A última coisa que eu poderia pensar quando estávamos hospedados no Hot Beach Resort, em Olímpia, era “a gente tem mesmo que sair do quarto?”. Ninguém deixa seu apartamento em São Paulo e pega 440 km de estrada para se entocar num hotel no interior paulista. Ainda mais quando se tem aos pés um parque aquático Hot Beach Olímpia com águas termais e atividades de sobra.
Mas é que eu fiquei positivamente surpreso com a suíte do resort, indicado tanto para quem viaja com filhos de até 12 anos quanto pessoas idosas. Ou seja, é lugar para famílias numerosas, ruidosas, de bem com a vida, que têm na ponta da língua o hit do artista que o Brasil abraça no momento. O Hot Beach Olímpia, parque aquático da cidade no interior paulista, é praticamente o quintal do hotel.
Existem diversas boas opções de hospedagem. Perto da capital, já estivemos em várias. : o Bourbon Atibaia e o Tauá Atibaia Resort. Excelente para uma escapada, o Mavsa Resort, em Cesário Lange, é único all inclusive de SP.
Como é o resort Hot Beach, ao lado do parque aquático
Retomo pelas suítes. Elas são simples, mas confortáveis. Ficamos na Premier Família, com duas camas queen, ar split calibradíssimo para suportar o calor dessa abafada região do estado, ótimo closet, banheiro eficiente e uma varanda maior que a de muito prédio de cidade grande. A nossa unidade tinha vista para o parque aquático do complexo turístico.
Closet e pia extra, ao lado do banheiro do quarto
Como na maioria dos resorts, no Hot Beach Resort você ganha pulseiras no check in. A principal delas abre a porta do quarto, dá acesso ao parque e à consumação. Diariamente, você tem direito a gastar até R$ 1.000 em cada pulseira. A emissão de um tíquete ao fim de cada compra ajuda a controlar os gastos – é possível também pedir um extrato na recepção. Joaquim achou ótima a liberdade de poder comprar pipoca, água e sorvete, tudo sozinho.
Hotel no estado de São Paulo
As nossas listas com sugestões são constantemente atualizadas. Fazemos uma apuração jornalística para chegar a essa curadoria. No caso de hospedagem, incluem apenas opções com boa avaliação de viajantes nos sites de reserva.
A outra pulseira dada na chegada se refere ao pacote contratado: café da manhã, meia-pensão ou pensão completa, sempre com bebidas (alcoólicas ou não) pagas separadamente. A maior parte dos hóspedes fica com a meia pensão, deixando para beliscar nos quiosques e lanchonetes do parque aquático pela manhã. Dessa forma, sobra mais tempo para curtir as piscinas.
Átrio do resort Hot Beach, onde fica a recepção
Todas as refeições do hotel são servidas em sistema de buffet. Para dar vazão ao grande número de hóspedes, há estações espelhadas, ou seja, de um lado e de outro você encontra pratos quentes, saladas, sobremesas. Da grelha saem ao menos dois cortes de carne. Existem sempre duas opções veganas, além de doces sem glúten ou lactose.
Sobremesas nas refeições do hotel
Há jantares temáticos em alguns dias da semana e caldos toda noite no Hot Beach Resort, em Olímpia. Não falta massa para quem queimou calorias subindo e descendo o toboágua. Nuggets e batatas fritas fazem brilhar os olhos da criançada (e de uns marmanjões também).
Preparada na hora, a tapioca faz fila no café da manhã. Máquinas automáticas fornecem de espresso a capuccino, mas eu preferi o bom café coado na hora. Pães, bolos, sucos, frios, iogurtes. Para uma operação grande de alimentos e bebidas, impressiona a variedade e a qualidade do que é servido. Para quem acha pouco, há um restaurante de comida japonesa, com pratos à la carte (pagos separadamente).
Buffet de café da manhã bem completo
Em dezembro de 2021, havia escalonamento dos horários do café e do jantar, a fim de evitar aglomerações. A faixa entre 8 e 9 horas era bem disputada, já que todo mundo queria terminar o café da manhã no horário de abertura do parque – muita gente encara fila antes do funcionamento começar, só para garantir uma cadeira ou espreguiçadeira ao redor da piscina preferida.
O que fazer no hotel em Olímpia
Para se molhar, basta sair do quarto, pegar o elevador, caminhar nem 100 metros e atravessar a catraca de acesso ao parque aquático Hot Beach Olímpia, aberto das 9 às 17 horas (no verão, ele funciona também às segundas-feiras). Com atrações para todas as faixas etárias, de crianças pequenas a idosos, o Hot Beach Olímpia convida a dias de descanso e diversão em família ou entre amigos. Praia com ondas, playgrounds molhados, toboáguas e um gostoso rio para ser percorrido com boias são algumas das atrações.
Quando o parque fecha no fim de tarde, parte dos frequentadores se transfere para a piscina de águas termais de uso exclusivo dos hóspedes do Hot Beach Resort. Uma equipe de recreação anima o público dentro e fora d’água por cerca de 2 horas.
Piscina exclusiva do hotel, não do parque Hot Beach
Instalados no 10º andar, a gente ouvia muito pouco o barulho na beira da piscina. As janelas com saídas para o terraço são do tipo antirruído, mas não sei dizer se a coisa funciona com a mesma eficiência nos andares mais baixos. Existe a opção de se hospedar na ala de apartamentos voltada para o estacionamento, mas a vista não é tão charmosa.
No grande átrio do térreo do Hot Beach Resort, em Olímpia, se concentram os restaurantes, o salão de jogos com dois fliperamas e mesa de pebolim, a pequena academia de ginástica e a brinquedoteca para os bem miúdos. À noite, os bares e as cadeiras ao redor da piscina juntam gente jogando papo fora enquanto outros ainda curtem a água morninha até 22 horas.
Lojinha do resort, para souvenir ou comprar algo que esqueceu
Com roupas, acessórios e lembrancinhas, a lojinha do resort salva a vida de quem esqueceu do absorvente feminino ao protetor solar. Café, refrigerante e água também podem ser comprados ali. O frigobar do quarto fica vazio, então vale a pena levar garrafas de água na viagem e estocá-las. A regra é a mesma para lanchinhos ou biscoitos. Além de ser mais barato, está aí um bom motivo para não sair do quarto quando bater aquela fominha da madrugada.
Depois de operar por 75 anos sem interrupção, a roda gigante de Viena foi desligada em março por conta das medidas de isolamento em decorrência da pandemia de coronavírus na cidade. A Wiener Risenrad, nome da atração, voltou a funcionar em 29 de maio no Prater, parque público da capital da Áustria.
Em média, uma volta completa dura entre 12 e 15 minutos. Inaugurada em 21 de junho de 1897, em comemoração pelos 50 anos do reinado do imperador Franz Joseph, a roda-gigante tem 64,75 metros de altura e 430 toneladas de peso. Tinha inicialmente 30 gôndolas, capacidade reduzida à metade por questões de segurança após a Segunda Guerra Mundial.
Símbolo da capital da Áustria, a roda-gigante serviu de locação para filmes, entre eles, Antes do Amanhecer e 007 Marcado para a Morte. A propósito, a produção de James Bond ergueu um restaurante aos pés da roda-gigante para uma das cenas do longa. A ideia inspirou criação de um restaurante ser inaugurado exatamente no mesmo local.
O suave calor de uma manhã de sábado, palmeiras balançando ao vento em contraste com o azul do céu, praticamente sem nuvens, o som de ondas… Peraí, peraí! Não consta da geografia de Campinas a presença do mar por perto. O splash que atravessou nosso pensamento enquanto curtíamos aquela vibe boa foi produzido pelo balde gigante, uma das atrações do parque aquático do resort Royal Palm Plaza.
O hotel se encaixa no perfil de um refúgio de fim de semana bem perto de SP. Fica a 1 hora de carro a partir da nossa casa, o que não exigiu de nós nenhum malabarismo para chegar até lá: uma estrada, uma saída, um trevo e voilà! Fazia um tempo carrancudo em São Paulo quando deixamos a cidade, mas o céu foi se abrindo lindamente pelo caminho. Nosso filho, Joaquim, foi quem mais comemorou. O resort tem ótima infraestrutura para crianças, especialmente se elas adoram piscinas, caso dele e da maioria dos pequenos.
Como é o resort perto de SP
Enquanto esperávamos pela liberação do quarto, fomos para o Bar da Beira. Sentados de frente para o parque aquático do Royal Palm Plaza, pedimos algumas coisinhas para beber e comer, entre elas, uma porção de pastéis de carne seca e de queijo — sequinhos, recomendamos. Seguindo dica da simpática atendente Gabriela, Nathalia experimentou o Ladrilho, refrescante combinação de rum, redução de manga com sálvia, suco de limão e club soda. Joaquim? Bom, ele só tinha olhos para outro ladrilho, o azul das piscinas.
