No Brasil dos quase 7.500 km de praias, hospedar-se de frente para um rio pode parecer algo menor, quase sem importância. A visão desimpedida do mar e de suas ondas faz parte da fantasia de quase todo turista, daqui ou de fora. Eu me incluo nesse grupo. Mas admito ter mudado meu conceito quando fiquei no Tropical Executive, hotel em Manaus, diante do Rio Negro.
Meus olhos ficaram pregados na linha do horizonte. Diferentemente do que (não) se vê no oceano, havia algo possível de se enxergar naquele que é um dos principais afluentes do Rio Amazonas. Apesar de toda aquela imensidão, sua margem oposta estava ali, num perto-longe que me fascinou a partir da piscina de borda infinita.
Nathalia e eu havíamos descido com a ideia de abrandar um pouco o calor da capital do Amazonas, mas sequer entramos na água. O pôr do sol nos proporcionou algumas das melhores imagens de toda a viagem, que incluiu um cruzeiro pelo próprio Rio Negro, dias na Amazônia (no Juma Lodge e no hotel Mirante do Gavião), antes de terminarmos a viagem no Juma Ópera, hotel de luxo em Manaus. Pois bem, queridos, eu poderia morar naquele entardecer e nem subir de volta ao quarto.
Como é o hotel Tropical Executive Manaus
O Tropical Executive fica na Ponta Negra, bairro de alto padrão de Manaus. A valorização desse pedaço da capital amazonense inclui condomínios residenciais e prédios com vista-rio. É também uma região altamente turística formada pela orla da Praia da Ponta Negra, com bares, quiosques e restaurantes.
O nome e as salas de convenções não escondem sua vocação de hotel de negócios, mas o Tropical Executive cabe como opção a quem deseja curtir uma praia de rio, mas não terá tempo de experimentar algo assim fora de Manaus. Ainda que a piscina faça forte concorrência nesse caso.
Todos os apartamentos do Tropical Executive têm ar condicionado (gelaaado), cama queen (ou duas de solteiro espaçosas), banheiro sem firulas, mesa de trabalho, TV e frigobar. As unidades das categorias luxo e tropical possuem varanda. Nas demais, a visão do rio é total ou parcial, caso do superior queen em que dormimos.

O que fazer no hotel na Praia da Ponta Negra
Embora o hotel não ser administre a piscina, seu uso pelos hóspedes é livre mediante a apresentação de uma pulseira, que os funcionários dão no check-in. É possível pedir lanches e petiscos, além de bebida.
Quando chegamos ao Tropical Executive, faltava ainda 1 hora para o serviço voltar. A gente pediu uma porção de pastéis e refrigerante no quiosque da piscina, que não lança a despesa na conta do hotel. Como eu havia descido sem cartão de crédito ou dinheiro, fiz um Pix.

O hotel não tem academia, mas a proximidade com a orla da Ponte Negra ajuda a quem quer correr ou fazer uma caminhada. Vamos combinar que o visual ao redor é bem melhor do que qualquer esteira em ambiente fechado.
Em esquema de buffet, o café da manhã é servido no restaurante do hotel, o Maragogi. Apresenta itens básicos como frutas, cereais, pães, bolos, frios, queijos e algumas receitas regionais, caso do x-caboquinho. Sanduíche típico do café da manhã amazonense, ele é a soma de pão francês, queijo coalho, fatias fritas de banana pacovã (da terra) e lascas de tucumã (fruto de uma palmeira da Amazônia).

O Tropical Executive está localizado a 15 minutos de carro do aeroporto. Com quase o dobro desse tempo se chega ao Centro Histórico, onde está o circuito básico de atrações turísticas, entre elas, o Teatro Amazonas, o Palácio Rio Negro e o Mercado Adolfo Lisboa, todos erguidos durante o apogeu econômico vivido por Manaus com o Ciclo da Borracha, no fim do século 19. Nenhuma obra de engenharia supera o pôr do sol às margens do Rio Negro.