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  • Museu do Amanhã (Rio): ingresso, onde fica e como chegar

    Museu do Amanhã (Rio): ingresso, onde fica e como chegar

    O Museu do Amanhã, na Praça Mauá, explora a fundo o conceito de interação, com tecnologia presente em cada pedaço do que está exposto. Reunimos todas as dicas para você visitar esse ponto turístico do Rio de Janeiro: como é por dentro, o que ver, quanto custa o ingresso do Museu do Amanhã, como comprar e que dia a entrada é grátis. Para planejar sua viagem, veja opções de hospedagem no Rio e nossas sugestões de hotel barato no Rio de Janeiro. A região próxima ao Museu do Amanhã e ao Aquário do Rio de janeiro tem unidades de redes econômicas.

    A ida ao Amanhã é um passeio que provoca uma reflexão sobre o estilo de vida que levamos e o futuro que esperamos. Não há acervo estático, passivo. E não pense que dá para aproveitar tudo o que essa grande atração oferece numa única e detalhada incursão. Bom motivo para sempre para voltar. A fim de facilitar sua visita, descrevemos abaixo, em detalhes, um passo a passo que você pode seguir quando for até lá. A Easy Travel Shop, empresa brasileira que fornece serviços turísticos e aceita pagamentos em até 10 vezes sem juros, faz um passeio de 4 horas, com city tour no Boulevard Olimpíco, voltinha de VLT e ingresso do Museu do Amanhã,

    Como é a instituição na Praça Mauá

    Distribuído em dois andares, o museu foi projetado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava. Dizem que a forma foi inspirada na flor da bromélia. Nós não conseguimos ver assim. Parece mais um esqueleto, uma espinha de peixe ou mesmo um navio, que avança sobre a Baía de Guanabara. Use a imaginação e nos conte o que achou do desenho.

    A construção, que ocupa um total de 30.000 m² de área, faz parte do projeto de revitalização da Praça Mauá, na zona portuária do Rio, antes da Olimpíada de 2016. A iniciativa incluiu ainda a inauguração do Museu de Arte do Rio (MAR) e a instalação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT Rio), meio de transporte também para deixar e chegar ao Aeroporto Santos Dumont e à Rodoviária Novo Rio.

    O Museu do Amanhã virou um cartão-postal como o Cristo Redentor (leia mais em Corcovado: como chegar) e o principal estádio da cidade (saiba como é o Maracanã Tour).

    Foi inaugurado em 19 de dezembro de 2015. As filas eram enormes nos primeiros meses de funcionamento. Visitamos o Amanhã 10 dias depois de sua abertura, o que nos levou a uma espera de 3 horas para conseguir entrar. Na época, o clima não estava convidativo para praia e o feriado do Réveillon estava próximo, razões pelas quais muita gente resolveu aproveitar para visitar o museu. E, como se não bastasse tudo isso, ainda era uma terça-feira, dia em que o ingresso do Museu do Amanhã é grátis.

    Na época, achamos importante encarar aquela parada toda para mostrar aos nossos leitores como era a experiência de um visitante comum, sem atalhos pela assessoria de imprensa. Para se ter ideia, nem levamos nosso filho, Joaquim. Ele voltou conosco ao Museu do Amanhã cerca de 6 meses depois, pouco antes da Olimpíada Rio 2016.

    No início daquele ano, o museu passou a vender ingresso na internet, com hora marcada e fila especial para entrar. Experimentamos a compra online e não esperamos nada. E ainda pegamos um dia lindo, o que rendeu as fotos ensolaradas que acompanham este texto.

    Filas no verão da inauguração
    O Museu do Amanhã em 2015…
    Ingresso do Museu do Amanhã pela internet
    …e a mesma entrada 6 meses depois

    O que fazer no Museu do Amanhã

    Logo que você passa a porta de vidro, sente um aliviante frescor do ar-condicionado e se depara com uma fileira de gente com as mãos para cima. Não é um agradecimento ao Senhor por ter finalmente entrado. O globo do Museu do Amanhã, no Rio, é o novo Cristo, como bem observou Fernando. Todos querem ter o mundo nas mãos.

    Entrada do museu na Praça Mauá
    Erguei as mãos

    Com 4 metros de diâmetro, o globo suspenso dá uma pista do que o visitante encontrará pela frente. A iluminação de LED vai se alternando e nos lembra que “tudo na Terra está movimento”, para em seguida mostrar os deslocamentos das correntes marítimas e das massas de ar, a formação de furacões e tsunamis e a migração de pessoas pelo mundo. Por fim, a pergunta nos convida a refletir: “Quais amanhãs queremos?”

    Apesar de muito fotografado, pouca gente parece se dar conta do significado daquele movimento de cores e desenhos no globo. Nos surpreendeu ver um adolescente explicar para a família que aquilo tratava de aquecimento global e de mudanças climáticas. O apelo visual e toda a tecnologia do museu servem para ele sair bem na foto.

    O Museu do Amanhã é fotogênico. Mas, se de cada 100 pessoas que postaram selfies nas redes sociais ao menos uma parar para pensar no mundo atual e nos desafios que temos pela frente, o museu terá cumprido seu papel.

    No térreo, ficam salas de exposições temporárias. Uma das primeiras mostras na época da inauguração era Perimetral, videoinstalação sobre a implosão do elevado que escondeu a Praça Mauá e a zona portuária do Rio durante décadas.

    Na visita de julho de 2016, vimos a temporária O Poeta Voador, Santos Dumont. Completa e totalmente audiovisual, mostrava os veículos voadores inventados pelo brasileiro, expondo diversos modelos e ensinando a dobrar vários tipos de avião de papel. Joaquim fez um sobrevoo virtual a bordo do Demoiselle. O passeio dele ao lado da mãe foi sobre o Rio de Janeiro (Paris era a outra opção de cenário). Também nos divertimos com os painéis preparados para fotos (tem até marcações para o fotógrafo se posicionar).

    Exposição temporária sobre Santos Dumont
    Asas da imaginação

    Quem vai com crianças pequenas tem também um refresco na área educativa, localizada à direita da escada principal. A meninada se distrai com jogos de madeira e livros que tratam de temas relacionados à ciência. Na primeira visita, vimos também alguns pequenos pintando e desenhando com auxílio de monitoria. Essa área estava vazia na segunda visita.

    Durante a primeira visita, fomos diretamente para o primeiro andar, para ver a exposição permanente. Como o Museu do Amanhã havia sido inaugurado poucos dias antes, estávamos curiosos.

    Prepare-se para muitos recursos audiovisuais e espaços interativos (incluindo jogos diversos). Você aproveita melhor a visita se respeitar a ordem a seguir, em que os 5 ambientes temáticos estão dispostos: Cosmos, Terra, Antropoceno, Amanhãs e Nós.

    O museu inteiro está em 3 línguas — além de português, há avisos em inglês e em espanhol. Esse fato é algo para lá de louvável, não apenas pelo propósito do Amanhã (de fomentar a discussão em torno de um tema tão importante para a Humanidade), mas também para uma cidade e um país que têm no turismo um caminho econômico possível, ainda que, na maior parte das vezes, mal trabalhado.

    A visita é guiada pela Iris, cartão magnético que você recebe na chegada para registrar seu nome e e-mail — isso pode ser feito rapidamente em qualquer uma das mesas interativas do 1º pavimento. Cadastrado, o visitante monitora no mapa o que viu de cada área do museu. Aviso: é praticamente impossível ver todo o conteúdo de uma só vez. Portanto, numa segunda ida ao Amanhã, a Iris informa o que faltou ver como também quais conteúdos foram atualizados em relação à primeira passagem.

    Nós testamos o serviço na segunda visita, e o cartão funcionou perfeitamente. Fomos alertados sobre os setores em que passamos o cartão da primeira vez.

    O nome da assistente digital combina com o símbolo do museu, que lembra o formato da íris, a parte mais visível do olho humano, única em cada pessoa tal como as impressões digitais. No fundo, cada visitante carregará uma visão muito particular do Amanhã com o auxílio luxuoso da tecnologia.

    Cosmos

    Se a fila for pequena, entre no domo negro onde um filme de 8 minutos é exibido em formato 360 graus. Cabem 80 pessoas no interior da sala — como havia muita gente, encaramos 1 hora de espera para entrar. Há fila preferencial, o que gerou comentário indignado de uma senhora que achou que a monitoria privilegiava a entrada de idosos e crianças (bobagem, eles botavam 40 pessoas de cada fila por sessão). Dica: deitado nos almofadões para ver a projeção é mais impressionante.

    Cosmos conecta passado e presente, mostrando fenômenos que tiveram início há bilhões de anos e resultaram na formação da Terra e no surgimento dos seres vivos.

    Quem está acostumado a ver na televisão documentários a respeito do tema em canais como Discovery e NatGeo talvez não se impressione. A monitora informa que quem não se sentir bem pode deixar a sala antes do fim do filme. Fernando garante ter ficado mais enjoado assistindo Gravidade (Gravity, 2013) numa sala de cinema Imax.

    Nathalia assistiu a um filme muito parecido sobre a formação do universo no planetário de Montreal, no Canadá. Mas o que é exibido no Amanhã é legal? Sim, o material tem o selo da 02, produtora do cineasta Fernando Meirelles. Joaquim assistiu à projeção ao lado da avó, Sonia, durante nossa segunda visita. Ambos gostaram muito da experiência. Nesse dia, a entrada pela fila preferencial não demorou nem meia-hora.

    Depois da projeção, os visitantes deixam a sala e se espalham pelo museu. No espaço seguinte ao domo há seis mesas interativas com informações sobre aspectos do universo, como densidade, distâncias, velocidades etc. Por serem baixas, essas bancadas são facilmente acessadas por crianças a partir dos 6 anos. Aliás, vimos algumas delas mexendo sem medo e até ensinando gente mais velha a usar.

    Terra

    Depois de saber de onde viemos, hora de questionar quem somos. O segundo módulo do Museu do Amanhã tem 3 cubos, cada um simbolizando um aspecto do planeta.

    Interatividade no Museu do Amanhã

    Fique atento às mesas interativas que estão do lado de fora deles. Nelas há informações relevantes sobre o que foi abordado dentro das caixas. Quando se aprende que cada ser humano é um ecossistema fica mais fácil entender a necessidade de nos preservarmos também. Nossas conexões cerebrais e fenômenos como ilusão de ótica são assuntos abordados nas telas touch no cubo do pensamento.

    Você se sente novamente numa aula de ciências, mas sem ser chata.

    • Matéria
    Cubo na área da Terra, no Museu do Amanhã

    O cubo é recoberto por cerca de 180 fotos capturadas por telescópios. Ampliadas, as imagens recriam um cenário parecido com o que o astronauta russo Iuri Gagarin (primeiro homem enviado ao espaço, em 1961) viu e imortalizou na frase “A Terra é azul” — aliás, a explicação científica sobre a cor de nosso planeta é umas das informações disponíveis nas telas interativas ao lado do cubo.

    Dentro, na obra Fluxos, do artista Daniel Wurtzel, dois pedaços de tecido bailam no ar sem parar numa representação dos movimentos que transformam o planeta a partir da combinação dos elementos ar, terra, luz e água. É contemplativo. Poético. O rodopiar dos tecidos lembra um pouco uma cena do filme Beleza Americana (American Beauty, 1999), quando o personagem de Wes Bentley (aficionado por fazer vídeos com sua câmera) mostra à garota pela qual é apaixonado um plano-sequência de um saquinho plástico dançando no ar ao sabor do vento.

    Assim que entramos no cubo, um homem de meia idade, carregado sotaque carioca, perguntou a uma mulher:

    — A senhora é daqui?
    — Sim!
    — Os caras gastaram tanto dinheiro pra botarem essas coisas aqui, um pano voando?

