Categoria: Destinos Internacionais

Melhores destinos internacionais, com dicas de viagem para o exterior. Confira pontos turísticos, hotéis, passeios, comidas, festas e outros destaques

  • Roda gigante de Viena, no Prater: a Wiener Risenrad

    Roda gigante de Viena, no Prater: a Wiener Risenrad

    Depois de operar por 75 anos sem interrupção, a roda gigante de Viena foi desligada em março por conta das medidas de isolamento em decorrência da pandemia de coronavírus na cidade. A Wiener Risenrad, nome da atração, voltou a funcionar em 29 de maio no Prater, parque público da capital da Áustria.

    Em média, uma volta completa dura entre 12 e 15 minutos. ⁠Inaugurada em 21 de junho de 1897, em comemoração pelos 50 anos do reinado do imperador Franz Joseph, a roda-gigante tem 64,75 metros de altura e 430 toneladas de peso. Tinha inicialmente 30 gôndolas, capacidade reduzida à metade por questões de segurança após a Segunda Guerra Mundial. ⁠

    Símbolo da capital da Áustria, a roda-gigante serviu de locação para filmes, entre eles, Antes do Amanhecer e 007 Marcado para a Morte. A propósito, a produção de James Bond ergueu um restaurante aos pés da roda-gigante para uma das cenas do longa. A ideia inspirou criação de um restaurante ser inaugurado exatamente no mesmo local. ⁠

  • Visit Orlando Magical Dining: restaurant week de alta gastronomia

    Visit Orlando Magical Dining: restaurant week de alta gastronomia

    Chega à 14ª edição a Visit Orlando Magical Dining, espécie de restaurant week de alta gastronomia do destino na Flórida. Menus de jantar ao preço fixo de US$ 35, com 3 etapas, estão disponíveis em cerca de 120 restaurantes em 2019.

    The H Cuisine é outro restaurante que passa a participar da Magical Dining – Foto: Visit Orlando/Divulgação

    Os restaurantes da Magical Dining estão localizados em Orlando e cidades vizinhas como Winter Park. Em 2019, há 11 novos participantes: Bella Tuscany Italian Restaurant, Bites & Bubbles, Enzo’s Hideaway, Euphoria, Jaleo, Menagerie Eatery & Bar, Mia’s Italian Kitchen, The Backroom Steakhouse, The Edison at Disney Springs, The H Cuisine e Wolfgang Puck Bar & Gril.

    Restaurantes de Orlando com prato sem glúten e vegetariano

    Nos cardápios, os visitantes encontram opções para quem não come glúten ou é vegatariano ou vegano. Essa refeições especiais são encontradas em vários dos participantes. Alguns exemplos são o Artisan’s Table Paddlefish (em Disney Springs), o Hamilton’s Kitchen (em Winter Park), o Winter Garden’s Market to Table e o Sharks Underwater Grill (no parque SeaWorld Orlando).

    VALE SABER

    Quando: Em 2019, de 23 de agosto a 30 de setembro

    Preço: US$ 35 o jantar a preço fixo, com 3 etapas

    Site: orlandomagicaldining.com — é possível fazer reservas online

  • Miami Spice: gastronomia a preço fixo nos restaurantes por 2 meses

    Miami Spice: gastronomia a preço fixo nos restaurantes por 2 meses

    São 2 meses para comer em alguns dos melhores restaurantes de Miami com menu a preço fixo, com 3 pratos. Durante a 19ª edição da Miami Spice, espécie de restaurant week estendida do destino na Flórida, o brunch ou almoço custa US$ 23 e o jantar sai por US$ 39 nos cerca de 250 participantes do evento. Gastronomia é um dos temas com promoção em Miami, destino que destaca um tema diferente a cada mês para preparar novidades e ofertas para os visitantes.

    Gastronomia variada em menu de 3 pratos, na Miami Spice – Foto: Greater Miami and the Beaches/Divulgação
    Há diversos novos participantes na Miami Spice 2019. Alguns deles são La Placita, Marfil Bistro, Alloy Bistro Gourmet, Table 55, Fiola Miami, AQ Chop House by IL Mulino, The Deck at Island Gardens, Gusto Ristobar, Bakan, Doc B’s Restaurant + Bar, La Cerveceria De Barrio, Pairing by Tomas Cuadrado e Swan & Bar Bevy.
    [ppromo_passagens limit=”3″ origin=”RG_BRASIL” show_logo=”true” destination=”MIA” header_text=”Passagem para Miami” /]

    Restaurantes de Miami até Bal Harbour

    Pode ser encontrados restaurantes da Miami Spice em Downtown, Miami Beach, Brickell, Bal Harbour, Doral, Coral Gables, Sunny Isles, Little Havana, Little Haiti, South Miami e Wynwood. Nos cardápios, os visitantes encontram opções para quem segue dieta kosher , vegatariana ou vegana.

    Restaurantes em Wynwood também participam – Foto: Greater Miami and the Beaches/Divulgação

    VALE SABER

    Quando: Em 2019, de 1º de agosto a 30 de setembro

    Preço: US$ 23 no brunch ou no almoço; US$ 39 no jantar

    Site: miamiandbeaches.world/ofertas/temptations/miami-spice-months — é possível fazer reservas online

  • St Lawrence Market (Toronto): o que fazer e comprar no mercado

    St Lawrence Market (Toronto): o que fazer e comprar no mercado

    Restaurantes imperdíveis e lugares como o St Lawrence Market, mercado de Toronto (Canadá), fazem da metrópole do Canadá um ótimo destino para quem, como a gente, gosta de saborear outras culturas. Você pode fazer umas comprinhas e experimentar comidas típicas do Canadá, pratos e ingredientes como o xarope de maple (extraído da árvore cuja folha é símbolo do Canadá), as frutas vermelhas (tão comuns quanto saborosas por lá) e o famoso peameal bacon de Toronto, sanduíche servido pela Carousel Bakery no mercado.

    Localizado em Old Town, região que deu origem a Toronto, o St Lawrence Market foi aberto em 1803 como principal mercado público da cidade. Hoje, superados mais de dois séculos – e um incêndio que o arrasou por completo em 1849 –, o St Lawrence ampliou sua oferta de produtos, acrescentando pitadas de artesanato e de programação cultural ao comércio de comida fresca e local. Dá até para trazer algum souvenir de viagem.

    Como é o mercado público de Toronto

    O St Lawrence Market é um complexo composto por 3 partes: o South Market, o North Market e o St Lawrence Hall. A mais conhecida, no entanto, é a primeira, um espaço recheado com cerca de 120 comerciantes de produtos trazidos, em sua maioria, da região sul de Ontário. Lá estão ingredientes que você encontrará na composição de pratos dos principais restaurantes de Toronto. Também há lojas de artesanato e roupas, padarias e docerias.

    Prédio histórico do St Lawrence Market
    Prédio histórico do St Lawrence – Foto: Nathalia Molina @ComoViaja

    Acrescente a essa receita de sucesso o fato de que, na feira realizada no North Market, o visitante pode comprar, comer e conversar diretamente com os produtores rurais. Seguindo uma tradição de 200 anos, esse farmer’s market funciona somente aos sábados, dia em que os produtores vendem seus queijos, frutas, verduras, legumes e carnes.

    Localizado na King Street com a Jarvis Street, o St Lawrence Hall é um edifício histórico de 1850, restaurado em 1967. Hoje é um espaço usado para eventos sociais, corporativos e shows.

    O que comprar e comer no St Lawrence Market

    Nenhum turista vai ao St Lawrence fazer a feira da semana, evidentemente. A visita vale para conhecer e provar produtos e ingredientes vendidos por lá, entre eles algumas comidas típicas do Canadá.

    Na hora de escolher o que comer no St Lawrence Market, todos os caminhos apontam para a Carousel Bakery, que serve o melhor peameal bacon de Toronto: um pornográfico sanduíche de bacon de lombo de porco envolto em uma camada de farinha de milho (originalmente, a farinha era de ervilha, daí o ‘pea’ do nome). Acrescente molho de mostarda com mel, fica delicioso.

    Lojas do mercado de Toronto
    Lojas de queijo: que delícia – Foto: Destination Canada

    A Olympic Cheese Mart tem sua especialidade no nome: desde 1958 vende queijos. Entre eles, cerca de 600 produzidos tanto no Canadá quanto em outros países como Inglaterra, Holanda e Nova Zelândia.

    No South Market, além dos boxes que ocupam os pisos principal e inferior, há restaurantes para quem quer fazer uma boquinha. E pode ser logo a primeira refeição do dia, já que o mercado abre no fim da madrugada. Quebre o jejum com café acompanhado de bagel quentinho da St Urbain Bagels ou da Future Bakery.

    No andar de baixo, na Eve’s Temptations, tortinhas de framboesa ou mirtilo são a pedida para os loucos por frutas vermelhas, como eu. Se você prefere um sabor mais familiar, experimente a versão local dos pastéis de Belém, doce típico de Portugal apreciado por muitos brasileiros, também como eu. No mercado da cidade composta por culturas diferentes, encontra-se um pouco de tudo.

    Além do artesanato vendido regularmente no St Lawrence Market, da Páscoa ao Thanksgiving no Canadá (em outubro, data diferente do americano) é realizado o Arts in the Market. Nesse período, artistas, designers e artesãos ocupam o entorno do mercado com barracas para exibir e vender suas peças.

    No segundo piso do South Market, funciona a Market Gallery, centro cultural com exposições relacionadas ao desenvolvimento da cidade de Toronto. Os cerca de 2.600 trabalhos, incluindo pinturas e fotografias, datam do meio do século 19 até os dias atuais. Esse espaço abrigou a câmara municipal de Toronto de 1845 a 1899.

    Galeria no segundo piso do mercado, em Toronto – Foto: Divulgação

    Se for sábado, caminhe até o North Market, para encontrar os fazendeiros do sul de Ontário e seus produtos vindos diretamente do canteiro no farmer’s market de Toronto.

    VALE SABER

    Endereço: South Market: 92- 95 Front Street East North Market: 125 The Esplanade. St Lawrence Hall: 157 King St East

    Transporte: O St Lawrence Market fica bem perto da Union Station, estação central da cidade, que conecta metrô, trens da Via Rail e UP Express (trem para o aeroporto). Basta caminhar pela Front Street, passando em frente ao Hockey Hall of Fame, museu do hóquei, e ao Gooderham Building, prédio histórico cujo formato acompanha a forma estreita da sua esquina

    Horário: South Market: de terça a sexta, das 9 às 19 horas. Market Gallery: de quarta a sábado, das 11 às 16 horas. North Market: sábado (farmer’s market), das 5 às 15 horas.

    Site: stlawrencemarket.com

  • Berlim (Alemanha): pontos turísticos, hotéis e mais dicas

    Berlim (Alemanha): pontos turísticos, hotéis e mais dicas

    Há sempre muito o que fazer na capital da Alemanha. Por isso, dicas de Berlim são sempre bem-vindas para você montar seu roteiro. É uma cidade que pulsa dia e noite graças à mistura de intensa vida cultural, história em estado bruto, comida de primeira e apetite de sobra para ditar novos padrões de comportamento. É um lugar que transforma e se deixa transformar, então desconfie de quem diga que sabe tudo sobre Berlim. Na cidade nada é definitivo, sempre há algo de novo acontecendo.

    A maior cidade alemã é uma maravilha mutante que recebia uma média de meio milhão de turistas por dia antes da pandemia. É gente que está em visita ao Portão de Brandemburgo, à Cúpula do Reichstag (é possível tomar um café da manhã no restaurante Käfer na cúpula do parlamento alemão), à Torre de TV de Berlim (garanta ingresso sem fila) e ao Checkpoint Charlie. E também explorando ruas de bairros tradicionais como Mitte ou de distritos que caíram nas graças da gente hipster na última década, casos de Prenzlauer Berg, Kreuzberg e Neuköln (existe um tour de 4 horas pela Berlim alternativa que passa por esses bairros). Entre as atividades disponíveis na cidade, aliás, tem um pouco de tudo: de tour histórico a pé de 2 horas a passeio de barco pelo Rio Spree e até dar uma volta dirigindo um Trabant (o carro-símbolo da Alemanha Oriental).

    Berlim foi capital do Reino da Prússia, do Império Alemão, da República de Weimar e do Terceiro Reich antes de ser esquartejada em 4 zonas de ocupação depois da Segunda Guerra Mundial, embora seu território estivesse totalmente localizado na área de domínio da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.

    O êxodo de alemães, seduzidos pelas vantagens econômicas e sociais oferecidas pelo lado ocidental da cidade, levou o governo a fechar as fronteiras de forma definitiva. Com o apoio de Moscou, o Muro de Berlim foi erguido em 13 de agosto de 1961, separando a capital da futura República Democrática Alemã dos setores americano, britânico e francês, isolados em Berlim Ocidental.

    Novembro de 2019 marca os 30 anos da queda do Muro de Berlim. Desde então, a reunificação promoveu mudanças na paisagem e nos costumes, algo como não se registrou em nenhuma outra cidade da Europa. O lado cosmopolita e inovador se acentuou, as conexões com o passado não foram perdidas e as políticas públicas adotadas desde então focaram num futuro sustentável, na esperança de que as dores do crescimento sejam minimizadas.

    Por tudo isso, não importa se você planeja um roteiro em Berlim de 3 dias, por exemplo. Seja mais ou menos que isso, saiba que todo tempo sempre será pouco para descobrir a cidade, que estará diferente, maior e mais radiante quando você retornar.

    Confira abaixo o que fazer em Berlim, além de hotéis, restaurantes, compras, clima, eventos, transporte e destinos para um roteiro combinado. Nossa série com opções de guia de viagem traz informações grátis e completas para você se planejar bem para conhecer destinos brasileiros e internacionais.

    GUIA DE VIAGEM | BERLIM

    Catedral de Berlim, perto da Ilha de Museus – Foto: @ComoViaja

    pontos turísticos

    Não é de hoje que um dos mantras de Berlim é o de cidade com 1.500 eventos diários para aproveitar, numa escala que compreende 24 horas por dia, 365 dias por ano. Por isso, antes de embarcar para a capital da Alemanha, vale checar as opções e garantir ingressos e tours em Berlim — este link é da GetYoutGuide, parceria do Como Viaja que trabalha vendendo serviços turísticos em diferentes cidades pelo mundo; como é uma empresa alemã, estão disponíveis muitas atividades turísticas na Alemanha.

    Para admirar sua grandiosidade de cima, suba os 368 metros de altura da Torre de TV de Berlim, cartão-postal do lado leste da cidade, na Alexanderplatz. Essa é uma das icônicas praças berlinenses juntamente com a Potsdamer, perto da qual as crianças podem se divertir brincando na Legoland Berlim. Os pequenos também curtem o Zoológico de Berlim, o mais antigo da Alemanha, as visitas ao AquaDom e ao SeaLife (que têm ingresso combinado com acesso prioritário) e ainda o rico acervo do Museu de Tecnologia (Technikmuseum), famoso pela carcaça de avião suspensa do lado de fora do prédio.

    Em matéria de museus, a capital da Alemanha tem uns 200. É possível visitar desde o inusitado museu dedicado à salsicha (currywurst) a programas clássicos, como o Museu de História Natural de Berlim (garante o ingresso com áudio guia). Nas instituições agrupadas às margens do Rio Spree, na chamada Ilha de Museus, se encontram preciosidades. O Portão de Ishtar e o Altar de Pérgamo, por exemplo, fazem parte do magnífico acervo do Pergamonmuseum.

    Berlim é uma aula prática sobre Guerra Fria, especialmente para quem cresceu em meio à polarização do mundo entre os blocos capitalista e socialista. Dos trechos do Muro que permanecem de pé, o maior deles (1.316 km) virou nas mãos de artistas locais e estrangeiros uma grande galeria a céu aberto, a East Side Gallery, monumento à liberdade.

    O interessante DDR Museum (compre entrada sem fila para o museu) mostra como era o cotidiano da Alemanha Oriental. Para quem gosta de história, o tour a pé sobre o Terceiro Reich e a Guerra Fria inclui paradas no Memorial dos Judeus Mortos e nos lugares onde ficam o bunker de Hitler e instituições como SS e Gestapo. Stasi Museum e Deutsches Spionagemuseum são espaços dedicados às atividades de espionagem e segurança praticadas pelos serviços secretos da Alemanha e do mundo.