Viagem de fim de semana em família
Mas ele esperou um pouquinho mais antes de cair n’água. Antes, nosso filho participou do Kata Kuka, atividade paga à parte (R$ 74). É um game com mais ou menos 3 horas de duração. Com auxílio de monitores, o grupo de crianças encara atividades físicas, que incluem escalada, tirolesa, escorregadores, câmaras escuras e muita água (de balde, de bexiga…). Ao fim da atividade, Joaquim foi levado pela monitora até o nosso quarto. Chegou imensamente encharcado e feliz da vida. Deixou o mergulhinho para o dia seguinte, mas não abriu mão de ficar perto d’água.
Recreação infantil no hotel perto de SP, com o jogo Kata Kuka
Nossa hospedagem incluiu pensão completa. Jantamos a 1ª noite no Terraço Gourmet, um anexo do restaurante Vila Royal ao lado de um lago cheio de carpas coloridas. Joaquim se divertiu regendo os peixes, que se amontoavam na frente dele. Em tempo: nosso filho não foi o único atraído pelas carpas. Crianças de todas as idades, no colo dos papais ou por conta própria, ficaram vidradas naquela cena. Nós também fomos fisgados, mas por outra espécie: o bacalhau da quiche do buffet de entradas (deliciosa, prove!).
Joaquim pedindo às carpas para se aproximarem deleEntrada no buffet do resort: quiche de bacalhau
Além dele, o Royal Palm Plaza tem outras 6 opções de alimentação. Algumas exigem reserva, casos do La Palette Bistrô (comandado pelo chef Daniel Valay) e da Adega Cave do Douro (aberta quando o tempo esfriar, a partir de junho, com o festival de fondue). Depois do jantar, Fernando tomou um capuccino italiano no Café Autêntico, localizado no lobby do The Palms, o hotel boutique anexo ao Royal.
Fechamos a noite com uma passadinha no Bar Pessoa. Nathalia conheceu o bar em 2001, quando ele ainda ficava num espaço fechado. No passado, os versos de Fernando Pessoa estavam escritos na sanca. Agora, textos do poeta português e trechos de sua biografia são projetados nas paredes. Uma dupla tocava ao vivo sucessos internacionais do pop e do rock.
Bar no Royal Palm Plaza com projeções da poesia e biografia de Fernando Pessoa
Aliás, a trilha sonora nos ambientes comuns e na área da piscina girou em torno desse repertório durante nosso fim de semana. Casou bem com o nosso gosto musical. Milton Nascimento tocava naquela noite no vizinho Royal Palm Hall (espaço de shows e eventos vizinho ao resort), como descobriu Joaquim, atento ao painel com as atividades do hotel e programação de todo o complexo Royal Palm.
Como qualquer criança de 10 anos, Quim também se liga em games. Quando estava de bobeira, abusou do direito de usar o wifi do Royal Palm Plaza, gratuito e disponível em todas as áreas do resort — o sinal da internet sem fio só caiu mesmo perto do arco e flecha, um dos pontos mais distantes em relação ao núcleo do hotel.
Quarto do Royal Palm Plaza
Era o fim de semana dos sonhos para o cara. Jogo liberado, brincadeiras em 7 piscinas e 1 das 2 camas queen do nosso quarto só para ele, praticamente nadou de braçada em cima dela. Deu até para perder o Max, seu pug de pelúcia, em meio às cobertas.
Ficamos na suíte luxo, ampla, com ar condicionado central, uma mesa de trabalho, TV a cabo, frigobar e banheiro pequeno, mas com ducha forte. Criado a partir de um hotel comprado em 1997, o Royal Palm Plaza teve sua construção original demolida e passou por progressivas expansões, especialmente durante a 1ª metade dos anos 2000.
Tradicional em Campinas, hotel expandiu e virou um complexo
O que fazer no Royal Palm Plaza
Resort é terra das oportunidades de lazer. No Royal Palm Plaza, não é diferente. Lá tem academia bem equipada (para quem não dispensa suar nem no fim de semana) e o Spa Aflora, dedicado a quem adora se entregar a massagens (Basics, R$ 150 por 30 minutos) ou a um detox completo (R$ 620 para 3 horas de tratamentos). Ambas as atividades ficam no espaço Casa de Campo. Visitamos por curiosidade jornalística. Somos um casal que faz absolutamente tudo em casa, do trabalho à comida, passando pela limpeza, atividades que já nos consomem bem fisicamente. Então, o resort é para nós aquele momento do dolce far niente, de boréstia.
Com um bom livro nas mãos, uma espreguiçadeira e um ombrelone estávamos mais do que satisfeitos. Azulzinho de doer, o céu era convidativo a passar o domingo na beira da piscina, com uma entrada ou outra só para nos refrescarmos. Sem sentir frio, é bom que se diga. De fato climatizada, a temperatura da água não provoca aquele tradicional choque quente/gelado. Único espaço vetado a menores, a hidromassagem a céu aberto funciona na casa do 34°C.
Relax em família na queda d’água
Segundo cálculos da polícia militar, Joaquim desceu entre 150 e 200 vezes o toboágua, quantidade equivalente à que esperou pelo balde derramar água nele. Grande parte dessa média foi registrada na segunda-feira pela manhã, quando ficamos basicamente a sós no Royal Palm Plaza. Como era de se esperar, muita gente esticou a permanência (com ou sem late check out) até o fim da tarde de domingo, antes de pegar a estrada de volta para casa — vantagens de um hotel no interior de SP perto da capital.
Toboágua que Joaquim desceu tantas vezes de se perder a contaAté os adultos se divertem com o balde
Essa é a dica, aliás, para quem vai em casal, ou mesmo em família, mas quer tranquilidade total: vá fora de fim de semana ou da temporada de férias. Claro que a monitoria infantil tem mais crianças para brincar quando o resort está cheio. E isso conta para a meninada atrás de diversão com gente do seu tamanho. Mas, se a ideia for curtir a folga entre as pessoas que estão viajando juntas, a calmaria do hotel mais vazio permite usufruir dos serviços só para vocês. E com mais rapidez, obviamente, já que há pouca gente a ser servida.
O que nos chamou atenção foi que a qualidade não caiu por ter menos hóspedes no resort. Pelo contrário, o drink na piscina estava ótimo — Nathalia tomou o segundo Ladrilho da viagem; provamos outros, mas esse é definitivamente nossa indicação na carta do Royal Palm Plaza —; os pães do café da manhã eram fresquinhos; a comida do buffet de almoço, mais enxuto, oferecia ainda boa variedade; e os funcionários (folguistas ou não) seguiam solícitos.
Restaurante no Royal Palm Plaza
Entre as atividades de lazer à disposição dos hóspedes, testamos o arco e flecha. O monitor explicou o passo a passo antes de executarmos os disparos. Recomendamos a experiência, pois combina precisão e equilíbrio. Se estivéssemos sob ataque, certamente teríamos nossa aldeia invadida, dadas as vezes em que deixamos a flecha cair ou acertamos o feno que escora o alvo. Com um arco menor, próprio para crianças, Joaquim também botou para fora seu lado mais medieval.
Arco e flecha no resort perto de SP
Nosso filho também nos mostrou o castelo do Miniville, espaço com a casinha da coelha Fofa Flor e a espaçonave do cachorro Comandante Átila. E, como em imaginação infantil cabe tudo, ao lado fica o navio pirata do papagaio Capitão Currupaco Paco. No fim de semana, os 3 personagens aparecem nessa área da vila das crianças para alegrar os pequeninos.
Miniville do Royal Palm Plaza, com castelo medievalCasinha da Fofa Flor na área infantil do resort
Meninos e meninas que desejarem participar de jogos e brincadeiras encontram a programação impressa no ponto dos monitores à direita da recepção nos fins de semana ou afixada em painéis pelo hotel. Também é possível ver tudo (também da programação para adultos) no aplicativo do Royal Palm Plaza. Nele, é possível ainda agendar um lembrete para as atividades desejadas. A inscrição para a recreação pode ser realizada nesse ponto próximo à recepção (ou, durante a semana, perto do Bar da Beira).
Piscinas do resort perto de SP, festa para adultos e crianças
Diária, ela é dividida por faixas etárias e inclui fazer as refeições em área própria, com direito a batata frita, espaguetinho e outras delicinhas que a molecada costuma não recusar. Sem abrir mão de ficar conosco, Joaquim encheu o prato no buffet infantil e voltou ao salão do Vila Royal, que fica um andar abaixo. No jantar do mesmo dia, o garçom se antecipou, dizendo que era possível pedir o menu infantil diretamente à cozinha do restaurante.