    Não ficamos para ouvir a resposta, se é que houve alguma. Verdade seja dita, as pessoas quase não falam no interior do cubo, exceto para pedir para um conhecido ficar mais à direita ou à esquerda no enquadramento da foto ou da selfie. 

    • Vida

    As paredes do segundo cubo estão recobertas pelo código do DNA, a combinação química que organiza o desenvolvimento e o funcionamento de todos os seres vivos, dos mais simples aos mais complexos. A relação entre os diversos níveis de organismos vivos e sua importância são apresentados no interior da caixa. É ali, entre tantas descobertas lúdicas, que ficamos sabendo que 1,5 kg do peso de um ser humano adulto é composto por bactérias fundamentais à vida, seja para absorver nutrientes, seja para agir no nosso sistema de defesa. Não é à toa que o aviso é expresso: cada pessoa é um ecossistema único.

    É possível também conhecer o ecossistema da Baía de Guanabara — local onde o museu foi construído. A fauna e a flora estão ali expostos em fotos. É de chocar como tamanha biodiversidade foi afetada pela poluição.

    • Pensamento

    O terceiro e último cubo ilustra, do lado externo, o sistema nervoso, capaz de conferir a cada ser humano a capacidade de percepção e de ação perante o mundo. Na parte interna, colunas com fotografias mostram diferenças e semelhanças entre povos do nosso planeta. A despeito das diferenças religiosas, ideológicas e raciais, rimos, choramos, amamos, nos organizamos quase sempre da mesma forma.

    Incrível como a sisudez do poder — personificada na figura do exército — pode ser igual em vários lugares do mundo. E como a alegria soa igualmente bela na expressão de um sorriso, seja na paquistanesa Islamabad ou na Cidade do México.

    Apaixonada por fotografia e escrita, Nathalia gostou dessa sala justamente porque ela reúne boas imagens com informações — para ela, o painel que apresenta as diferentes formas de se escrever pelo mundo foi o que chamou sua atenção.

    O jogo de espelhos das paredes ilude, faz a sala parecer maior. Engano que se desfaz à medida que se percorre o labirinto formado pelas colunas de fotos. É muito comum ver as pessoas rodarem em torno dos totens em sequência. Todos giram, quase ninguém se tromba. Aprende-se muito. A concepção visual (foto + legenda) lembra os totens com fatos históricos expostos na Sala das Copas, do Museu do Futebol, em São Paulo.

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    Antropoceno

    Alguns cientistas chamam de Antropoceno o período da história do planeta em que as atividades humanas passaram a impactar sobre a Terra. Aquecimento global e desequilíbrio de ecossistemas são temas do filme exibido nas 6 colunas de 10 metros de altura. Cada visitante se torna nanico diante daqueles painéis de luzes frenéticas.

    O ritmo acelerado das imagens apresenta a lado perverso do progresso. Ganhamos. E perdemos muito. Em 50 anos, gastamos mais, consumimos mais, comemos mais. Desperdiçamos demais. Poluímos muito, muito mais. O homem transformou e inventou paisagens. Nathalia sintetizou o filme como um soco no estômago. Sensação que se repetiu na nossa segunda ida ao museu, mesmo não sendo mais uma novidade.

    Amanhãs

    Lembra da pergunta feita no globo terrestre da entrada? É hora de se discutir que amanhã queremos para nós e para os nossos. É a zona dos jogos interativos. Não é mais o museu quem dá as informações. Agora ele quer saber do comportamento de seus visitantes em suas tarefas cotidianas.

    As mesas nos centros das salas atraem curiosos. Adultos e crianças descobrem quantos planetas são necessários para sustentar o modo de vida dele. Os visitantes se surpreendem quando ficam sabendo como suas escolhas no dia a dia afetam a Terra.

    Jogo para refletir sobre o planeta

    Joaquim se divertiu e aprendeu na prática sobre o impacto que nossas escolhas têm sobre a Terra. Tudo de maneira muito lúdica. À época com 7 anos, ele ficou louco para brincar nas mesas e respondeu a cada pergunta proposta. Se a frase era muito complexa para a idade dele, a gente traduzia com exemplos do dia a dia. Funcionou, foi a parte do museu de que ele mais gostou.

    Qual é sua pegada ecológica

    Nós

    A visita termina numa espécie de oca estilizada, formada por duas paredes arqueadas em madeira trançada. Um convite a desacelerar. A iluminação, nos explicou um funcionário, simula as cores de um amanhecer, com tons que passam do azul ao rosa.

    Informação por aqui só a que está escrita no Churinga. Encontrado em um antiquário de Paris, esse objeto de origem aborígene era usado pelos habitantes da Oceania para conectar gerações passadas e futuras. No fundo, é o propósito do Amanhã.

    Saindo da última área do museu, ficamos de frente para a Baía de Guanabara. Pode-se questionar que todo o dinheiro investido naquele espaço poderia servir para despolui-la. Pode-se reclamar que falta área verde ao redor da imensidão branca e cimentada do Amanhã. Pode-se criticar cada iniciativa pública sustentável tomada em qualquer parte do Brasil e do mundo. Mas acreditamos que a ideia ali não é reforçar a visão pessimista sobre o atual estado das coisas em nosso planeta. E sim termos ciência de onde viemos, sabermos que somos matéria, vida e pensamento. Que nos organizamos, construímos culturas. E que podemos transformar o futuro.

    Ingresso do Museu do Amanhã

    A entrada custa R$ 30 — na terça, grátis. O Bilhete Único dos Museus dá acesso também ao Museu de Arte do Rio (MAR) e custa R$ 32.

    O ingresso do Museu do Amanhã é sempre gratuito para: crianças até 5 anos e pessoas acima de 60 anos, estudantes e professores da rede pública, guias de turismo, funcionários de museus, acompanhantes de portadores de necessidades especiais, moradores da zona portuária, funcionários do Santander e da Shell — com exceção das crianças, nos demais casos exigem comprovação mediante documentação.

    Pagam metade do valor do ingresso: pessoas de até 21 anos, alunos da rede privada, estudantes de universidades públicas e particulares, portadores de necessidades especiais, funcionários do município do Rio de Janeiro, moradores da cidade e clientes do Santander.

    Se quiser evitar filas, compre o ingresso pela internet. Na nossa segunda visita ao Amanhã, em julho de 2016, nós compramos as entradas online.

    Espelho d'água no Museu do Amanhã

    VALE SABER

    Endereço: Praça Mauá, 1, Centro, Rio de Janeiro

    Transporte: Esqueça o carro. Afinal, a ideia é mesmo cuidar do meio ambiente, né? Ir ao Centro do Rio de carro é sempre uma furada. Prefira o transporte coletivo.

    O VLT Rio é o jeito mais prático e bacana de se chegar à Praça Mauá.

    Se for de metrô, desça na estação Uruguaiana — ande na Avenida Presidente Vargas na direção da Candelária e vire à esquerda na Avenida Rio Branco. A Praça Mauá fica no fim da avenida.

    De ônibus, consulte as linhas no site vadeonibus.com.br, da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor), que sugere rotas. Mas, na hora de checar o resultado da busca, dê preferência às rotas que não usam dois ônibus desnecessariamente.

    Os bicicletários dispõem de 120 vagas para quem for pedalando.

    Horário de funcionamento:  De terça a domingo, das 10 às 18 horas (última entrada às 17 horas)

    Alimentação: O Café Fazenda Culinária funciona à direita da entrada do museu, de terça a domingo, das 10 às 18 horas. Ele esteve lotado a tarde inteira durante a nossa primeira visita — na ocasião, o que nos salvou foi ter levado um bolinho e uns biscoitinhos. Encontramos o café mais vazio na chegada de manhã durante nossa segunda visita (compramos apenas água). As comidas são preparadas com ingredientes cultivados no Rio de Janeiro, o que achamos bem bacana dentro do conceito de sustentabilidade, valorizando a produção local. Como ocorre geralmente nesse tipo de produto, os preços são altos.

    Já o Restaurante Fazenda Culinária funciona do meio-dia às 17 horas. Ele fica do lado de fora, na parte de trás do museu e do espelho d’água. Trata-se de um restaurante-escola, cuja a equipe é formada exclusivamente por jovens.

    Compras: A tentadora lojinha do museu fica à esquerda na entrada — de terça a domingo, do meio-dia às 18 horas; clientes do Santander têm 10% de desconto. Vende artesanato, bijuteria e artigos feitos por gente que privilegia trabalhos manuais

    Dicas: Há bebedouros e banheiros nos dois pisos. Evite usar apenas os que ficam logo à direita no térreo. Como são os primeiros encontrados pela maior parte das pessoas, costumam estar mais cheios. Você vai suar. Use roupas leves e curta a agradável sensação de sentir a brisa do ar-condicionado do museu quando a fila se aproximar da porta de entrada.

    Para quem vai com bagagem, diretamente do Aeroporto Santos Dumont ou da Rodoviária Novo Rio, o museu possui guarda-volumes. O espaço está sujeito à lotação e limitado a mochilas, malas ou bolsas com dimensões de até 50 cm x 60 cm, segundo informações do museu

    Site: museudoamanha.org.br

  • Natal Luz Gramado 2023/2024: ingressos, datas e como chegar

    Natal Luz Gramado 2023/2024: ingressos, datas e como chegar

    As luzes do Natal Luz Gramado transformam a cidade da Serra Gaúcha, a 115 km de Porto Alegre, num cenário encantado. Isso porque decoração e personagens típicos, como renas e bonecos de biscoito de Natal, enfeitam os principais pontos turísticos e avenidas. Veja quando começa o evento, saiba quanto custa o ingresso do Natal Luz Gramado 2023/2024 e tire todas as dúvidas para se planejar. Como a ocupação média na rede hoteleira passa dos 80% na temporada de fim de ano, é bom reservar com antecedência – veja nossas sugestões de onde ficar em Gramado, com hotéis baratos e no Centro.

    Nós estivemos em família em Gramado, durante a celebração de 2022. Nos hospedamos no Exclusive, hotel com piscina aquecida em Gramado. Fica na avenida da cidade, no caminho para Canela. De lá nos deslocamos de Uber, também para ir aos espetáculos do Natal Luz. Não alugamos carro nessa viagem, pois usamos o Bustour Gramado e voltamos de ônibus para o aeroporto de Porto Alegre.

    Espetáculo novo no Natal Luz de Gramado

    Shows, atrativos e desfiles do evento tendem a se repetir tradicionalmente todos os anos. Mas, atenção, porque sempre pode pintar mudança ou novidade. Nesta 38ª edição, tem um espetáculo estreando e outro retornando à programação. Aqui você encontra dicas do Natal Luz Gramado 2023/2024 e de como chegar ao Expogramado, centro de convenções onde os espetáculos pagos são realizados.

    Quando começa o Natal Luz em Gramado? Até quando vai?

    A 38ª edição do evento começa neste 26 de outubro e vai até 21 de janeiro.

    Como funciona o evento na Serra Gaúcha?

    Ao longo de quase 3 meses, adultos e crianças podem assistir a espetáculos de canto e dança, desfiles e apresentações musicais em pontos turísticos de Gramado (por exemplo, a Rua Coberta e a Praça das Etnias) e no centro de convenções da cidade, o Expogramado.

    Qual é o melhor evento do Natal Luz em Gramado?

    São tantos que vai depender de que aspecto do Natal você gosta mais. Os pequeninos costumam curtir as atrações mais lúdicas, com personagens como Mamãe e Papai Noel. Nessa linha, por exemplo, há o espetáculo pago A Fantástica Fábrica de Natal e os gratuitos Vila de Natal e Parada de Natal. O desfile a céu aberto é realizado ao longo da Borges de Medeiros, principal avenida de Gramado, na sexta, no sábado e no domingo, às 15 horas. Outro lugar bonito é a Rua Coberta. O espaço fica todo decorado e brilha com as luzes à noite. Canções natalinas e orquestra de violões são algumas das atrações do palco montado no meio da rua de pedestres.