    Em reconhecimento aos erros do passado nazista, o Memorial aos Judeus Mortos da Europa é um espaço de reflexão e alerta. Um tour pelo bairro judeu de 2,5 horas mostra arquitetura e história da fundação da cidade até a resistência ao nazismo. O pedido para que equívocos assim não se repitam é recorrente em passeios guiados em instituições ou atrações que tenham ligações com o regime de Adolf Hitler. Caso do Estádio Olímpico de Berlim, construído para ser um dos símbolos da propaganda nazista durante os Jogos de 1930.

    HOTÉIS

    Na hora de decidir onde ficar em Berlim lembre-se que Mitte (meio, em alemão) é a região mais central. Seu perímetro cobre os principais pontos turísticos da capital alemã e por isso reúne as principais opções de hotéis, quase todos localizados próximos a estações de trem ou metrô, aliados importantes nos deslocamentos pela cidade. Durante nossa viagem à Alemanha com criança, nos hospedamos por 5 noites no NH Berlin Collection am Checkpoint Charlie, em frente ao Museu da Comunicação, na Leipziger Strasse. E pernoitamos ainda no Novotel Berlin Mitte, que tem um lounge para crianças, com videogame, brinquedos e livros.

    Na efervescência cultural de Kreuzberg, o Mövenpick Hotel Berlin am Potdsdamer Platz é um 4 estrelas que funciona numa antiga unidade restaurada da empresa de eletrônicos Siemens. Fica em frente a um dos bunkers dos tempos do nazismo, hoje um museu com documentação aberta à consulta do público. O Hotel Johann é alternativa para orçamentos enxutos, localizado a 15 minutos dos bares, restaurantes e boutiques da Bergmannstrasse, território frequentado por moradores do bairro.

    Eco-friendly, sustentável, com oferta de comida vegetariana e orgânica, o Almodovar Hotel é a cara de Friedrichshain, distrito separado de Kreuzberg por um canal do Spree, mas unido em espírito: o de romper com convenções sociais. Fica próximo ao melhor da vida noturna da região da Simon-Dach-Strasse e a cerca de 20 minutos de metrô da Alexanderplatz.

    Em busca de algo que seja a cara de Berlim? Experimente se hospedar no Huttenpalast, onde um velho galpão de fábrica foi preenchido por trailers e cabanas de madeira transformadas em aconchegantes dormitórios. Há também a opção de suítes tradicionais para até 3 pessoas. Tudo isso em Neukölln, velho bairro operário que atualmente atrai jovens alternativos interessados em diversão até a alta madrugada.

    O Myer’s Hotel Berlin é o retrato de Prenzlauer-Berg: assim como o bairro, o prédio de estilo neoclássico do século 19 foi repaginado ao sabor da urbanidade local dos dias atuais. Todos os quartos são decorados de forma única. No entorno do hotel boutique estão cafés, ateliês e galerias que conferem ao coração da antiga Berlim Oriental um ar moderno e conectado com as principais tendências da moda e de comportamento. O Hotel Oderberger conservou a piscina que pertencia a uma centenária casa de banho pública em Prenzlauer Berg. Quando não está ocupada por eventos, ela é um dos atrativos desse hotel boutique de 70 quartos.

    [booking_product_helper shortname=”mapa berlim”]

    RESTAURANTES

    Saco vazio não para em pé, já dizia a vovozinha. Então fique sabendo que não faltam lugares onde comer em Berlim. A cidade tem em torno de 9.400 opções para saciar a fome, entre restaurantes, cafés, lanchonetes e food trucks. Tem cozinha asiática, do oriente médio, francesa, italiana, mediterrânea, vegana, vegetariana. Se você se delicia provando comidas nos lugares que visita, existem um tour gastronômico no Mitte e outro pelo bairro de Kreuzberg.

    Por ano, berlinenses e turistas devoram em torno de 70 milhões de currywursts, uma das comidas típicas da Alemanha. Aqui, a famosa salsicha da capital é servida com molho de tomate e curry, acompanhada de batata frita (pomme frite). Comida de rua basicona, ela é especialidade do Curry 36, que funciona a pleno vapor no número 36 da Mehringdamm, em Kreutzberg. No mesmo bairro, em um banheiro público restaurado sob a linha do metrô Schlesisches Tor, o Burgermeister serve hambúrgueres com molhos caseiros e fritas até tarde da noite.

    Clássicos como joelho de porco ou bulette (almôndegas de carne) com salada de batata e chucrute (sauerkraut) são parte do cardápio da rústica Brauhaus Lemke am Schloss, cervejaria que tem três endereços na cidade, um deles em frente ao Palácio de Charlottenburg, ponto turístico a ser visitado numa dobradinha (por que não?). Esses pratos que são a própria identidade alemã ganharam versões sofisticadas no PeterPaul, localizado no Mitte.

    Berlim tem 20 restaurantes que integram a edição mais recente do prestigiado Guia Michelin. De menu asiático, o Tim Raue foi uma das 6 casas a receber duas estrelas da publicação francesa, que no ano passado elegeu Sebastian Frank, do Horváth (2 estrelas desde 2015), o melhor chef da Europa, comprovando a importância da capital alemã no cenário mundial da alta gastronomia.

    A cidade também se destaca pela originalidade à mesa. Dono da primeira estrela Michelin em 2019, o Coda é um bar do distrito de Neuköll que só serve sobremesas para acompanhar seus coquetéis. No futurista Data Kitchen os pedidos são feitos num tablet e um e-mail avisa quando os pratos devem ser retirados das caixas individuais que formam uma parede do salão do restaurante, localizado no Mitte. Ainda no quesito peculiaridades, é possível tomar um café da manhã robusto a qualquer hora do dia ou da noite. Primeira filial fora de Israel, o Benedict explora o conceito de brinner (brunch + dinner), com especialidades matinais de várias partes do mundo.

    Feita de trigo e fermentada na própria garrafa, a cerveja típica de Berlim (Berliner Weiss) pode ser apreciada num biergarten (de abril a setembro) e em cervejarias clássicas alemãs, como Löwenbräu e Paulaner. Com cerca de 60 produtores locais, a capital também se tornou referência na fabricação de cerveja artesanal, com destaque para Brlo Brwhouse, Berliner Republik e Eschenbräu, pioneira micro cervejaria em funcionamento desde 2001.

    compras

    Até o mais respeitoso usuário de cartão crédito é seduzido pelo circuitinho básico de compras em Berlim. Centro importante da indústria da moda, a cidade oferece as últimas tendências em lugares como o Bikini Berlim, primeiro shopping center da Alemanha, perto da Igreja Kaiser Wilhelm.

    A poucos passos está localizada a Kurfürstendamm — Ku’damm, como a avenida é chamada pelos íntimos e por ortodoxos compradores que não dispensam grifes como Lagerfeld ou Tommy Hilfiger. A gigante loja de departamentos KaDeWe também vende moda internacional e tem um 6º andar que faz a alegria dos foodies que estejam pela Tauentzienstrasse, outra rua comercial bem movimentada.

    Na Alexanderplatz, coração da velha Berlim Oriental, a Galeria Kaufhof vende roupas, acessórios, presentes e tem um restaurante que salva a pátria da fome fora de hora. Peças feitas pelos melhores designers da cidade estão à venda na loja Boxoffberlin, na Zimmerstrasse, ao lado do museu dedicado ao Trabi, o carro-simbolo da Alemanha Oriental.

    Bonequinhos do farol de Berlim, os Ampelmännchen viraram uma marca bem sucedida de artigos diversos vendidos em unidades próprias, como as da Gendarmermarkt ou da Unter den Linden, a avenida mais importante de Berlim, onde construções famosas — Universidade Humboldt, Museu Histórico Alemão, entre outras — dividem espaço com restaurantes, cafés e lojas.

    O estilo multicultural de Prenzlauer-Berg, Kreutzberg e Neuköln se reflete no comércio local, composto por novos talentos do design, criadores de moda alternativa e sustentável, adeptos do estilo urbano e, muita vezes, na contramão da produção em larga escala e impessoal. Möon, Flagshipstore e Blank Etiquette são marcas que  traduzem o espírito dos jovens moradores profissionais que adotaram esses bairros da antiga Berlim Oriental.

    TRANSPORTE

    Berlim tem dois aeroportos conectados por trem com o centro da cidade: para deixar o Schönefeld (18 km), use as linhas S9 e S49 do S-Bahn ou o Airport Express — ambos param na estação central (Hauptbahnhof). Mesmo destino de quem desembarca nos terminais do Tegel (8km), de onde os ônibus 109, 128 e o Jet Express Bus TXL levam 15 minutos para chegar à principal parada de trens da cidade.

    Se optar por táxi (a partir de 3,50 euros), procure pelos pontos oficiais do aeroporto. Embarque em veículos que tenham número de matrícula escritos no vidro traseiro. Ou então esqueça o carro, contribua com o meio-ambiente e vá de transporte público. Berlim tem uma complexa rede de trens (S, verde), metrôs (U, azul) e ônibus que conecta a cidade de modo integrado.

    Nas estações, os bilhetes são vendidos em máquinas amarelas e vermelhas, de acordo com zonas tarifárias: A (zona central, mais turística), B (centro e aeroporto Tegel) e C (aeroporto Schönefeld e a cidade de Potsdam).

    Existem cartões que incluem transporte e dão desconto em atrações na capital alemã. Um deles é o EasyCity Pass, com S-Bahn, metrô, ônibus, bonde e trem regional. Já o Berlin WelcomeCard dá direito a transporte público nas zonas A e B e tem versões de 48 horas a 6 dias. Importante: valide seu tíquete antes de embarcar ou a multa será puxada.

    A linha de ônibus TX 100 conecta os lados leste e oeste da cidade e passa por cartões-postais num trajeto de 8 km que dura cerca de meia hora. Embarcar em um ônibus turístico de 2 andares pode ser um programa diferente, ainda mais se você estiver com criança. O ônibus hop on hop offpermite descer nos principais pontos turísticos e depois embarcar no veículo seguinte.

    Até 2020, Berlim tem planos para reduzir em cerca de 270 milhões de toneladas os níveis de poluição da cidade. Por isso, os deslocamentos de bicicleta são valorizados. Há estações de aluguel de bike e excursões guiadas de 3 ou 4 horas de bicicleta passando pelos destaques da cidade.

    MOEDA

    Em Berlim, o euro é bem aceito, obrigado. Cartões de débito e de crédito também são bem-vindos em lojas, restaurantes e hotéis. E carregue com você dinheiro vivo suficiente para as primeiras despesas assim que chegar à cidade.

    Se precisar trocar moeda, tem duas casas de câmbio (Wechselstuben) no terminal A do aeroporto Tegel: ReiseBank e Euro-Change — há unidades também nas grandes paradas de trens e metrô. Caixas eletrônicos ATM (Geldautomat) funcionam 24 horas em centros comercias e estações de transporte público.

    Cartões das bandeiras Visa e Mastercard são mais bem aceitos que Amex e Diner’s, mas pergunte antes de comprar ou comer, já que há estabelecimentos (especialmente os menores) que só aceitam pagamento em cash.

    Gorjetas: nos restaurantes, deixe 10% ou mais do total da conta, dê 1 ou 2 euros por dia ao pessoal que arruma os quartos e a mesma quantia por mala aos carregadores nos hotéis e acrescente entre 10% ao valor arredondado da corrida de táxi.

    CLIMA

    O clima de Berlim é temperado, com a temperatura oscilando ao longo do ano, criando uma atmosfera única na cidade para cada estação. O verão vai de maio a agosto, com os termômetros passando dos 20°C — com picos de 30°C, que levam turistas e moradores para os bares de praias montados na beira do rio.

    As cores do outono ficam mais evidentes na paisagem dos parques públicos, como Volkspark e do Tiergarten. De setembro a dezembro, as temperaturas mínimas ficam abaixo dos 10°C, podendo atingir marcas negativas no último mês do ano.

    Berlim enfrenta seu momento de inverno mais rigoroso entre janeiro e fevereiro, quando a neve tinge de branco a capital alemã, o Spree congela e o público se entoca em museus e cafés.

    A primavera traz de volta gente às ruas, mas de casaco, touca, luva e cachecol dependendo dos dias. Enfrentamos vento frio e cortante no fim de março, quando os termômetros apontavam 3°C nos fins de tarde e início de manhã.

    EVENTOS

    Dezembro é tempo do mercado de Natal da Gendarmenmarkt, em Berlim – Foto: Scholvien/Divulgação

    No calendário anual da cidade, fevereiro é mês do Festival de Cinema de Berlim, que já conferiu Urso de Ouro para Central do Brasil, em 1998. O verão é tempo de curtir a vida ao ar livre, seja em passeios de barco pelo Rio Spree ou sentado nos bares temporários montados à beira dele. O sol e o calor animam alemães e estrangeiros a se deitar no gramado de parques como o Tiergarten ou em outras tantas áreas verdes que recobrem 30% da cidade.

    A estação mais quente do ano reserva ainda um carnaval multicultural em Kreuzberg e concertos de música clássica a céu aberto na Gendarmenmarket. Nessa praça, no inverno, é montado um dos mais bonitos mercados de Natal de Berlim, em meio a maravilhas da arquitetura, como a Sala de Concertos, a Catedral Francesa e a Neue Kirche. A cidade também fica especialmente bonita à noite durante o Festival de Luzes em Berlim, quando rola uma excursão em ecotáxi numa espécie de riquixá, por um período de 1 a 2 horas.

    Mas não é preciso haver nenhuma data especial para se celebrar. A vida noturna de Berlim é cultuada como uma das melhores da Europa porque vai de segunda a segunda, com algumas festas se prolongando além dos primeiros raios de sol. Casas como Tresor, Berghain, Felix Club e Watergate são tão conhecidas pela música de qualidade tocadas por seus DJ’s quanto pelas concorridas filas para entrar. E não se aborreça se por acaso você não for aprovado pelo hostess de alguma dessas casas. Não é nada pessoal.

    MAIS DESTINOS

    Uma viagem a Berlim fica mais completa com uma excursão a Potsdam e seus castelos, a cerca de 40 minutos da capital alemã. Reserve um dia para conhecer as maravilhas arquitetônicas declaradas Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Com saída em Berlim, há tours guiados pelo Palácio de Sanssouci, construção em estilo rococó que possui um enorme e geometrizado jardim.

    Vale a pena também dar uma passada no centrinho de Potsdam para conhecer o bairro holandês, conjunto de casas de tijolinho construídas no século 18 para colonos holandeses, hoje ocupadas pelo comércio. Na História, a cidade foi palco de um encontro entre países vencedores da Segunda Guerra Mundial, em 1945. Na Conferência de Potsdam, Rússia, Estados Unidos e Grã-Bretanha decidiram o futuro da Alemanha, que havia se rendido.

    Em torno de 3 horas de trem separam Berlim de Dresden, uma das 11 principais cidades da Alemanha para turismo, situada no vale do Rio Elba. Segundo destino na Alemanha mais procurado por brasileiros (depois de Berlim), Munique está a 2 horas de voo da capital — leia Guia Munique, com dicas grátis e completas para sua viagem. Se quiser experimentar dirigir nas autobahns alemãs, parta para o aluguel de carro e caia nas ótimas estradas do país.

    De avião, Viena fica a pouco mais de uma hora de Berlim. Há 10 anos, a capital da Áustria é eleita a melhor cidade do mundo para se viver, segundo ranking da consultoria Mercer. Leia também o Guia Viena, para se planejar com nossas dicas gratuitas.

    Facebook
    Twitter
    Pinterest
    Email
    WhatsApp

  • Vancouver (Canadá): pontos turísticos, hotéis, clima e mais dicas

    Vancouver (Canadá): pontos turísticos, hotéis, clima e mais dicas

    Em Vancouver, se visita um outro Canadá. A começar pelo clima (sem as montanhas de neve do inverno canadense em outras regiões, porém com mais chuva) e pelo horário (determinado por vários fusos mais ao oeste). A cidade fica no extremo oposto do país, em relação a Toronto ou Montréal.

    O alto custo de vida local é bem conhecido pelos brasileiros nos episódios do programa televisivo Ame-a ou Deixa-a Vancouver. Mas também ocupa com frequência os primeiros lugares nos rankings que avaliam as cidades com a melhor qualidade de vida: ostenta a 3ª melhor posição no mundo e 1ª nas Américas, segundo o levantamento de 2019 da consultoria Mercer. Mérito de unir na dose certa os sinais de modernidade que caracterizam uma metrópole com toda a beleza natural que a cerca. Vancouver parece ter brotado em meio às baías formadas a partir do Pacífico, com as montanhas na moldura, ao norte.