Pais mais ortodoxos em relação à alimentação no fim de semana encontram boas opções de saladas e pratos quentes no buffet do restaurante principal. De dia e de noite, sempre há um caldo. Fernando aprovou tanto o creme de legumes com azeite trufado quanto o caldo de tomate com manjericão. Eles fizeram boa dupla com queijos e frios do buffet.
Buffet farto nas refeições do hotel
Aqui em casa, por exemplo, o café da manhã é a refeição de que mais gostamos. É também a que nos prende mais tempo à mesa, porque curtimos ir etapa por etapa. No Royal Palm Plaza, cada um escolheu um lado para começar o dia, mas todos nos encontramos diante da estação que preparava bons omeletes e ovos mexidos na hora.
É preciso ser bem seletivo (chato, como se diz na nossa terra) para não comer nada por lá, em qualquer das refeições, com farto buffet. No café da manhã, por exemplo, havia sempre um mínimo de 3 opções de cereal, de iogurte, de sucos e de pães (salgados e doces, com destaque para os saborosos folhados de maçã e croissants). Adeptos do bacon são ignorados, tampouco os que encaram uma batata rosti sem sustos no desjejum. Sirvam-se à vontade.
Almoço no buffet com camarão e brie derretidoCafé da manhã do hotel Royal Palm Plaza
Por fim, mas não por último, menção para a qualidade do atendimento. Em um resort grande, com muitos funcionários, difícil de acreditar que as pessoas possam ser solícitas o tempo todo. E não estamos falando daquela simpatia profissional de hotelaria, fruto de treinamento intenso. Notamos que havia muita boa vontade dos funcionários do Royal Palm Plaza que nos atenderam em responder cada dúvida, fosse nossa ou do Joaquim. A união, em doses iguais, do melhor da hospitalidade do interior com a descontração de um fim de semana à beira d’água.
Gramado cresce a olhos vistos. Desde outubro de 2022, o Bairro do Limoeiro despontou na paisagem da cidade e ganhou, da noite para o dia, novos moradores. E também muitos turistas com a abertura do parque Vila da Mônica. Ali, no caminho de atrações já consagradas, como o parque de neve Snowland e o parque aquático Acquamotion, fica o mais novo polo de diversão na Serra Gaúcha. Ele segue a fórmula de sucesso também vista nos restaurantes temáticos em Gramado: explorar todo o potencial de um personagem.
A visita ao Vila da Mônica, em Gramado, é passeio para crianças (e adultos, por que não?) fãs da turma criada pelo cartunista Maurício de Sousa. Mais um atrativo da cidade que, como poucas no Brasil, soube aproveitar o potencial turístico nacional e criou passeios e eventos para se manter movimentada o ano todo, da Páscoa em Gramado, passando pelo inverno, até o Natal Luz Gramado. Para planejar sua viagem para lá, veja a nossa seleção com sugestões de onde ficar em Gramado.
Bairro do Limoeiro: dos quadrinhos para Gramado – Foto Adriana Guimarães
Como é o Vila da Mônica em Gramado
Além das casas do quarteto Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali, o parque tem 30 atrações, entre elas, o Laboratório do Franjinha, o Ateliê da Milena e o Terminal da Vila, onde um trem parte para um passeio de 12 minutos pelo Bairro do Limoeiro. É lugar de fantasia, onde o Ipê pode ter a cor azul e a neve cai magicamente no fim do ano – a primeira temporada de Natal do parque teve shows diários e floquinhos brancos caindo ao fim de cada apresentação.
Um lugar com a inocência da turminha animada, sem brinquedos radicais, como também se vê no Parque da Mônica (SP), visitado por nós quando o Joaquim, nosso filho, era bem pequeno. Tanto na capital paulista quanto em Gramado, os personagens circulam e tiram fotos com os fãs. Algo que também ocorre no Bourbon Atibaia, que tem a turma da Mônica em atrações e em quartos do hotel, no interior de SP.
O que fazer no parque temático
A maior parte das brincadeiras da Vila da Mônica, em Gramado, têm a ver com os personagens das histórias em quadrinhos. A imaginação corre solta na casa da Mônica; Cascão cria uma praia ‘seca’; Magali comemora um aniversário repleto de comida e um desafio é lançado para a criançada no quarto do Cebolinha. O parque tem ainda atrações como uma roda-gigante e o carrossel do Chico Bento.
Além dos espaços que lembram o Parque da Mônica (SP), a unidade na Serra Gaúcha oferece atividades que botam a criançada para experimentar profissões reais, como bombeiro, veterinário e arquiteto, em um mix que remete a outro sucesso na capital paulista, a Kidzania – fechada na pandemia, a atração prepara-se para reabrir em 2023.
VALE SABER
Endereço: Rua Germano Boff, 611 – Bairro Carazal, Gramado
Transporte: O parque fica às margens da rodovia RS-235, que liga Gramado a Nova Petrópolis, então a melhor alternativa é ir de carro (particular ou de aplicativo)
Funcionamento: De quarta a segunda, das 9h45 às 17h30
Preço: O ingresso da Vila da Mônica antecipado custa mais barato. Na bilheteria, sai a R$ 338 por adulto; pela internet, R$ 179 na Easy Travel Shop (ETS), parceira do Como Viaja. Preço para outras faixas etárias: R$ 119, para pessoas acima de 60 anos; R$ 159, crianças de 3 a 14 anos; e grátis até 2 anos. Especializada em transfers, tours e entradas em destinos no Brasil e no exterior, a ETS divide seus produtos em 10 vezes sem juros.
Alimentação: O Restaurante da Vila serve pratos executivos, pizzas, massas, saladas e lanches, como hambúrgueres com batatas fritas; no Empório do Nhô Lau vende pães, cucas e bolachas fabricadas por produtores da região. Para quem está com bebês, o espaço família reúne estrutura fraldário, copa do bebê e sala de amamentação
Compras: Produtos da Turma da Mônica são vendidos em uma lojinha na entrada do parque
Uma das mais bonitas Cidades Históricas do Brasil. Tiradentes, em Minas Gerais, se manteve pequena – são em torno de 7.500 habitantes – e preservada, com casario colonial e igrejas barrocas. Prático e completo, o Guia de Viagem Gratuito | Como Viaja reúne tudo o que precisa saber sobre o destino para resolver sua viagem: clima, preparativos, hospedagem, passeios, restaurantes, transporte, compras, eventos e esticadas.
Antigo Arraial de Santo Antônio da Ponta do Morro, fundado em 1702, Tiradentes teve seu conjunto arquitetônico tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 1938. A cidade ganhou fama nacional nos anos 1980 e estabeleceu um importante calendário de eventos, como a Mostra de Cinema, em janeiro, e o renomado Festival de Gastronomia de Tiradentes, em agosto.
Nos últimos 10 anos, Tiradentes cresceu muito, mas não perdeu sua identidade. Hoje oferece a possibilidade de uma viagem rica em história, com artesanato e comida mineira – bem como restaurantes de culinárias diversas (tem até a tailandesa do Uai Thai) – e lojas de design (caso do ateliê da artista Daniela Karam). Nessa década, aumentou bem a oferta de lojas e pousadas em Tiradentes. Também cresceu a lista dos melhores restaurantes de Tiradentes, entre eles, o Angatu, o Tragaluz e o Pacco & Bacco.
Madeira e ferro no artesanato mineiro
Como ocorre em toda boa cidade de interior que se preze, a vida em Tiradentes começa em torno da praça central, lá chamada de Largo das Forras. Em qualquer rua que se tome a partir dali, surgem possibilidades de passeios e atividades. A Serra de São José serve de cenário ao redor e é apreciada tanto de perto, em trilhas e cachoeiras, quanto à distância, na maria-fumaça de Tiradentes, o passeio de trem até São João del Rei.
Super-indicado para uma escapada romântica, com pousadas e ruas charmosas, o destino mineiro cai bem também para uma viagem em família. Um roteiro em Tiradentes de 2 dias inteiros é suficiente para curtir a cidade, mas não é nada mal ficar mais tempo.
Largo das Forras, a principal praça de Tiradentes
Confira abaixo o guia gratuito de Tiradentes (MG), com dicas de passeios, hospedagem, restaurantes, compras, clima, eventos, transporte e destinos para um roteiro combinado. Nossa série com opções de guia de viagem traz informações grátis e completas para você se planejar para conhecer destinos brasileiros e internacionais.
Clima
Na hora de arrumar a mala, não esqueça de incluir um casaco. A temperatura na cidade de Tiradentes é agradável, mas as noites são frescas mesmo no verão (média de 17°C). De dia, o sol de serra engana, mas queima; use protetor solar. Os termômetros oscilam em torno dos 24°C ao longo do ano inteiro.
Os meses de dezembro e janeiro são historicamente os mais chuvosos, com precipitação acima dos 270 mm. Junho, julho e agosto têm dias secos e praticamente sem nuvens. O céu azul em contraste com o casario colorido deixa as fotos ainda mais lindas.