    O que fazer de graça no Natal Luz?

    Durante os 3 meses do evento, além das atrações citadas na resposta anterior, a lista de opções inclui o Show de Acendimento e concertos da Orquestra Sinfônica de Gramado, entre outras.

    A que horas acendem as luzes de Gramado?

    Também gratuito, o Show de Acendimento ocorre diariamente, às 20 horas. O Papai Noel coordena a iluminação do centro da cidade, numa estrutura montada diante do Palácio dos Festivais. Fica no lado oposto à Rua Coberta, onde há apresentações a partir das 19 horas. Rua Coberta, no Natal Luz de Gramado

    Quais são os espetáculos do Natal Luz Gramado 2023/2024?

    Os espetáculos pagos se alternam nos dias da semana e são realizados fora da região central da cidade. Ano após ano, 3 deles costumam se repetir (e nesta edição não é diferente). Assim, são eles: Nativitaten, A Fantástica Fábrica de Natal e O Grande Desfile.

    Tem alguma novidade?

    Nesta edição, estreia o Light of Christmas, espetáculo no teatro da Expogramado. Coral, orquestra, cantores e bailarinos se apresentam no show com trila sonora de clássicos. Já O Reino do Natal volta à programação do evento, com 5 cenários e uma performance com cheia de brinquedos e efeitos.

    Qual o valor do ingresso para o Natal Luz em Gramado?

    Os ingressos do Natal Luz Gramado custam a partir de: R$ 115, para O Reino do Natal; de R$ 150, para Light of Christmas; de R$ 260, para A Fantástica Fábrica de Natal; e de R$ 285 para Nativitaten e O Grande Desfile de Natal. Os valores se referem à inteira disponível em 24 de outubro. As entradas são vendidas em lotes, quanto antes maior o desconto.

    Como comprar as entradas?

    A Easy Travel Shop, empresa brasileira que vende online passeios e entradas de atrações em destinos, tem ingressos do Natal Luz Gramado. Comprar com antecedência não apenas garante preço e lugar como ainda permite dividir o valor sem juros.

    Qual é o melhor show do Natal Luz de Gramado?

    Nós achamos que o Grande Desfile de Natal é o espetáculo para escolher se você não pensa em ver todos os pagos. Ele é um clássico no evento, por isso costuma lotar, principalmente em dezembro. A apresentação lembra muito a dinâmica de um desfile de Carnaval, só que sem aquela grandiosidade e com as alas inspiradas na temática do fim do ano. Tem participante vestido de presente, soldadinho, brinquedo, bola de árvore de Natal e boneco de biscoito. Em cima dos carros, vão mais personagens típicos, incluindo Mamãe e Papai Noel, acenando para o público. O Grande Desfile de Natal

    A que horas começa o Natal Luz Gramado?

    Os espetáculos pagos começam às 21 horas, exceto Light of Christmas (20 horas) e O Reino do Natal (10 horas, 10h45, 11h30, 13h30, 14h15, 15 horas, 15h45, 16h30, 17h15 e 18 horas).

    Quanto tempo dura o show Nativitaten em Gramado?

    O espetáculo com 1 hora de duração lembra o nascimento de Jesus Cristo. Inclui fogos de artifício, luzes, som e canções natalinas executadas ao vivo. Na edição passada, o show foi transferido do Lago Joaquina Rita Bier para o lago na área externa do centro de eventos e, assim, continuou lá neste ano.Nativitaten, Natal Luz Gramado

    Que roupa usar no Natal Luz Gramado? Faz frio nesta época do ano?

    Dê preferência a peças e calçados confortáveis pois é cansativo andar no meio de muitas pessoas e passar um tempo sentado durante as apresentações. A noite na serra pode ser fresca mesmo no verão, principalmente no Expogramado, que fica numa área com muito verde. Então vale levar um casaquinho, se você for friorento. De acordo com informações do Climatempo, a temperatura média em Gramado fica entre: 15°C e 25°C em novembro; 16°C e 26°C em dezembro; e 18°C e 27°C em janeiro, mês em que é mais provável ter chuva.

    Como chegar ao Expogramado?

    As opções mais usadas pelos turistas são táxi e Uber. Dica preciosa: na ida para o espetáculo, planeje-se para estar no lugar do show pelo menos com meia hora de antecedência; os portões abrem 1h30 antes do horário das apresentações da noite. Pois, depois disso, pode ficar complicado de algum motorista do Uber atender seu chamado.Quando ir para gramado

    Como evitar o congestionamento na entrada do centro de convenções?

    Desça do carro perto do Hotel Daara ou da Pousada Bella Viena, opções de hospedagem coladas ao Expogramado. Uma curta ladeira leva à entrada. Na hora da saída, há quem deixe o espetáculo antes do fim para fugir da lotação. Mas nós ficamos até acabar. Descemos a rua, viramos à esquerda e, então, caminhamos uns metros. Em frente ao Sky Borges Hotel Alpenhaus, fora do lugar onde muitos carros e ônibus param para buscar os visitantes, pedimos o Uber para voltar ao Exclusive Gramado. Os trajetos custaram cerca de R$ 15, cada.

    Quanto tempo para visitar a Vila de Natal? Quanto custa a entrada da Casa do Papai Noel?

    Não há cobrança de ingresso. Funciona todo dia, das 9 às 19 horas, na Praça das Etnias, com a Casa do Papai Noel. Além de passear pelo lugar decorado e visitar o Bom Velhinho, é possível fazer umas comprinhas, já que artistas locais expõem ali.

    Onde não deixar de comer em Gramado?

    Já que a ideia é entrar na fantasia de vez, e a cidade gaúcha convida mesmo a isso, vale conferir algum dos restaurantes temáticos de Gramado. Fãs da história criada por Lewis Carroll vão gostar do cenário e do pocket show de Alice e o Chapeleiro, enquanto a Hector Pizzaria e a ferrovia da hamburgueria do mesmo dragão garantem doses de imaginação no estilo Harry Potter.

  • Maria-fumaça de Tiradentes: ingresso e horário do trem turístico

    Maria-fumaça de Tiradentes: ingresso e horário do trem turístico

    Bilhete na mão, apito de saída no horário marcado. Nathalia e eu nos sentimos nostálgicos no passeio a bordo da maria-fumaça de Tiradentes, trem turístico que liga a cidade a São João del Rei. Durante 50 minutos, vive-se a saudade de um tempo que muitos de nós não vivemos. Veja sugestões de onde ficar em Tiradentes, com pousadas e hotéis bem avaliados por viajantes – nos hospedamos na cidade e recomendamos por ser mais charmosa do que a vizinha. Confira aqui ingresso e horário da maria-fumaça de Tiradentes.

    Criada em 1881 por D. Pedro II, a rota da maria-fumaça que liga Tiradentes a São João del Rei corre sobre os trilhos da antiga Estrada de Ferro Oeste de Minas, cujas iniciais EFOM estão gravadas na velha locomotiva, que ainda tem muita lenha para queimar e puxar o vagão para 280 passageiros. Os horários variam conforme a época do ano. O número de viagens pode aumentar em períodos de maior demanda, por exemplo, ao longo do Festival de Gastronomia de Tiradentes, principal evento da cidade, ou nas temporadas de férias.

    Como é o passeio até São João del Rei

    Fique atento porque nem todos os dias há saída na maria-fumaça entre São João del Rei e Tiradentes: o passeio de trem geralmente está disponível de sexta a domingo, com partidas de cada cidade.

    Maria-fumaça de Tiradentes a São João del Rei
    Todos em busca da melhor serpenteando no trem de Tiradentes

    O passeio de 12 km corta o belo cenário composto pelo Rio das Mortes e pela Serra de São José, área de proteção ambiental e destino dos amantes de trilhas e cachoeiras. Pois, a cada curva, cabeças e braços se lançam para registrar paisagem e flagrantes dos que respondem com acenos ao apito do trem.

    É um programa indicado tanto para quem faz uma viagem a dois quanto para quem tem filhos. Aquele chacoalhar do trem dá uma certa lombeira. No entanto, o vento que sopra da janela e traz o cheiro gostoso do mato aplaca essa sensação.

    Qual é o horário do trem turístico em Minas Gerais

    Em setembro de 2023, o horário da maria-fumaça de Tiradentes está com saída prevista para: 11 horas e 14h30, na sexta; 11 horas, 14h30 e 16h45, no sábado; e 11 horas no domingo. O trem sempre deixa a estação de São João del Rei 1 hora antes em relação ao horário de partida de Tiradentes. Contudo, vale sempre consultar os horários na programação mensal no site da concessionária da rota turística porque há alterações sazonais.

    A exceção neste mês, por exemplo, fica por conta do feriado da Independência: de 7 a 10 de setembro, o horário da maria-fumaça de Tiradentes muda: na quinta, parte às 14h e às 19h30; na sexta e no sábado, às 11h, 14h30 e 16h45; e no domingo, às 11h. Da mesma forma, o trem sempre deixa a estação de São João del Rei 1 hora antes em relação ao horário previsto para a saída de Tiradentes.

    Como comprar ingresso da maria-fumaça de Tiradentes

    É possível reservar um assento no site da VLI, a concessionária que administra a atração; nas compras online de passagens, é cobrada uma taxa de serviço. Mas ainda possível adquirir o ingresso da maria-fumaça de Tiradentes do mesmo modo que Nath e eu fizemos, na tradicional bilheteria da Praça da Estação.

    O ingresso custa R$ 86 (ida); R$ 172 (ida e volta) – pessoas acima dos 60 anos, estudantes e crianças de 6 a 12 anos pagam meia, mediante apresentação de documentação; até 5 anos, no colo dos pais, grátis.

    O que fazer em São João del Rei

    Nos programamos para tomar o primeiro trem que saía de Tiradentes e visitar um pouquinho que fosse São João del Rei. Deixamos para conhecer o museu ferroviário (ingresso a R$ 10) por último, já que ele fica na própria estação de embarque para o retorno. Inaugurado em 1981, tem em seu acervo preciosidades como a locomotiva número 1 utilizada na abertura da ferrovia.

    Maria-fumaça de Tiradentes, na estação de São João del Rei
    Estação da maria-fumaça em São João del Rei, com museu

    Durante mais ou menos 2 horas, passamos por pontos turísticos de São João del Rei, como a Igreja de Nossa Senhora do Carmo e o Memorial Tancredo Neves (1º presidente da República eleito depois do regime militar, ele morreu antes de assumir o cargo, em 1985). Também é possível visitar o túmulo onde Tancredo foi enterrado, atrás da Igreja São Francisco de Assis. Com todo respeito, dispensamos essa parte porque não gostamos de turismo fúnebre.

    Visita a São João del Rei de trem, saindo de Tiradentes
    Passeio em São João del Rei

    O que comer e comprar na cidade histórica

    Resolvemos almoçar. Seguimos o movimento local e fomos parar no Colher de Pau, restaurante em São João del rei de comida mineira a quilo. Foi uma grata experiência, regada a vaca atolada e franguinho com ora pro nobis. Me esbaldei. Na época, Nath tirou foto do exato instante em que eu repeti um prato de quiabo com carne moída. Registro histórico que ela queria mandar para minha mãe, provando que eu já era um homenzinho e comia de tudo. Pena que a foto se perdeu no HD de um velho computador, assim como várias outras.

    A caminhada depois do almoço incluiu uma passada pelas lojas que vendem peças em estanho, tradição de São João del Rei. Copos, taças, vasos, sobram ofertas. Compramos dois pesados castiçais. Fiquei aliviado por ter uma mochila para carregá-los. Se for ficar pela cidade, veja hotéis em São João del Rei.

    Manobra do trem turístico de Tiradentes

    Passados os 50 minutos da viagem de volta, chegamos a Tiradentes e ainda registramos um costume que não se perdeu com a modernidade: na rotunda, de modo manual, a locomotiva é girada para mudar de direção. Amor ao passado, sim. Mas sempre olhando para frente.