    Berço da organização não governamental Greenpeace, criada em 1971, o maior município da província de British Columbia pretende consolidar a condição de cidade mais verde do planeta até 2020. Some-se a esse plano, o esforço contínuo de resgatar o passado e o legado das Primeiras Nações, os povos nativos do Canadá. À cultura dos ancestrais dessa região acrescente influências trazidas por pessoas de vários cantos do mundo (muitos, muitos orientais) e você reconhecerá em Vancouver o traço básico da identidade de gente canadense: a diversidade.

    Confira abaixo o que fazer e onde ficar em Vancouver, além de restaurantes, compras, clima, eventos, transporte e destinos para um roteiro combinado. Nossa série com sugestões de guia de viagem traz informações grátis e completas para você se planejar uma viagem internacional ou nacional.

    GUIA DE VIAGEM | VANCOUVER

    pontos turísticos

    Cerca de 30 minutos de deslocamento separam uma ida à praia de uma descida da montanha sobre esquis. A natureza chama o visitante para a rua o ano todo. Entre os pontos turítiscos de Vancouver, o Stanley Park é destino obrigatório, seja para uma caminhada entre as árvores, um piquenique ou uma pedalada pelos quase 9 km de ciclovia que contornam sua extensão. O 3º maior parque urbano das Américas abriga um campo de golfe, praias como English Bay e ainda o Vancouver Aquarium, casa de cerca de 70.000 espécies marinhas.

    A 10 minutos do aquário estão os coloridos totens, símbolos famosos da arte das Primeiras Nações do Canadá. Para conhecer mais sobre os primeiros habitantes dessa região do país, visite o Museu de Antropologia da Universidade de British Columbia. Se arte for de seu interesse, não deixe de conferir a Vancouver Art Gallery e seu acervo de 10.000 peças. Antes da viagem, você pode garantir ingressos de atrações e passeios em Vancouver.

    Para mais vida ao ar livre, siga em direção a North Vancouver e encare os 70 m de altura da Capilano Suspension Bridge. A ponte suspensa sobre o Capilano River e o mirante com chão de vidro à beira do precipício (Cliffwalk) são de tirar o fôlego. Mais 10 minutos de carro e você chega à Grouse Mountain. Alcance os 1.250 m do topo dessa montanha a bordo do Skyride. No inverno, a região é procurada pelos praticantes de esqui e por gente que curte patinação no gelo e snowshoeing.

    Tirolesa, parapente e observação de ursos pardos são atividades típicas do verão lá no alto. Em terra firme, são as praias que ganham vida na estação mais quente do ano, sendo Kitsilano uma das mais badaladas, com uma piscina pública de água salgada e muito espaço para praticar esportes, de vôlei de praia a skate.

    Os passeios de balsa por False Creek revelam Vancouver sob outra perspectiva, a partir das baías que cercam a cidade. Na primavera, explore cores e cheiros no Bloedel Conservatory, no Van Dusen Botanical Garden e no Dr. Sun Yat-Sen, o maior jardim em estilo chinês fora do país asiático, em Chinatown, vizinha ao charmoso bairro de Gastown. É lá que a cidade foi fundada e onde fica o famoso relógio a vapor que apita a cada 15 minutos e um dos ícone mais fotografados em Vancouver.

    Guia de Vancouver
    Canada Place e a baía – Foto: Fairmont Pacific Rim/Tourism Vancouver/Divulgação
    Aquário de Vancouver
    Aquário de Vancouver – Foto: @ComoViaja

    HOTÉIS

    Para escolher entre os hotéis em Vancouver, considere o fato de que o agito está no Centro (Downtown). Ao olhar o mapa dessa região, pense nele como um relógio, tal como o que apita em Gastown. Desse modo, os quartos de hora representam os principais bairros da cidade: Gastown (onde Vancouver nasceu) equivaleria a 3 da tarde; Yaletown (área chique e hipster) poderia ser visualizada como 6 horas; West End (região de fronteira com o Stanley Park) ocuparia as 9 horas; Coal Harbour (parada de cruzeiros) fecharia a volta desse ponteiro imaginário na casa das 12 badaladas.

    Ou seja, dentro dessa área desenhada, está bem localizado em relação a lojas, restaurantes, parques públicos e pontos turísticos de Vancouver. Na extensão de frente para a baía, o Fairmont Waterfront e o Fairmont Pacific Rim oferecem linda vista e ainda ficam a uma curta caminhada de lugares como o Canada Place (centro de convenções), o Fly Over Canada (simulador de voo 4D) e da instagramável pira olímpica, símbolo dos Jogos de Inverno de 2010. O Opus Hotel (com pegada boutique, na medida para casais) e o YWCA Hotel (bom custo-benefício para famílias) convivem harmoniosamente na descolada Yaletown, próximos a estações de metrô e à Robson Street, a rua das compras.

    Ícone de West End, o Sylvia Hotel está de frente para a English Bay, a 2 minutos a pé do Stanley Park. Na mesma região, o Times Square Suites é uma experiência de hospedagem diferente. Seus apartamentos estão equipados com cozinha completa e lareira a gás, e o rooftop permite enxergar as montanhas ao norte. Com decoração que remete aos povos nativos que habitavam Vancouver, o Skwachàys Lodge é uma opção colada ao circuito gastronômico de Gastown e a menos de 5 minutos do jardim de Chinatown.

    [booking_product_helper shortname=”mapa vancouver”]

    RESTAURANTES

    Fresco, local e sazonal é o lema da culinária nos restaurantes em Vancouver. Frutos do mar, vegetais e carne animal formam a base de produtos presentes nas muitas vertentes gastronômicas espalhadas pela cidade. Em Gastown há restaurantes badalados como o Saly Tasting Room (que só usa ingredientes da Costa Oeste) e casuais da linha do Ask for Luigi, que prepara pasta e dispensa reserva.

    Para quem gosta de combinar pratos e porções com cervejas artesanais, The Belgard Kitchen é uma alternativa dentro do bairro mais antigo da cidade. Pertinho dali, já no limite com Chinatown, o Sai Woo e o Mamie Taylor’s são exemplos da nova cozinha asiática, enquanto o Floata ainda serve frutos do mar ao estilo tradicional Hong Kong.

    A variedade de culturas nos restaurantes em Vancouver possibilita provar sabores de várias partes do mundo apenas trocando de calçada. E a região da The Drive é uma espécie de Disney em matéria de comida. Tem culinária etíope, jamaicana, grega, turca e, principalmente, italiana, já que a Little Italy de Vancouver fica neste que é o pedaço mais multicultural da cidade.

    Cruze a baía, coma sem culpa até fartar-se com o que há de mais fresco (de caranguejo a hambúrguer de bisão) nos cerca de 70 restaurantes do mercado público de Granville Island. De carro, a 5 minutos dali, ouse provar pratos típicos das Primeiras Nações no Salmon’n Bannock Bistro. Ou procure por Mr. Bannock, primeiro food truck especializado em pratos indígenas e um dos 100 pontos de comida de rua espalhados pela cidade.

    Considerada por muitos como a capital gastronômica do Canadá, Vancouver também é reconhecida por ser boa de copo graças às cerca de 270 vinícolas da província de British Columbia. É possível sentar-se em bares especializados em servir taças, de Chardonnay a Zweigelt. Em Kitsilano, o Boathouse Restaurant harmoniza alguns varietais com um menu formado predominantemente por pescados.

    A região da Main Street é reduto dos cervejeiros, hipsters ou não. Sozinho ou em tours guiados, percorra os bares das principais fábricas artesanais, como 33 Acres, Brassneck e Main Street Brewing Company. Para tomar drinks, dançar e ver shows ao vivo, siga para Granville Street, corredor que corta Vancouver por 3 km, onde os letreiros iluminados atraem os mais jovens para bares e clubes noturnos, especialmente nos fins de semana. Gastown e Yaletown fisgam casais e um público que prefere harmonizar coquetéis e bom papo.

    compras

    Robson Street é o circuito comercial mais conhecido. Reúne a gigante americana Nordstrom (no shopping Pacific Center) e a sofisticada Holt Renfrew (várias grifes internacionais em um só endereço), além de lojas de produtos de beleza e esportivos (a Lululemon vende tudo para quem quer manter a forma).

    Gastown é lugar de looks originais e ateliês de artesanato. Livros, discos e achados de outros cantos do mundo (da Itália, por exemplo) são o forte da Commercial Drive — para os locais, apenas The Drive. Já Yaletown é o destino para produtos exclusivos, galerias de arte e a moda que não é feita em escala industrial. Artigos vintage e peças indie atraem compradores para o trecho sul da Main Street.

    No McArthur Glen Designer Outlet, renomadas marcas (Hugo Boss, Calvin Klein, Gap, J.Crew, entre outras) oferecem descontos de 30 a 70%. Tem praça de alimentação, vagas de estacionamento aos montes e conexão gratuita de trem com o aeroporto de Vancouver, a apenas 3 minutos do outlet.

    TRANSPORTE

    O aeroporto de Vancouver fica a 25 minutos do centro da cidade. Táxis oficiais ficam localizados no 2º piso da área de desembarque. Há trens que ligam o aeroporto e partem a cada 7 minutos rumo à região central. Se for esticar pelas estradas de British Columbia, vale investir no aluguel de carro para seguir viagem depois.

    Dentro da cidade, o quadriculado formado pelas ruas facilita na localização e na locomoção por meio de transporte público. As vias tranquilas de West End e a orla em Coal Harbour pedem uma caminhada a pé. Se cansar, suba num ônibus. Muitas linhas atravessam de ponta a ponta as principais vias da cidade. Sobram rotas para o uso de bicicleta em Vancouver. Escolha se deseja compartilhar, alugar ou subir na magrela em tours guiados.

    Cercada por água, Vancouver também pode ser conhecida com o popular Aquabus. O táxi aquático de Vancouver liga 8 pontos, entre eles Yaletown e Granville Island.

    visto

    Veja o passo a passo para tirar seu visto canadense, pois o país exige esse documento de viajantes brasileiros. Se você esteve no Canadá ou nos Estados Unidos nos últimos 10 anos, pode pedir uma eTA Canada, autorização eletrônica de viagem, caso sua chegada ao país seja de avião. Desde maio de 2017, quando foi lançada essa modalidade, já foram emitidas em torno de 300.000 eTAs para brasileiros, segundo informação do Consulado do Canadá em São Paulo. A autorização eletrônica é bem mais barata e menos burocrática do que o processo de visto.

    MOEDA

    Compre dólar canadense para levar moeda estrangeira — a cotação costuma ser mais baixa que a do americano. Hotéis e restaurantes em Vancouver aceitam cartões, especialmente Visa e Master. Caixas eletrônicos (ATM) estão por toda a cidade. Gorjetas: nos restaurantes, deixe de 15% a 20% do total da conta, dê entre 2 e 5 dólares canadenses por mala ao carregador durante a hospedagem e acrescente entre 10 e 20% ao valor da corrida de táxi.

    CLIMA

    Junho, Julho e Agosto são os meses mais quentes — manhãs acima dos 20° C e tardes mais frescas. De janeiro a março prepare-se para um inverno de temperatura oscilando entre 0 e 5°C. Raramente neva, mas Nathalia já pegou a cidade com gelo em 2016 e nevou muito neste inverno de 2019. O que ocorre muito por lá é chuva, que deu à cidade o apelido de ‘raincouver’. Chove durante o ano todo, especialmente em novembro (média de 200 mm).

    EVENTOS

    Gastronomia em Vancouver é celebrada em eventos como o festival Dine Out – Foto: Vision Event Photography/Tourism Vancouver/Divulgação

    A boa mesa é celebrada em dois festivais realizados no início do ano: em janeiro, tem o Dine Out (com destaque para menus de 3 pratos a preços fixos em diversos restaurantes da cidade); entre fevereiro e março é tempo de Vancouver Wine Festival, que há 4 décadas celebra o vinho de British Columbia e de outros países. Com duração de 2 anos, a Bienal de Arte transforma espaços públicos em uma galeria a céu aberto — brasileiros como OsGemeos estão entre os artistas convidados.

    Há 30 anos, montagens teatrais e eventos dedicados a Shakespeare em plena praia são o mote do festival Bard on the Beach, de junho a setembro. O verão também reserva espaço para a música em eventos como o Vancouver Jazz Festival (junho) e Folk Music Festival (julho). No fim do ano, além do tradicional mercado de Natal de Vancouver perto da pira olímpica, o Canyon Lights deixa brilhando a Ponte Capilano com as luzes de Natal, juntamente com a iluminação do parque ao redor.

    MAIS DESTINOS

    Uma bonita viagem de carro é percorrer a rota cênica Sea to Sky, de Vancouver (no nível do Oceano Pacífico) a Whistler (distante 120 km, nas montanhas, a 670 metros de altitude). O principal destino de esqui no Canadá também encanta sem neve, pela paisagem e pelo que há além do esqui. O destino fica nas Montanhas Costeiras de British Columbia. Para ir mais longe e mais alto, siga rumo às Montanhas Rochosas, com paradas em Jasper, Banff e Lake Louise, cidades da vizinha província de Alberta. Há também passeios em Jasper e outros pela natureza da região.

    Se a ideia for explorar a região ao nível do mar, Vancouver Island reúne destinos de perfis diversos: da bela Victoria (florida capital da província) à meca do surfe Tofino, passando por Nanaimo, lugar de origem que também empresta nome a um doce entre as comidas típicas do Canadá. Em passeios de ferry, é possível conhecer a costa norte, Nanaimo e Victoria, entre outros lugares. Dá ainda para embarcar num cruzeiro em Vancouver, com rotas que vão até o Alasca e Seattle. A cidade americana, a 230 km, também é destino para uma esticada.

    Facebook
    Twitter
    Pinterest
    Email
    WhatsApp

  • Onde ficar em Vancouver: hotéis do Centro a Gastown e Yaletown

    Onde ficar em Vancouver: hotéis do Centro a Gastown e Yaletown

    Escolher onde ficar em Vancouver depende do que você prefere ter por perto no bairro. Grande parte da acomodações fica em Downtown, num perímetro ora um pouco mais para lá ou para cá dos cartões postais e dos principais pontos turísticos de Vancouver, a terceira maior cidade do Canadá. É nesse miolo que rola de tudo um pouco, às vezes até altas horas, como na agitada Granville Street.

    Território das finanças e do entretenimento, Downtown une o Loden Hotel (o preferido entre os viajantes do Tripadvisor), a elegância do L’Hermitage Hotel, o luxo do Fairmont Hotel Vancouver e a praticidade do YMCA (bom custo-benefício, com quartos cheios de camas, ideal para grandes grupos). Bem na Robson Street, o Barclay Hotel também é bem localizado, assim como o Sheraton Vancouver Wall Centre.

    Para famílias numerosas ou viajantes que vão passar muito tempo na cidade, é sempre uma alternativa ficar em hospedagens que oferecem cozinhas coletivas ou individuais, casos do Lord Stanley Suites on the Park, com vista para o Stanley Park, e do Rosedale on Robson Suite, entre Yaletown e a região dos estádios de Vancouver. Equipadas com fogão, geladeira, pia e utensílios para preparar e servir, acredite, algumas dessas kitnets são maiores do que as de muitos lançamentos imobiliários no Brasil.

    Antes de se hospedar perto do aeroporto de Vancouver, é bom saber que ele está localizado em Richmond, cidade na região metropolitana da cidade. Isso significa em torno de meia hora de trajeto de carro até Downtown, portanto, distante dos pontos turísticos de Vancouver. Se a ideia for ficar mesmo perto do aeroporto, há muitas opções de acomodação, entre elas, o Holiday Inn Express Vancouver Airport-Richmond, o The Westin Wall Centre Vancouver Airport, o Radisson Blu Vancouver Airport Hotel & Marina, o River Rock Casino Resort e o Radisson Hotel Vancouver Airport.

    Entre acomodações de padrão internacional, flats e charmosos hotéis-boutique, os hotéis de Vancouver também têm espaços para viver experiências únicas. De temática aborígene, o Skwachàys Lodge fica no entroncamento de Chinatown com Gastown, o lugar onde fica a Vancouver da época da fundação da cidade. No mesmo bairro, colado ao famoso relógio que apita, o Victorian Hotel foi erguido no século 19.

