Sexo no museu

Museu do Erotismo, Paris - Foto retirada do site do museu
MUSÉE DE L’EROTISME, EM PARIS – Fotos retiradas dos sites dos museus

Dia do Sexo. Mas só hoje? Por causa do número no caledário, 6/9? Então, tá. Vou aproveitar o clima para falar do assunto. São vários os museus pelo mundo que tratam do tema. Se alguém já tiver visitado estes abaixo ou um outro, me escreve que eu acrescento. Eu nunca estive em nenhum deles, só me lembrei dos mais falados. Viu como tem vantagem ser falado em matéria de sexo?

Berlim, Paris e Barcelona têm seus pontos eróticos: o Erotik Museum, o Musée de L’Érotisme e o Museu de L’Erotica, respectivamente. Deste último me lembro de passar na porta, mas estava correndo para o encontro com Gaudí e, com pressa, nem adiantar tentar explorar esse território.

Talvez um dos mais experientes no assunto seja o Venustempel – Sex Museum, em Amsterdã. Desde 1985, expõe objetos ligados ao tema. Atualmente estão lá pinturas, fotografias e esculturas. Se quiser preliminares, faça um tour virtual.

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MUSEUM OF SEX, EM NOVA YORK

Museu do Sexo, Nova York - Foto retirada do site do museu 2É claro que o interesse pelo sexo não se restringe ao Velho Continente. Na 5th Avenue em Nova York, o Museum of Sex tem uma coleção permanente com 15 mil peças, incluindo obras de arte, roupas e invenções tecnológicas. O museu mantém ainda biblioteca e videoteca com títulos relacionados ao assunto, e uma loja com acessórios e brinquedinhos para os empolgados com a ideia.

Para uma visita online para aprender mais sobre o assunto e até se inspirar, passeie pelo Museu do Sexo, idealizado pela médica Carmita Abdo, também coordenadora do Portal da Sexualidade. O site tem seções como: Sexo e Ciências; Sedução Prazer e Erotismo; e Arte Erótica — da qual reproduzo o poema a seguir, de Fernando Pessoa.

Dá a Surpresa de Ser

Dá a surpresa de ser.

É alta, de um louro escuro,

faz bem só pensar em ver

seu corpo meio maduro.

Seus seios altos parecem

(se ela estivesse deitada)

dois montinhos que amanhecem

sem ter que haver madrugada.

E a mão do seu braço branco

assenta em palmo espalhado

sobre a saliência do flanco

do seu relevo tapado.

Apetece como um barco.

Tem qualquer coisa de gnomo.

Meu Deus, quando é que eu embarco?

Ó fome, quando é que eu como?

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