  • Maracanã Tour: como é a visita ao estádio no Rio de Janeiro

    Maracanã Tour: como é a visita ao estádio no Rio de Janeiro

    Antes de mais nada, o Maracanã Tour é um passeio a ser incluído na lista do que fazer no Rio Janeiro. A visita ao estádio pode ser feita na companhia de um guia bilíngue. Primeiramente, dois fatos em comum unem nossas passagens pelo Maraca.

    Zico, o grande goleador do Maracanã; marcou 333 vezes no estádio

    Da primeira vez, na tarde de 3 de março de 2015, Arthur Antunes Coimbra, o Zico, ídolo do Flamengo e maior artilheiro do estádio com 333 gols, completava 62 anos. Tempos depois, outro Arthur, este Fluminense roxo, era o dono da festa. Nosso sobrinho comemorou o aniversário de 10 anos dentro do Maracanã, com direito a jogo de bola para a criançada e passeio guiado.

    Maracanã Tour
    Parabéns no Maracanã, um aniversário para quem é louco por futebol

    A nossa impressão foi de que o tour melhorou. Anteriormente, parecíamos estar em uma visita técnica, mais com ar de inspeção do que de passeio histórico.

    Maracanã Tour
    No Maraca, aproveite para fazer fotos com o estádio vazio

    Para quem quer unir duas paixões brasileiras, a Civitatis tem um tour pelo Maracanã + Cidade do Samba, onde são criados os desfiles de Carnaval. A empresa também oferece a experiência de assistir a um jogo de futebol no Rio de Janeiro com guia local. Primeiramente, o programa inclui ida a um botequim. No caso do Maracanã, há bares na Tijuca muito frequentados por torcedores em dias de jogos.

    Como é o novo tour do Maracanã

    Com 50 minutos de duração, o tour do Maracanã se concentra no térreo, onde está exposta parte importante da memória do futebol brasileiro. Assim como da primeira visita, vimos a camisa 7 usada por Mané Garrincha na conquista do bicampeonato mundial de 1962, no Chile, e a rede estufada por Pelé na noite de 19 de novembro de 1969, data em que o Rei do Futebol marcou seu milésimo gol na carreira, justamente no Maracanã.

    Maracanã Tour
    Fernando e os objetos do Rei do Futebol, no tour pelo Maracanã

    Não só as Copas de 1950 e de 2014 são relembradas em fotos e objetos, como também as bolas usadas na finais vencidas por Uruguai e Alemanha fazem parte do acervo exposto. A conquista do inédito ouro olímpico de 2016 pela seleção brasileira está igualmente registrada.

    Maracanã Tour
    Maracanazo: guia explica a derrota na Copa de 50

    Há uma reverência especial para a Rainha Marta, eleita 6 vezes a melhor jogadora do mundo. Nathalia não resistiu a uma selfie com sua echarpe lilás, para marcar o poder de ação das mulheres num esporte que no Brasil ainda é, sem dúvida, dominado por homens.

    Rainha Marta, persistente no futebol feminino

    Relíquias de brasileiros e estrangeiros

    Os principais clubes do Rio Janeiro estão representados com camisas e objetos ligados à carreira de jogadores que ajudaram a escrever a história do Maracanã. Além disso, há uma exposição de bolas e chuteiras lendárias e ainda a Calçada da Fama, da qual fazem parte craques como o brasileiro Romário e o alemão Franz Beckenbauer, também reverenciado no Museu do Bayern de Munique, visitado por nós em 2014.

    Bolas e chuteiras históricas no Maracanã Tour

    Anteriormente, o visitante podia fazer o tour individualmente, já que os painéis com informações básicas orientavam o público a se orientar sobre fatos e feitos ocorridos no Estádio Mário Filho, nome oficial do Maracanã, em homenagem ao jornalista esportivo e um dos defensores de sua construção. Essa opção já não está mais disponível no site do tour, apenas as visitadas monitoradas.

    Experiências no Maracanã Tour

    O tour pelo Maracanã ganhou experiências ao longo dos últimos anos, entretanto pagas separadamente. Você pode assistir a um Fla x Flu com um óculos de realidade virtual, por exemplo. Ou então tirar fotos com uma bandeira do seu clube de coração, em um cenário de chroma key. Tem ainda a possibilidade de marcar um gol no Maracanã, em uma experiência que varia entre 3 e 5 tentativas. E, principalmente, comemorar o aniversário de crianças entre 3 e 12 anos tendo o estádio como salão de festas.

    Bancando o boleiro no gramado do Maraca

    O ponto alto do Maracanã Tour é o acesso ao vestiário — decorado com camisas de clubes brasileiros — e a entrada até a beira do campo. Contudo, ao contrário da visita que fizemos à Allianz Arena, na Alemanha, o tour do Maracanã permite fotos perto do gramado. Portanto, você pode fazer pose no banco de reservas, feito técnico tenso ou boleiro marrento.

    Maracanã Tour
    Dá para fazer uma foto no banco de reservas

    Quem comemora o aniversário no estádio ganha alguns privilégios. Assim, Arthur teve direito a um vestiário exclusivo com o nome dele na porta. Orientada por um monitor, a criançada fez exercícios na sala de aquecimento antes de atravessar o túnel que leva ao campo.

    Tricolores posam na porta do vestiário do Maracanã

    Não é permitido pisar no gramado do Maracanã, então o público circula pela grama sintética do entorno. Atrás de um dos gols oficiais havia duas traves, para a criançada jogar por quase 2 horas.

    Nossos boleirinhos ao lado do gramado do Maraca

    Meu gol no Maracanã

    Uma bola extra caiu nos pés dos adultos, que armaram uma roda de altinho perto da criançada. Eu entrei nessa e, preciso confessar, não resisti à ideia de marcar um gol no Maracanã. Quando todos se encaminharam para cantar parabéns, peguei a bola e, sem alarde, empurrei para o fundo da rede.

    A exemplo do que ocorreu com Pelé, que no mesmo Maracanã marcou um golaço pelo Santos contra o Fluminense, em 1961, ninguém registrou o meu feito.

    Enquanto o Rei do Futebol ganhou uma placa pelo lindo gol marcado (por sugestão do jornalista Joelmir Beting, daí a expressão ‘gol de placa’), eu me contentei com o entrondoso grito de gol que ecoou dentro da minha alma de menino. Entrei para a história.

    Como o gol de Fernando foi discreto, não há registro

    VALE SABER

    Endereço: Avenida Rei Pelé, Portão A (pedestres), Portão 2 (carros) – Maracanã, Rio de Janeiro

    Transporte: Se for de carro, há estacionamento acessível pelo portão 2 (R$35). De metro ou trem, desça na estação Maracanã, atravesse a passarela que chega ao portão A. Porém, a opção mais segura é ir de carro particular ou de aplicativo e descer na porta.

    Funcionamento: O tour no Maracanã funciona entre 9 e 17 horas, com saída do último grupo às 16h30; em dias de jogos, o tour é encerrado 5 horas antes de os portões serem abertos para a torcida. Em virtude da decisão da Libertadores, por exemplo, a visitação ao estádio foi suspensa

    Preço: A visita guiada custa R$ 66. Têm direito a meia entrada (sempre com a apresentação de documento): crianças de 6 a 10 anos, idosos acima de 60 anos, estudantes com carteirinha e portadores de necessidades especiais. Até 5 anos, crianças não pagam

    Alimentação: Há uma lanchonete na área de visitação

    Site: tourmaracana.com.br

  • Como Viaja! na Alemanha: que viagem!

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    Por Fernando Victorino

    Por fim, mas não por último.
    No trem, a caminho de Frankfurt.

    Como num reality show em que os participantes perdem a noção do tempo por conta do confinamento, estou sem saber ao certo qual dia de viagem é esse. Só sei que ela está chegando ao fim em 72 horas.

    Viajar em família por tanto tempo é uma experiência cansativa. Ainda mais em outro país, deslocando-se por tantas cidades.
    Joaquim, Nathalia e eu estamos cansados. Nunca estivemos tão grudados. São 24 horas por dia. Às vezes, nem todo o amor do mundo segura a onda nos momentos de estresse.

    Com apenas 5 anos Joaquim conseguiu levar bem o ritmo cansativo de visitas, passeios e alguns compromissos. Reclama da falta dos amigos. Pudera. Mas aprendeu muita coisa legal, que nem todos os primeiros anos de escola (talvez os seguintes também) serão capazes de ensinar.
    Se virou em outra língua para comer e beber. E em bom português para se queixar daquilo que não queria. Há pouco disse que está ‘com saudade de voltar para São Paulo’.

    Nathalia tem trabalhado pacas. Vira madrugadas selecionando fotos e informações para abastecer o público brasileiro, cinco horas atrás por conta do fuso. Não raro, acordo no meio da noite e a encontro cochilando, celular quase despencado entre as mãos. Essa menina ama o que faz. Quem me inspirou a embarcar nesse trem foi ela.

    Eu… Bem, eu realizei um sonho antigo. Desejava visitar a Alemanha em 2006, durante a Copa do Mundo. O meu mundo deu voltas, Nathalia cruzou meu caminho, Joaquim surgiu dessa intersecção. Cá estamos nós.

    De cidade em cidade, passamos frio, encaramos a chuva fina, batemos perna um bocado, subimos, descemos, fomos em frente. Não era lá e voltamos. Descobrimos lugares, conhecemos gente de forma inesperada. Brasileiros ou que simplesmente conheciam nosso idioma. Rimos muito, falamos muito palavrão (Joaquim fez intensivão). Falamos alto para o padrão germânico. Nos abraçamos, nos beijamos. Aprendemos muito. Sobre um lindo país, sobre o que achávamos que sabíamos. E a respeito de nós mesmos.

    Nossa jornada chegará ao fim. Aventureiros costumam acrescentar um ‘sãos e salvos’ a essa frase. Eu, do contra contumaz, lamento. Repetiria tudo de novo.
    Mas só se fosse com essa dupla.

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  • Estátua da Liberdade: ingresso e história da atração em Nova York

    Estátua da Liberdade: ingresso e história da atração em Nova York

    Há 3 possibilidades para quem compra ingresso da Estátua da Liberdade: ver o ponto turístico de Nova York pelo lado de fora na ilha onde ele fica; entrar no monumento e ir até o pedestal; ou subir à coroa. Mas, atenção, as entradas para a Estátua da Liberdade podem esgotar meses antes.

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    Visita à coroa da Estátua da Liberdade
    Visita à coroa da Estátua da Liberdade – Foto: NPS

    Afinal, estamos falando de um símbolo de Nova York. A história da Estátua da Liberdade está conectada com os ideais que atraíram milhões de imigrantes para os Estados Unidos. Além disso, o passeio mostra um panorama lindo do sul de Manhattan. Estive lá pela primeira vez em 1992 quando morava na cidade. Era um tempo, portanto, em que ainda existiam as Torres Gêmeas. Naquele início dos anos 1990, levei quem me visitava da família para ver de perto a Estátua da Liberdade (e também o visual do terraço do World Trade Center).

    Ainda hoje, as embarcações para a Liberty Island, onde fica a atração turística, também levam à Ellis Island, endereço do Museu da Imigração de Nova York. Por isso, além de prático, esse pode ser um interessante programa – veja diferentes opções de tours e ingressos para Estátua da Liberdade e Ellis Island. Entre 1884 e 1924, quase 14 milhões de pessoas chegaram a Nova York. O estátua foi inaugurada em 28 de outubro de 1886.