    Com quarteirões residenciais e tendo o Stanley Park como quintal, o bairro de West End guarda pérolas – The Sylvia Hotel e Times Square Suites são achados em meio a casas e prédios de apartamentos. Na vizinha área de Coal Harbour, a poucos passos dos cafés e das lojas na orla turística, símbolos da hotelaria de alto padrão, como o Hyatt Regency Vancouver e o Fairmont Pacific Rim, oferecem mil comodidades e a proximidade ao Canada Place, com sua visão privilegiada da baía.

    Como ocorre em outras listas que elaboramos no Como Viaja – entre elas, a de onde ficar em Toronto –, a seleção abaixo é constantemente atualizada e inclui apenas sugestões bem avaliadas por viajantes nos sites de reserva. Também é possível buscar e filtrar hotéis em Vancouver na Booking.

    Hotéis em Vancouver: Gastown

    Vancouver nasceu aqui, em 1867. Muita coisa mudou (para melhor) desde que John Gassy Deighton abriu sua taverna neste pedaço da cidade. Para saborear a renomada gastronomia de Vancouver é preciso conhecer Gastown. E não deixar de testemunhar o apito do relógio a vapor que fica na Water Street, rua permeada de edifícios vitorianos. Tão interessante quanto percorrer o passado da cidade é admirá-la do alto, subindo os 167 metros do Vancouver Lookout, torre que oferece visão panorâmica de 360°.

    Victorian Hotel

    A arquitetura de tijolinho à mostra não esconde que o Victorian Hotel vem de longe, mais precisamente de 1898. Pequenos e de estilo vitoriano, seus 47 quartos são equipados com camas king ou queen, mas só alguns deles são suítes. Quem se hospeda nos Euro-Rooms compartilha um banheiro completo com outros dois quartos da mesma categoria, que possuem pia interna. O hotel está a 350 metros do famoso relógio de Gastown.

    Skwachàys Lodge

    De um projeto que envolveu designers renomados e artistas indígenas nasceu o Skwachàys Lodge, primeiro hotel boutique de temática aborígene. Quartos e suítes são decorados com peças e pinturas que remetem aos povos que primeiro habitaram o Canadá. Colado ao portal de Chinatown, na fronteira do bairro chinês com Gastown, o hotel tem ainda uma galeria de arte que funciona no hall de entrada.

    Hotel em Gastown: Skwachays Lodge, boutique e temático
    Hotel em Gastown: Skwachays Lodge – Foto: Craig Minielly/Aura Photographics/Divulgação

    Hotéis em Vancouver: Yaletown

    Da série bairros revitalizados mundo afora. Velhos armazéns de tijolinho ganharam vida nova em Yaletown, onde os cafés e restaurantes descolados se intercalam com lojas de artigos diferentões. Dois parques estão localizados no bairro e são perfeitos para uma caminhada ou passeio em duas rodas com a enseada de False Creek diante dos olhos. Diversão noturna inclui bares e lugares para dançar.

    YWCA Hotel Vancouver

    Em meio a uma reforma com término previsto para junho de 2020,  o YWCA Hotel Vancouver segue em funcionamento. É uma opção para orçamentos mais curtos, especialmente se estiver em família. O hotel tem quartos que acomodam de 1 até 5 viajantes, sendo que o banheiro é privativo em algumas unidades. Diária não inclui café da manhã, porém há 3 bancadas de cozinha, com fogão, pia e utensílios para fazer refeições, tudo de uso coletivo.

    Hotel com cozinha em Vancouver: YWCA
    Hotel com cozinha em Vancouver: YWCA – Foto: Tourism Vancouver/Divulgação

    Opus Hotel

    Elegante e descoladérrimo, o Opus Hotel tem iPad em todos os 96 quartos, alguns deles com terraços e vista para Yaletown. Nem 40 passos separam este hotel boutique do metrô. Hospede-se e mate de inveja seus amiguinhos trendy.

    Rosedale on Robson Suite Hotel

    No limite de Yaletown com o distrito dos esportes em Vancouver (BC Place Stadium e Rogers Arena), o Rosedale on Robson Suite Hotel tem pequenas e equipadas cozinhas em todos os seus quartos e suítes. Coletiva, a lavanderia possui máquinas que funcionam à base de moedas. Com piscina coberta e jacuzzi, o hotel oferece pacotes para quem deseja assistir a um jogo do Vancouver Canucks, time da liga de hóquei profissional (NHL).

    Hotel BLU

    Práticas sustentáveis e tecnológicas colocam o Hotel BLU na vanguarda dos hotéis de Vancouver. Estação de carregamento de carros elétricos, wifi ou internet via fio de fibra ótica, smart tv e tomadas USB na cabeceira da cama estão entre as facilidades presentes em quartos e suítes, todos revestidos com piso de madeira. Destaque para o Roxy, assistente virtual que permite ao hóspede fazer reservas em restaurantes e espetáculos, solicitar serviços e informações do hotel sem ter de recorrer ao lobby.

    The Douglas, Autograph Collection

    Inaugurado em 2018, The Douglas, Autograph Collection é um hotel-conceito localizado dentro do Parq Vancouver — empreendimento que engloba cassino, restaurantes e bares e spa. Todos os 188 apartamentos (10 deles são duplex) apresentam camas king ou queen, amenities Aesop (by Natura), ar condicionado e janelas que vão do chão ao teto, ora com vista para o verde do parque, ora para o BC Place (fica a 300 metros do hotel). Um parque natural situado no 6º andar conecta The Douglas ao outro hotel de luxo do complexo de entretenimento, o JW Marriott.

    JW Marriott Parq Vancouver

    Quartos que procuram deixar seus hóspedes como se estivessem em casa: cama espaçosa, janela do chão ao teto revelando a orla e a cidade, máquina de café Illy e smart TV são facilidades encontradas no JW Marriott Parq Vancouver. Próximo da Rogers Arena, casa do time de hóquei Vancouver Canucks, este cinco-estrelas mantém spa com solário e jacuzzi no rooftop, além de conexão com restaurantes de classe internacional e com o cassino que compõem o centro de entretenimento Parq Vancouver, do qual o hotel the Douglas também faz parte.

    Hotéis em Vancouver: Centro

    Granville Street é uma extensa rua que corta Downtown ao meio, da região do Waterfront à Granville Island. No coração de Vancouver, a principal artéria pulsa especialmente a partir do entardecer por conta de seus bares, casas de shows e clubes noturnos. Na Granville Street fica também o Pacific Centre, grande shopping da cidade. Os principais hotéis da região estão localizados em ruas e avenidas paralelas.

    L’Hermitage Hotel

    Número 1 entre 92 hotéis de Vancouver avaliados por viajante no site TripAdvisor, o L’Hermitage Hotel é uma elegante opção localizada no miolo do centro de compras e negócios de Vancouver. A 300 metros do hotel, a estação de Skytrain conecta o turista com alguns dos principais pontos turísticos da cidade. Possui 60 luxuosos quartos que incluem máquina de Nespresso, wifi e banheiro revestido em mármore italiano. Ícone entre os food trucks de Vancouver (e aprovado pelo crítico Anthony Bourdain), o famoso Japadog tem uma unidade a cerca de 400 metros do hotel, na Robson Street.

    EXchange Hotel Vancouver

    No local onde já funcionou a antiga bolsa de valores da cidade, o EXchange Hotel Vancouver é para hóspedes exigentes em matéria de conforto e sofisticação. Seus quartos possuem camas king, TV tela plana de 50 polegadas, banheiro com piso aquecido e amenities L’Occitane. Próximo a lojas de luxo e a uma curta caminhada da orla.

    The St. Regis Hotel

    Todos os quartos do The St. Regis Hotel primam pela sobriedade em sua decoração, que sempre oferece uma espaçosa mesa de trabalho. Diária inclui café da manhã, chamadas de telefone locais e internacionais e passes diários para o Steve Nash Sports Club (academia do astro canadense que jogou na NBA). O agito noturno da Granville Street está a 5 minutos.

    Four Seasons Hotel Vancouver

    Conectado com o Pacific Centre Mall, o Four Seasons Hotel Vancouver é ainda cercado de boas opções de compras e restaurantes. Cama king e janelões estão presentes em todas as suítes, que têm banheiro em mármore. Piscina aquecida, bar e restaurante especializado em frutos do mar são outros pontos de destaque do hotel, a 5 minutos de carro de Granville Island.

    Rosewood Hotel Georgia

    Ícone dos anos 1920, recebeu de Katharine Hepburn e Frank Sinatra aos Rolling Stones. Modernizados, os 156 quartos do Rosewood Hotel Georgia são sóbrios e luxuosos, com camas grandes. Prove os exclusivos coquetéis do Prohibition Bar antes de jantar no Hawksworth, de menu canadense contemporâneo. O hotel é vizinho da Art Gallery Vancouver e está a um quarteirão da Robson Street, circuito de compras obrigatório da cidade.

    Hotel no Centro de Vancouver: Rosewood Georgia
    Rosewood Hotel Georgia em Vancouver – Foto: Canadian Tourism Commission/Divulgação

    Wedgewood Hotel & Spa

    Membro da associação de hotéis de luxo Relais & Chateaux, o Wedgewood Hotel & Spa é um cinco-estrelas de almanaque, com muita madeira, mobiliários estofados e todo acarpetado. Premiado, seu spa oferece ampla gama de tratamentos à base de produtos naturais. Com pratos e ambiente que celebram a alegria do deus grego do vinho, o restaurante Bacchus é igualmente prestigiado.

    Fairmont Hotel Vancouver

    Encastelado no centro da cidade, o Fairmont Hotel Vancouver completou 80 anos em 2019, renovando todos os 507 quartos, capazes de acomodar famílias de até 4 pessoas — com ou sem animalzinho de estimação, bem-vindo neste hotel pet-friendly. Sessões de yoga e pilates são oferecidas pelo Sitka Physio & Wellness, cuja academia está à disposição dos hóspedes durante 24 horas. O hotel ocupa um quarteirão inteiro e tem uma de suas saídas voltadas para a Art Gallery Vancouver.

    Best Western Plus Chateau Granville Hotel & Suites Conference Center

    Destacado pelos viajantes por ter boa relação custo-benefício, o Best Western Plus Chateau Granville Hotel & Suites Conference Center atende com conforto às famílias de grande porte, pois tem suítes equipadas com camas box, microondas e geladeira. Em 2019, renovou suítes e áreas comuns do hotel, localizado a 5 minutos a pé de Yaletown, onde estão bares, lojas e restaurantes descolados.

    Auberge Vancouver Hotel

    Também entregou uma renovação dos quartos em 2019. Algumas suítes do Auberge Vancouver Hotel. reservam a bela visão da orla e das montanhas. Próximo ao terminal de cruzeiros e do icônico relógio de Gastown. Hotel com piscina coberta de 25 metros e academia de ginástica grande.

    Hotéis em Vancouver: porto de cruzeiros

    Região que fica de frente para o Porto de Vancouver, ela se estende do Canada Place e da estação das balsas e segue a oeste até o Stanley Park. Ao norte, está delimitada pela West George Avenue. O mercado de Natal inunda de barracas essa área, onde também são organizadas as festividades de 1º de julho (Dia do Canadá) e de Ano Novo — ambas com grande queima de fogos. Ao longo do calçadão há cafés informais e lojinhas, além da atração FlyOver Canada, simulador 4D que sobrevoa os principais pontos turísticos do país.

    Fairmont Waterfront

    Para que os hóspedes possam admirar o visual do mar e das montanhas, cada quarto do Fairmont Waterfront tem janelas do chão ao teto. O charme da vista panorâmica estão presentes na área da piscina aquecida ao ar livre e no restaurante ARC, que valoriza ingredientes locais. O hotel tem conexão com o centro de convenções de Vancouver e com o terminal de cruzeiros da cidade.

    Fairmont Pacific Rim

    Quartos elegantemente decorados, munidos de facilidades tecnológicas e com mimos para hóspedes são marca registrada do Fairmont Pacific Rim. Com as águas da baía à frente, o hotel reserva terraço ao ar livre e cápsulas de meditação no Willow Stream Spa, além de alta gastronomia em quatro ambientes do Botanist, novo e badalado restaurante de Vancouver.

    Hyatt Regency Vancouver

    Hospedar-se no Hyatt Regency Vancouver é como sentir-se no centro do universo. O hotel fica na Burrard Street, uma das principais vias da cidade, com todo o tipo de serviço e entretenimento sempre a poucos passos de distância. Com decoração urbana, seus 644 quartos oferecem camas king, dock station para iPod e wifi. O parada do shuttle que leva turistas para a cidade de Whistler fica bem na porta do hotel.

    Pinnacle Hotel Harbourfront

    O Pinnacle Hotel Harbourfront oferece tratamento especial a quem viaja com seu bichinho de estimação, o que inclui caminha, tigelinhas de comida e tudo mais para deixá-lo como se estivesse em casa. É possível explorar a orla com algumas das bicicletas que o hotel deixa à disposição dos hóspedes.

    Vancouver Marriott Pinnacle Downtown Hotel

    Localizado a 5 minutos a pé do waterfront, o Vancouver Marriott Pinnacle Downtown Hotel tem suítes com vista panorâmica desta região da cidade. Com 31 andares, dá até para enxergar as montanhas ao norte. Animais são super bem-vindos por aqui. Restaurantes, piscina e wifi estão à disposição dos hóspedes.

    Coast Coal Harbour Vancouver Hotel by APA

    Próximo ao Stanley Park e com harbourfront para percorrer e curtir seus restaurantes, lojas e cafeterias, o Coast Coal Harbour Vancouver Hotel by APA mantém comodidades inusitadas em suas suítes, como o assento com ducha higiênica elétrica acoplada. Neste hotel da rede japonesa APA os quartos têm janelas altas com vista panorâmica, acesso à internet sem fio, docks para iPhone e iPad e TV de 55 polegadas.

    The Westin Bayshore Vancouver

    Mais próximo da baía só se fosse dentro da água. No lado mais a oeste de Coal Harbour, The Westin Bayshore Vancouver é opção de hospedagem situada a 10 minutos a pé do Stanley Park. Pet friendly, este hotel tem piscina, academia de ginástica, spa e 2 restaurantes.

    Loden Vancouver

    Luxo elevado ao cubo neste hotel boutique premiado diversas vezes em 2018. Há 77 quartos no Loden Vancouver, localizado a 5 minutos do paraíso das lojas, a Robson Street. A culinária francesa é a base do Tableau Bar e Bistro, principal restaurante do hotel. Entre os tratamentos disponíveis no Loden Spa está a sauna de infravermelho. Algumas suítes têm piso antialérgico, coisa rara em hotéis de Vancouver.

    Trump International Hotel & Tower Vancouver

    O Trump International Hotel & Tower Vancouver ocupa uma sinuosa torre de 69 metros de altura, localizada na fronteira do Coal Harbour com o bairro vizinho, West End — mas sem muro para separá-los. Próximo ao centro financeiro da cidade, este luxuoso cinco-estrelas é um dos raros hotéis com piso de madeira nos quartos. The Spa by Ivanka Trump ocupa generosos 5.000 m² e o Champagne Lounge + Crudo Bar se intitula dono dos melhores rótulos e coquetéis de toda a cidade.

    Hotéis em Vancouver: West End

    Região perto do Stanley Park (e do Vancouver Aquarium, consequentemente). O perímetro está delimitado pela English Bay, pelo Stanley Park e pelas ruas Robson e Granville. Some-se a esse quadrilátero a Davie Village, cena gay da cidade e onde se concentram vários clubes noturnos. West End é convidativa aos passeios de bike e também a se largar nas praias. Há restaurantes que servem comida de diferentes partes do mundo na Denman Street.

    Shangri-La Hotel Vancouver

    Certificado pelo site de avaliações TripAdvisor por conta da alta qualidade de seus serviços e infraestrutura, o Shangri-La Hotel Vancouver tem 119 suítes, todas com banheiro em mármore e metade delas com varandas individuais. Com 2 restaurantes e 1 bar, o hotel oferece academia de ginástica 24 horas, piscina ao ar livre e um spa, o CHI. Fica a 3 quadras da orla de Vancouver.

