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  • Estátua da Liberdade: ingresso e história da atração em Nova York

    Estátua da Liberdade: ingresso e história da atração em Nova York

    Há 3 possibilidades para quem compra ingresso da Estátua da Liberdade: ver o ponto turístico de Nova York pelo lado de fora na ilha onde ele fica; entrar no monumento e ir até o pedestal; ou subir à coroa. Mas, atenção, as entradas para a Estátua da Liberdade podem esgotar meses antes.

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    Visita à coroa da Estátua da Liberdade
    Visita à coroa da Estátua da Liberdade – Foto: NPS

    Afinal, estamos falando de um símbolo de Nova York. A história da Estátua da Liberdade está conectada com os ideais que atraíram milhões de imigrantes para os Estados Unidos. Além disso, o passeio mostra um panorama lindo do sul de Manhattan. Estive lá pela primeira vez em 1992 quando morava na cidade. Era um tempo, portanto, em que ainda existiam as Torres Gêmeas. Naquele início dos anos 1990, levei quem me visitava da família para ver de perto a Estátua da Liberdade (e também o visual do terraço do World Trade Center).

    Ainda hoje, as embarcações para a Liberty Island, onde fica a atração turística, também levam à Ellis Island, endereço do Museu da Imigração de Nova York. Por isso, além de prático, esse pode ser um interessante programa – veja diferentes opções de tours e ingressos para Estátua da Liberdade e Ellis Island. Entre 1884 e 1924, quase 14 milhões de pessoas chegaram a Nova York. O estátua foi inaugurada em 28 de outubro de 1886.

    Passeio de barco com entrada da atração

    Você pode comprar o ingresso da Estátua da Liberdade e visitar o monumento por conta própria. As entradas para a Estátua da Liberdade pela GetYourGuide, incluem a balsa de ida e de volta, acesso à ilha da Estátua da Liberdade e à Ellis Island, audioguias nas 2 ilhas e entradas dos museus de Imigração de Nova York e da Estátua da Liberdade. A GetYourGuide é uma empresa internacional, com experiência na venda de tours, entradas para atrações e atividades turísticas em destinos pelo mundo. Nós já usávamos a empresa e, por isso, decidimos nos tornar parceiros dela aqui no Como Viaja. Quem preferir pode fazer um tour à Estátua da Liberdade e à Ellis Island com guia e embarque prioritário.

    Ingresso e barco para o ponto turístico
    Ingresso da Estátua da Liberdade, com barco – Foto: Marley White/NYC

    O City Pass de Nova York, que dá direito a visitar 5 atrações no destino, inclui entre as opções a balsa da Estátua da Liberdade e da Ellis Island. Quem compra o passe, a US$ 138, economiza e tem entradas para o Empire State Building e o Museu Americano de História Natural, além de 3 entre 6 alternativas: o já citado barco para as ilhas do sul de Manhattan; o deck de observação Top of the Rock; o Memorial e Museu do 11 de Setembro; cruzeiros turísticos da Circle Line; o Museu Guggenheim; e o Museu Intrepid Sea, Air and Space.

    Mas existem ainda outras experiências de viagem relacionadas ao cartão postal de Nova York. Por exemplo, um passeio de barco perto do ponto turístico (sem parar para desembarque na ilha onde ela se localiza). Na temporada de fim de ano, tem até uma versão com Papai Noel a bordo para fotos.

    Onde pegar o barco para o ponto turístico de Nova York

    Para chegar à ilha da Estátua da Liberdade, os barcos da Statue Cruises partem do Battery Park, parque de Manhattan. Mas também há opção de sair de New Jersey, do Liberty State Park. A navegação leva uns 15 minutos até o ponto turístico.

    Antes da pandemia, segundo o National Park Service, órgão federal que cuida dos parques americanos e que administra as 2 ilhas, a espera para embarcar no ferry podia levar até 1h30 na época de maior visitação, entre abril e setembro.

    Pedestal da Estátua da Liberdade

    A altura da Estátua da Liberdade é de 93 m. Para chegar ao topo do pedestal, são 215 degraus, em 10 andares. Há um elevador, contudo, serve só para pessoas que não podem subir escadas. Pois eu achei bacana o suficiente navegar até a ilha e curtir a vista de Manhattan a partir do pedestal.

    História da Estátua da Liberdade
    História da Estátua da Liberdade – Foto: Christopher Postlewaite/NYC & Company

    Se for fazer o mesmo, lembre que não pode entrar com alimentos e bebidas (exceto 1 garrafinha plástica de água), notebooks e carrinhos de bebê. Devido ao procedimento de segurança, antes da entrada ao monumento, deixe mochilas e bolsas grandes num guarda-volume (locker). O aluguel por 2 horas exige um depósito de 25 centavos (leve moeda).