    Passeio de barco com entrada da atração

    Você pode comprar o ingresso da Estátua da Liberdade e visitar o monumento por conta própria. As entradas para a Estátua da Liberdade pela GetYourGuide, incluem a balsa de ida e de volta, acesso à ilha da Estátua da Liberdade e à Ellis Island, audioguias nas 2 ilhas e entradas dos museus de Imigração de Nova York e da Estátua da Liberdade. A GetYourGuide é uma empresa internacional, com experiência na venda de tours, entradas para atrações e atividades turísticas em destinos pelo mundo. Nós já usávamos a empresa e, por isso, decidimos nos tornar parceiros dela aqui no Como Viaja. Quem preferir pode fazer um tour à Estátua da Liberdade e à Ellis Island com guia e embarque prioritário.

    Ingresso e barco para o ponto turístico
    Ingresso da Estátua da Liberdade, com barco – Foto: Marley White/NYC

    O City Pass de Nova York, que dá direito a visitar 5 atrações no destino, inclui entre as opções a balsa da Estátua da Liberdade e da Ellis Island. Quem compra o passe, a US$ 138, economiza e tem entradas para o Empire State Building e o Museu Americano de História Natural, além de 3 entre 6 alternativas: o já citado barco para as ilhas do sul de Manhattan; o deck de observação Top of the Rock; o Memorial e Museu do 11 de Setembro; cruzeiros turísticos da Circle Line; o Museu Guggenheim; e o Museu Intrepid Sea, Air and Space.

    Mas existem ainda outras experiências de viagem relacionadas ao cartão postal de Nova York. Por exemplo, um passeio de barco perto do ponto turístico (sem parar para desembarque na ilha onde ela se localiza). Na temporada de fim de ano, tem até uma versão com Papai Noel a bordo para fotos.

    Onde pegar o barco para o ponto turístico de Nova York

    Para chegar à ilha da Estátua da Liberdade, os barcos da Statue Cruises partem do Battery Park, parque de Manhattan. Mas também há opção de sair de New Jersey, do Liberty State Park. A navegação leva uns 15 minutos até o ponto turístico.

    Antes da pandemia, segundo o National Park Service, órgão federal que cuida dos parques americanos e que administra as 2 ilhas, a espera para embarcar no ferry podia levar até 1h30 na época de maior visitação, entre abril e setembro.

    Pedestal da Estátua da Liberdade

    A altura da Estátua da Liberdade é de 93 m. Para chegar ao topo do pedestal, são 215 degraus, em 10 andares. Há um elevador, contudo, serve só para pessoas que não podem subir escadas. Pois eu achei bacana o suficiente navegar até a ilha e curtir a vista de Manhattan a partir do pedestal.

    História da Estátua da Liberdade
    História da Estátua da Liberdade – Foto: Christopher Postlewaite/NYC & Company

    Se for fazer o mesmo, lembre que não pode entrar com alimentos e bebidas (exceto 1 garrafinha plástica de água), notebooks e carrinhos de bebê. Devido ao procedimento de segurança, antes da entrada ao monumento, deixe mochilas e bolsas grandes num guarda-volume (locker). O aluguel por 2 horas exige um depósito de 25 centavos (leve moeda).

    Visita à coroa do ponto turístico

    A passagem até a coroa é estreita e feita numa escada em espiral, com outros 162 degraus. Por isso, eu nunca me aventurei até lá – se alguém foi, manda ver nos comentários por favor, para contar a experiência para outros viajantes.

    Para subir até a coroa da Estátua da Liberdade, você pode carregar apenas celular, câmera fotográfica, algum medicamento necessário e 1 garrafa plástica de água. Por causa do trajeto até a coroa, a visita não é recomendada para pessoas que sofram de problemas cardíacos ou respiratórios, dificuldades de locomoção, claustrofobia, vertigem e medo de altura. Também não pode ser feita por crianças abaixo de 1,07 metro (42 polegadas) de altura.

    História da Estátua da Liberdade

    O pai da ideia foi Édouard de Laboulaye. Abolicionista e defensor da democracia, em 1865, o francês propôs a criação de um monumento para os Estados Unidos. No entanto, outros franceses também marcaram a história da Estátua da Liberdade: o escultor Frédéric Auguste Bartholdi (desenho), o arquiteto Eugène Viollet-le-Duc (estrutura) e o engenheiro Gustave Eiffel (interior). O arquiteto americano foi responsável pelo projeto do pedestal.

    Sua construção começou na França em 1876, quando o braço segurando a tocha ficou pronto. Em 1884, a estátua foi terminada e desmontada porque precisava ser transportada até os Estados Unidos. No mesmo ano, começaram a fazer o pedestal. A inauguração do cartão-postal – Liberty Enlighting the World (A Liberdade Iluminando o Mundo) – ocorreu em 28 de outubro de 1886.

    Balsa até Ellis Island

    Chegaram a Nova York quase 14 milhões de pessoas entre 1884 e 1924. Ellis Island é o primeiro lugar de desembarque dos imigrantes. Portanto, nada mais indicado do que instalar ali o National Museum of Immigration, o Museu da Imigração de Nova York. Em 2022, o National Park Service anunciou um projeto de US$ 22 milhões de renovação da Estátua da Liberdade. Agora é a vez do edifício principal de Ellis Island, com melhorias de cerca de US$ 17,7 milhões.

    Museu da Imigração de Nova York, na Ellis Island
    Museu da Imigração de Nova York – Foto: Marley White/NYC

    Para conhecer as 2 ilhas, embarque de manhã cedo para o passeio. Depois da Estátua da Liberdade, recomendo uma passagem pela Ellis Island, se você se interessa pelo assunto imigração, assim como eu. Pois a exposição é ótima (está muito diferente da 1ª vez em que estive lá, em 1991). Da ilha, você vê uma bonita silhueta de Manhattan e seus prédios, para aquela foto do skyline.

    Seja qual for a forma de visita, o National Park Service recomenda que se compre ingressos antes, pois podem não estar disponíveis na hora. O barco parte do sul de Manhattan. Por isso, vale mesmo comprar online as entradas para a Estátua da Liberdade, para não ir à toa ao Battery Park. Na pré-pandemia, a visita à coroa costumava ter as entradas esgotadas de 4 a 6 meses antes pela internet, para se ter ideia da procura.

    Museu da Estátua da Liberdade com a tocha original

    Inaugurado em 2019, o State of Liberty Museum, um investimento de US$ 100 milhões, conta a história e a importância desse cartão-postal de Nova York. O projeto de cerca de 2.400 m² inclui um teto com a vegetação nativa da ilha. Entre os itens da exposição está a tocha original, parte da história da Estátua da Liberdade. A instituição mostra como ela se tornou um símbolo americano, porém, aborda também a liberdade como conceito.

    Tocha original no museu da ilha
    Tocha original – Crédito: SOL and Ellis Island Foundation/Divulgação

    O museu se propõe a ser bem interativo. Sua arquitetura privilegia a localização, com panoramas da Estátua da Liberdade, de Lower Manhattan e do porto de Nova York.

    De dezembro a março, o movimento é menor. No entanto, essa é a temporada de inverno em Nova York. Por isso, o complexo conta com controle de temperatura, mantendo o clima agradável na visita, segundo o NYC & Company, responsável pela promoção turística do destino americano.

    Mais dicas sobre o monumento

    Horário de funcionamento: A Liberty Island abre todo dia, exceto no Thanksgiving (4ª quinta de novembro) e em 25 de dezembro. O horário varia conforme a época. No verão americano de 2023, o ferry para a Liberty Island parte do Battery Park das 9 às 17 horas. O último barco deixa a ilha do monumento às 18h45. No ferry, volumes grandes como malas, mesmo os modelos de mão, não são permitidos.

    Localização: O Battery Park fica no extremo sul de Manhattan. As estações do metrô de Nova York mais próximas são South Ferry e Bowling Green.

    Preço: Para visitar a Liberty Island e subir até a coroa ou o pedestal por conta própria, o barco mais o ingresso sai por US$ 24,80 – acima de 62 anos, US$ 18,30; crianças de 4 a 12 anos, US$ 12,30; até os 3 anos, grátis. Confira variadas opções de tours e ingressos para Estátua da Liberdade e Ellis Island.

  • Expoflora 2023 (Holambra): ingresso, data, fotos e mais

    Expoflora 2023 (Holambra): ingresso, data, fotos e mais

    Um programinha bacana em família é ir à Expoflora, em Holambra, a cidade das flores no interior de SP. Nós curtimos quando estivemos por lá com nosso filho, Joaquim. A Expoflora 2023 celebra os 75 anos da imigração holandesa para o Brasil e volta com força total depois da pandemia. Por isso, nesta 40ª edição, os organizadores esperam receber 400 mil pessoas – no ano passado, a feira registrou recorde de público: 325 mil visitantes foram à festa das flores em Holambra. Então, você pode pegar um dia lotado.

    A gente recomenda a visita a um campo de flores em Holambra, mas não precisa ser necessariamente na época da Expoflora. Primeiro, porque a concorrência é grande. Depois, porque eles estão abertos o ano inteiro. Os campos de girassóis, aliás, costumam estar floridos antes da festa, entre junho e agosto. A Easy Travel Shop, empresa brasileira que vende tours e ingressos, tem um passeio até o Jardim ao Holandês (2 horas, com colheita de lavanda) e a Experiência Holandesa (8 horas, com visita ao Jardim do Holandês e ao Moinho dos Povos Unidos, mais almoço típico e chá da tarde).

    Bate-volta ou fim de semana diferente no interior de SP

    De várias cidades de São Paulo, até dá para fazer um bate-volta. Fizemos isso na 1ª vez em que fomos à festa, a partir da capital paulista. Mas, dependendo da distância percorrida, é indicado dormir na região porque é muito tempo de estrada e a feira em si já é cansativa. Para curtir um fim de semana diferente, então, vale ver nossa lista com sugestões de hotel no interior de SP, todos bem avaliados por viajantes.

    A gente já se hospedou na cidade para descobrir também o que fazer em Holambra fora da Expoflora. Ficamos duas noites no Hotel 1948, confortável, moderninho e com cozinha. Há também outras opções de hotéis em Holambra na Booking.

    Outra ideia é esticar o programa e conhecer outras cidades, já que Holambra é integrante do Circuito das Águas (SP). A Easy Travel Shop tem pacotes pelo circuito.

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    Holambra, a Capital Nacional das Flores

    Antiga colônia holandesa – fundada em meados dos anos 1948 por imigrantes que deixaram a Europa após a Segunda Guerra Mundial –, a cidade ganhou um nome que vem da fusão das palavras Holanda, América e Brasil. Tem cerca de 15 mil habitantes, mas é a maior produtora de flores e plantas ornamentais do Brasil, responsável por cerca de 50% da venda nacional. Holambra é chamada, então, de cidade das flores, ou Capital Nacional das Flores.

    O Museu Histórico Cultural de Holambra é integrado à Expoflora. O acervo reúne fotos e objetos que narram a imigração holandesa para o Brasil. Há de uma réplica da casa de pau-a-pique como as em que viviam os primeiros colonos europeus.

    Dúvidas comuns sobre a Expoflora

    Para responder as perguntas mais frequentes e ajudar no planejamento de quem vai à festa das flores em Holambra, fizemos um super guia completo, com data, informações gerais e preço do ingresso da Expoflora, para você curtir o melhor do evento no interior paulista.

    Campo de girassóis em Holambra
    Como é a Expoflora em Holambra?

    Realizado no começo da primavera, o evento é o momento em que os produtores de flores apresentam as novidades do setor. A festa também é conhecida pelas tradições holandesas, a chuva de pétalas, os shows de dança com os tradicionais tamancos e as comidas típicas do país. A decoração, montada especialmente para a feira, muda todo ano.

    Vale a pena ir à festa das flores?

    Vale sim. É um programa familiar que melhorou muitos desde a primeira vez que fomos. Então, nas áreas de alimentação, as cadeiras de plástico deram lugar a bancões de madeira, aqueles típicos de piquenique. Há quiosques de informações em vários pontos e até o Tulipo, mascote da Expoflora de Holambra, ganhou uma casa para chamar de sua. No entanto, se você não se interessa necessariamente por plantas, pode ver dança típica holandesa, comprar souvenir com motivos do país europeu e provar delícias da culinária da Holanda sem sair do Brasil.Joaquim na casa do Tulipo, mascote da Expoflora

    Quando é a Expoflora 2023?