Durante o inverno, as noites costumam registrar 11°C em média, com possibilidade de queda durante a madrugada. Cuidado com botas e calçados de solado escorregadio porque pode deslizar no calçamento pé de moleque.
Preparativos
Transporte
Depois, opte pelo aluguel de carro na capital mineira (a 190 km), distante umas três horas de estrada. Dá o dobro disso e pouquinho mais se você sair de São Paulo (a 490 km) e tomar a Fernão Dias, rodovia que une mineiros e paulistas. Do Rio de Janeiro (a 370 km), o caminho é a BR-040.
Chegando lá, estacione e só reassuma o volante novamente para visitar o comércio na rua de entrada da cidade, ir à cidade de São João del Rei ou dar um pulo no vizinho distrito de Bichinho. No mais, gaste calorias e sola de tênis subindo e descendo as ladeiras de pé de moleque do centro histórico de Tiradentes. De avião, vá até Belo Horizonte.
Dinheiro
Cartões de crédito e débito são bem aceitos pelos principais bares, restaurantes e lojas de Tiradentes. Mas alguns pequenos produtores de queijo ou de artesanato podem aceitar apenas dinheiro em espécie.
A cidade tem duas agências bancárias, separadas por uma parede e localizadas a 100 metros do Largo das Forras. A entrada do Bradesco fica na Rua Ministro Gabriel Passos, enquanto o acesso ao Itaú é feito por uma viela lateral à esquerda. Não precisa nem trocar de calçada.
Cartão bem aceito em cafés, restaurantes e lojas
Não há caixas eletrônicos da Rede 24 Horas em Tiradentes. Para encontrar um deles, será necessário ir até São João del Rei, cidade vizinha onde também há agências do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e do Santander – abrem às 11 horas da manhã.
Hospedagem
Não se preocupe, você vai encontrar pousadas em Tiradentes, e de sobra. Para se ter ideia de como a cidade mineira cresceu nos últimos 10 anos, há centenas de hotéis em Tiradentes na Booking. De hotel no centro histórico a propriedades logo na entrada da cidade mineira; há ainda hospedagem com a Serra de São José como cenário, caso da Solar da Serra Tiradentes, no caminho para Bichinho. A cidade acomoda todo tipo de viajante. De pousadas baratas, ao estilo cama e café, até opções com serviço de recreação infantil, como a Pousada Pequena Tiradentes e o Santíssimo Resort, buscados por famílias.
Hotéis e pousadas no Centro e fora, como a Pequena Tiradentes
Em 2019, Nathalia se hospedou na Pousada do Largo, com cama confortável, ar-condicionado split, amenities no banheiro e localização imbatível. Fica diante da principal praça da cidade, o Largo das Forras, onde também se localiza a Pousada Mãe D’Água.
Para quem não faz questão de estar dentro do Centro, mas quer chegar lá com uma curta caminhada, a Pousada Don Quixote é uma boa alternativa (ficamos nela em 2007, quando foi inaugurada; gostamos muito). Tem piscina, como a Pousada Villa Allegra e a Pousada Ouro de Minas, outras sugestões de hospedagem perto da área histórica – ambas oferecem alguns apartamentos com banheira de hidromassagem. Bonita e bem avaliada nos sites de reserva, a Lis Blue Pousada, perto da estação da maria-fumaça, tem chalés que lembram uma casinha no campo e quitutes preparados no fogão à lenha.
Passeios
A voltinha de charrete pela cidade é quase sempre irresistível para casais de namorados ou famílias com crianças. É possível fazer passeios de bicicleta, a cavalo, de bicicleta ou de carro até a Serra de São José, para ver a natureza local e explorar cachoeiras em Tiradentes. Agências locais organizam tanto tours históricos a pé pelo centro e roteiros gastronômicos com degustação de cachaça e queijo quanto cavalgadas e trekkings na mata em torno da serra.
Matriz de Santo Antônio, o cartão-postal – Foto: Divulgação
Como faz parte das Cidades Históricas de Minas Gerais, ligadas à exploração de ouro no Brasil Colônia, Tiradentes mantém igrejas cheias de detalhes, como pedia o estilo barroco, vigente até meados do século 18. As linhas amarelas da Matriz de Santo Antônio se sobressaem na paisagem, no alto do vale. Quase 500 kg de ouro foram usados na pintura e no folheado da igreja, frequentada por donos de terra e de escravos. Na rua de baixo, a Nossa Senhora do Rosário era a igreja dos negros (o único branco a entrar lá era o padre).
Ao caminhar pelas ruas do centro histórico de Tiradentes, repare nas bonitas capelas, que são abertas na procissão da Semana Santa, cada uma representa um dos Passos de Cristo. Outra linda construção é o Chafariz de São José, de 1749. Com uma pintura em tom de azul, lembra a fachada de uma igreja em tamanho reduzido.
Tiradentes tem museus interessantes, a maior parte relacionada à religiosidade, importante aspecto da cultura local. A recuperação de um casarão do século 18 e de centenas de peças ligadas ao catolicismo deu origem ao Museu da Liturgia, que abriga 420 itens datados do século 18 ao 20. Já o Museu Sant’Ana reúne quase 300 imagens da mãe de Maria, em sua maioria com a filha, em obras dos séculos 17 e 18, produzidas por artesãos de várias partes do Brasil.
Chafariz de São José, como a fachada de uma igreja
Quem aprecia pintura e escultura deve conferir o Instituto Mário Mendonça. O pintor brasileiro, mestre em arte sacra, fez da sua casa em Tiradentes um museu para suas obras e sua coleção, que inclui bailarinas de Degas e quadros de Di Cavalcanti e Guignard. O Museu Padre Toledo funciona no casarão onde o vigário morava, lugar da primeira reunião dos inconfidentes. Repare nas pinturas do texto, no mobiliário de época e na Sala dos Espelhos.
Bichinho e Tiradentes são ótimos destinos para garimpar móveis rústicos e artesanato. Quem viaja em família também costuma esticar até esse distrito, no vizinho município de Prados, para brincar na Casa Torta. Um roteiro em Tiradentes para crianças sempre inclui o centro cultural com camarim, parede para pintar e cama elástica.
Restaurantes
Vá a Tiradentes, mas não conte ao seu cardiologista. Quem gosta de comer (e bem) se esbalda na cidade mineira, onde há mais de duas décadas é realizado o Festival de Gastronomia Tiradentes, com participação ativa dos chefs locais. São eles que contribuem para a fama de boa mesa que a cidade tem. Com mais ou menos tempo de estrada, há restaurantes para todos os gostos (licença pelo trocadilho e pelo chavão).
O colorido das culinárias tailandesa e mexicana, por exemplo, está presente no Uaithai (vá de rolinho primavera de pato e de sorvete de tamarindo na sobremesa) e no Casazul Bistrô (frozen margarita, nachos com guacamole e quesadillas com recheio de carne moída ou porco desfiado são as pedidas). Café com bolo e maçãs verdes cobertas com chocolate belga são o atrativo do Jane’s Apple, que também vende objetos para casa.
Comida tailandesa com mineira no UaiThai
Raízes mineiras são a essência do Pau de Angu – de onde se tem uma linda vista da Serra de São José, na chegada a Bichinho – e do Padre Toledo, alojado em um sobrado de 1722 em Tiradentes. É também em um casarão com três séculos de história que funciona o Tragaluz, cuja goiabada cascão prensada na castanha de caju, servida sobre queijo cremoso e com sorvete de goiaba dá o que falar. E o que dizer do Mané sem Jaleco, a senha para comer um clássico do tradicional restaurante Estalagem do Sabor?
Porém, uma cidade que abriga um dos mais respeitados festivais culinários do país não se limita ao arroz com tutu. Angatu e Pacco & Bacco são representantes da cozinha contemporânea. Apreciadores de pasta italiana têm no Gourmeco uma alternativa. A lonjura do mar não é impedimento para que se encontre um especialista em bacalhau em Tiradentes, o Atrás da Matriz.
Botecar, uma arte mineira, nos petiscos do Biroska
Se a intenção for botecar, drinks e 100 tipos de tintos e brancos estão à espera no Entrepôt du Vin, animado ponto da cidade. Simplicidade é a receita do Biroska Santo Reis, com cerveja gelada, ótimos petiscos e uma mercearia para comprar queijo e cachaça. Peça os bolinhos de aipim recheados com queijo ou carne moída. Os quitutes também são gostosos no Templário (soa inacreditável, mas é maravilhosa a coxinha com recheio de rabada). Uma pedida tradicional nos botequins de Tiradentes são os pastéis de angu, de queijo ou carne.
Vegetarianos também participam da arte de beber e beliscar, já que o Cultivo é o primeiro bar e restaurante do gênero em Tiradentes. As bolinhas de queijo Catauá e os croquetes de milho com ora pro nóbis caem muito bem com o caipeta, caipirinha de limão capeta (como cravo ou rosa em outras partes do Brasil), misturado ao xarope de rapadura.