    Visita à coroa do ponto turístico

    A passagem até a coroa é estreita e feita numa escada em espiral, com outros 162 degraus. Por isso, eu nunca me aventurei até lá – se alguém foi, manda ver nos comentários por favor, para contar a experiência para outros viajantes.

    Para subir até a coroa da Estátua da Liberdade, você pode carregar apenas celular, câmera fotográfica, algum medicamento necessário e 1 garrafa plástica de água. Por causa do trajeto até a coroa, a visita não é recomendada para pessoas que sofram de problemas cardíacos ou respiratórios, dificuldades de locomoção, claustrofobia, vertigem e medo de altura. Também não pode ser feita por crianças abaixo de 1,07 metro (42 polegadas) de altura.

    História da Estátua da Liberdade

    O pai da ideia foi Édouard de Laboulaye. Abolicionista e defensor da democracia, em 1865, o francês propôs a criação de um monumento para os Estados Unidos. No entanto, outros franceses também marcaram a história da Estátua da Liberdade: o escultor Frédéric Auguste Bartholdi (desenho), o arquiteto Eugène Viollet-le-Duc (estrutura) e o engenheiro Gustave Eiffel (interior). O arquiteto americano foi responsável pelo projeto do pedestal.

    Sua construção começou na França em 1876, quando o braço segurando a tocha ficou pronto. Em 1884, a estátua foi terminada e desmontada porque precisava ser transportada até os Estados Unidos. No mesmo ano, começaram a fazer o pedestal. A inauguração do cartão-postal – Liberty Enlighting the World (A Liberdade Iluminando o Mundo) – ocorreu em 28 de outubro de 1886.

    Balsa até Ellis Island

    Chegaram a Nova York quase 14 milhões de pessoas entre 1884 e 1924. Ellis Island é o primeiro lugar de desembarque dos imigrantes. Portanto, nada mais indicado do que instalar ali o National Museum of Immigration, o Museu da Imigração de Nova York. Em 2022, o National Park Service anunciou um projeto de US$ 22 milhões de renovação da Estátua da Liberdade. Agora é a vez do edifício principal de Ellis Island, com melhorias de cerca de US$ 17,7 milhões.

    Museu da Imigração de Nova York, na Ellis Island
    Museu da Imigração de Nova York – Foto: Marley White/NYC

    Para conhecer as 2 ilhas, embarque de manhã cedo para o passeio. Depois da Estátua da Liberdade, recomendo uma passagem pela Ellis Island, se você se interessa pelo assunto imigração, assim como eu. Pois a exposição é ótima (está muito diferente da 1ª vez em que estive lá, em 1991). Da ilha, você vê uma bonita silhueta de Manhattan e seus prédios, para aquela foto do skyline.

    Seja qual for a forma de visita, o National Park Service recomenda que se compre ingressos antes, pois podem não estar disponíveis na hora. O barco parte do sul de Manhattan. Por isso, vale mesmo comprar online as entradas para a Estátua da Liberdade, para não ir à toa ao Battery Park. Na pré-pandemia, a visita à coroa costumava ter as entradas esgotadas de 4 a 6 meses antes pela internet, para se ter ideia da procura.

    Museu da Estátua da Liberdade com a tocha original

    Inaugurado em 2019, o State of Liberty Museum, um investimento de US$ 100 milhões, conta a história e a importância desse cartão-postal de Nova York. O projeto de cerca de 2.400 m² inclui um teto com a vegetação nativa da ilha. Entre os itens da exposição está a tocha original, parte da história da Estátua da Liberdade. A instituição mostra como ela se tornou um símbolo americano, porém, aborda também a liberdade como conceito.

    Tocha original no museu da ilha
    Tocha original – Crédito: SOL and Ellis Island Foundation/Divulgação

    O museu se propõe a ser bem interativo. Sua arquitetura privilegia a localização, com panoramas da Estátua da Liberdade, de Lower Manhattan e do porto de Nova York.

    De dezembro a março, o movimento é menor. No entanto, essa é a temporada de inverno em Nova York. Por isso, o complexo conta com controle de temperatura, mantendo o clima agradável na visita, segundo o NYC & Company, responsável pela promoção turística do destino americano.

    Mais dicas sobre o monumento

    Horário de funcionamento: A Liberty Island abre todo dia, exceto no Thanksgiving (4ª quinta de novembro) e em 25 de dezembro. O horário varia conforme a época. No verão americano de 2023, o ferry para a Liberty Island parte do Battery Park das 9 às 17 horas. O último barco deixa a ilha do monumento às 18h45. No ferry, volumes grandes como malas, mesmo os modelos de mão, não são permitidos.