    A Expoflora 2023 começa em 25 de agosto e vai até 24 de setembro, de sexta a domingo. No entanto, no feriado de 7 de setembro, que cai numa quinta, há feira também. O horário de funcionamento é das 9 às 19 horas.

    Qual é o preço do ingresso da Expoflora Holambra?

    Em 20 de agosto, online estavam disponíveis entradas com valores entre R$ 90 e R$ 110, dependendo do lote disponível para cada dia do evento e para cada 1 das 3 categorias de ingresso da Expoflora: inteira, meia e ingresso solidário.

    O ingresso da festa das flores antecipado tem desconto?

    Este não é um programa barato, mas a venda antecipada ajuda a reduzir a despesa: o ingresso da Expoflora pode ter uma redução de até 70%. Neste ano, o 1º lote foi vendido de fevereiro até fim 16 de julho, a R$ 30 a entrada. A tabela de ingressos da Expoflora 2023 no site oficial mostra que lote está disponível para cada tipo de ingresso da Expoflora. No domingo 20 de agosto, ainda havia ingressos disponíveis do lote 5 (inteira a R$ 90) para os dias 25 e 27 do mesmo mês e para 7 de setembro, por exemplo.

    O que é o ingresso solidário da Expoflora?

    A organização destina parte do que é arrecadado com esse tipo de entrada para organizações sociais. Qualquer pessoa pode comprar o ingresso solidário da Expoflora, que na internet saía entre R$ 50 (lote 5) e R$ 60. Para isso, não é preciso fazer nenhuma doação de alimento.

    Quem paga meia entrada na festa das flores em Holambra?

    Têm direito à meia entrada: pessoas de 6 a 24 anos, idosos com idade igual ou acima de 60 anos, portadores de necessidades especiais (e acompanhante), professores da rede municipal de Holambra e professores ou titulares de cargos em escolas da rede pública estadual de São Paulo. Criança de até 5 anos não paga ingresso da Expoflora, se acompanhada de adulto pagante.

    Dá para comprar na hora o ingresso da Expoflora?

    Sim, durante a festa, as bilheterias ficam abertas das 9 às 19 horas.

    Onde é realizada a festa das flores de Holambra?

    Conhecido localmente como recinto da Expoflora, o espaço de exposições está localizado numa ponta da cidade, entre o Centro e o caminho que leva à estrada. Tanto nas ruas do entorno quanto dentro da feira, a sinalização para chegar até lá é clara. Dentro dele, além das áreas de exposição de flores, restaurantes e lojas, você vê típicas casinhas no estilo holandês coloridas.Casinhas holandesas na Expoflora, em Holambra

    Quantas horas são de São Paulo para Holambra?

    A distância entre Holambra e São Paulo é de aproximadamente 140 km, portanto, em média 1 hora e meia de viagem.

    Como chegar de carro saindo da capital paulista?

    Pegue a Rodovia dos Bandeirantes (ou a Anhanguera) no sentido Campinas. No km 86, use a saída para a SP-083 (Rodovia José Roberto Magalhães Teixeira) e siga até a interseção dela com a SP-065 (Rodovia D.Pedro I). Na saída 133, tome a SP-340 (Rodovia Adhemar de Barros), com indicação para Holambra. Use a saída 140 para a cidade. São 3 pedágios na ida e outros 3 na viagem de volta, totalizando R$ 71.

    Que estradas pegar do Rio de Janeiro e de Minas Gerais?

    Siga pela Rodovia Dutra até Jacareí, para pegar a Rodovia D. Pedro I. De Minas Gerais, pegue a Rodovia Fernão Dias para chegar à D. Pedro I. Nos dois casos, siga até o km 133 e acesse a Rodovia SP-340. Para quem vem desses estados, o trajeto a partir das capitais soma mais de 500 km de distância.

    Existe ônibus para a festa das flores?

    No site oficial da Expoflora, há uma aba para agências de turismo de vários estados brasileiros que organizam excursões até o festival das flores de Holambra.

    Tem transporte para lá de Viracopos?

    Três dessas agências no site da festa têm saídas de Campinas. É uma opção para quem chega a São Paulo de avião, via aeroporto de Viracopos – veja aqui passagens aéreas nacionais em promoção. Se a intenção for estender sua visita pela região, o ideal é o aluguel de carro.

    Quanto custa o estacionamento na Expoflora?

    A capacidade é de 5.000 veículos por dia. Junto com ingressos, o valor para parar na feira está entre as principais queixas dos leitores do Como Viaja sobre a Expoflora. Em 2023, custa R$ 68 para carros ou motos; vans pagam R$ 110.

    Dá para parar o carro na rua em Holambra?

    Nós já fizemos isso, pois dá para economizar um pouco. Ao cruzar o portal de Holambra, siga as placas que indicam Centro. Deixe o carro em ruas como a Primavera ou a Campo de Pouso. Elas são paralelas à Rua Girassóis, onde fica a entrada de pedestres da Expoflora. Se você estacionar ali, basta virar à direita na Alameda Maurício de Nassau e novamente à direita na Girassóis. A caminhada leva uns 15 minutos e passa pelo Deck do Amor, um dos cartões-postais da cidade. Muita gente adota essa tática, estacionando em ruas até mais distantes e indo a pé para a feira.

    Qual é o melhor horário para chegar à Expoflora?

    A festa começa às 9 horas. Para aproveitar o lugar mais vazio, vá logo no começo do dia. Nas duas ocasiões em que estivemos na Expoflora em Holambra, a exposição começou a encher depois das 11 horas. O pico do movimento ocorreu à tarde, entre 13 horas e 16h30.

    Quais são as principais atrações da festa das flores?

    As duas principais atrações em termos de flores são a Mostra de Paisagismo e Jardinagem e a Exposição de Arranjos Florais. Elas estão conectadas por um percurso só, ou seja, a segunda é continuação da primeira. Então, você entra ali e vai seguindo o fluxo. No meio do dia, a quantidade de gente pode fazer do trajeto uma procissão. Pouco antes e depois da chuva de pétalas, o caminho costuma ficar mais vazio. Em 2019, fomos por volta das 10h30 e também foi tranquilo.Mostra de Paisagismo na Expoflora

    Como é a Mostra de Paisagismo e Jardinagem?

    Em espaços montados especialmente para a Expoflora, paisagistas, designers e decoradores dão sugestões de flores e plantas para tornar mais agradável a decoração de ambientes domésticos. Há projetos criados para sala de jantar, garagem, varanda, piscina, spa, entre outras áreas. A cada edição um tema serve de inspiração.

    Como é a Exposição de Arranjos Florais?

    Todas as cores de flores são vistas em lindas áreas temáticas. O laranja, por exemplo, enfeita o cantinho com objetos usados no Dia do Rei, celebração holandesa também comemorada em Holambra. Vale ficar atento aos arranjos coloridos, em sobreposições de tons, como a gama do roxo ao lilás, e às decorações numa única cor encontrada na natureza em diferentes flores (por exemplo, o amarelo).Exposição de Arranjos Florais na Expoflora

    Produtores lançam flores e plantas na feira?

    Na Expoflora, são exibidas novidades do setor de flores, algumas delas em primeira mão. Muitas espécies são resultado de melhorias genéticas promovidas pelos produtores nacionais e estrangeiros. Da última vez que fomos, a feira apresentou as rosas Bluez (com cores diferentes em cada lado de suas pétalas) e três versões de petúnias: a Pink Sky (rosa com pintinhas brancas), a Lightning Sky (bordas em tom de bordô) e a Glacier Sky (roxa com borda branca).

    Onde ver as apresentações de dança holandesa?

    Com roupas coloridas e tamancos de madeira, dançarinos se apresentam diariamente em cinco palcos, a partir das 14h30. Com idades entre 9 e 18 anos, os cerca de 300 dançarinos mostram coreografias de várias regiões da Holanda. Os grupos têm nomes de flores, escolhidos pelos integrantes. A apresentação de dança holandesa na festa exige sete meses de ensaio (de fevereiro a agosto), toda semana. A maioria dos dançarinos mora em Holambra e é descendente dos fundadores da colônia holandesa na cidade. Atualmente, os meninos estão perdendo o interesse em dançar, deixando com que algumas coreografias em par sejam executadas por duas meninas.Dança holandesa na festa das flores

    A Parada das Flores é realizada a que horas?

    Às 16 horas, ao som de uma fanfarra, começa a Parada das Flores, desfile de carros alegóricos que percorrem a Alameda do Beijo rumo ao campo onde é realizada a Chuva de Pétalas. Tulipo, o mascote da Expoflora, vem à frente dos carros.

    Qual é o horário da chuva de pétalas da Expoflora?

    Por volta das 16h30, Tulipo também é o responsável por lançar do alto de uma plataforma cerca de 150 quilos de pétalas, equivalente a 18 mil botões de rosas. Na 2 vezes em que estivemos na festa, o momento foi ao som de Amigos para Siempre. Tente pegar uma das pétalas no ar e faça um pedido, pois a tradição diz que quem consegue isso terá seu desejo realizado.Chuva de pétalas na festa das flores em Holambra

    Onde ficar para se sentir embaixo da chuva de pétalas?

    Ver você pode ver de qualquer lugar do alto do espaço porque as pétalas são jogadas sobre a área de gramado próxima ao parque de diversões. Mas, se quiser ficar embaixo da chuva, prepare-se para encarar a multidão que se posiciona em frente à grande torre de onde o Tulipo segura o canhão que sopra as pétalas. Só não faça isso se não estiver a fim de voltar com pétalas até dentro da roupa! Na primeira vez em que fomos à Expoflora, nosso filho estava com uma camiseta clarinha e voltou toda manchada de tons de rosa. Valeu pela alegria que sentimos.

    É permitido entrar com alimentos?

    Não, a feira tem praças de alimentação, com lanchonetes e restaurantes. Os primeiros quiosques são encontrados logo na entrada, entre eles, o da famosa batata frita no cone (outros dois pontos de venda ficam dentro da feira). Casa Bela e Confeitaria Martin Holandesa são dois dos restaurantes mais tradicionais de Holambra, pois servem pratos típicos holandeses. Já, já a gente avança nesse assunto.Restaurante na Expoflora

    Qual é o melhor horário nos restaurantes da Expoflora?

    Da 1ª vez que fomos, com filho pequeno, fizemos a bobagem de comer na hora do almoço, perto das 13 horas. Estava tudo cheio e fica até difícil para pedir em alguns casos. De repente, belisque algo e pare para comer com calma lá pelas 15 horas. Existem vários quiosques espalhados pela Expoflora e muitas áreas com mesas de piquenique. No site oficial da festa, existe a opção de comprar créditos para alimentação em três restaurantes da festa. Na visita em 2019, em vez de almoçar, decidimos só beliscar. Sentamos nas mesas debaixo das sombrinhas coloridas, na esquina da Alameda do Beijo com Alameda do Sol. Rua de guarda-chuvas coloridos, com restaurantes na Expoflora

    Como é a culinária holandesa?

    Lembra um pouco a alemã, com muita carne de porco, salsicha, variações de batata e purê de maçã. Você encontra de Eisbein (joelho de porco) a vis Holand (peixe à moda holandesa) servido de duas formas: frito ou preparado como sardinha fresca defumada.

    O que comer na Expoflora?

