na Legoland perto de Munique, na Alemanha, embora lá a montanha-russa fosse muito alta.

PLANO INFALÍVEL DA DIVERSÃO

TROMBADA DO LOUCO E CE-BOLINHAS

Em matéria de radicalidade, achei a Trombada do Louco a campeã da modalidade. O bom e velho carrinho de bate-bate leva o nome do personagem mais fora da casinha de toda a turma (apropriado quando o assunto é trânsito, não acham?). Joaquim adorou a ideia de se envolver em umas pancadas com outros carros. Rimos pra caramba e, claro, fomos mais quatro vezes.

O TRÂNSITO INSANO
DOIS DOIDOS AO VOLANTE

O alvo preferido das insanidades do Louco também tem um brinquedo só seu. No Ce-Bolinhas a ordem é encher o saco com pequenas esferas de espuma para depois atirá-las com a ajuda de canhões com jato de ar. Crianças e adultos se enfrentam em uma batalha onde todos se acertam, mas ninguém se machuca.

CAMUFLADO, JOAQUIM RECARREGA SUA MUNIÇÃO

BRINQUEDINHO DA TURMA E VILA DA MÔNICA

No primeiro, piscina de bolinhas, passarelas, túneis e escorregadores estão a serviço da diversão de meninos e meninas. Joaquim achou legal, mas preferiu os desafios do Brinquedão do Chico Bento, para onde ele arrastou a mãe.

Ê, LASQUERA! TEM LABRINTO QUI DRENTO

Já na Vila da Mônica, o cenário de casinhas faz com que pareça o bairro do Limoeiro. Lá estão a Casa da Mônica, o Quarto do Cebolinha, a Cozinha da Magali, o Ateliê da Marina e a Piscina de Bolinhas do Cascão, todos de portas abertas para receber os fãs da turma.

ESCALADA DO PITECO, HORACIC PARK E VALE DOS DINOSSAUROS

Na entrada de cada atração, placas indicativas informam as restrições de altura do brinquedo. Os funcionários usam uma régua colorida para checar se a criança tem o tamanho mínimo exigido e ainda se deve ou não brincar na companhia de um responsável.

A RÉGUA MEDE TUDO, NÃO ADIANTA FICAR NA PONTA DO PÉ

Joaquim vibrou quando soube que poderia participar da Escalada do Piteco. É que ele havia ficado no quase quando visitamos o Catavento Cultural. Lá, o Monte dos Sábios exige altura mínima de 1,30m para subir, enquanto que no Parque da Mônica os 1,25 dele foram suficientes para escalar a parede da caverna.

FUJA PARA AS MONTANHAS!

Na linha das atrações do mundo primitivo, o Horacic Park é uma das mais legais. Foi a primeira que visitamos, logo que o parque abriu. Canoas para até 6 pessoas percorrem um riozinho suave, que termina em uma queda d´água bem mais inclinada do que a da montanha-russa. Atração não recomendada para Cascão e similares porque o banho no fim da descida é inevitável.

CEBOLINHA OU CASCÃO?
SORRIA! VOCÊ VAI SE MOLHAR EM BREVE

Nosso domingo no parque teve ainda um passeio pelo Vale dos Dinossauros (trilha de arvorismo boa até para os menores pois as passarelas suspensas são cercadas por rede), a jornada de Nathalia e Joaquim pelo Brinquedão do Chico Bento (a Nath só não recomenda o uso de saia porque o percurso inclui passar agachado dentro de um tubo e depois descer de escorregador) e uma apresentação especial da turma, que precisava resolver um velho mistério: quem roubou o Sansão? Até julho de 2018, um novo espetáculo vai agitar o palco principal. Mônica Azul  é uma apresentação musical que fala de diversidade e de amor ao próximo.

A TURMA TODA QUER SABER: QUEM ROUBOU O SANSÃO?

MONTANHA-RUSSA DO ASTRONAUTA

Como já escrevi, Joaquim adiou a subida dele. Nath e eu fomos separadamente (eu fiz um vídeo, inclusive), para provarmos ao nosso filho que era bem legal, que o susto na Alemanha tinha ficado para trás, que ele já estava bem maior e que a montanha-russa não era externa nem alta.

Ele se animou, encarou a fila modesta, subiu no carrinho ao lado da mãe. Eu, no banco de trás. Bom, infelizmente, foi o único momento de todo o dia em que do riso fez-se o pranto.