    Localização: O Battery Park fica no extremo sul de Manhattan. As estações do metrô de Nova York mais próximas são South Ferry e Bowling Green.

    Preço: Para visitar a Liberty Island e subir até a coroa ou o pedestal por conta própria, o barco mais o ingresso sai por US$ 24,80 – acima de 62 anos, US$ 18,30; crianças de 4 a 12 anos, US$ 12,30; até os 3 anos, grátis. Confira variadas opções de tours e ingressos para Estátua da Liberdade e Ellis Island.

  • Resort na Praia do Forte all inclusive: Iberostar é bom para famílias

    Resort na Praia do Forte all inclusive: Iberostar é bom para famílias

    O Iberostar Praia do Forte foi o primeiro local para onde viajamos em família. Joaquim tinha menos de 2 anos. Sempre achei que não gostaria muito de resort, já que a minha ideia de viagem nunca passou por ficar parada. Curiosa e inquieta, achava que ficaria entediada em passar dias num ‘clube turístico’ e all inclusive. Mas, em família, curtimos bem o período de descanso. Tanto que voltamos 3 anos depois. Sozinha, retornei novamente, uma década mais tarde. Portanto, se você procura por resort na Praia do Forte all inclusive, o Iberostar é bom para famílias, posso garantir.

    Antes de mais nada, o Iberostar Praia do Forte é maior que o vizinho Iberostar Bahia. Quem se hospeda no primeiro pode usufruir igualmente da infraestrutura do segundo. Ambos os resorts ficam a cerca de 60 km do aeroporto da capital baiana. Veja passagens para Salvador e, então, analise se vale a pena alugar um carro ou contratar um transfer de chegada e saída para os hotéis Iberostar. No segundo caso, a Easy Travel Shop parcela em até 10 vezes sem juros e ainda inclui o transporte diário dos hotéis para a vila da Praia do Forte, onde ficam atrações como o Projeto Tamar.

    Iberostar Praia do Forte Bahia
    Joaquim encantado com decoração em forma de cisne – Foto: Nathalia Molina

    Como é o resort all inclusive na Praia do Forte

    O Iberostar Praia do Forte é um resort all inclusive pé na areia. As acomodações se dividem em blocos de 3 andares. Há 8 categorias de quarto, todas com varanda. Nas 3 ocasiões, dormimos na menor suíte do complexo, com 46m² (maior do que muito apartamento recém-lançado em São Paulo, só para ilustrar).

    A infraestrutura é igual em praticamente todas as acomodações. Ou há cama king ou duas de casal; ar refrigerado ou ventilador de teto para amenizar o calor da Bahia; ferro e tábua de passar à disposição de quem não usa roupa amassada. Chuveiro e banheira são separados (Joaquim adorou brincar na ‘piscininha’ particular a cada banho).

    Da primeira vez em que fomos ao resort da Praia do Forte, decidimos não levar berço porque o resort oferecia. Se acaso for precisar também para o seu filho, basta avisar no ato da reserva ou no momento do check-in.

    Iberostar Praia do Forte Bahia
    Alamedas de coqueiros que ligam os dois hotéis

    O que fazer no resort

    Entre a nossa primeira e segunda hospedagens, o parque aquático infantil ganhou um balde gigante, que de tempos em tempos derrama água sobre a criançada. Joaquim adorou a brincadeira, por isso passou a se referir ao Iberostar Praia do Forte como o “hotel do balde”.

    Ibesrostar Praia do Forte Bahia
    O brinquedão e a queda d’água do balde

    Quando o Joaquim era muito pequeno, nós aproveitamos o tempo em família para curtir as outras 5 piscinas do hotel com ele, que usou boia nas mais fundas, sem dúvida. E também fomos à praia.

    Iberostar Praia do Forte Bahia
    Joaquim empolgado com o mar

    Nosso filho ficou animadíssimo quando viu o mar. Ele adora praia, desde bem pequeno. Depois de levar caldo de uma das ondas (coisa boba, nada grave), Joaquim se levantou e foi andando em direção à escadaria que dava acesso ao resort. Disse apenas ‘Tau, Paia’, acenando com a mãozinha.

    Iberostar Praia do Forte
    Depois do caldo, o adeus às ondas

    Já mais crescidinho, nosso filho chegou a participar do Star Camp, o programa de entretenimento do hotel dividido por faixa etária: de 4 a 7 anos (Monkeys), de 8 a 12 anos (Dolphins) e de 13 a 17 anos (Eagles). A programação mescla atividades físicas de lazer, interação com o meio ambiente e jogos de mesa, entre outras brincadeiras. A monitoria pode auxiliar meninos e meninas na hora das refeições (há menu infantil em todos os restaurantes), caso papai e mamãe queiram ‘terceirizar’ essa tarefa.