Compras
Ótimas opções de compras se apresentam ao longo das ruas paralelas Direita e Ministro Gabriel Passos. Produtos típicos de Minas Gerais, certamente, estão na lista de compras em Tiradentes: queijos de todas as curas, doces, cachaças, artesanato e tapeçaria, como caminhos de mesa e jogos americanos de qualidade.
Ouro Canastra Q’jaria e o Empório Quejos e Doces (loja no Mini Mix Shopping) são os endereços certos para fãs de queijo, além de venderem ótimos produtos mineiros, entre mel, goiabada cascão (é deliciosa a da marca Zélia, molinha ou de cortar) e doce de leite (aprovamos o Rocca com mistura de café). Caso encontre pela cidade, não deixe de experimentar (e comprar) o queijo da Lúcia – o nome da marca é Sabores do Sítio, mas a proprietária, cujo produto extra curado foi premiado na França, ficou tão famosa que basta dizer que procura o queijo da Lúcia.
Em Minas, queijo também é souvenir
Se for a Bichinho, não deixe de passar na Mazuma Mineira, para conhecer o processo de produção da cachaça e levar para casa garrafas de rótulos envelhecidos em barris de diferentes madeiras. No distrito vizinho, uma voltinha pela rua principal apresenta muito artesanato e móveis de demolição à venda – a pioneira Oficina de Agosto ficou tão conhecida que já conta com lojas em São Paulo, Rio, Natal e ainda tem representantes na Bélgica e nos EUA.
Na chegada a Tiradentes, também se passa por vários pontos comerciais com lindas cômodas, cadeiras e mesinhas. Uma delas é a Joelma Marques Móveis e Decorações (confira que lindeza são os relicários), que tem peças prontas e aceita encomenda de personalizadas. Em várias lojas da cidade, como a Empório Heliodora, há a pomba do Resplendor Divino Espírito Santo de vários tamanhos e cores.
Tiradentes, no entanto, surpreende também pela variedade de artigos descolados, produzidos por gente que se mudou para lá e montou ateliê ali nos últimos anos. Na loja Daniela Karam – Alfaitaria para Casa, por exemplo, encontram-se lindas almofadas, cadeiras, necessaires e cadernos de capa dura. A artista cria as estampas inspiradas em viagens no Brasil ou ao exterior e depois lança coleções com elas.
Peças de cerâmica estão entre os produtos locais interessantes
Para quem busca objetos com design diferente, vale checar a Casagrande Cerâmica Artesanal (com belos pratos e travessas em cores sólidas) e a Marcas Mineiras (lugar aconchegante, tem de vasos de cristal a roupa de cama e banho bordada, passando por utensílios para cozinha). Tome um café nos fundos da propriedade (o espresso mineiro vem com doce de leite lambuzado na xícara), acompanhado de bolo de laranja com ganache de chocolate (uma bela forma de terminar um dia de passeio com compra).
Eventos
O calendário de eventos em Tiradentes é agitado o ano todo. A cada mudança de temporada um estilo musical é tema do Quatro Estações Festival: MPB, Blues, Jazz ou Bossa Nova. Em janeiro, a Mostra de Cinema de Tiradentes tem exibições e oficinas gratuitas. O maior evento local, no entanto, se chama Bike Fest, um encontro de devotos de Harley-Davidson com cerca de 30.000 pessoas, realizado no fim de junho, quando a calmaria da cidade dá lugar ao ronco dos motores.
Na Semana Santa e no Corpus Christi, feriados religiosos, a cidade mantém a tradição dos tapetes de serragem de Minas, traçando o caminho da procissão. O Encontro de Congados no fim de julho reúne grupos de várias cidades da região.
Festival gastronômico de Tiradentes – Foto: Divulgação
Também em junho, é realizado o Tiradentes Vinho & Jazz Festival, mesmo tipo de música do Duo Jazz, realizado em novembro em 2021. No mesmo ano, Tiradentes voltou a realizar seu Festival de Gastronomia Tiradentes, um dos mais renomados do país. O evento organizado em setembro promoveu jantares, aulas e apresentações culturais.
A cidade também celebra eventos voltados a outros públicos. O Festival Artes Vertentes mexe com fotografia, literatura, artes plásticas, cerâmica, entre outras manifestações. Quem quer saber das tendências deve ir à Semana Criativa de Tiradentes, em outubro. Para as festas de dezembro, a cidade se enfeita de luzes de Natal e tem programação de Réveillon no Largo das Forras.
Esticada
Tiradentes pode ser combinada com um roteiro pelas Cidades Históricas de Minas Gerais. A dupla Ouro Preto e Mariana fica em torno de 160 km. Outra opção é dividir a hospedagem entre São João del Rei e Tiradentes. O trajeto entre as duas cidades pode ser feito de carro ou de maria-fumaça – verifique se há saídas do passeio de trem de Tiradentes no período em que estiver na região e fique atento a horário e direção.
Maria-fumaça de Tiradentes a São João del Rei
Também pode ser interessante fazer uma dobradinha com Belo Horizonte, incluindo ainda outros destinos próximos à capital mineira; entre eles, Inhotim (a cerca de 40 km) e o Parque Nacional Serra do Cipó (quase 100 km).
Programar uma viagem internacional com criança não é um negócio do outro mundo. É, no máximo, de outro continente. Apreensão é normal, coisa de mãe (e de pai). Mas um bom planejamento de viagem ajuda a aproveitar melhor o roteiro, especialmente com bebês e filhos pequenos. Confira nossas dicas abaixo:
1 | Escolha do destino no exterior
Quando o assunto é viagem internacional com criança, a Flórida vem sempre à cabeça. Seus parques têm atrações para todas as idades. Mas vale a pena pensar também em outras possibilidades — acesse nossa página de guia de viagem com dicas grátis e completas. Para saber o destino de viagem certo para sua família, é preciso estar atento ao momento de vida. Se a disposição for só para relaxar, um resort para crianças é uma boa ideia. O Caribe é cheio deles. Cruzeiros também têm estrutura completa e muito entretenimento.
E nada impede que as crianças experimentem roteiros mais urbanos, como Berlim (Alemanha), Toronto (Canadá) ou Montevidéu (Uruguai). Durante a nossa viagem em família para a Alemanha, visitamos 5 cidades com nosso filho, Joaquim, na época com 5 anos. Nos deslocamos de trem, um atrativo a mais para os pequenos. Ao reservar um hotel em cidades, veja se tem piscina ou área para crianças. Brincadeiras ou um mergulho no fim do dia são bem-vindos.
Viagem internacional em família: Joaquim amou Berlim
2 | Compra da passagem aérea e seguro-viagem
Dê preferência a voos diretos ou com apenas uma conexão. Se tiver de trocar de avião, busque o menor intervalo de espera possível. Em voos longos, viajar à noite reduz a bagunça no relógio biológico causada pela diferença de fuso. Na classe econômica, crianças de 2 a 11 anos pagam um percentual de passagens aéreas. Por bebês de até 2 anos no colo, as companhias costumam cobrar um pequeno valor. Não se esqueça de comprar um plano de seguro-viagem, para ficar mais tranquilo.
3 | Documentação exigida para crianças
A criança deve ter passaporte válido. E também vacina e visto, quando exigidos pelo país de destino. Caso as férias sejam para a América do Sul, basta documento de identidade recente ou certidão de nascimento.
Se for viajar só com um dos responsáveis, também é exigido o formulário de autorização de viagem internacional para menor, assinado pelo que não viaja (com firma reconhecida). Se nenhum dos responsáveis for embarcar, a declaração tem de ser preenchida pelos dois.
Se for só com um responsável, o outro tem de autorizar
4 | Roupas na mala para férias com filhos
Vista seus filhos com roupas confortáveis – leia mais dicas para viagem com crianças. A mala deve ser versátil, com peças laváveis e que combinem entre si, respeitando o clima do destino. Em qualquer tempo, protetor solar é indispensável; no verão, um boné cai bem. Mesmo no inverno, lembre de roupa de banho e chinelo se a viagem incluir hotel com piscina. Já no verão: calça e casaquinho protegem de ar-condicionado forte.
Curiosidade para descobrir o exterior
5 | Necessaire com medicamentos por precaução
Leve uma farmacinha básica, com antitérmico, antialérgico e anti-sépticos. Se a criança tomar medicamento contínuo, solicite receita em inglês ao pediatra, para apresentar no país de destino se solicitado.
Necessaires, com farmacinha por precaução
6 | Bagagem de mão com a meninada
Carregue um bichinho de pelúcia ou companheiro de dormir para dar segurança à criança longe de casa. Úteis quando se está com os braços doloridos de tanto dar colo, carrinhos podem ser levados até a porta da aeronave.