RODA-GIGANTE E CARROSSEL

O lance do Joaquim com montanha-russa é que ele não curte aquele troço de fazer curva pra lá, fazer curva pra cá, subir e descer, tudo muito velozmente. Altura é o menor dos problemas. Tanto que ele quis ir com a mãe na Roda-Gigante da Turma. Nath reviveu aquele clima da infância, daquela cestinha subindo e parando, subindo e parando…

RODA MUNDO, RODA-GIGANTE…

Depois, mãe e filho subiram no Carrossel da Mata. Joaquim tinha muita curiosidade de experimentar este clássico dos parques de diversão. Isso desde que Nath contou sobre o carrossel de dois andares que ela viu em Frankfurt, em um dos mercados de Natal da Alemanha.

NOSTALGIA

Foi um momento mágico, que resume o clima de inocência e fantasia que o parque exerce. Nostalgia registrada na foto amarelada pela luz do carrossel.

Ternura pura.

A ÉPOCA DA INOCÊNCIA

VALE SABER

Endereço: Avenida das Nações Unidas, 22.450 —  Jurubatuba, São Paulo

VISÃO DO PARQUE DO LADO DE FORA DO SHOPPING SP MARKET

Transporte: Ir de transporte público será uma epopeia dependendo da região da cidade onde você esteja. Como o parque fica na continuação da Marginal Pinheiros (em direção ao Autódromo de Interlagos), o carro ainda é a melhor alternativa. Num domingo como o que fomos, bem cedo, levamos 40 minutos a partir da Lapa, na zona oeste de São Paulo. Não pegamos congestionamento tampouco filas nas atrações do parque

CHEGUE CEDO E ENCONTRE ESTE CENÁRIO

 

Funcionamento: Em novembro, de terça a sexta, das 10h30 às 16h30 (sábados, domingos e feriados, das 11 às 19 horas)

Preço: A entrada é vendida na bilheteria, que abre 30 minutos antes do começo das atividades. Valor do ingresso do Parque da Mônica: o ticket individual sai por R$ 139 — meia entrada, R$ 69,50. Os passaportes ficam mais em conta de acordo com o número de visitantes (adultos ou crianças): 2 pessoas, R$ 182; 3 pessoas, R$ 270; 4 pessoas, R$ 356; 5 pessoas, R$ 440. Dá para pagar em até 5 vezes sem juros no cartão de crédito. Gestantes pagam R$ 40; pessoas portadores de necessidades especiais, grátis

No Parque da Mônica, o valor do ingresso dá direito a brincar em todas as atrações quantas vezes quiser. Apenas o Castelo de Príncipes e Princesas é pago à parte — entre R$ 150 e R$ 275, com direito a penteado, foto no castelo e fantasia, que pode ser levada para casa.

Guarda-volume com chave custa R$ 20; sem chave, R$ 10. Há aluguel de carrinhos de bebê (R$ 15) — o valor pago em dinheiro como caução é devolvido na retirada dos pertences

Alimentação: O parque permite a entrada de alimentos embalados e bebidas que não sejam alcoólicas. Leve um lanche fácil ou um pacote de biscoito para aplacar a fome, especialmente das crianças.

Há apenas uma unidade do Mc Donalds dentro do parque. Acredite, foi o lugar onde enfrentamos a maior fila: 40 minutos para comer um sanduíche troncho, batatas frias (não esqueci de digitar a letra ‘t’, eram frias mesmo) e refrigerantes sem gás.

PERCA TRÊS RODADAS: FILA DE 40 MINUTOS NA LANCHONETE

Outra área para alimentação fica na entrada, num cenário que remete ao bairro do Limoeiro, onde estão as casas dos personagens principais e a roda-gigante. Ali, quiosques estão instalados em algumas das janelinhas. São pontos de venda de sorvete, de pipoca e de balas e algodão-doce.

Chegamos à conclusão que teria sido melhor comermos um cachorro quente ali ou um croissant no quiosque da cafeteria da mesma rede de fast food, localizada ao lado dessa área do parque. Pareciam mais apetitosos.

Dica: Quem estiver com bebês bem pequenos e precisar alimentar ou trocar a fralda, o parque conta com espaço família

Compras: Como era de se esperar, há muitos produtos relacionados com a turminha na loja do Parque da Mônica. De roupas de bebê a camisetas para adultos fanáticos, é bem difícil sair de lá e não cair na tentação de comprar algo. Compramos para o Joaquim uma luminária (R$ 79,90), um caderno (R$10) e um quebra-cabeça de 500 peças (R$ 45)

TENTAÇÃO PARA CRIANÇAS E ADULTOS

Site: parquedamonica.com.br

Visita feita a convite do Parque da Mônica

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