    Diversão em família na piscina perto do bar molhado

    Pais relaxados e alimentados

    É muito comum ver em hotéis e resorts levas de crianças sob os cuidados de monitores. Há pais que preferem assim (às vezes, achamos que a molecada também). Quando Fernando sugeriu ficarmos no Iberostar Praia do Forte pela primeira vez, a intenção era “não fazer nada, nem pensar no que preparar de comida”. Afinal, é ele quem cozinha aqui em casa. A vontade era de só curtir as férias com o Quim. E, quando a fome batesse, seguiríamos para os restaurantes.

    Iberostar Praia do Forte Bahia
    Uma das estações do Pelô, restaurante principal do Iberostar

    Ao todo, o resort da Praia do Forte tem 6 opções de alimentação. O principal é o Pelô, onde são servidos café, almoço e jantar. Como ocorre em qualquer all inclusive, espere por muita opção comida, então dá para variar de prato a cada dia de hospedagem. Os pescados na grelha costumam ser frescos e bons.

    Quem curte o dia na beira da piscina geralmente recorre ao Maresia. De 11h30 às 16 horas, o fluxo de adultos e crianças em trajes de banho é grande. Joaquim adotou a máquina de água de coco (tomava hectolitros, quando pequeno). E até dividiu com o pai o suquinho congelado de morango. É uma versão frozen sem álcool, é claro — essa parte ficou para a mamãe!

    Nath e a versão com álcool do frozen de morango

    À noite, o resort ganha outras opções de alimentação, todas disponíveis mediante reserva. O Maresia se converte em restaurante mexicano. O Odoiá serve culinária baiana, enquanto o Mai Tai dá um giro pela Ásia com receitas da Tailândia, da China e do Japão. O Novecento prepara pratos italianos e o Bistrô do Lago tem menu de clássicos da França (aceita crianças a partir de 8 anos).

    Iberostar Praia do Forte Bahia
    Jantar asiático no restaurante Mai Tai

    Diversão para todas as fases da família

    Da primeira vez, a proposta da viagem era mesmo aproveitar a infraestrutura do resort. Descansamos, rimos, tiramos centenas de fotos. Conseguimos curtir bem o Iberostar Praia do Forte durante o dia e ainda demos um pulo na vila da Praia do Forte e no Projeto Tamar Praia do Forte.

    O resort tinha um transfer para a vila com hora marcada para buscar os hóspedes depois. Aproveitamos essa facilidade para dar um passeio e mostrar as tartarugas marinhas para o Joaquim.

    Quim tocando o casco de enormes tartarugas no Projeto Tamar

    No fim do dia, ele ficava esgotado, bem enjoado no horário do jantar, pelo cansaço. Não vimos nenhum show do resort à noite naquela viagem. A gente procurava respeitar os horários e o limite dele. E também o nosso.

    Sonequinha depois de brincar muito

    Na segunda viagem, Joaquim já estava com quase 4 anos, então vimos os shows do resort todas as noites. Ele comia a pipoca que a garçonete passava servindo entre as cadeiras da plateia e não queria saber de ir dormir cedo. Cresceu, como costumo dizer quando me deparo com as mudanças de atitude.

  • Uma viagem encantada pelo Natal na Europa

    Uma viagem encantada pelo Natal na Europa

    Conheci mercados e tradições de Natal na Europa e me encantei com o que vi na viagem a cidades da Alemanha, em Budapeste e em Viena. Que época especial para uma visita em família!

    ATUALIZADO EM 30 DE NOVEMBRO DE 2017

    Quando vi neve pela primeira vez, eu tinha 5 anos. Estava em Bariloche com meus pais e nevou tanto que, no trecho entre a Argentina e o Chile, o ônibus da excursão atolou. Na estação de esqui, não consegui convencer meus pais a esquiar. Eles pediram o esqui emprestado a alguém para que eu tirasse uma foto.

    Com 21 anos, eu morava em Nova York e peguei uma nevasca daquelas em que as calçadas ganham muretas com o gelo empurrado pelos tratores durante a limpeza das ruas. A neve era tanta que a escadaria perto do apartamento virou uma rampa. Eu me diverti enterrando a perna até o joelho.