    Times Square Suites Hotel

    No encontro das ruas Robson e Denman, o Times Square Suites Hotel é um conjunto de pequenos apartamentos equipados com quarto individual, sala de estar com sofá-cama, cozinha, lavanderia, lareira, TV a cabo, ar e varanda. Indicado para famílias ou viajantes que vão permanecer por longos períodos na cidade. Tudo isso a cerca de 5 minutos do Stanley Park, pulmão de Vancouver.

    Lord Stanley Suites on The Park

    Quarto com vista panorâmica do Stanley Park e das montanhas ao norte, infraestrutura de cozinha, máquinas de lavar e secar roupa, varanda privativa. Atributos do Lord Stanley Suites on the Park, que ainda oferece academia de ginástica, sauna seca e café da manhã de cortesia servido 7 dias por semana. Dica: suítes remodeladas são revestidas com piso de madeira.

    The Sylvia Hotel

    Para quem prefere evitar a agitação de Downtown, o Sylvia Hotel é uma saída. Em frente a English Bay, com o Stanley Park quase como um quintal, este hotel erguido em 1912 é um old school que tem restaurante próprio e quartos acarpetados, com cama queen e cozinha em 2 de suas suítes.

    Hotel perto do Stanley Park, em Vancouver: Sylvia
    Hotel perto do Stanley Park e da English Bay: The Sylvia – Foto: Nelson Mouellic/Tourism Vancouver/Divulgação

    Best Western Plus Sand

    A menos de 5 minutos da English Bay, o Best Western Plus Sand foi outro que passou por reforma em 2019. De categorias premium e standard, seus quartos dispõem de acesso sem fio à internet, ar e minibar. The Park é um gastrobar que funciona no térreo enquanto Bayside Lounge é um espaço para beber coquetéis e admirar a visão panorâmica do oceano.

    The Sutton Place Hotel Vancouver

    Pertinho da Art Gallery Vancouver, o Sutton Place Hotel é um cinco-estrelas antigo, com decoração e estilo que dão a ele uma cara mais europeia. Especializado em frutos do mar, o restaurante Boulevard Kitchen & Oyster Bar serve vinhos de British Columbia, que também podem comprados no Sutton Place Wine Merchant. O hotel aceita pets, tem piscina coberta e conta com o Vida Spa, para quem não dispensa mimos e cuidados especiais.

    Blue Horizon Hotel

    Quartos amplos e com varanda são trunfos do Blue Horizon Hotel, localizado na Robson Street, ideal para quem gosta de ir às compras. Equipado com pequena sala de ginástica, sauna e piscina, o hotel está a 5 minutos de carro da English Bay, de onde se tem uma visão privilegiada do pôr do sol em Vancouver.

    Carmana Plaza

    Indicado ao viajante de negócios, o Carmana Plaza reformou suas suítes standards em 2017. Todos os quartos têm piso de madeira, cama queen – ou duas de solteiro – e cozinha completa. Academia de ginástica e lavanderia self-service 24 horas (máquinas funcionam com moedas) fazem parte das facilidades do hotel, localizado próximo a lojas de luxo, mercados e restaurantes.

    The Listel Hotel Vancouver

    É como estar hospedado em um museu ou numa galeria de arte. No Listel Hotel Vancouver, quartos e ambientes comuns estão decorados com trabalhos de artistas canadenses e estrangeiros. No próprio hotel fica um dos restaurantes mais badalados de West End, o Forrage, que serve carnes e frutos do mar. Para experimentar a comfort food do Canadá, o Timber é uma opção.

  • Montréal, Canadá

    Montréal, Canadá

    Montréal preserva tradições – a língua francesa é a oficial e a gastronomia ocupa um espaço importante na vida de seus habitantes –, mas é uma cidade aberta ao moderno e ao contemporâneo, com atenção à sustentabilidade e à mobilidade. Com cerca de 750 km de ciclovia disponíveis em todos os bairros, os moradores usam a bicicleta mesmo com neve. É o Canadá francês cosmopolita.

    Talvez seja a cidade canadense mais bilíngue (os negócios nas empresas, na maioria localizadas no Centre-Ville, o Downtown local, criam a necessidade de falar também o inglês). Quem busca intercâmbio no Canadá pode combinar programas nos 2 idiomas em Montréal. Ela também se mantém atualizada com as tendências mundiais de moda e tecnologia. Há um relevante polo de games na cidade — a província de Québec responde por 30% da produção nacional, sendo que 70% dos estúdios ficam em Montréal e na sua área metropolitana.

    A arte tem uma importância tal em Québec que a lei da província determina que 1% do valor de cada construção seja destinado a obras expostas ao público. Por isso, ao caminhar, você verá muitas esculturas, por exemplo, ao longo da Rue Sherbrooke. Essa rua, aliás, é o endereço de 2 excelentes museus de Montréal: o Musée des Beaux-Arts (belas artes) e o Musée McCord (história e sociologia da cidade). Outras 2 instituições de acervo interessante completam a lista de indispensáveis para os fãs de museu: o Musée d’Art Contemporain (arte contemporânea no Quartier des Spectacles) e o Pointe-à-Callière (arquelogia e história da fundação da cidade, na Vieux-Montréal, a parte histórica).

    Entre os pontos turísticos de Montréal o mais conhecido é o Mont-Royal, logicamente, já que o monte deu nome à cidade e até hoje uma lei municipal determina que nenhuma construção pode exceder a altura dessa montanha, de 233 m. De lá, é possível apreciar uma bonita vista panorâmica e, a seus pés, o Parc du Mont-Royal, com muitas atividades tanto no verão (apresentações de música e dança) quanto no inverno (patinação e escorregador no tobogã natural formado pelo gelo).

    Além do Mont-Royal, entra para o roteiro essencial pela cidade outro parque, o Jean-Drapeau. Formado por 2 ilhas, ele abriga o Casino de Montréal e o Autódromo Gilles Villeneuve. Também valem uma visita a Basilique de Notre-Dame, catedral no centro histórico, e o Parque Olímpico com sua torre inclinada.

    O cenário e o próprio clima mudam completamente de acordo com as estações. No verão quente e úmido, a temperatura em Montréal atinge picos de 30°C, e a cidade é repleta de eventos ao ar livre, como o renomado Festival Internacional de Jazz de Montréal. Já na época de frio rigoroso, a sensação térmica pode ser de até -30°C e fica fácil entender a praticidade do Réso de Montréal, a cidade subterrânea com 33 km de túneis e em torno de 2.000 restaurantes e lojas, por onde passam cerca de 500.000 pessoas por dia.

    Uma das atividades quase obrigatórias para se fazer em Montréal é experimentar o melhor da sua comida típica. Poutine, bagel e brisket (smoked meat, a carne defumada em sanduíches) são algumas das pedidas. Explorar os mercados de Montréal, outras. Entre eles se destacam o Marché Jean-Talon e o Marché Atwater.

    Confira abaixo o que fazer em Montréal, além de hotéis, restaurantes, compras, clima, eventos, transporte e destinos para um roteiro combinado. Nossa série de guia gratuitos de viagem traz informações grátis e completas para você se planejar bem para conhecer destinos internacionais e no Brasil.

    Clima

    Entre junho e setembro, a temperatura em Montréal tem média de 20°C, com dias mais quentes especialmente em julho e em agosto, meses que podem registrar picos de 32°C. O fato de estar em uma ilha deixa todo esse calor mais úmido, responsável por botar todo mundo na rua, especialmente nos parques e piscinas públicas. Atrações e restaurantes também costumam ficar mais cheios nessa época do ano, alta temporada no Canadá.

    Leve agasalho se viajar a partir da segunda quinzena de setembro, momento em que as folhas de outono deixam a paisagem avermelhada e os primeiros ventos frios começam a soprar, derrubando os termômetros para baixo dos dois dígitos pelos meses seguintes. Novembro e dezembro registram com frequência marcas negativas e janeiro é o auge do inverno, quando a média fica em torno dos -10°C.

    Moradores de Montréal ficam atentos à força do vento, que nesse período do ano faz a sensação térmica chegar a -30°C em alguns dias. A época exige roupas e calçados apropriados para suportar o frio congelante, que, nesse caso, não é força de expressão. O desconforto pelo clima gélido começa a ser desfeito e as marcas voltam a ficar positivas com a chegada da primavera, em março.

    Preparativos

    Passagem aérea

    A Air Canada tem voos direitos para Montréal a partir de São Paulo. Também é possível voar pela empresa até Toronto e pegar uma conexão. Com as companhias americanas, o voo vai até alguma cidade dos Estados Unidos e de lá o viajante pega uma conexão para Montréal.

    Visto

    Veja o passo a passo para tirar seu visto canadense, pois o país exige esse documento de viajantes brasileiros. Se você esteve no Canadá ou nos Estados Unidos nos últimos 10 anos, pode pedir uma eTA Canada, autorização eletrônica de viagem, caso sua chegada ao país desta vez seja de avião. A autorização eletrônica de viagem é bem mais barata e o processo para solicitá-la é menos burocrática do que o de visto.

    Carro

    Dirigir é dispensável em Montréal. Você pode optar pelo aluguel de carro se quiser explorar a província de Québec ou ainda a vizinha Ontario, onde ficam Toronto e a capital do Canadá, Ottawa.

    Trem

    A VIA Rail conecta Montréal a cidades como Quebéc, Toronto, Ottawa e Halifax.

    Transporte

    Além do táxi ou de um carro alugado, outra opção para deixar o aeroporto é subir no Expresso 747, ônibus que conecta o terminal de passageiros com Downtown. A linha funciona 24 horas por dia, durante o ano inteiro. A tarifa custa CAD$ 10 e pode ser paga diretamente no ônibus (só aceita quantia exata e apenas em moedas, nunca cédulas) ou com qualquer um dos cartões de transporte que dão direito a viagens ilimitadas durante determinado período (de 24 horas a 7 dias de uso).

    Os cartões podem ser comprados no terminal de desembarque internacional do aeroporto, em terminais de ônibus da cidade e nas estações de metrô. O Expresso 747 tem duas linhas, uma que segue direto à estação de metrô Lionel-Groulx, outra com destino ao terminal Berri-UQAM, passando pelo Boulevard René Lévesque, com paradas próximas a muitos hotéis.

    A cidade é convidativa a andar a pé, tem uma das melhores redes de ciclovias do Canadá (750 km de extensão) e um sistema de transporte público bom e super acessível, que inclui ônibus e 4 linhas de metrô, operadas pela Société de Transport de Montréal (STM). Há tíquetes que dão direito desde uma simples viagem (CAD$ 3,50) até deslocamentos ilimitados durante 3 dias consecutivos (CAD$ 20,50) – mantenha seu bilhete até o fim do deslocamento, como prova de pagamento

    Moeda

    Compre dólar canadense para levar moeda estrangeira — a cotação é mais baixa que a do americano. Cartões de débito e crédito são aceitos em praticamente todos os lugares, inclui hotéis e restaurantes.
    Gorjetas: nos restaurantes e táxis, acrescente 15% ao total da conta; nas cafeterias, você pode deixar as moedas do troco na caixinha dos funcionários; nos hotéis, o costume é dar CAN$ 2 por mala carregada ou serviço prestado.

    Hotéis

    Na hora de escolher onde ficar em Montréal, saiba que a maior parte dos hotéis está em Downtown e no centro histórico. Nathalia já se hospedou InterContinental Montréal e recomenda. Corretíssimo nos serviços oferecidos, esse 5 estrelas fica próximo da Catedral de Notre-Dame (Basilique Notre-Dame) e tem acesso direto ao Réso, rede de caminhos subterrâneos. Em outro momento na cidade, ela passou alguns dias no Hôtel Alt Montréal. Moderno, elegante e com boa relação custo-benefício, o hotel tem facilidades como geladeira com sucos e sanduíches frios à venda na recepção. Localizado em Griffintown, bairro de restaurantes e lojas fora da curva e bem interessantes.

    Para celebrar um momento especial ou simplesmente porque você deseja se dar um luxo, uma noite no Le Mount Stephen talvez seja interessante. Este hotel boutique ocupa um casarão histórico de 1880 que é a cara de Golden Square Mile, região de construções vitorianas e muito arborizada. Colado na Boulevard Saint-Laurent, o Hôtel Zero 1 é uma alternativa próxima ao Quartier des Spectacles. Moderno e ajeitadinho, tem quartos e suítes voltados para o portal de Chinatown. Fica na René-Lévesque, avenida por onde passa o Expresso 747.

    Quem se utiliza do ônibus que liga o aeroporto ao Centro também pode descer muito próximo ao Novotel Montreal Centre. Com quartos confortáveis, esta unidade da rede está situada a cerca de 300 metros do Bell Centre, casa do Montréal Canadian, time de hóquei da cidade.

    Imagine despertar diante do Rio Saint-Laurent? Nada mal para quem se hospeda no Auberge du Vieux Port, onde as paredes originais de pedra e tijolos emprestam mais charme aos quartos e suítes do hotel, instalado em um armazém do século 19. Serviços à francesa, pé direito alto e janelões são atributos do Hotel Bonaparte, onde 30 quartos e uma suíte oferecem ampla visão das ruas de paralelepípedos. A uma curta caminhada de restaurantes, boutiques e marcos históricos da cidade.

    Passeios

    Para quem prefere viajar por conta própria e com calma, há o passe de 72 horas com entrada em atrações e bilhete de metrô (Montreal Attractions Pass with Metro Ticket). Também dá direito a transporte de ônibus, incluindo a linha 747 de Montréal para o aeroporto.

    O passe inclui 28 atividades, como o cruzeiro no Vieux-Port, a MTL Zipline (tirolesa), o Musée des Beaux-Arts (Museu de Belas Artes, com pinturas e esculturas), o Musée d’Art Contemporain (com exposições e instalações), o Musée Grévin (de cera), o Musée McCord (com mostras sobre história e sociologia da cidade), o Pointe-à-Callière (de arqueologia e história, sobre a fundação de Montréal), o Biosphère (museu do meio ambiente no Parc Jean-Drapeau), o bonito Jardin Botanique (jardim botânico), o planetário (o interessante Planétarium Rio Tinto Alcan) e a Torre do Parque Olímpico (La Tour de Montréal, com 165 m a 45 graus, símbolo da Olimpíada de 1976).

    Considerando as principais atrações de Montréal com entrada paga, estão fora do passe apenas a Basilique de Notre-Dame (catedral com um maravilhoso altar azul) e o Biodôme (espaço do antigo velódromo nos Jogos Olímpicos adaptado para receber ecossistemas das Américas, com plantas e animais).

    Antes da viagem, você pode garantir ingressos de atrações e passeios em Montréal, como o cruzeiro pelo Rio São Lourenço (Fleuve Saint-Laurent) ou o cruzeiro com jantar e dança, para ver Montréal de dentro da água; ou a entrada da roda-gigante sem fila (La Grande Roue), para apreciá-la do alto. Ou ainda fazer um passeio panorâmico num tour guiado de ônibus de 3,5 horas. Entre as atrações da cidade estão a Notre-Dame e o mirante do Mont-Royal.

    Também existe a possibilidade de ter uma experiência diferente, por exemplo, um passeio em Montréal com alguém local, um tour de 3 horas de scooter, uma caminhada pela cidade subterrânea (Réso) ou um passeio a pé de 2 horas pelo centro histórico de Montréal (incluindo ingresso da Notre-Dame). Adeptos de bicicleta encontram várias opções na cidade do Canadá francês.

    O City Bike Tour de 3 horas com aluguel da bicicleta incluído após o passeio apresenta pontos conhecidos e escondidos da cidade e sua prática rede de ciclovias, com parada para degustação. Realizado pela Ça Roule (Nathalia fez o passeio de bicicleta em Montréal com essa empresa e gostou do serviço), o tour começa e termina na Vieux-Montréal, passando por vários bairros.

    Restaurantes

    As raízes francesas justificam a fama de Montréal como destino gastronômico no Canadá. Enquanto se visita a maior cidade da província de Québec, é praticamente impossível ficar de boca fechada, exceto enquanto se mastiga. Com cerca de 75 restaurantes por km², a dica é provar de pouco em pouco em cada lugar, a fim de tornar a jornada pela gastronomia de Montréal mais completa.

    As manhãs podem começar com baguete ou pão multigrãos quentinhos da Première Moisson, rede de padarias com filiais por toda a cidade, incluindo os dois principais mercados de Montréal — a do Marché Atwater abre primeiro, logo às 6 da matina. Oportunidade de ver logo cedo a chegada de produtos frescos, boa parte deles cultivados na província de Québec. Ponto turístico, o Marché Jean-Talon é ideal tanto para saborear crepes de frutas vermelhas quanto para comprar uns saquinhos com frutas secas, perfeitas para serem comidas durante deslocamentos pela cidade. E não deixe de visitar o Le Marché des Saveurs du Québec, loja na rua no entorno do Jean-Talon, boa para quem procura por xarope de maple (syrup d’erable, em francês) e outras maravilhas québécois, como os mirtilos locais (bleuts).