7 | Viagem de avião com crianças
Abra mão da janelinha, aliada na hora de distrair os pequenos. Em pousos e decolagens, para evitar a dor causada pela pressão nos ouvidos, as crianças podem mamar, chupar chupeta ou engolir ar como mastigando vento. Além de menu infantil, algumas companhias oferecem kits de entretenimento para a garotada. De qualquer modo, arrume uma mochilinha com livro, caderno de desenho, lápis de cor e um brinquedinho (sem barulho ou pecinhas).
Kit de desenho, essencial para viajar com crianças
8 | Roteiro no exterior com a garotada
Programe-se com antecedência, nunca a cada dia da viagem. Em casa, converse sobre o destino: fotos ajudam a entrar no clima. Respeite a rotina dos bem pequenos, principalmente menores de 5 anos. Considere comprar passes que furam filas em atrações concorridas para poupar a meninada. Alterne passeios mais adultos com lúdicos, como parques e zoológicos.
Roteiro de viagem com atrações lúdicas
9 | Identificação e segurança das crianças
Em alta temporada, os lugares ficam cheios. Use pulseiras de identificação nas crianças ou etiquetas presas à roupa, com seu nome e número de celular, para o caso de se perderem.
Não é preciso amar o idioma e a gramática para gostar dessa atração cultural de São Paulo. Barato, o ingresso do Museu da Língua Portuguesa tem um preço que vale a visita. Porque não é um lugar para conhecer regras e exceções, não. Interativo e audiovisual, o museu apresenta o idioma como um elemento vivo e em permanente transformação. Nath e eu costumamos sugerir o museu quando alguém nos pergunta o que fazer em São Paulo, assim como indicamos ficar nos hotéis da Avenida Paulista, ainda mais se for a primeira vez da pessoa na cidade.
Quem compra o ingresso do Museu da Língua Portuguesa pela internet tem a chance de adquirir a entrada para o Museu do FuteboL (SP) pela metade do preço. Outra pedida é fazer a visita à instituição combinada com a Pinacoteca, sua vizinha de frente e dona de um belo acervo de quadros e esculturas. A Easy Travel Shop oferece um tour com Museu da Língua Portuguesa e Pinacoteca.
Aliás, a região está no entorno da cracolândia, razão pela qual muita gente desiste de ir ao museu, o que é uma pena. Veja no serviço deste post (abaixo em Vale Saber) a maneira prática e mais segura de chegar e sair de lá.
A linda fachada do Museu da Língua (SP), na Estação da Luz
Como é o Museu da Língua Portuguesa
Aberto pela primeira vez em 2006, o museu foi instalado no edifício da Estação da Luz. Nos primeiros 10 anos, ele recebeu quase 4 milhões de visitantes. Nath e eu estivemos lá nesse período e nos encantamos pela maneira lúdica utilizada para mostrar a construção da língua portuguesa a partir dos povos formadores do Brasil: indígenas, colonizadores e imigrantes.
No fim de 2015, um incêndio interrompeu um ciclo que acumulava 30 mostras temporárias, retomadas depois de cinco anos de reconstrução. Voltei ao Museu da Língua Portuguesa em janeiro de 2023, para testemunhar que ele está ainda mais tecnológico, como convém aos dias atuais. E tive a chance de participar de uma visita mediada, disponível aos sábados (dia de entrada gratuita) e domingos.
Acervo do museu é fotogênico
O que fazer na instituição, na Estação da Luz
Se eu descrever o que fazer no Museu da Língua Portuguesa, estaria roubando de você a chance de descobrir o hipnótico acervo. Recomendo que você não faça uma visita apressada. Porque cada parede, cada mesa, todos os cantos reservam alguma surpresa para o público.
É um museu para ver, ouvir, sentir. E até tatear as sílabas, formar palavras e descobrir seus significados, como se faz no Beco das Palavras.
Painéis lembram o estilo do Museu do Futebol
A parceria com o Museu do FuteboL (SP) não é à toa. Além de ser equipamento cultural do estado de São Paulo, a concepção expositiva foi feita pelo mesmo grupo que trabalhou no museu do Estádio do Pacaembu. Tótens e mesmo alguns recursos audiovisuais são semelhantes. Qualidade que me faz recomendar fortemente a visita a ambos.
Reserve um tempo também para fazer fotos e vídeos. Explore ângulos das salas, palavras e frases, inteiras ou pela metade. Como eu disse, não há regras no Museu da Língua Portuguesa que norteiam a visitação. Sinta-se livre para explorar os detalhes, as sutilezas e até as críticas contundentes presentes no acervo.
O 1º andar é destinado às exposições temporárias, que com muita criatividade exploram temas específicos ou autores consagrados da língua portuguesa.
Espaço de exposição temporária no Museu da Língua Portuguesa
De 14 de julho a março de 2024, a mostra Essa Nossa Canção aborda a relação da língua portuguesa com todos os estilos musicais presentes no Brasil. A instalação Palavras Cantadas é uma das mais interessantes, porque combina trechos de 54 canções, cantadas à capela, criando uma única poesia.
Por fim, suba ao terraço para ver o clássico relógio da Estação da Luz. Na São Paulo de poucos prédios do início do século 20, era possível conferir as horas nele a partir de outros pontos da cidade.
Ingresso do Museu da Língua Portuguesa
O preço da entrada é R$ 20. Crianças de até 7 anos não pagam. Pagam meia (R$ 10) estudantes (com carteirinha, comprovante de matrícula ou boleto da escola), aposentados (com cartão do INSS ou holerite comprovando o benefício) e maiores de 60 anos. No sábado, o ingresso do Museu da Língua Portuguesa é grátis para todos; durante o mês de maio, também aos domingos.
Na compra online do ingresso do Museu da Língua Portuguesa, o sistema oferece a entrada do Museu do Futebol pela metade do preço. Isso só acontece quando o processe é feito nessa ordem, ou seja, o bilhete adquirido antes deve ser o da instituição na Estação da Luz. A visita a ambos tem de realizada em até 30 dias.
VALE SABER
Endereço: Praça da Luz, s/n°
Transporte: o metrô é o jeito mais prático e fácil de chegar, já que a stação da Luz faz parte das linhas 1 (azul) e 4 (amarela); o trem das linhas 7 (rubi) e 11 (coral) param na estação; para quem for de carro, o museu tem convênio com o estacionamento da Avenida Tiradentes, 248; carros de aplicativo também são uma alternativa
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 9h às 16h30 (permanência até 18h); segundas (fechado)
Joaquim tinha 2 anos quando eu trouxe um calendário do advento para ele da Alemanha, em 2011. Desde então, sempre que dezembro se aproxima, ele lembra disso. Não conseguimos todo ano um com as janelinhas com chocolate, mas, quando encontramos, ele pede novamente para comprar. Hoje nosso filho já tem 14 anos, mas guarda a emoção das surpresas dia a dia à espera do Natal. A tradição originalmente não é com chocolate, e sim com bolsinhos de pano, nos quais são postos brinquedinhos ou lembrancinhas para as crianças.
Talvez tenha a ver com a memória afetiva, mas Joaquim conheceu o calendário de chocolate, então pede desse. Ele ganhou seu primeiro, com um desenho estilizado da cidade alemã de Frankfurt. Escrevi sobre essa tradição no Natal da Alemanha num dos capítulos da série Uma Viagem Encantada pelo Natal na Europa, uma historinha infantil que contei aqui, nos moldes das que eu inventava para meu filhote toda noite, de uma forma espontânea e bem simples, pois ele tinha apenas 2 anos na época.
Primeiro calendário do advento do Joaquim
A preferência do Joaquim pelo calendário de papel certamente se dá também porque ele adora chocolate e pelo fator surpresa. Quando era pequeno, por mais que fosse curioso, Joaquim se contorcia de ansiedade até 1 de dezembro, mas esperava para abrir dia a dia as janelinhas porque adorava a sensação de ser surpreendido. Entendo bem isso porque eu era exatamente assim quando criança. Agora, já adolescente, pediu o calendário em 2022 mais pela lembrança mesmo porque abriu tudo fora do dia certo para comer os chocolates. Pode ter crescido, mas será sempre um danadinho, como brincamos aqui em casa.
Por isso, quando viajo para a Europa ou para o Canadá perto do fim do ano, procuro um calendário do advento feito de chocolate para trazer para ele. Em 2016, cheguei a ver no aeroporto de Vancouver, no Canadá, no desembarque. Achei que teria tempo de comprar depois, mas a viagem acabou e eu voltei para casa sem as janelinhas com surpresas.