    Mas, de todas as vezes, a que mais me emocionei foi aos 40 anos, em 2011. Fiquei tão encantada que os colegas de viagem não puderam entender tamanho entusiasmo e tiraram a maior onda com a minha cara ao me ouvir dizer “Neve!”. Eu não vi neve, eram apenas flocos no céu de Viena. Não importava. Nunca o gelinho flutuando pelo ar fez tanto sentido e foi tão adequado ao momento. Tive vontade de chorar de emoção. Me lembrei do meu filho, na época com 2 anos. Acho que me senti assim, pequenininha, criança.

    O NATAL QUE DURA MAIS DE 1 MÊS – Fotos: Nathalia Molina @ComoViaja

    QUE SONHO…

    Pensei em como o Joaquim ama Natal, em como ele ficaria feliz de estar ali. Em como eu ficaria feliz de estar ali com ele e com meu marido. Além do encantamento com o Natal, aquela era uma viagem-prêmio — leia mais em Como Viaja ganha prêmio da Comissão Europeia de Turismo. Para mim, diferente de todas as outras que eu havia feito. E eles tinham tudo a ver com aquela realização.

    Era um fim de tarde escuro de novembro, o que só aumentava o brilho do mercado de Viena. Eu vinha de Budapeste, onde no dia anterior tinha visto meu primeiro mercado de Natal. Até então, como jornalista da área de turismo, só conhecia textos e fotos de divulgação sobre esses eventos na Europa. Em Budapeste, as barraquinhas apresentavam brinquedos e presentes originais, no entanto, nada que se comparasse com a ambientação do que eu via naquele momento em Viena. A música, os corações vermelhos pendurados nas árvores naturais, enfeites multicoloridos à venda e, como pano de fundo, o suntuoso prédio da prefeitura iluminado.

    É LINDO VER ESSE PRÉDIO ILUMINADO!

    Eu estava mesmo na Terra de Reis e Rainhas, maneira como expliquei ao meu filhote sobre os lugares que iria visitar naquela viagem (Hungria, Eslováquia, Áustria, República Tcheca e Alemanha). Sei lá como saiu isso, foi intuitivo, uma mistura de Império Austro-Húngaro com a Alemanha dos irmãos Grimm. Juntei tudo num reinado de fantasia, que meu filho entendeu muito bem e que casou perfeitamente com o espírito natalino. Por isso, é para o Joaquim que escrevi O Natal na Terra de Reis e Rainhas, apresentando mercados e tradições na Europa do jeitinho das histórias que eu invento para ele à noite, antes de dormir. Porque, no fim, ainda me sinto assim, pequenininha, criança.

    BRILHA, BRILHA, ESTRELINHA

     

    O Natal na Terra de Reis e Rainhas
    1º capítulo: Os mercados, o candelabro e o calendário
    2º capítulo: O mundo encantado do Natal (mercado de Budapeste, na Hungria)
    3º capítulo: O Natal com neve (mercado de Viena, na Áustria)
    4º capítulo: As salsichas e o carrossel maluco (mercado de Regensburg, na Alemanha)
    5º capítulo: O mercado muito, muito, antigo (mercado de Nuremberg, na Alemanha)
    6º capítulo: O Natal numa casinha de boneca (mercado de Frankfurt, na Alemanha)
    7º capítulo: A cidade das caixinhas de música (mercado de Rüdesheim, na Alemanha)

     

  • Expoflora 2023 (Holambra): ingresso, data, fotos e mais

    Expoflora 2023 (Holambra): ingresso, data, fotos e mais

    Um programinha bacana em família é ir à Expoflora, em Holambra, a cidade das flores no interior de SP. Nós curtimos quando estivemos por lá com nosso filho, Joaquim. A Expoflora 2023 celebra os 75 anos da imigração holandesa para o Brasil e volta com força total depois da pandemia. Por isso, nesta 40ª edição, os organizadores esperam receber 400 mil pessoas – no ano passado, a feira registrou recorde de público: 325 mil visitantes foram à festa das flores em Holambra. Então, você pode pegar um dia lotado.

    A gente recomenda a visita a um campo de flores em Holambra, mas não precisa ser necessariamente na época da Expoflora. Primeiro, porque a concorrência é grande. Depois, porque eles estão abertos o ano inteiro. Os campos de girassóis, aliás, costumam estar floridos antes da festa, entre junho e agosto. A Easy Travel Shop, empresa brasileira que vende tours e ingressos, tem um passeio até o Jardim ao Holandês (2 horas, com colheita de lavanda) e a Experiência Holandesa (8 horas, com visita ao Jardim do Holandês e ao Moinho dos Povos Unidos, mais almoço típico e chá da tarde).