    Provamos o excelente croquete holandês da Lekker Doces e uma bandeja com salsichão holandês fatiado. A Pannekoek (se diz ‘panecuque’) lembra uma panqueca aberta (veja a foto) à base de ovos, farinha e queijos Gouda e prato. E com outros ingredientes ao gosto do freguês, como bacon ou cogumelos. Nathalia comeu com batata rosti, e Fernando, com alho poró. Gostoso, mas não sensacional. Aliás, se não estiver com muita fome, divida porque enche bem. O Hollandse Verbogen, à venda na Martin Holandesa, parece um escondidinho. Leva pedaços de eisbein desfiado, três tipos de salsicha (schüblig, cervela e weisswurst) e escarola entre outros ingredientes que dão a cremosidade típica ao prato.Panekoek, panquecas à moda holandesa, na Expoflora

    Tem outros pratos além de holandeses?

    A feira oferece todo tipo de comida. Carnívoros acham espetinhos em dois galpões. Quem não dispensa pratos feitos vai encontrar perto do Palco das Rosas opções como espaguete, yakissoba, baby beef e estrogonofe. No mesmo espaço vendem-se pastéis, coxinha e hot dog. A batata no cone vale pela embalagem curiosa, que é tradição na Holanda. O Joaquim curtiu a porção só de batata e há também a opção de combos (por exemplo, batata frita e tirinhas de frango à milanesa). Pertinho dali ficam dois pontos de venda de cervejas Amstel e Heineken. Se pegar um dia de sol, não deixe de se hidratar. Em geral, as garrafas de 500 ml de água mineral costumam estar geladíssimas em quase todos os pontos de venda.Batata frita no cone, na Expoflora

    Que doces experimentar?

    Todo ano a festa tem novidades na parte de alimentação. Em 2023, uma delas é o sorvete de lavandula, na sorveteria Vanilla Ice. Destaque ainda para uma aromática salada de flores. A applebloem (flor de maçã) foi uma criação da Confeitaria Martin Holandesa em outro ano. Tão lindo (veja a foto), o doce dá até pena de comer. No balcão da Casa Bela, dá para experimentar as poffertjes, que surgiram na França de Napoleão, mas passaram a ser fartamente consumidas na Holanda a partir do século 18. Para nós, foram o melhor doce da Expoflora. As panquequinhas (com uns três dedos de diâmetro) são tão fofas… Pedimos com morango e chantily. Valem cada caloria adquirida porque são um troço de boas. Applebloem, flor de maça, em Holambra

    O que é o stroopwafel?

    Produzido artesanalmente, trata-se de um biscoito waffle recheado com caramelo de melaço de cana. O stroopwafel foi criado em Gouda, a cidade holandesa famosa pelos queijos de mesmo nome. Em Holambra, a Oma Beppie vende a unidade e também caixas com 8 unidades (tradicional ou coberta com chocolate em um dos lados). O biscoito formado por dois discos de massinha recheado com caramelo é encontrado em alguns supermercados de São Paulo hoje em dia. Mas conhecemos na primeira visita à Expoflora. Nathalia provou depois numa viagem à Holanda e acha que o de Holambra não deve nada ao original. A tradição manda pôr o biscoito sobre uma caneca com algo quente, como café, chocolate ou chá. Assim, a massa amolece um pouquinho antes de você comê-lo. No entanto, posso falar? Gostei mais dele crocante! Stoopwaffel em Holambra

    Como é o passeio turístico da Expoflora e quanto custa?

    A visita ao Magic Garden Holambra custa R$ 40. O lugar tem esculturas, jardins e campos de flores, numa área de 20 mil m². Assim como o ingresso da Expoflora e créditos em alguns restaurantes, o passeio turístico pode ser comprado no site da Expoflora.

    Onde tirar as melhores fotos na Expoflora?

    Esse item é difícil pois são muitas as possibilidades. Há flores de toda cor e formato para escolher. Em tempos de Instagram, a feira passou a ter mais cenários e arranjos florais pensados para fotos, com o perfil do autor da decoração indicado para quem quiser marcá-lo na rede social. Na entrada da Mostra de Paisagismo e Jardinagem, foram montados vários cenários, de um coração de antúrios a uma saia de princesa toda formada por flores. As fotos dos bailarinos de dança holandesa também costumam ficar bonitas e interessantes, assim como várias de comidas típicas.Coração de flores na Expoflora: instagramável

    Há bebedouro para encher garrafinha de água?

    Na Alameda do Beijo, há jardins com uma fonte de água fresca, em frente ao Restaurante Casa Bela. Em dias de calor, a concorrência é grande, leve uma garrafa e faça o refil.

    Como fugir do calor na festa em Holambra?

    Esses jardins com a fonte também servem para dar uma aliviada no calor e apreciar a beleza das orquídeas. Bonita, essa área tem sempre gente. Localizada depois da Mostra de Paisagismo e Jardinagem, a Exposição de Arranjos Florais fica num lugar fechado que estava bem fresquinho no dia em que fomos à festa.

    O que comprar de souvenir na Expoflora?

    Sim, tem de tudo com temática holandesa: casinhas, tamancos da sorte, canecas de porcelana, uma delas escolhida a dedo pelo Joaquim: “Só sei cuidar de cactos”. A caixinha de biscoitos holandeses Stroopwafel faz sucesso total, já que serve para comer em família ou dar de presente. Outra compra bacana na Expoflora são os enfeites de louça com temática holandesa, como pares de sapatinhos holandeses da sorte, já que estão relacionados com a história da cidade. Miniaturas de moinhos também são comuns, em louça ou madeira. E, claro, flores! As opções são muitas, e os preços valem a pena. No Shopping das Flores, compramos mini rosas cada e um trio de suculentas pequeninas, num vasinho retangular.Casas holandesas: souvenir de Holambra

    Como é o mercado de flores e plantas ornamentais?

    Cerca de 300 espécies, em 4.000 variedades de flores e plantas ornamentais, estão à venda. Cultivadas por cerca de 450 produtores de Holambra, são oferecidas num espaço para ser explorado por consumidores e adoradores de natureza. Passamos pelo shopping no fim da visita porque queríamos evitar ficar carregando as plantas durante o dia. Eram 18 horas e havia pouco movimento entre os corredores. Chamou a nossa atenção o trabalho de reposição feito pelos funcionários, pois impedia que as bancas ficassem vazias, com aquele ar de fim de feira. Além disso, eles foram solícitos para tirar dúvidas, mesmo das plantas que tinham cartões com descrições de espécie, preço e cuidados necessários.

    O que mais dá para comprar na feira?

    Ficamos também impressionados em 2019 com o aumento do número de estandes vendendo artigos que não têm nada a ver com plantas e flores. Pois o Shopping Verde tinha artesanato (caminhos de mesa de renda, cabaças, enfeites), moda (roupas infantis, lingeries, camisetas temáticas), produtos alimentícios (salame, café, doces caseiros, mel) e até mesas de bilhar. Nos pavilhões Azul e Vermelho, havia tantos produtos quanto no shopping da entrada.Produtos à venda na feira

    Dá para alugar carrinhos e cadeiras de rodas na Expoflora?

    A organização informa que há sanitários adaptados e que o espaço é acessível a portadores de necessidades especiais. Na festa, é possível alugar cadeiras de roda (apenas as convencionais, não as elétricas) e carrinhos de bebê, mas as quantidades são limitadas. Em ambos, o preço unitário é de R$ 80 por dia. A locação é feita na área da bilheteria.

    Que roupa e sapato são indicados para ir à festa?

    Tênis é o calçado mais indicado pelo tanto que se anda na Expoflora de Holambra, então esqueça sapatos apertados ou de salto. Pois, por mais que você possa se sentar para descansar, é muito chão o dia inteiro. Roupas leves de algodão ajudam a respirar ao longo do dia de calor e amontoamento.

    O que fazer com as crianças no evento?

    Ver flores talvez não seja o programa mais empolgante para a criançada. Mas elas têm como curtir a Expoflora. Nos dias de sol, leve os pequenos até as fontes que brotam do chão e esguicham água, em frente ao Shopping Verde. Nosso filho, na época com 10 anos, atravessou o jato e acabou encharcado. Por isso, leve uma muda extra de roupa para as crianças. Outros pontos que fazem sucesso entre as crianças – e com Joaquim não foi diferente – são o tamanco holandês que dá para sentar dentro; Tulipo e a casa do mascote da Expoflora; e a Parada das Flores.Fontes de água na Expoflora

    Como é o parque de diversões da Expoflora?

    Além disso, um parque de diversões é montado no gramado onde é ocorre a chuva de pétalas. Tem brinquedos para todas as idades, do inocente carrossel ao radical 360°, indicado para quem ainda não almoçou. Compramos um combo, com direito a 5 atrações.Parque de diversões em Holambra, dentro da feira

    É permitido entrar com pets na feira?

    Animais de pequeno porte podem entrar na Expoflora, exceto em áreas fechadas, por exemplo, o hall de exposições e os restaurantes.

    Lojas e restaurantes aceitam cartão?

    Cartões de crédito e débito são aceitos em todo o comércio da festa das flores em Holambra.

    Tem caixa eletrônico na Expoflora?

    Na Expoflora, há um posto de auto-atendimento do Banco do Brasil próximo à saída das excursões.

    Onde ficam os banheiros, o fraldário e o posto médico?

    Há sete banheiros por todo o recinto de exposições, dois postos médicos, um deles ao lado do fraldário, entre os palcos Lírios e Iris.Posto do banco e banheiros na festa no interior de SP

    Qual é o melhor horário para ir embora?

    Para evitar congestionamento, não vá logo depois da chuva de pétalas. O mundo vai embora nesse horário. Se estiver cansado, aproveite para se sentar e tomar um café ou sorvete. Depois, aproveite para arrematar umas mudinhas, pois o Shopping das Flores fica mais vazio. Nas 2 vezes em que fomos à Expoflora, saímos às 18h30 e não pegamos engarrafamento ou qualquer muvuca.

  • Feira do Livro de Buenos Aires (e feirinha para crianças)

    Feira do Livro de Buenos Aires (e feirinha para crianças)

    Em torno de 45.000 m² dedicados à literatura. A Feira do Livro de Buenos Aires é a maior de língua espanhola (no nome oficial, Feria Internacional del Libro de Buenos Aires). Cerca de 1 milhão de pessoas visitam o evento todo ano, durante as 3 semanas de duração. Debates, cursos, leituras e um festival de poesia estão na programação.

    Nada mais natural numa cidade em que a cultura — em especial a dos livros — é valorizada. Durante uma viagem à capital argentina, compra isso com uma simples visita à El Ateneo, livraria que virou ponto turístico de Buenos Aires.

    E o hábito é cultivado desde cedo. Viagens são ótimo pretexto para isso, aliás. Nem que seja num simples livro de colorir para crianças. Lojinhas de museu oferecem boas lembrancinhas de viagem nesse formato, que apresenta costumes e destinos de forma lúdica. Pode ser um 1º passo para gostar da leitura no futuro.

    Organizada pela Fundación El Libro, entidade sem fins lucrativos, a Feira do Livro de Buenos Aires conta com uma área dedicada às crianças. A Feria del Libro Infantil y Juvenil tem exposições, contação de história e espetáculos de marionete, música e mágica.

    A tradicional Feira do Livro de Buenos Aires – Foto: Divulgação

    VALE SABER

    Quando: Em 2020, de 30 de abril a 18 de maio

    Site: el-libro.org.ar

  • Viagem com crianças: 12 dicas sobre roteiro, roupas e destino

    Viagem com crianças: 12 dicas sobre roteiro, roupas e destino

    Quem está à procura de dicas para viagem com crianças deve ter em mente que a saída de casa por um período exige alguns cuidados (poucos, é verdade). Contudo, não há regra ou fórmula pronta para que a aventura em família seja um sucesso, com zero possibilidade de estresse (veja nosso checklist para férias com criança no exterior).

    Apesar de o nosso filho, Joaquim, ter 14 anos, ainda há quem queira saber dicas para viajar com criança pequena. É fato que pouca coisa mudou nesse universo em relação à época em que viajávamos com ele miudinho ainda. Antes de mais nada, é preciso ter em mente que a viagem é, por si só, um estado de exceção na vida da família. Sendo assim, algumas regras podem sem revistas, ajustadas ou, até, dispensadas.