Calendário de chocolate no aeroporto de Vancouver
Em Montréal, em novembro deste ano, tive tempo de rodar pela cidade e encontrei em várias lojas o calendário do advento feito de chocolate. Da Lindt, tinha em farmácias e na Hudson’s Bay, por cerca de 10 ou 12 dólares canadenses. No Dollarama, loja com um tanto de bugigangas e balas, encontrei com um monte de desenhos na capa, por menos de 3 dólares canadenses. Trouxe esses de lá, com um Papai Noel fofo de carro com uma bicharada em clima de Natal. Quando viu que teria calendário neste ano, ele pulava eufórico! É tão bonito ver a felicidade dele com esse simples ritual.
Janelinhas com chocolate ou bolsinhos com outras ideias
O calendário produzido por fabricantes chocolate tem números de 1 a 24 sobre um desenho no papel. A cada número, há uma janelinha para destacar. Lá dentro, o chocolate tem um formato diferente por dia: árvore de Natal, guirlanda, estrela…
Guirlanda de chocolate
No Brasil, muita gente que faz artesanato vende o calendário do advento feito de tecido ou feltro, com os bolsinhos numerado de 1 a 24. Esse formato é bem comum na Europa e na América do Norte também. Os pais botam lembrancinhas dentro de cada bolso (não necessariamente chocolate), para a criança abrir dia a dia à espera do Natal.
Calendários no supermercado em Viena
As indústrias de chocolate provavelmente viram aí um nicho que faz do calendário do advento algo prático para os pais e gostoso para os filhos. Em várias cidades da Alemanha e em Viena, na Áustria, eu vi os calendários de várias marcas de chocolate à venda qualquer supermercado. No Canadá, eu nunca tinha visto até o ano passado, quando desembarquei em Vancouver. Ele até devia existir em outras cidades canadenses (eu não tive tempo de caçar mesmo), por isso eu só posso dizer que dei de cara com um naquela ocasião.
Na Suíça, os números nas janelas do prédio
Na Europa, também vi numa ida à Suíça (na cidade de Luzern) e à Itália (em Cortina d’Ampezzo), prédios enfeitados com os números dos dias do calendário do advento. Essa viagem foi feita bem no iniciozinho de dezembro, na terceira vez em que ganhei o prêmio da Comissão Europeia de Turismo no Brasil, com aquela série em forma de historinha sobre tradições e mercados de Natal na Europa.
A origem do calendário do advento
A ideia de fazer uma contagem até 24 de dezembro tem sua origem na Alemanha, na época do luteranismo — em 2017, o país celebra 500 anos da Reforma Protestante, que tem o monge alemão Martinho Lutero como um de seus principais nomes. Os luteranos costumavam marcar a giz os dias até o Natal. O calendário do advento de formato comercial e impresso teria sido inventado pelo alemão Gerhard Lang em 1908, em Munique.
Entretanto, um livro infantil de 1851, da escritora Elise Averdieck, já menciona o ritual de, a cada dia até o Natal, ler histórias, cantar canções natalinas e depois pendurar uma gravura num cartaz na parede. A essência do calendário do advento, poderia estar ali, segundo informa Deutsches Weihnachtsmuseum (Museu de Natal) em Rothenburg ob der Tauber, cidadezinha da Rota Romântica da Alemanha.
Seja como for, o calendário do advento começou na Alemanha e se espalhou pelo mundo a partir dos meados do século 20. Na cidade de Stuttgart, fica a empresa Richard Sellmer Verlag, primeira a imprimir um calendário do advento em papel depois da Segunda Guerra, em 1946, por iniciativa do fundador da companhia, Richard Sellmer.
Antes de fazer a pesquisa para escrever esse texto eu achava que os calendário de pano haviam surgido antes dos exemplares de papel, mas, ao que parece, os que têm bolsinhos surgiram depois da guerra porque o papel era muito caro. De acordo com a empresa Richard Sellmer Verlag, calendários com chocolatinhos dentro já eram vistos em 1958.
Seja em que formato for, o importante é o propósito em si. Batizada na igreja católica romana, como muitos brasileiros, e sem ter alemães na família, eu nunca tinha ouvido falar nessa tradição, originalmente luterana. Conheci o calendário do advento em 2011, quando estive na Alemanha na época antes do Natal, durante um cruzeiro pelo Rio Danúbio — que ganhei como prêmio da Comissão Europeia de Turismo por escrever Costa Amalfitana, na Itália: de ônibus por Positano, Sorrento e Amalfi, escolhida Melhor Reportagem na Internet daquele ano sobre a Europa.
Alegria da surpresa dia a dia até o Natal
Atualmente ela está se espalhando. Fiquei feliz de encontrar agora aos montes em Montréal. E também que a tradição esteja se espalhando no Brasil. Assim, outras crianças poderão sentir essa alegria a conta-gotas até o Natal.
Ritual ou consumismo?
Como tudo o que vira produto em época de Natal, o calendário também recebe críticas por ser mais um objeto de consumo ligado à festa cristã. Também me incomoda o consumismo desenfreado que toma dezembro todo ano. Mas acho que vai de cada um exercitar o que vale e o que não vale como experiência. Para nós, Joaquim abrir as janelinhas dia a dia se tornou um ritual em família, um momento em que estamos meu filho e eu, cultivando nossa conexão como em tantos outras situações da nossa rotina. Mas, nesse caso, com algo ligado ao meu mundo (viajar, descobrir histórias e escrever sobre elas) que eu pude apresentar a ele.
Preocupados com o significado do advento, pais vêm inventando novas modalidades de calendário. Algumas com uma boa ação a cada dia de dezembro. Respeito a ideia. Tudo é válido, para trazer bem-estar. E cada um sabe o que traz felicidade para si. Aqui em casa preferimos acreditar que o bem deve ser feito dia a dia durante o ano inteiro. É o que buscamos cultivar em nós mesmos e ensinar para nosso filho, para que o sentido do Natal vá além desse aspecto comercial, mas sem perder a magia do lúdico.
Em 1981, a Praia do Forte era um povoado de 500 moradores, época em que os biólogos do Tamar botaram os pés pela primeira vez naquela vila que nem energia elétrica conhecia. Desse encontro nasceu um dos pilares do projeto: a integração da comunidade local, conhecedora daquele mar, no processo de preservação de espécies de tartarugas marinhas ameaçadas de extinção.
Nathalia conheceu a unidade da Praia do Forte no início dos anos 2000, no tempo da luz de lâmpada e da vila rústica. Voltou comigo e com nosso filho, Joaquim, outras duas vezes — já com a Alameda do Sol com aquele jeitinho de Búzios baiana —, e ficou espantada de ver como, em menos de uma década, a expansão imobiliária local “cercou” a faixa de areia onde está o Tamar.
Da primeira vez que visitamos o Tamar, Joaquim era bem bebê, sofreu com o calor (nas fotos ele aparece quase o tempo todo com uma toalha de praia sobre a cabeça). Portanto, aí vai a dica para quem estiver com criança: se puder, visite o Tamar logo que abre, às 8h30, ou no fim da tarde, depois das 16 horas. Naquela oportunidade estávamos hospedados no Iberostar Praia do Forte, pegamos um transfer até a vila. Houve atraso na saída da van e o passeio só foi começar lá pelas 11 horas, com o sol pegando, sem uma nuvem no céu para dar refresco.
Praia do Forte é ótimo destino para crianças
Na segunda oportunidade, estávamos hospedados na Pousada Casa da Praia, que fica a poucos metros do Tamar, o que nos permitiu ir para lá em um horário mais agradável. Veja hotéis e pousadas na Praia do Forte neste link ou no mapa abaixo.
[booking_product_helper shortname=”mapa praia do forte”]
Como é o Tamar Praia do Forte
O centro de visitantes que fica no Farol Garcia D’Ávila funciona desde 1982 e é a principal sede nacional do projeto. Em seus tanques e aquários vivem quatro das cinco espécies de tartarugas da costa brasileira (verde, cabeçuda, de pente e oliva). A unidade ainda abriga peixes, tubarões e arraias.
Na sede do projeto, tanques de tartarugas diante da praia na Bahia
Batemos ponto por lá nas duas vezes em que estivemos na Praia do Forte. Entre uma visita e outra percebemos que não foi só Joaquim que cresceu. O Tamar também expandiu suas instalações, se renovou. A transformação permanente é possível porque parte do dinheiro que alimenta o projeto vem do binômio visita + lojinha no fim do passeio. Não é um passeio de longa duração, ainda assim, ao comprar ingresso, você ganha um carimbo no braço que dá direito a entrar e sair do Tamar várias vezes no mesmo dia.
Carimbo para entrar e sair
O que ver no projeto no norte da Bahia
Conselho número dois: não dispense percorrer os tanques na companhia do monitor (veja em Vale Saber sobre horários da visita orientada). Vale a pena porque você aprende sobre hábitos, cuidados e todo o trabalho de preservação das espécies de tartarugas que, anualmente, buscam a costa brasileira para desovar.