    Bate-volta ou fim de semana diferente no interior de SP

    De várias cidades de São Paulo, até dá para fazer um bate-volta. Fizemos isso na 1ª vez em que fomos à festa, a partir da capital paulista. Mas, dependendo da distância percorrida, é indicado dormir na região porque é muito tempo de estrada e a feira em si já é cansativa. Para curtir um fim de semana diferente, então, vale ver nossa lista com sugestões de hotel no interior de SP, todos bem avaliados por viajantes.

    A gente já se hospedou na cidade para descobrir também o que fazer em Holambra fora da Expoflora. Ficamos duas noites no Hotel 1948, confortável, moderninho e com cozinha. Há também outras opções de hotéis em Holambra na Booking.

    Outra ideia é esticar o programa e conhecer outras cidades, já que Holambra é integrante do Circuito das Águas (SP). A Easy Travel Shop tem pacotes pelo circuito.

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    Holambra, a Capital Nacional das Flores

    Antiga colônia holandesa – fundada em meados dos anos 1948 por imigrantes que deixaram a Europa após a Segunda Guerra Mundial –, a cidade ganhou um nome que vem da fusão das palavras Holanda, América e Brasil. Tem cerca de 15 mil habitantes, mas é a maior produtora de flores e plantas ornamentais do Brasil, responsável por cerca de 50% da venda nacional. Holambra é chamada, então, de cidade das flores, ou Capital Nacional das Flores.

    O Museu Histórico Cultural de Holambra é integrado à Expoflora. O acervo reúne fotos e objetos que narram a imigração holandesa para o Brasil. Há de uma réplica da casa de pau-a-pique como as em que viviam os primeiros colonos europeus.

    Dúvidas comuns sobre a Expoflora

    Para responder as perguntas mais frequentes e ajudar no planejamento de quem vai à festa das flores em Holambra, fizemos um super guia completo, com data, informações gerais e preço do ingresso da Expoflora, para você curtir o melhor do evento no interior paulista.

    Campo de girassóis em Holambra
    Como é a Expoflora em Holambra?

    Realizado no começo da primavera, o evento é o momento em que os produtores de flores apresentam as novidades do setor. A festa também é conhecida pelas tradições holandesas, a chuva de pétalas, os shows de dança com os tradicionais tamancos e as comidas típicas do país. A decoração, montada especialmente para a feira, muda todo ano.

    Vale a pena ir à festa das flores?

    Vale sim. É um programa familiar que melhorou muitos desde a primeira vez que fomos. Então, nas áreas de alimentação, as cadeiras de plástico deram lugar a bancões de madeira, aqueles típicos de piquenique. Há quiosques de informações em vários pontos e até o Tulipo, mascote da Expoflora de Holambra, ganhou uma casa para chamar de sua. No entanto, se você não se interessa necessariamente por plantas, pode ver dança típica holandesa, comprar souvenir com motivos do país europeu e provar delícias da culinária da Holanda sem sair do Brasil.Joaquim na casa do Tulipo, mascote da Expoflora

    Quando é a Expoflora 2023?

    A Expoflora 2023 começa em 25 de agosto e vai até 24 de setembro, de sexta a domingo. No entanto, no feriado de 7 de setembro, que cai numa quinta, há feira também. O horário de funcionamento é das 9 às 19 horas.

    Qual é o preço do ingresso da Expoflora Holambra?

    Em 20 de agosto, online estavam disponíveis entradas com valores entre R$ 90 e R$ 110, dependendo do lote disponível para cada dia do evento e para cada 1 das 3 categorias de ingresso da Expoflora: inteira, meia e ingresso solidário.

    O ingresso da festa das flores antecipado tem desconto?

    Este não é um programa barato, mas a venda antecipada ajuda a reduzir a despesa: o ingresso da Expoflora pode ter uma redução de até 70%. Neste ano, o 1º lote foi vendido de fevereiro até fim 16 de julho, a R$ 30 a entrada. A tabela de ingressos da Expoflora 2023 no site oficial mostra que lote está disponível para cada tipo de ingresso da Expoflora. No domingo 20 de agosto, ainda havia ingressos disponíveis do lote 5 (inteira a R$ 90) para os dias 25 e 27 do mesmo mês e para 7 de setembro, por exemplo.

    O que é o ingresso solidário da Expoflora?

    A organização destina parte do que é arrecadado com esse tipo de entrada para organizações sociais. Qualquer pessoa pode comprar o ingresso solidário da Expoflora, que na internet saía entre R$ 50 (lote 5) e R$ 60. Para isso, não é preciso fazer nenhuma doação de alimento.

    Quem paga meia entrada na festa das flores em Holambra?