    Brasileiros que conhecem Nova York não estranham ouvir falar em bagels e pastrami, dois artigos famosos também em Montréal — e motivo de disputa entre as cidades para saber quem tem o melhor. Desde 1928, o Schwartz’s serve generosas lascas de carne defumada com molho de mostarda entre fatias de pão de centeio. O cantor e poeta Leonard Cohen preferia a versão preparada na Main Deli Steak House, localizada do outro lado do Boulevard Saint-Laurent. Na Rue Sainte-Catherine, a pedida é o Reuben’s, onde além do pastrami tradicional saboreia-se o legítimo sanduíche que leva o nome da casa, com carne defumada, queijo suíço e repolho.

    Ainda na linha refinamento zero, sabor dez, Montréal é o lugar para provar poutine. A combinação de batata frita, pedaços de queijo e molho de carne, uma das comidas típicas do Canadá, aquece corações e almas em tempos frios. Mas dá para ser devorada o ano inteiro. Os cardápios do La Banquise e do Frite Alors! oferecem variações sobre o tema, e vão além, com hambúrgueres e fritas. Você encontra as 2 casas no Plateau Mont-Royal, bairro que não tem apenas porn food. A zona boêmia da cidade e seu bairro vizinho, Mile End, concentram boas opções gastronômicas, como o Bistrô La Fabrique, e um dos 10 melhores restaurantes para um brunch, o Fabergé, cujos ovos benedicts alavancam sua reputação. No mesmo bairro, para tirar a prova dos 9 sobre os já mencionados bagels, faça sua escolha: St-Viateur Bagel e Fairmount Bagel.

    Bagel de Montreal
    Famoso bagel de Montréal – Foto: Alice Gao/Comissão Canadense de Turismo/Divulgação

    Outros bairros vêm ganhando destaque quando o assunto é restaurantes em Montréal, como Griffintown e Petite-Bourgogne. No 1º, alguns saborosos nomes são Foxy, especializado em grelhados na brasa, e Le Serpent, para cozinha italiana, vinho e sobremesas do chef pâtissière Masami Waki. No bairro seguinte, o Candide oferece um menu a preço fixo, diferente a cada mês, e o Joe Beef serve carnes e frutos do mar, em pratos como sua famosa massa com lagosta.

    Pelas ruas históricas de Vieux-Montréal também se encontram delícias. Entre galerias de arte e bons restaurantes da Rue Saint Paul, o Olive & Gourmando é um clássico, onde os paninis atraem muita gente para lá na hora do almoço. Nos arredores da Basilique Notre-Dame de Montréal, os macarons do Europea Espace Boutique seguem o padrão de qualidade que deram a Jérome Ferrer o título de Grand Chef Relais & Châteaux, por seu trabalho à frente do estrelado Europea. Nos meses mais quentes, aproximadamente 350 opções de food trucks se espalham por 20 pontos da cidade, do Parque Olímpico ao Vieux-Port.

    Eventos

    Conforme o tempo esquenta, aumenta o número de eventos em Montréal. L’International des Feux Loto-Québec promove um espetáculo de fogos de artifício, entre junho e julho, na Pont Jacques-Cartier, diante do La Ronde (parque de diversões da Six Flags). No meio do ano, o GP de Fórmula 1 agita também a Rue Crescent numa festa depois da prova. O Boulevard Saint-Laurent ganha cores e desenhos pintadas por artistas do mundo todo durante os 11 dias do Mural Festival, em junho.

    No mês seguinte, a 1ª quinzena é de circo em Montréal, com o Complètement Cirque, e a 2ª é de humor, com o Just for Laughs Festival. Entre setembro e outubro, tem Momenta – Biennale de l’Image, para fãs de fotografia, e Gardens of Light, festival de lanternas no Jardim Botânico de Montréal.

    A música é outro tema de destaque no calendário local. O Festival de Jazz de Montréal, instalado no Quartier des Spectacles, é o evento mais conhecido internacionalmente. Os 10 dias de apresentações pagas e gratuitas vão do fim de junho ao início de julho. Os parques de Montréal também viram palco de espetáculos musicais no verão. Tambores e dançarinos animam o Parc du Mont-Royal todo domingo com a realização de Tam Tams. Esse festival se estende do começo de maio até setembro (dependendo do ano, alcança outubro) e se concentra perto do monumento dedicado a Sir George-Étienne Cartier no parque. No Parc Jean-Drapeau, o Piknic Électronic reúne DJs locais e convidados internacionais em shows de música eletrônica, com ingressos cobrados, da 2ª metade de maio ao fim de setembro.

    Festival de Jazz de Montréal
    Festival de jazz em Montreal – Foto: Frédérique Ménard-Aubin/Montreal Jazz Festival/Divulgação

    Com 3 dias de shows de indie e hip hop, o Osheaga, organizado em agosto, é comumente comparado ao Lollapalooza, ao Glastonbury e ao Coachella. No outono (5 dias no fim de setembro), é a vez do hipster Pop Montreal, com cobrança de ingresso, apresentar em torno de 400 artistas — no fim de semana do festival, há atividades gratuitas para crianças. Com a neve caindo, o Igloofest bota a galera para dançar música eletrônica no Vieux-Port, da 2ª quinzena de janeiro ao começo de fevereiro.

    Como destino gastronômico em essência, Montréal organiza eventos ligados a comida e bebida ao longo do ano todo. Na 1ª metade de junho, é realizado o Mondial de la Bière, festival de cerveja artesanal que já tem edições no Rio de Janeiro e em São Paulo. Quando esfria, na 1ª quinzena de novembro, ocorre a MTL à Table, a restaurant week de Montréal. Cerca de 150 restaurantes preparam menus a preço fixo para brunch, almoço ou jantar.

    O cenário branquinho de neve em dezembro ganha luzes, comidas e atividades em mercados de Natal do Canadá, presentes também em Montréal. Atmosfera perfeita para diversão no inverno em família. Entre janeiro e fevereiro, a criançada se diverte na Fête de la Neiges, aos sábados e domingos no Parc Jean-Drapeau. com trenó, esculturas de gelo, shows e atividades pagas e gratuitas. Dá para fazer pirulito de xarope de maple no gelo.

    Gastronomia com arte e diversão se encontram no Montréal en Lumière, do fim de fevereiro ao início de março, no Quartier des Spectacles. Tem shows gratuitos, atividades culinárias com chefs e produtores de vinho e atrações como tirolesa, tobogã e roda gigante. A Nuit Blanche, noite inteira de arte com cerca de 200 atividades culturais (várias, gratuitas), é realizada no último fim de semana do Montréal en Lumière. Muitas luzes também estão nas instalações de artistas espalhadas ao redor da Place des Festivals durante o Illuminart, evento gratuito e interativo, também entre o fim de fevereiro e começo de março.

    Compras

    Em matéria de qualidade e quantidade, a Rue Sainte-Catherine é praticamente imbatível. Com 15 km de extensão, ela é a principal rua de comércio de Montréal. Concentra cerca de 1.500 lojas, que incluem as básicas H&M (roupas e acessórios), Dollarama (artigos para casa e lembrancinhas), eletrônicos (especialidade da Best Buy e da The Source), passando ainda por grandes redes de departamento, entre elas, Hudson Bay e Simons (esta originária de Québec).

    É na Sainte-Catherine que você também encontra a Ogilvy, maison local que reúne marcas renomadas como Balenciaga, Moncler e Louis Vuitton. E não dá para esquecer dos vários shopping centers ao longo da rua — Complexe Desjardins, Promenades Cathédrale e Eaton Centre, o maior e mais famoso deles. Os subsolos desses grandes centros de compras são conectados pelo Réso, o sistema de caminhos subterrâneos, que oferece 2.200 lojas e restaurantes, abertos faça sol ou chuva (neve, para ser mais exato).

    Ainda em Centre-Ville, a dupla Rue Crescent e Rue Sherbrooke concentra elegantes boutiques, livrarias, galerias e bares para uma happy hour ao fim das compras. Criações exclusivas dos melhores estilistas de Québec estão nas vitrines da MO 851 e de outras lojinhas do Plateau e de Mile End, com destaque para as que se espalham pelas Avenue Mont-Royal e Rue Saint-Denis. A faceta mais trendy de Montréal é também um lugar para comprar roupas de segunda-mão, achados vintage, objetos e acessórios que fogem aos padrões da moda e da decoração. Vá, compre e fique um pouco mais para descobrir os prazeres que o Plateau tem a oferecer quando a noite se aproxima, especialmente no Boulevard Saint-Laurent.

    Artigos únicos, peças contemporâneas e sabores originais de Québec e região formam o leque de opções do Marché Bonsecours, mercado na área do porto. Explore as ruas de paralelepípedo do centro histórico, com suas lojinhas de souvenir e de produtos locais. Na Délices, Érable & Cie, o maple é vendido de todas as formas possíveis, do clássico xarope a tempero, passando por sorvete e o que mais for possível inventar.

    Durante o verão, nos bairros de Montréal, você pode encontrar alguma vente trottoir (venda de calçada). As lojas expõem mercadorias com desconto do lado de fora. As ruas são fechadas para o tráfego de veículos e recebem barraquinhas de comida e, em alguns casos, atividades para crianças. No centro da cidade, por exemplo, na Sainte-Catherine, as lojas também podem exibir itens em promoção do lado de fora, mas é nos bairros que se tem a experiência mais autêntica desse tipo de comércio.

    Esticada

    A cidade de Québec é um charme só e fica a 230 km de Montréal. Caso passe uns dias lá, considere se hospedar no icônico Fairmont Le Château Frontenac, o hotel em forma de castelo no alto da parte murada.  Uma opção de bate-volta é uma excursão de 1 dia para Québec e Cataratas de Montmorency.

    Para explorar mais, há uma excursão de 1 dia às Laurentides, que mostra a beleza da cadeia de montanhas ao norte de Montréal, passando por cidades e lagos (com cruzeiro no Lac-des-Sables). Ou curta a paisagem mais conhecida da região num passeio de 1 dia a Mont-Tremblant.

    Para esticar até outras cidades do Canadá, há opções como Ottawa (a 165 km), capital do Canadá, e Toronto (a 550 km), ambas na rota de trem Corridor da Via Rail. Uma boa dobradinha é o roteiro por Toronto e Montréal, as maiores cidades do Canadá inglês e francês.

  • Toronto (Canadá): pontos turísticos, hotéis e mais

    Toronto (Canadá): pontos turísticos, hotéis e mais

    Metade da população de Toronto nasceu em outro país. Aproximadamente um terço dos moradores da maior cidade canadense fala outro idioma em casa, no lugar do inglês e do francês, línguas oficiais do Canadá. Essa variedade de origens do Torontonian, nome dado a quem nasce ou mora na metrópole, está espelhada no que se encontra lá: uma miscelânea de estilos, em programas com gastronomia, cultura, compras e diversão.
    Gostosas caminhadas (a cidade é plana) pelos bairros de Toronto, como a dupla Kesington Market e Chinatown, apresentam essa multiculturalidade formada pelas seguidas levas de imigrantes. O resultado é uma metrópole antenada com o que é tendência nos mais diversos campos. Basta uma passadinha na Graffiti Alley, viela transformada em galeria de arte urbana, para literalmente se ver isso.
    Toronto no mapa do Canadá fica ao leste, perto da fronteira com os Estados Unidos. Fundada como posto militar em 1783, tornou-se o centro financeiro do país. Imagens de Toronto frequentemente mostram os arranha-céus de Downtown, além da onipresente CN Tower, símbolo da cidade.
    Embora muito conhecida, ela não é a capital do Canadá, e sim Ottawa. Mas é a capital de Ontario, província onde se localizam as duas. Multicultural, é a porta de entrada para muitos viajantes — o Toronto Pearson Airport é hub da Air Canada, centro de distribuição de voos da companhia no país. Com aproximadamente 3 milhões de moradores, atrai em torno de 25 milhões de visitantes por ano, entre canadenses e estrangeiros.
    A temperatura em Toronto e os interesses de quem a visita ditam o roteiro. Parques, o Royal Ontario Museum (ROM) e outros museus, o St. Lawrence Market (mercado público de Toronto, onde se é possível provar comidas típicas do Canadá), o shopping Eaton Centre, restaurantes imperdíveis e o subterrâneo Path de Toronto: a metrópole tem muito a oferecer durante o ano inteiro. De um modo geral, o que fazer no Canadá muda conforme sobem e descem os termômetros. Lá não é diferente. O clima em Toronto transforma e renova a cidade a cada estação.
    Confira abaixo o que fazer e onde ficar em Toronto, além de restaurantes, compras, clima, eventos, transporte e destinos para um roteiro combinado. Nossa série com opções de guia de viagem traz informações grátis e completas para você se planejar bem para uma viagem internacional ou no Brasil.

    GUIA DE VIAGEM | TORONTO

    PONTOS TURÍSTICOS

    Nem é preciso ser criança para gostar do aquário de Toronto. Nathalia é fã do fundo do mar e recomenda a visita. Ele fica aos pés da CN Tower, então dá uma boa dobradinha numa manhã ou tarde da viagem — o fim do dia é indicado se você quiser pegar a cidade do alto da torre tanto no entardecer quanto iluminada à noite. Antes da viagem, você pode garantir ingressos de atrações e passeios em Toronto.
    Fãs de cultura encontram variedade nos temas dos museus da cidade: dinossauros e antiguidade no Royal Ontario Museum (ingresso do ROM sem fila), pintura na Art Gallery of Ontario (ticket da AGO), calçados no Bata Shoe Museum (ingresso do museu do sapato de Toronto), cerâmica no Gardiner; e arte islâmica no Aga Khan.
    A AGO é um dos pontos turísticos de Toronto por onde passa um tour de bike em Downtown, assim como o Hockey Hall of Fame (espécie de museu do hóquei) e Sugar Beach (mais badalada praia em Toronto). Para uma experiência diferente, faça um tour de segway no Distillery Historic District, antiga destilaria que hoje abriga lojas, restaurantes e cafés em seus edifícios vitorianos de tijolinhos.
    Além do ROM e da CN Tower (com seu chão de vidro), a cidade guarda outros bons endereços para crianças, como o Toronto Zoo, o Ontario Science Centre e as Toronto Islands, onde há uma fazendinha e um parque de diversão na temporada de calor. Para quem gosta de pedalar, há um bike tour nas ilhas pela manhã. Se a ideia for ter apenas a vista do skyline de Toronto de dentro do Lake Ontario, há um cruzeiro panorâmico de 45 minutos, com saída de Queen’s Quay West.
    Em família, pode ser divertido se deslocar num daqueles ônibus de 2 andares, aberto em cima (ticket do ônibus hop-on hop-off para 48 horas). O trajeto passa perto de muitos pontos de interesse em Toronto, incluindo a Casa Loma. Essa atração e também a CN Tower, o St. Lawrence Market e um cruzeiro pelo lago estão no roteiro de uma excursão de 5 horas por Toronto, opção para quem tem pouco tempo e visita a cidade pela primeira vez. Seja como for, caminhadas pelos bairros de Toronto sempre rendem descobertas interessantes.

    Aquário de Toronto, lindo com ou sem crianças – Foto: Nathalia Molina @ComoViaja
    ROM, museu para ver dinossauros e antiguidades – Foto: Ontario Travel/Divulgação

    HOTÉIS

    Os hotéis de Toronto se concentram em Downtown. É sempre muito prático ficar hospedado ali, no centro da cidade, com tudo perto: estações de metrô, pontos turísticos, shoppings como o Eaton Centre e o Path de Toronto, subterrâneo da cidade. Ali próximo estão os bem localizados Hilton Toronto e Sheraton Centre Toronto Hotel, além do histórico Fairmont Royal York e o sofisticado St. Regis Toronto, primeiro da marca no Canadá. Na 1ª viagem ao Canadá, Nathalia ficou no Fairmont e gostou: um luxuoso hotel com todo serviço e tradição, por se confundir com a história da cidade.