Entre setembro e março, pico da desova, os visitantes podem acompanhar os biólogos manusearem os ninhos, especialmente os que se encontram em áreas de risco. Das praias, os ovos são levados para cercados sob a proteção do Tamar. Nem todos os filhotes conseguem romper a casca do ovo e seguir para o mar — o processo de nascimento (eclosão) se dá entre novembro e maio, sempre à noite. Recolhidos na manhã seguinte pelos biólogos, esses animais são verificados e liberados novamente na natureza ao entardecer (detalhes sobre a liberação das tartarugas no serviço do fim do texto).
Abertura dos ninhos de tartarugas-marinhas
Em nossa segunda passagem pela unidade da Praia da Forte, Joaquim, com quase 4 anos, acompanhou uma soltura. Não sem antes fazer carinho em um filhotinho de tartaruga que o monitor colocou na palma da mão de Nathalia. É o grande acontecimento para as crianças. Dos adultos, ouve-se uma infinidade de “oh, que fofo…ai, que lindinhas…”.
Filhote recém-nascido, antes de ser levado ao mar
Para se ter ideia de como aqueles pequenos e frágeis seres ficam quando adultos, há uma parede onde estão expostos apenas os cascos. Dá para tocar e sentir o quão dura, áspera, enorme e forte se tornam aquelas carapaças.
Brincando de comparar o tamanho
Em outro ponto da visitação, painéis verticais em formato de tartaruga mostram qual altura cada espécie pode atingir. Pais e filhos posam para as fotos e comparam seus tamanhos com os dos animais. Do lado dessa régua há representações de ovos com a casca rompida e um espaço aberto neles para as crianças se sentirem como tartaruguinhas vindo ao mundo. Joaquim, claro, não pensou duas vezes antes de brincar.
Tartarugas e tubarões em harmonia
Ver os animais de uma outra perspectiva é o que se faz no tanque onde estão os tubarões. Você desce uma rampa que leva a um tipo de gruta envidraçada. Através dessa parede dá para ver a movimentação dos peixes, adultos e filhotes. Detalhe: quando o tanque dos tubarões foi reformado, eles compartilharam o mesmo espaço das tartarugas. Como as duas espécies eram bem alimentadas, os tubarões não atacavam os répteis — fora esse caso, os tubarões normalmente habitam o próprio tanque. Eles são mansos e, acreditem, topam até um carinho dos visitantes.
Tubarões na sede do Projeto Tamar
Essa interação respeitosa, essa convivência mútua lembra um pouco a história do próprio Tamar. Após 35 anos, o projeto é um sucesso porque conseguiu envolver as comunidades das 25 localidades onde está presente. O corpo de biólogos e monitores conta com o apoio dos moradores locais.
Nas lojas, os produtos vendidos são confeccionados na região. Há camisetas muito legais com estampas de tartarugas, por exemplo — eu já tive algumas, a malha é de ótima qualidade, bem bonitas. Tem ainda canecas, bolsas, agenda. Quim comprou uma tartaruguinha de pano, azul, que vinha guardada dentro de um ovo de tecido branco. Bom, essa capinha ficou para trás depois da ‘eclosão’. Já a tartaruguinha ainda está na nossa casa, na companhia do Scooby Doo, do Zakumi (mascote da Copa de 2010) e do Mickey, todos oriundos de viagens.
Lojinha com produtos licenciados
Conscientização e educação ambiental. Geração de emprego e renda. Visitar o Tamar é programa indispensável para quem está na Praia do Forte. Com criança, então… Fomos, voltamos e voltaremos tantas vezes conseguirmos.
VALE SABER
Endereço: Avenida Farol Garcia D’Ávila, s/nº
Transporte: A Praia do Forte fica no município de Mata de São João, a cerca de 70 quilômetros ao norte de Salvador. A ligação é feita pela BA-092, ou Estrada do Coco.
Funcionamento: Diariamente, das 8h30 às 17h30 (no verão, até 18 horas)
Preço: R$ 26 — grátis para crianças de até 5 anos, militares e funcionários da Petrobras, do ICMBio e do Ibama; pagam meia crianças e adolescentes de 6 a 17 anos, idosos acima de 60 anos, estudantes e professores (mediante comprovação)
Há pacotes promocionais: para família (2 adultos e 2 crianças), custa R$ 70
Dicas: A programação do Tamar conta com várias atividades, entre elas a alimentação dos animais:
11h30 — filhotes de tubarão (diariamente)
16 horas — tartaruga (terça, quinta e sábado)
16h30 — tubarões (diariamente)
Cine Tamar: Vídeos de curta duração sobre diferentes aspectos da vida das tartarugas e do trabalho de preservação feito pelo Tamar são apresentados, diariamente, das 8h30 às 17h30 (no verão, até 18 horas)
Visita guiada: 40 minutos de duração, com saídas às 9 horas, 11 horas, 14 horas, 15h30 (no verão, também às 17h30)
Biólogo por 1 dia: terça, quinta e sábado, às 14 horas. Custa R$ 140
Encontro com Biólogo: quarta e sexta, às 10 horas. A atividade, para crianças de 6 a 12 anos, sai por R$ 60
Tartatuga by Night: sábado às 18h30. Custa R$ 80
Abertura de ninhos: O período de reprodução e desova ocorre entre setembro e março. Os filhotes nascem geralmente à noite e são conduzidos naturalmente para o mar. Os animais que não conseguem romper os ninhos são recolhidos e avaliados pelos biólogos, sendo soltos na praia ao entardecer do dia seguinte, às 17 horas. Como o processo envolve a natureza, não é possível prever quando haverá a soltura das tartaruguinhas. Portanto, o melhor é ligar para (71) 3676-0321 e se informar sobre a data de abertura de ninho mais próxima.
Alimentação: Como o ingresso permite entrar e sair do centro de visitantes várias vezes no mesmo dia, há sempre a opção de comer em algum restaurante da Alameda do Sol, por exemplo. Nas duas vezes em que estivemos lá notamos a presença do Bar do Souza. Nós até experimentamos o famoso bolinho de peixe dele, mas foi no restaurante maior, que fica na ponta oposta ao Tamar. Atualmente, o centro de visitantes conta com o Restaurante do Tamar. O cardápio é composto por frutos do mar e peixes. Quando há shows nas noites de sábado, ele funciona mesmo depois do fechamento do centro de visitantes. E o mais legal é que toda a renda obtida pelo restaurante é revertida para a preservação das tartarugas marinhas.
Mickey vestido de marinheiro já causa alvoroço. Dá para imaginar um navio com shows e dias temáticos para Frozen, Star Wars e os heróis da Marvel? Personagens como as princesas Elsa e Anna estão a bordo de alguns cruzeiros da Disney.
STAR WARS DAY AT SEA NO NAVIO DISNEY FANTASY – Fotos: Matt Stroshane/Disney Cruise Line/Divulgação
A aventura no gelo que virou mania entre a garotada já está em cartaz no navio Disney Wonder, no show Frozen, A Musical Espectacular. Em novembro, está prevista a estreia do espetáculo A Bela e A Fera no Disney Dream. Para contar a história no palco da embarcação esbanjando criatividade, foram contratados artistas da Broadway, centro do entretenimento em Nova York.
MUSICAL FROZEN NO CRUZEIRO DISNEY
TEATRO DO NAVIO DISNEY WONDER
O navio Disney Magic faz 8 viagens especiais, partindo de Miami entre janeiro e abril: 7 e 21 de janeiro; 4 e 18 de fevereiro; 18 de março; 1º, 15 e 29 de abril. No Marvel Day at Sea, os passageiros podem interagir com os heróis dos quadrinhos nessa embarcação, assistir a recentes sucessos do cinema e participar de quiz sobre os heróis, entre outras atividades. Os roteiros de 5 noites incluem uma parada na ilha particular da Disney no Caribe e outra em Cozumel (no México) ou Grand Cayman (nas Ilhas Cayman).
HERÓIS DA MARVEL NO DISNEY MAGIC – Foto Chloe Rice/Disney Cruise Line/Divulgação
Para o Fantasy, a Disney Cruise Line prevê novas áreas temáticas da Marvel e de Star Wars. Nesse navio, os dias temáticos são de Star Wars e estão presentes em 15 roteiros, com saída de Port Canaveral, de janeiro a abril. O itinerário do oeste do Caribe é percorrido em 8 cruzeiros (7 e 21 de janeiro; 4 e 18 de fevereiro; 4 e 18 de março; 1º e 15 de abril). O lado leste é navegado pelo Disney Fantasy nas restantes 7 viagens com Star Wars Day at Sea (14 e 28 de janeiro; 11 e 25 de fevereiro; 11 e 25 de março; 8 de abril). A brincadeira inclui de filmes a festas, passando por treinamento Jedi e muitos produtos com o tema à venda no navio.