    Têm direito à meia entrada: pessoas de 6 a 24 anos, idosos com idade igual ou acima de 60 anos, portadores de necessidades especiais (e acompanhante), professores da rede municipal de Holambra e professores ou titulares de cargos em escolas da rede pública estadual de São Paulo. Criança de até 5 anos não paga ingresso da Expoflora, se acompanhada de adulto pagante.

    Dá para comprar na hora o ingresso da Expoflora?

    Sim, durante a festa, as bilheterias ficam abertas das 9 às 19 horas.

    Onde é realizada a festa das flores de Holambra?

    Conhecido localmente como recinto da Expoflora, o espaço de exposições está localizado numa ponta da cidade, entre o Centro e o caminho que leva à estrada. Tanto nas ruas do entorno quanto dentro da feira, a sinalização para chegar até lá é clara. Dentro dele, além das áreas de exposição de flores, restaurantes e lojas, você vê típicas casinhas no estilo holandês coloridas.Casinhas holandesas na Expoflora, em Holambra

    Quantas horas são de São Paulo para Holambra?

    A distância entre Holambra e São Paulo é de aproximadamente 140 km, portanto, em média 1 hora e meia de viagem.

    Como chegar de carro saindo da capital paulista?

    Pegue a Rodovia dos Bandeirantes (ou a Anhanguera) no sentido Campinas. No km 86, use a saída para a SP-083 (Rodovia José Roberto Magalhães Teixeira) e siga até a interseção dela com a SP-065 (Rodovia D.Pedro I). Na saída 133, tome a SP-340 (Rodovia Adhemar de Barros), com indicação para Holambra. Use a saída 140 para a cidade. São 3 pedágios na ida e outros 3 na viagem de volta, totalizando R$ 71.

    Que estradas pegar do Rio de Janeiro e de Minas Gerais?

    Siga pela Rodovia Dutra até Jacareí, para pegar a Rodovia D. Pedro I. De Minas Gerais, pegue a Rodovia Fernão Dias para chegar à D. Pedro I. Nos dois casos, siga até o km 133 e acesse a Rodovia SP-340. Para quem vem desses estados, o trajeto a partir das capitais soma mais de 500 km de distância.

    Existe ônibus para a festa das flores?

    No site oficial da Expoflora, há uma aba para agências de turismo de vários estados brasileiros que organizam excursões até o festival das flores de Holambra.

    Tem transporte para lá de Viracopos?

    Três dessas agências no site da festa têm saídas de Campinas. É uma opção para quem chega a São Paulo de avião, via aeroporto de Viracopos – veja aqui passagens aéreas nacionais em promoção. Se a intenção for estender sua visita pela região, o ideal é o aluguel de carro.

    Quanto custa o estacionamento na Expoflora?

    A capacidade é de 5.000 veículos por dia. Junto com ingressos, o valor para parar na feira está entre as principais queixas dos leitores do Como Viaja sobre a Expoflora. Em 2023, custa R$ 68 para carros ou motos; vans pagam R$ 110.

    Dá para parar o carro na rua em Holambra?

    Nós já fizemos isso, pois dá para economizar um pouco. Ao cruzar o portal de Holambra, siga as placas que indicam Centro. Deixe o carro em ruas como a Primavera ou a Campo de Pouso. Elas são paralelas à Rua Girassóis, onde fica a entrada de pedestres da Expoflora. Se você estacionar ali, basta virar à direita na Alameda Maurício de Nassau e novamente à direita na Girassóis. A caminhada leva uns 15 minutos e passa pelo Deck do Amor, um dos cartões-postais da cidade. Muita gente adota essa tática, estacionando em ruas até mais distantes e indo a pé para a feira.

    Qual é o melhor horário para chegar à Expoflora?

    A festa começa às 9 horas. Para aproveitar o lugar mais vazio, vá logo no começo do dia. Nas duas ocasiões em que estivemos na Expoflora em Holambra, a exposição começou a encher depois das 11 horas. O pico do movimento ocorreu à tarde, entre 13 horas e 16h30.

    Quais são as principais atrações da festa das flores?

    As duas principais atrações em termos de flores são a Mostra de Paisagismo e Jardinagem e a Exposição de Arranjos Florais. Elas estão conectadas por um percurso só, ou seja, a segunda é continuação da primeira. Então, você entra ali e vai seguindo o fluxo. No meio do dia, a quantidade de gente pode fazer do trajeto uma procissão. Pouco antes e depois da chuva de pétalas, o caminho costuma ficar mais vazio. Em 2019, fomos por volta das 10h30 e também foi tranquilo.Mostra de Paisagismo na Expoflora

    Como é a Mostra de Paisagismo e Jardinagem?