    Para ficar coladinho à CN Tower e ao aquário de Toronto, uma boa sugestão que alia conforto e praticidade é o Delta Hotels by Marriott Toronto. Nathalia adorou ficar hospedada no Delta, com cama confortável, bancada com muitas tomadas para recarregar celulares e baterias, café da manhã delicioso (pago à parte) e piscina aquecida e cercada de vidro (se vê a CN Tower de lá).

    A rede canadense Le Germain também mantém um hotel muito bem avaliado nessa área da cidade: Le Germain Hotel Maple Leaf Square, vizinho à Scotiabank Arena, onde há shows e jogos de basquete do Toronto Raptors e de hóquei do Maple Leafs. Para ficar à beira do Lake Ontario, há o Hotel X Toronto by Library Collection, com bares que oferecem visão panorâmica da região. Veja uma lista com sugestões detalhadas de opções de hotel em Toronto.

    O agitado Entertainment District, lugar da sede do Festival de Cinema de Toronto, conta com os luxuosos Ritz-Carlton Toronto, SoHo Metropolitan Hotel, Shangri-La Hotel Toronto e InterContinental Toronto Centre. No bairro elegante de Yorkville, onde fica o ROM, é possível se hospedar no Kimpton Saint George Toronto, Four Seasons Hotel Toronto e Windsor Arms Hotel. Viajantes alternativos curtem os hotéis-boutique de West Queen West, como Gladstone Hotel e Drake Hotel.

    RESTAURANTES

    Na parte antiga da cidade, vale uma visita ao St. Lawrence Market, mercado de Toronto. Não apenas para experimentar o peameal bacon, famoso sanduíche local, mas para garimpar temperos e frutas vermelhas; também há venda de artesanato. Para experimentar a diversidade étnica da cidade espelhada na comida, o Fusion Food Tour passa por 6 lojas do descolado bairro de Kensington Market para os participantes provarem delícias.

    Foodtrucks chegam à cidade a cada ano. Entre as novidades da temporada 2019 está um caminhão dedicado a uma das mais gostosas sobremesas da América do Norte: o Cheesecake by Heirloom. São 12 sabores da torta, servida num palito. Alguns pontos em Toronto onde food trucks costumam parar são as esquinas da University Avenue com a Dundas Street e com a College Street.

    Quando o assunto é restaurantes, Toronto tem de muitas variedades culinárias. Para se fartar com sandubas caprichados, as 2 unidades do Porchetta & Co têm nos lanches à base de carne de porco, com molho de trufas e mostarda, seu carro-chefe. O Museum Tavern é um bistrô, mas, acredite, muita gente vai lá para saborear seu cheeseburger duplo, preparado à moda americana. De quebra, as mesas da varanda ficam de frente para o ROM.

    Nathalia recomenda o Terroni, de cardápio italiano. Ela esteve na unidade da Adelaide Street onde antigamente funcionava o tribunal do condado de York, como Toronto era chamada no passado. Já o Old Spaghetti Factory ocupa um galpão do século 18. Entre as relíquias da decoração, há um carrossel centenário, que empresta um ar de ‘lugar-famiglia’ ao restaurante.

    Toronto abraça a todos indistintamente também na cozinha. Perto da praça da prefeitura e do icônico letreiro com o nome da cidade, o Bannock é a síntese do Canadá. Um lugar em que você encontra especialidades do país em um só menu. Encare pizza de poutine e arremate a refeição com um nanaimo bar, sobremesa originária do oeste do país. Um lado canadense mais selvagem preenche o cardápio do Antler, especializado em carnes de caça, entre elas, bisão, veado e javali.

    Se sua fome animal é do tipo que surge em horários incomuns, tudo bem. O brunch do Lakeview, com direito a ovos e panquecas banhadas em maple, pode ser apreciado a qualquer hora ou dia da semana. Para uma animada noite mexicana, El Catrin reúne cores e sabores inconfundíveis no Distillery Historic District.

    TRANSPORTE

    Veja ofertas de passagem para Toronto. Já no Canadá, para sair do aeroporto de Toronto ou chegar até o Pearson Airport, o modo mais prático é pegar o UP Express. Em 25 minutos, o trem parte do Terminal 1 (bem ao lado de onde para o Link Train, ligação entre os terminais 1 e 3) e chega à Union Station. De lá, você pode fazer conexão com metrô e trem ou caminhar pelo Path de Toronto ou pelas ruas até hotéis, já que a estação fica em Downtown, com várias alternativas de acomodação. Do aeroporto de Toronto à Union Station, a passagem custa CAD$ 12,35 por adulto — o bilhete para família (válido para 2 adultos e até 3 menores de 19 anos) sai por CAD$ 25,70.

    Dentro da cidade, o indicado é usar o transporte público — metrô, ônibus ou bonde fazem parte do sistema da Toronto Transit Commission (TTC), com transferência entre eles. Há 4 linhas de metrô, mas a parte turística se concentra em 2: amarela e verde. Durante a semana e no sábado, os trens começam a rodar às 6 horas; no domingo, às 8 horas. O metrô funciona diariamente até a 1h30 da manhã. Os bondes transitam pela cidade 24 horas, durante toda a semana e passam por muitas atrações. Rotas interessantes são as linhas 501 (ao longo da Queen Street) e 510 (pela Spadina Avenue).

    Ônibus e bonde exigem que você tenha o valor exato do ticket (CAD$ 3,25) para pagar a bordo. Gasta-se um pouco menos por passagem comprando vários tokens de uma vez. Cada um sai por CAD$ 3,10, e é exigida a compra mínima de 3 unidades. Passes diários, a CAD$ 13, servem para viagens ilimitadas até as 5h30 da manhã do dia seguinte. Todas as modalidades são vendidas em máquinas ou bilheterias da maior parte das estações do metrô. Crianças de até 12 anos andam de graça no sistema da TTC.

    Transferências entre meios de transporte são permitidas usando a mesma passagem, desde que a rota seja para continuar viagem, e não para voltar no sentido contrário. Seja qual for a forma de locomoção, pegue seu papel de transferência. O transfer prova que você pagou a passagem, em caso de fiscalização. Quem compra passes diários não precisa pedir o papel de transferência.

    Como a cidade é plana, também é ótima para ser explorada em longas caminhadas. Quando bater cansaço, tem sempre táxi e Uber como alternativas.

    compras

    O Toronto Eaton Centre e as lojas de departamento Hudson’s Bay e Saks Fifth Avenue formam o fervilhante triângulo das compras em Downtown. Na realidade, estas 2 estão entre as 250 marcas vistas no gigante shopping. Com quase 50 milhões de visitantes por ano, o Eaton Centre se espalha por mais de um quarteirão. Apple, Samsung, Best Buy, Guess, Uniqlo e Nordstorm estão lá. Há 7 restaurantes e farta oferta de comida. A Saks de Toronto tem uma área de alimentação. Não deixe de conferir o Pusateri’s, empório que existe na cidade desde 1963 e que mantém outras lojas, como a de Yorkville. À frente do Saks Food Hall, o Pusateri’s é literalmente uma delícia.

    O Path de Toronto é outro destino de compras: 1.200 pontos comerciais se espalham por corredores subterrâneos, que conectam prédios e estações de metrô. Você vai passar por nomes como The Body Shop, Godiva, o café Second Cup e as farmácias Rexall e Shoppers Drug Mart (para cosméticos e suplementos vitamínicos).

    Outros 2 perfis de consumidores encontram regiões para compras em Toronto. Sofisticados podem se dirigir às boutiques de Yorkville. A Bloor Street, principal rua do bairro, exibe uma sequência de grifes internacionais. Já descolados podem garimpar no comércio alternativo de Queen Street West (quanto mais a oeste mais distante do convencional) e nos brechós de Kensington Market. O bairro ao lado deste, Chinatown, tem lojas de produtos orientais e outras com tranqueiras e souvenir.

    Lembracinhas baratas são vendidas na unidade da Dollarama mais próxima. A loja tem de artigos para casa a fones e brinquedinhos para crianças. Alguns corredores são preenchidos com produtos temáticos conforme a época do ano — por exemplo, Dia do Canadá (cheios de folhinhas de maple e bandeira do país), Halloween e Natal. O fim do ano, aliás, espalha mercados em Toronto (leia mais em Eventos).

    Você também pode fazer compras fora da cidade no Toronto Premium Outlets. Tem de ser um dia dedicado a isso porque é distante de Downtown.

    Conclusão: seja onde for, é difícil sair de Toronto sem comprar nada, ainda que se pague um adicional de 13% de imposto sobre os preços marcados nos produtos.

    VISTO

    Veja o passo a passo para tirar seu visto canadense, pois o país exige esse documento de viajantes brasileiros. Se você esteve no Canadá ou nos Estados Unidos nos últimos 10 anos, pode pedir uma eTA Canada, autorização eletrônica de viagem, caso sua chegada ao país seja de avião. Desde maio de 2017, quando foi lançada essa modalidade, já foram emitidas em torno de 300.000 eTAs para brasileiros, segundo informação do Consulado do Canadá em São Paulo. A autorização eletrônica é bem mais barata e menos burocrática do que o processo de visto.

    MOEDA

    Compre dólar canadense para levar moeda estrangeira — a cotação é mais baixa que a do americano. Hotéis e restaurantes aceitam cartões. Caixas eletrônicos (ATM) estão por toda a cidade; procure nos bancos e nos shopping centers. Para compras abaixo de CAD$ 5, paga-se em moedas — a de CAD$ 1 é chamada de loonie, e a de CAD$ 2, toonie. Gorjetas: nos restaurantes, deixe de 15% a 20% do total da conta (verifique se o valor já está incluído na conta); acrescente entre 10 e 20% ao total da corrida de táxi.

    CLIMA

    O verão eleva as temperaturas a marcas entre 20 e 30°C, com uma alta umidade — lembre-se que Toronto é banhada pelo Lake Ontario, o que influencia seu clima. O meio do ano é chamado localmente de patio season, pois é quando os moradores buscam as varandas de restaurantes e cafés para aproveitar o tempo quente. No inverno, costuma nevar de dezembro a março, e os termômetros ficam, em geral, entre 0 e -10°C. Os meses nos quais costuma chover mais em Toronto são maio, agosto e setembro.

    EVENTOS

    Evento de arte em Toronto, Luminato – Foto: Rémi Chauvin Mona/Divulgação

    A cidade para para ver as estrelas ao vivo durante os 11 dias do Festival de Cinema de Toronto, em setembro. Fãs de arte têm 2 grandes eventos para checar: o Luminato, realizado em 2 semanas de junho, com espetáculos de dança, performances e artes visuais, além de instalações ao ar livre; e a Nuit Blanche, que transforma por uma noite em outubro, com exposições e projeções pelas ruas e atividades em museus.
    A entusiastas  da gastronomia, as pedidas são Summerlicious e Winterlicious, versões da Restaurant Week de Toronto, no verão e no inverno, respectivamente. Os menus de almoço ou jantar, a preço fixo, são encontrados em centenas de restaurantes. Também há várias comidinhas interessantes em food trucks — o maior festival de comida de rua, com caminhões de toda a província de Ontario, rola no início de agosto, no Woodbine Park — e no Mercado de Natal de Toronto, montado no Distillery Historic District durante o mês de dezembro. O início da temporada das festas de fim de ano se dá com o Cavalcade of Lights, evento de Natal em Toronto com desfile, fogos e música, em novembro.
    Artesanato do Canadá todo é encontrado no One of a Kind, reunião de artesãos de diferentes províncias, realizada no fim de novembro. Antes do verão, outra edição da feira ocorre no Enercare Centre, mesmo lugar do Canada Blooms, espécie de Expoflora local, com flores variadas e ambientes idealizados por arquitetos e paisagistas, no mês de março. No alto verão, destacam-se o Dia do Canadá — o 1º de julho é comemorado com festa lá como no restante do país — e o Toronto Summer Music, festival de música clássica, com apresentações pagas e gratuitas.

    MAIS DESTINOS

    Cataratas do Niágara e visita às vinícolas é uma combinação usual feita por quem viaja a Toronto. Distante 130 km, um dos principais pontos turísticos do Canadá, Niagara Falls pode ser um bate-volta ou um programa de uns dias, explorando também Niagara-on-the-Lake, importante região produtora do país. É a chance conhecer de perto o icewine no Canadá, vinho de uvas congeladas.

    Se for esticar de Toronto para outros destinos canadenses, há opções como Ottawa (a 450 km) e Montréal (a 550 km), uma boa dobradinha num roteiro pelas maiores cidades do Canadá. Os 2 destinos, assim como Québec, estão na rota Corridor, de trens da Via Rail. Para atravessar o país, embarque no The Canadian, trem de Toronto a Vancouver.

    Caso queira explorar cidades em Ontario e Québec, vale investir no aluguel de carro. No outono, o Algonquin Provincial Park é conhecido como um dos lugares do Canadá para se ver a paisagem pintada em tons de amarelo ao vermelho, passando pelo cobre.

    Queda canadense Horseshoe Falls, em Niagara – Foto: Cortesia de Niagara Parks Commission
    CATEGORIAS
    TAGS
    COMPARTILHE

    Facebook
    Twitter
    Pinterest
    Email
    WhatsApp
    Telegram

    LEIA TAMBÉM
  • Onde ficar em Toronto: hotéis em Downtown e pelos bairros

    Onde ficar em Toronto: hotéis em Downtown e pelos bairros

    Os hotéis em Toronto se concentram especialmente em Downtown, que se estende por alguns bairros e abriga pontos turísticos do Canadá. Contudo, há outras regiões interessantes para viajantes na hora de escolher onde ficar em Toronto. De modo bem simples, então, separamos aqui a cidade em áreas de acordo com atrações e serviços disponíveis, estabelecendo como limite ruas ou avenidas principais.

    | Entre para o nosso gratuito no WhatsApp e receba dicas na palma da mão, sempre no fim do dia |

    A região central é uma das prediletas para hospedagem. Pois tem ampla oferta de hotelaria e restaurantes. Conta com o Path de Toronto, rede de caminhos subterrâneos, ligando regiões como o Financial District e o sul da cidade.

    Mas a metrópole não é gigantesca e tem uma rede de metrô eficiente, que passa perto dos principais pontos de turísticos. Perto do Lake Ontario, a CN Tower pode ser a primeira visão de quem descortina a janela do quarto ou a companhia para um drink à noite. É figura onipresente no horizonte da maior cidade do Canadá. Afastando-se um pouco do cenário ocupado por sua torre-símbolo (mas sem perdê-la de vista), hotéis-boutique e estabelecimentos históricos também integram cardápio de opções de onde ficar em Toronto.

    Como ocorre em outras listas do Como Viaja – entre elas, a de onde ficar em Vancouver –, a seleção é constantemente atualizada e inclui apenas sugestões bem avaliadas por viajantes nos sites de reserva. Também é possível buscar hotéis em Toronto na Booking.

    Hotéis em Toronto: perto da CN Tower

    Localizada abaixo da Front Street, essa porção sul da cidade é indicada para quem pensa em se hospedar perto da CN Tower e do Ripley’s Aquarium, entre os principais pontos turísticos de Toronto. Lojas, restaurantes e o visual do Lake Ontario são a combinação oferecida no Queen’s Quay Terminal, diante do lago.

    Fãs de esporte se dividem entre os que vão ao Rogers Centre (dos times de futebol e de beisebol locais) e à Scotiabank Arena (antigo Air Canada Centre), onde há jogos de basquete do Toronto Raptors e partidas do Maple Leafs, participante da liga profissional de hóquei no gelo (NHL). Na ausência de programação esportiva, no entanto, grande nomes da música mundial se apresentam neste ginásio multiuso.

    Delta Hotels by Marriott Toronto

    Esse 4 estrelas fica entre o Rogers Centre e a Scotiabank Arena (ex-Air Canada Centre). O Delta Hotels by Marriott Toronto está conectado diretamente ao Path de Toronto. Nath ficou hospedada aqui e gostou bem da suíte, pois era moderna e tinha cama muito confortável e bancada cheia de tomadas para todos os carregadores. Pet friendly, dispõe de academia de ginástica e piscina em ambiente fechado com visão da CN Tower. No restaurante Soco Kitchen, o menu é focado na cozinha mediterrânea e inclui coquetéis exclusivos. É muito bem localizado, por isso não faltam opções para comer e beber no entorno. O casual Luma fica a menos de 15 minutos a pé.