    Sem aperto

    De que adianta a calça mais bonita ou o vestido de lacinho se a criança ficar enjoada porque a roupa limita sua liberdade de movimento? Então, ponha na mala roupas confortáveis. Tem tanta peça descolada com visual bacana. A fim de evitar apertos de outra ordem, a mala do meu filho costumava incluir moda para todas as estações. Dessa forma, eram poucas peças para cada clima, mas todos estão lá.

    Sem tralha

    Mesmo quando meu filho tinha meses de vida a gente procurava levar em uma viagem com criança só o que era preciso para a felicidade geral. Quando Joaquim era bebezinho, berço portátil e carrinho eram itens de primeira necessidade, além de mamadeira e escovinha para lavá-la. Contudo, depois de 1 ano e meio de idade, o carrinho foi abolido. Com 2 anos, a mala diminuiu drasticamente.

    Se o Joaquim já tirava a soneca da tarde na escola no colchonete por que teria de dormir todo protegidinho? Pois é, coisas de mãe, às vezes a gente esquece que o filho cresce — ou reluta em lembrar. Mas no momento oportuno a ficha cai. Quando pequenino, bastava um lugar aconchegante para ele descansar, fosse uma cama encostada na parede ou improvisada no chão com edredon. Só duas coisas não podiam faltar até os 2 anos para o meu filho: a chupeta e um soninho (um boneco gostoso para ele abraçar e dormir com os anjos).

    viagem com crianças

    Sem maratona

    Criança tem ritmo próprio, e todo mundo ganha quando ele é respeitado. Evite programar um monte de coisas para o mesmo dia. De fato isso não é legal nem para adultos, entretanto quem nunca correu naquela ansiedade para ver tudo? Para viajar com filhos, é bom considerar que, além do mais, as perninhas são pequenas e, portanto, dão passinhos menores.

    Os interesses também podem ser diferentes do seu. É outra pessoa, e uma pessoa com visão de criança. Para meu filho pequeno, a maior viagem era ver todas as cores de avião no aeroporto e brincar com crianças desconhecidas nos destinos. Conforme foi crescendo, passou a perceber mais claramente muitos detalhes da viagem.

    Sem preconceito

    Aventure-se pelas escolhas menos óbvias nas viagem com crianças. Às vezes, é bom ter no roteiro programas que fazem sucesso entre crianças, como aquários e zoológicos, mas nada impede de incluir passeios por museus, por exemplo.

    Basta envolver seu filho no planejamento da viagem. Sendo assim, que tal mostrar pela internet as obras que serão conhecidas ao vivo depois? Criança não nasce gostando ou odiando alguma coisa. Se o adulto não demonstra preconceito, ela se mantém aberta a experimentar o novo. Nós fomos a muitos museus para crianças na Alemanha com Joaquim.

    Sem rigidez

    Criança precisa se alimentar bem e com qualidade, obviamente. Mas são férias! Seu filho não vai ficar doente se comer hambúrguer e batata frita eventualmente. Inclua os itens saudáveis nas refeições dentro do clima do passeio: sucos e sorvetes de frutas regionais, couve e laranja no prato de feijão, peixinho na brasa como aperitivo na praia…

    viagem com criança
    O senhor pommes frites ataca em Frankfurt

    Sem descuido

    Em qualquer época do ano em que seja feita a viagem com crianças hidratação é essencial. Por isso, água e sucos nunca são demais. Bem, o garoto ‘água de coco’ aqui de casa já tomava de caixinha o ano todo, então dá para imaginar o estrago que fazia quando encontrava coco natural pela frente.

    Outros itens indispensáveis na bagagem são protetor solar e repelente — no verão, um bom chapéu garante uma sombrinha e uma carinha linda para encher de beijos.

    Sem doença

    Já que não se pode escolher que parte do código genético mandar para o forno, meu filhote é alérgico como eu. Então, uma farmacinha é mão na roda para a gente. Não se trata de chamar problemas, mas de conseguir resolvê-los rapidamente. Antitérmico, xarope e anti-histamínico vão sempre para a necessaire.

    Sem consumismo

    Comprar menos, experimentar mais. Nadar juntos, caminhar pelas ruas a caminho daquele centro cultural, conversar com tartarugas, abraçar no cansaço do fim do dia. Com toda a certeza você quer trazer coisas fofas para seu filho usar ou brincar, mas as experiências também são ótimas lembrancinhas de viagem. Quando a criança começa a falar (o nosso sempre foi um doce tagarela), é maravilhoso ver como ela gosta de lembrar e contar o que viveu.

    viagem com criança
    Fernando e Joaquim nas ruas do Rio Vermelho, durante a Festa de Iemanjá

    Sem censura

    Alegria de criança em dose máxima. Portanto, vale envolver seu filho na viagem usando elementos que ele curte. No caso do meu, música, muita música. Para entrar no clima antes de embarcar e também para distrair e animar durante o trajeto. E por que não inventar as próprias músicas? Até hoje me lembro do repente que inventei com meus irmãos na estrada a caminho do sertão pernambucano. Quando meu filho era pequenino, eu voltava no tempo de criança e dava uma ajudinha. A companhia de uma criança é um excelente pretexto para soltar a criatividade.

    Sem neurose

    Caso tudo dê errado, fora do planejado, seu filho não vai se incomodar, desde que você não surte também. Para ele, importa muito mais a presença e a tranquilidade dos pais do que megaprogramas. Ele pode até fazer um escândalo, aquela pirraça pela frustração inicial, mas vai parar se, em vez de entrar na onda dele, você o trouxer para tua onda. Essa dica nem sempre funciona porque somos humanos e às vezes a paciência vai para o espaço mesmo. Porém, vale o esforço de tentar manter a calma. Costuma evitar desdobramentos mais cansativos ainda.

    Sem nostalgia

    Para não passar o ano inteiro sonhando com as próximas férias, dá para reviver os momentos de felicidade com jogos ou brinquedos artesanais comprados na anterior. Uma delícia também é passar a tarde vendo fotografias. E, enquanto a folga mais longa não chega, fazer pequenas viagens ou passeios de um dia.

    Sem regra

    Tudo isso acima pode não servir para sua família, ou talvez apenas parte disso seja útil. Até para nós mesmos. Conforme as fases do meu filho foram passando, nós nos adaptamos. O caso mais recente ocorreu durante nossa viagem a Paraty, quando pegamos 3 dias de chuva sem trégua. Acredite, tiramos o melhor proveito disso, inclusive durante a visita à Fazenda Bananal, onde provamos plantas comestíveis.

    Por fim, um pouco de improviso é bom para não se tornar tão sistemático e ter a chance de descobrir outras formas de viajar, dentro e fora de casa. Pelo menos até aqui tem sido assim, com esta nossa ‘fidura’, alegre e surpreendente.

  • Como escolher o destino de viagem certo para você

    Como escolher o destino de viagem certo para você

    ATUALIZADO EM 8 DE FEVEREIRO DE 2019

    Depois de um ano inteiro de trabalho, finalmente chegou a hora de embarcar na tão esperada viagem. Então, por que muita gente volta frustrada ou mais cansada das férias? Arrisco dizer que escolheu o destino errado. Decidir  entre pacotes de viagens ou bolar roteiro conta própria? Encontrar lugares para viajar na sua folga é aparentemente simples, basta parar um pouco e perceber em que clima você está. Não há nada mais gostoso do que ir para um lugar que tem a ver com você e com seu momento de vida. Para ajudá-lo, vão aqui algumas dicas.

    Visitar grandes cidades

    Só vá se estiver disposto a andar, explorar a vida cultural, comer bem. De que adianta ir a Roma e não aguentar caminhar? A história está toda ali nas ruas, é andar para ver. Também vale baixar o nível de ansiedade. Nem que more nessas cidades, você vai conhecer tudo. Melhor escolher o que ver e montar um roteiro razoável, lembrando que se alimentar e se hidratar fazem parte do programa. Também pode ser uma boa ideia garantir ingressos de atrações e passeios nos destinos antes de viajar.

    Roma Romântica – Foto: Nathalia Molina @ComoViaja

    Percorrer vários destinos

    Pode ser de avião, de trem ou de carro. Eu adoro esse tipo de viagem por terra. Já fiz diversas delas de carro pelo Nordeste. Mas, seja lá o meio de transporte, fique atento ao número de dias em cada lugar. É preciso levar em consideração o tempo de deslocamento, de check-in/check-out e os contratempos (atrasos do avião e do trem e caminhos errados de carro). Pinga-aqui-pinga-ali pode cansar e frustrar seu desejo de ver essa ou aquela atração. Como no que foi dito para grandes cidades, é bom ir com vontade, mas sem se estourar. Você sempre pode voltar e conhecer mais.

    Embarcar em um cruzeiro

    Você quer ter tempo para explorar cada cidade do roteiro com calma? Esqueça a viagem de navio, cujas paradas costumam durar no máximo uma noite. Curte olhar o mar, não se importa se a cabine for apertada e gosta de piscina, comida e entretenimento a bordo? Providencie seu embarque na próxima temporada. Se procura por infraestrutura e diversão para as crianças, os cruzeiros Disney de Star Wars e Marvel têm saídas anuais, por exemplo.

    Carlinhos de Jesus no Dançando a Bordo, temático da Costa – Foto: Cléber Miranda/Costa Cruzeiros/Divulgação

    Explorar a natureza

    Sedentário pode conhecer um destino de aventura, mas é bom pegar leve. Tem de caminhar para conhecer a Chapada Diamantina e, de preferência, mergulhar para aproveitar o melhor de Fernando de Noronha, que se encontra no fundo do mar. Tudo bem, minha mãe é avessa à praia, se defende na água, mas adorou a ilha e recomenda. Ela sabe das suas limitações, portanto, aproveitou dentro das suas possibilidades. Informe-se antes sobre o que o destino exige de você.

    Entregar-se aos cuidados de um spa

    Certifique-se do tipo de spa: médico ou apenas de alimentação equilibrada sem duras regras. Nem pensar em entrar nessa caso seu sonho de férias inclua esquecer quantos quilos a balança marca. Precisando ou não emagrecer, não tem como não pensar nisso mesmo no mais flexível dos spas. Mas, se a ideia for promover uma mudança de hábitos e cuidar do corpo e da saúde, vá com gosto.

    Hotel com spa em São Paulo – Foto: Divulgação

    Curtir o cheiro de mato dos hotéis-fazenda

    Esqueça o romance. Raramente uma viagem a dois resiste a tanta comilança rodeada por família. É ótimo com crianças pelas atividades e pela bicharada — leia aqui sugestões de hotel-fazenda em São Paulo.

    Descansar em um resort

    Tem a estrutura de um clube, o que pode ser bem adequado se o cansaço for tremendo, especialmente para quem tem filhos. Para ser feliz num hotel desses tem de tirar a urgência de conhecer. Se terminar as férias conhecendo muito bem a piscina e o garçom do restaurante, você fez a escolha certa. Veja hospedagem em resorts.

    Viver clima de romance em uma pousada de charme

    A melhor pedida a dois. Você paga caro, mas é mimado com uma infraestrutura que, muitas vezes, inclui de boa adega e gastronomia, cardápio de filmes, cama box king size, menu de travesseiro e banheira de ofurô ou de hidromassagem.

    Charme e elegância em hotel de Campos do Jordão, em São Paulo – Foto: Divulgação

    Aspectos pessoais também devem ser levados em conta. Não tem paciência para filas? Evite lugares badalados na alta temporada, como Campos do Jordão (SP) no inverno e Búzios (RJ) no verão. No meu caso, sou alérgica de carteirinha. Você fala em chalezinho de madeira no inverno na montanha e eu saio correndo para o outro lado. Ou a felicidade vai vir mesmo é de uma caixinha de Allegra.

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