    Le Germain Hotel Mapple Leaf Square

    A avaliação constante em torno de 9,0 na Booking.com já dá ideia do que seja o Le Germain Hotel Maple Leaf Square. A começar pela localização: próximo à ciclovia, ao Harbourfront e à CN Tower, e praticamente em frente ao Scotiabank Arena. O hotel soma cerca de 170 acomodações, incluindo um quarto com cama redonda. O café da manhã em estilo continental faz parte da diária. Aceita animais de estimação.

    Toronto Marriott City Centre Hotel

    Até quem não entende nada de beisebol fica tentado a assistir a um jogo dos Blue Jays sem sair do Toronto Marriott City Centre Hotel, já que ele se localiza dentro do complexo esportivo Rogers Centre. Alguns quartos dão vista para o estádio, assim como o restaurante do empreendimento, que aceita pets, tem acomodações maiores para famílias.

    Hotel X Toronto by Library Hotel Collection

    A hospedagem e os serviços do Hotel X Toronto by Library Collection prometem deixar os viajantes nas alturas. Pois oferece uma visão desimpedida do Lake Ontario, mantém 3 bares entre o 27º e 28º andares, onde também fica a piscina. O luxo desse hotel em Toronto, que possui um Guerlain Spa, inclui 4 categorias de quartos e suítes, todos com decoração elegante. Entre as facilidades estão espaços para adultos, caso de quadras de tênis e squash e da área de golfe, mas também ambientes que podem ser desfrutados em família, como o cinema para 250 espectadores.

    Hotéis em Toronto diante do lago
    CN Tower vista do hotel em Toronto – Foto: Library Hotel Collection

    Hotéis em Toronto: Entertainment District

    Essa é a região da cultura, com cinema, teatro musical e concertos. No Entertainment District, está o TIFF Bell Lightbox, sede do prestigiado Festival de Cinema de Toronto. Só que a vocação cultural deste pedaço fica mais evidente quando teatros, salas de concerto e restaurantes da King Street West acendem seus letreiros. Clubes noturnos e cafés da Richmond completam a oferta em matéria de entretenimento.

    Intercontinental Toronto Centre

    Em um raio de 1km, é possível visitar quase uma dezena de atrações turísticas localizadas na região central. Pois é nesse cenário que se encontra o InterContinental Toronto Centre, com 584 quartos, alguns com vista panorâmica para o Lake Ontario. Spa e a piscina do terraço são alternativas para relaxar após um dia de passeios pela cidade. O restaurante Azure serve café da manhã, almoço e jantar.

    The Ritz-Carlton, Toronto

    The Ritz-Carlton, por si só, dispensa apresentações. Contudo, vale saber que as janelas do chão ao teto ampliam a visão panorâmica do Lake Ontario e da cidade ao redor. O classudo 5 estrelas tem 263 quartos e suítes. Ingredientes locais são a base da culinária italiana do Toca, único restaurante do Canadá que possui uma cave de queijo. No verão, o terraço do DEQ Terrace & Lounge é território de coquetéis tão criativos quanto os martinis com nitrogênio líquido servidos pelo Ritz Bar, outro ponto da mixologia local. O Ritz-Carlton Toronto conta com o Spa My Blend by Clarins, igualmente com vista para o horizonte de Toronto.

    Soho Metropolitan Hotel

    Bem localizado, pois fica próximo a espaços de entretenimento e esportes de Toronto, o SoHo Metropolitan Hotel oferece serviços exclusivos e funcionalidades típicas de um hotel-boutique. Sofisticados, seus 92 quartos e suítes têm banheiros revestidos com mármore do chão ao teto, banheira de imersão, piso aquecido e amenities Molton Brown. As amplas janelas do quarto permitem uma visão panorâmica da cidade, cuja multiculturalidade está expressa na culinária chinesa do Luckee, do chef e estrela de TV Susur Lee. Completam as opções gastronômicas do SoHo Metropolitan, o Senses Cafe e uma unidade do Wahlburger, lanchonete do ator Mark Wahlberg em sociedade com seus irmãos, Paul e Donnie.

    Shangri-la Hotel Toronto

    Fica bem no miolinho frenético da metrópole, próximo a teatros e cinemas. Os apartamentos do Shangri-La Hotel Toronto são espaçosos (a partir de 42m²) e com sutil ar asiático na decoração. Um iPad e uma máquina de Nespresso são facilidades encontradas nos quartos. entadores. Os hóspedes podem se deliciar com os tratamentos do Miraj Hammam Spa by Caudalie Paris e com os sabores do Bosk, o exclusivo restaurante do hotel, aberto diariamente para café da manhã, almoço e jantar.

    Hotel no Centro de Toronto
    Shangri-la Hotel Toronto – Foto: Divulgação

    Le Germain Hotel Toronto Mercer

    O Le Germain Hotel Toronto Mercer está bem no meio do Entertainment District. As diárias nas 8 categorias de quarto incluem café da manhã. No verão, o rooftop é ideal para um drink no fim de tarde. Golfistas ocasionais aprimoram a pontaria no putting green instalado no telhado. Reinterpretações de clássicos da gastronomia americana e receitas veganas estão na carta do elegante Victor Restaurant Bar.

    Hotéis em Toronto: Financial District

    Nessa parte de Downtown, estão os arranha-céus da cidade, aqueles prédios espelhados da metrópole. O Brookfield Place, com acesso para o Path de Toronto, inclui a Allen Lambert Galleria, passagem projetada pelo arquiteto Santiago Calatrava. Ali perto, é possível aprender mais sobre o esporte nacional do Canadá, no Hockey Hall of Fame.

    A região começa na Union Station, principal estação de conexão das linhas de metrô e trem, além de destino do Up, que traz os viajantes do aeroporto de Toronto. Dali, segue no mapa até a Nathan Phillip Square, praça da prefeitura e do famoso letreiro com o nome da cidade, onde há um rinque de patinação no gelo durante o inverno.

    Fairmont Royal York Hotel

    Com 1.363 quartos, a grandiosidade do Fairmont Royal York se impõe na paisagem da Front Street. Novas e luxuosas suítes, modernos equipamentos de ginástica e uma piscina repaginada fazem parte do pacote de mudanças no hotel em Toronto, cuja renovação terminou em 2019. Ainda assim será sempre possível desfrutar do melhor da hotelaria em matéria de conforto e requinte, como clássico chá tarde servido nos fins de semana.

    The St. Regis Toronto

    Um 5 estrelas com vista panorâmica entre os hotéis em Toronto. Os 256 quartos e suítes do The St. Regis Toronto são bem espaçosos, com camas king size, mobiliário estofado e facilidades do tipo TV embutida no espelho do banheiro – convidativa de ser assistida se a ideia for se largar por longos minutos em um banho de imersão. Em suma, são quartos que fazem você pensar sobre a necessidade de sair dali para fazer qualquer outra coisa. Só que nem 5 minutos de carro levam o hóspede aos principais pontos turísticos de Toronto na área central.

    Hotel Victoria

    Fica em um predinho bonito e original do início do século 20, na badalada Yonge Street, principal rua comercial de Toronto. Ao todo, o Hotel Victoria mantém 56 quartos, todos com piso laminado de madeira e decoração sóbria. Uma caminhada de menos de 5 minutos leva o visitante ao Hockey Hall of Fame; contudo, em menos tempo ainda acessa-se a estação de metrô King.

    Hotéis em Toronto: Downtown Yonge

    A área central de Toronto é praticamente dividida pela Yonge Street, que a reparte em leste e oeste. No meio desta faixa fica a Dundas-Yonge Square, praça que pulsa noite e dia com o vaivém de trabalhadores, de estudantes. Miolo frenético da cidade, ela é frequentemente comparada à Times Square de Nova York.

    Artistas de rua rivalizam em atenção com as vitrines. Pois, interessados em fazer compras em Toronto, saibam vocês que aqui estão o shopping Eaton Centre e grandes lojas de departamento, como a Hudson Bay e a Saks.

    The Saint James Hotel

    Pequeno e econômico, o Saint James Hotel é um hotel-boutique em Toronto que tem como trunfo estar colado à Yonge-Dundas Square. Dispõe de quartos com varanda ou hidro e oferece opção de acomodação para hóspedes com mobilidade reduzida. Pet friendly, tem café da manhã no valor da diária. O Freshii serve refeições rápidas e saudáveis, mas sem radicalismos; proteínas estão no cardápio, que inclui smoothies, saladas e wraps.

    Marriott Downtown at CF Toronto Eaton Centre

    Hotelão vizinho do Eaton Centre, meca das compras em Toronto, o Marriott Downtown at CF Toronto Eaton Centre tem também uma passarela que se conecta com o Path. A rede de caminhos subterrâneos da cidade, cheia de lojas e serviços, é essencial porque o inverno é rigoroso naquela parte do hemisfério. Quartos e suítes são acarpetados e têm TV de tela plana. Café da manhã é pago à parte e servido no Trios Bistro, restaurante de cozinha canadense contemporânea, com especial atenção para os frutos do mar frescos. Coberta, a piscina fecha tarde da noite, porém a academia de ginástica funciona 24 horas.

    Courtyard by Marriott Downtown Toronto

    Com quartos recentemente renovados, o Courtyard by Marriott Downtown Toronto fica a uma reta a pé da badalada (e iluminada) Yonge-Dundas Square. A estação College do metrô está a 2 minutos de caminhada. A internet da diária é de alta velocidade. O café da manhã no restaurante do hotel é pago à parte. No entanto, a 500 metros funciona uma unidade da Tim Horton’s, a rede de cafeterias mais famosa do Canadá.

    Hotéis em Toronto: Lawrence Market e Union Station

    Toronto nasceu neste trecho ao leste. O tour básico tem de ser pela Front Street, onde estão desde construções modernas como o Sony Centre (espaço dedicado às artes), a históricas como a Union Station (estação de trem e metrô) e o Flatiron Building (ícone do estilo vitoriano). Nessa rua, também está localizado o St. Lawrence Market, mercado de produtores locais, famoso pelo sanduíche de peameal bacon (lombo de porco empanado em farinha de milho).

    O Distillery Historic District, onde já funcionou a maior destilaria de uísque do Império Britânico, hoje condensa muita criatividade em galerias, estúdios, bistrô e boutiques. De quebra, abriga o melhor e mais concorrido mercado de Natal de Toronto.

    Novotel Toronto Centre

    O Novotel Toronto Centre está ao sul da Front Street, no entanto, localiza-se entre o Sony Center e o St. Lawrence Market (cerca de 5 minutos a pé de ambos as atrações), o que o deixa muito próximo do centro velho da cidade. O hotel em Toronto é um três-estrelas voltado ao público que está viajando a negócios ou em família. Coberta e aquecida, a piscina foi reaberta em abril de 2018 após passar por reformas.

    The Omni King Edward Hotel

    Erguido em 1903, o primeiro luxuoso entre os hotéis em Toronto não perdeu sua majestade. O Omni King Edward Hotel é um exemplo real de tradição e modernidade, distribuídos em 301 quartos e suítes de luxo, nos repaginados Victoria’s Restaurant e Consort Bar, na academia de ginástica com aparelhos de última geração e no spa. Tem chás da tarde às sextas e aos sábados e domingos. O hotel no Centro de Toronto, na área financeira da cidade, fica a 500 metros do Eaton Centre, maior shopping da cidade. A caminhada até o metrô mais próximo leva 2 minutos (estação King).

    The Ivy at Verity

    O Ivy at Verity ocupa um prédio restaurado que já foi uma fábrica de chocolate nos anos 1850, no distrito de Queen Street East. Um hotel-boutique de inspiração europeia, com camas king feitas à mão na Suécia e lençóis artesanais italianos. São apenas 4 quartos, decorados de modo distinto, mas todos com banheira de imersão, piso aquecido, TV’s 4K e tablets. Incluído na diária, o café da manhã é servido na própria suíte. Conta ainda com o restaurante George – 5 estrelas que serve pratos à base de produtos locais – e com o Sweetgrass Spa, exclusivo para mulheres. O wifi gratuito é bem avaliado pelos hóspedes na Booking.

    Hotéis em Toronto: Bloor-Yorkville

    Bairro movimentado, mas sem o frenesi de Downtown, Yorkville é o território onde estão instaladas marcas como Hermés, Chanel e Tiffany & Co. Natural, então, que o Bata Shoe Museum fizesse parte do cenário: um rico acervo em que sapatos usados por John Lennon, Elvis Presley e Marilyn Monroe têm o valor de arte. Maior museu do Canadá, o Royal Ontario Museum (ROM) guarda uma coleção de história natural e cultural em cerca de 6 milhões de objetos.

    Os hotéis desta região costumam hospedar as estrelas do festival de cinema, todo ano em setembro. Spas e um grupo seleto de restaurantes emprestam ainda mais charme ao bairro, onde se localiza também o Consulado do Brasil em Toronto.

    Kimpton Saint George Hotel

    Essa é a primeira unidade no Canadá da Kimpton, marca-boutique do Intercontinental Hotels Group. Inaugurado em 2018, o hotel fica entre a Bloor Street e a St. George Street (por isso, o nome do empreendimento). Com grafite na fachada e no lobby, o Kimpton Saint George Toronto dispõe de 188 acomodações e fitness centre, além de oferecer serviços pet friendly e empréstimo de bicicletas e colchonetes de ioga. O gastro pub The Fortunate Fox serve pratos, aperitivos e cervejas artesanais.

    Onde ficar em Toronto: Kimpton Saint George, hotel de luxo
    Kimpton Saint George – Foto: Intercontinental Group

    The Hazelton Hotel

    ‘Ícone de tudo que é chique, glamouroso e luxuoso’, segundo definição de seu site oficial, o Hazelton Hotel é sinônimo de Yorkville, a mais sofisticada das regiões. Seus 62 quartos e 15 suítes são amplos, equilibradamente decorados com madeira, granito verde e veludo. Ao lado do Valmont Spa, o exclusivo restaurante One materializa a faceta über-chic do hotel de Toronto, que fica ainda mais badalado durante o festival de cinema.

    Four Seasons Hotel Toronto

    Para quem não dispensa mordomia, o Four Seasons Hotel Toronto é destino certo. Porque, neste 5 estrelas, na esquina da Bay Street com Yorkville Avenue, todos os quartos têm camas king size e janelas do chão ao teto, com visão do horizonte dos lados leste ou oeste. Tenha a cidade a seus pés durante uma sessão de relaxamento no spa ou em um mergulho na piscina do 9º andar. O menu do Café Bouloud mostra as raízes francesas. A uma quadra do hotel em Toronto está a movimentadíssima Yonge Street, circuito de compras e principal rua da cidade.

    Windsor Arms Hotel

    Um 5 estrelas clássico, o hotel em Toronto tem decoração sóbria, com um instrumento musical (harpa, piano ou violão) em cada uma de suas 28 suítes. O wifi é gratuito, mas o café da manhã é pago à parte. Com menu de inspiração britânica, o restaurante The Living Room oferece premiada carta de vinhos e cerca de 60 marcas de cervejas artesanais locais. Ao lado do lobby, o Courtyard Cafe serve brunch aos domingos. O Windsor Arms Hotel está localizado a 500 metros do Royal Ontario Museum (ROM) e a 5 minutos a pé da estação Bay do metrô.

    Hotéis em Toronto: West Queen West

    Entre a University Avenue e o bairro de Parkdale, quanto mais se anda pela Queen Street em direção ao oeste, mais alternativo o bairro fica. O pedaço que vai da Bathurst Street à Gladstone Avenue é chamado de West Queen West. Ali descolados encontram galerias de arte, clubes noturnos, lojas alternativas e hotéis-boutique.

    Gladstone Hotel

    Do lado de fora, os tijolinhos à mostra do prédio produzem o efeito avermelhado que atesta o inconfundível estilo vitoriano. Dentro, artistas assinaram a concepção visual dos 37 quartos do Gladstone Hotel, situado entre dois dos bairros mais criativos da cidade: West Queen West e Parkdale. Pois há arte onde se dorme, onde se come e em 3 galerias que funcionam dentro do hotel, que ainda tem um animado karaokê.

    The Drake Hotel

    O Drake Hotel sintetiza o espírito de West Queen West. Pois é único e vibrante, notadamente marcado pela alma cultural da região, expressa no conceito despojado e urbano de cada quarto, suíte e studio. Seu restaurante e seu café apresentam uma cozinha criativa e de valorização de produtos locais. A arte está por todos os cantos, de cima a baixo.

Ir para o conteúdo