    Em espaços montados especialmente para a Expoflora, paisagistas, designers e decoradores dão sugestões de flores e plantas para tornar mais agradável a decoração de ambientes domésticos. Há projetos criados para sala de jantar, garagem, varanda, piscina, spa, entre outras áreas. A cada edição um tema serve de inspiração.

    Como é a Exposição de Arranjos Florais?

    Todas as cores de flores são vistas em lindas áreas temáticas. O laranja, por exemplo, enfeita o cantinho com objetos usados no Dia do Rei, celebração holandesa também comemorada em Holambra. Vale ficar atento aos arranjos coloridos, em sobreposições de tons, como a gama do roxo ao lilás, e às decorações numa única cor encontrada na natureza em diferentes flores (por exemplo, o amarelo).Exposição de Arranjos Florais na Expoflora

    Produtores lançam flores e plantas na feira?

    Na Expoflora, são exibidas novidades do setor de flores, algumas delas em primeira mão. Muitas espécies são resultado de melhorias genéticas promovidas pelos produtores nacionais e estrangeiros. Da última vez que fomos, a feira apresentou as rosas Bluez (com cores diferentes em cada lado de suas pétalas) e três versões de petúnias: a Pink Sky (rosa com pintinhas brancas), a Lightning Sky (bordas em tom de bordô) e a Glacier Sky (roxa com borda branca).

    Onde ver as apresentações de dança holandesa?

    Com roupas coloridas e tamancos de madeira, dançarinos se apresentam diariamente em cinco palcos, a partir das 14h30. Com idades entre 9 e 18 anos, os cerca de 300 dançarinos mostram coreografias de várias regiões da Holanda. Os grupos têm nomes de flores, escolhidos pelos integrantes. A apresentação de dança holandesa na festa exige sete meses de ensaio (de fevereiro a agosto), toda semana. A maioria dos dançarinos mora em Holambra e é descendente dos fundadores da colônia holandesa na cidade. Atualmente, os meninos estão perdendo o interesse em dançar, deixando com que algumas coreografias em par sejam executadas por duas meninas.Dança holandesa na festa das flores

    A Parada das Flores é realizada a que horas?

    Às 16 horas, ao som de uma fanfarra, começa a Parada das Flores, desfile de carros alegóricos que percorrem a Alameda do Beijo rumo ao campo onde é realizada a Chuva de Pétalas. Tulipo, o mascote da Expoflora, vem à frente dos carros.

    Qual é o horário da chuva de pétalas da Expoflora?

    Por volta das 16h30, Tulipo também é o responsável por lançar do alto de uma plataforma cerca de 150 quilos de pétalas, equivalente a 18 mil botões de rosas. Na 2 vezes em que estivemos na festa, o momento foi ao som de Amigos para Siempre. Tente pegar uma das pétalas no ar e faça um pedido, pois a tradição diz que quem consegue isso terá seu desejo realizado.Chuva de pétalas na festa das flores em Holambra

    Onde ficar para se sentir embaixo da chuva de pétalas?

    Ver você pode ver de qualquer lugar do alto do espaço porque as pétalas são jogadas sobre a área de gramado próxima ao parque de diversões. Mas, se quiser ficar embaixo da chuva, prepare-se para encarar a multidão que se posiciona em frente à grande torre de onde o Tulipo segura o canhão que sopra as pétalas. Só não faça isso se não estiver a fim de voltar com pétalas até dentro da roupa! Na primeira vez em que fomos à Expoflora, nosso filho estava com uma camiseta clarinha e voltou toda manchada de tons de rosa. Valeu pela alegria que sentimos.

    É permitido entrar com alimentos?

    Não, a feira tem praças de alimentação, com lanchonetes e restaurantes. Os primeiros quiosques são encontrados logo na entrada, entre eles, o da famosa batata frita no cone (outros dois pontos de venda ficam dentro da feira). Casa Bela e Confeitaria Martin Holandesa são dois dos restaurantes mais tradicionais de Holambra, pois servem pratos típicos holandeses. Já, já a gente avança nesse assunto.Restaurante na Expoflora

    Qual é o melhor horário nos restaurantes da Expoflora?

    Da 1ª vez que fomos, com filho pequeno, fizemos a bobagem de comer na hora do almoço, perto das 13 horas. Estava tudo cheio e fica até difícil para pedir em alguns casos. De repente, belisque algo e pare para comer com calma lá pelas 15 horas. Existem vários quiosques espalhados pela Expoflora e muitas áreas com mesas de piquenique. No site oficial da festa, existe a opção de comprar créditos para alimentação em três restaurantes da festa. Na visita em 2019, em vez de almoçar, decidimos só beliscar. Sentamos nas mesas debaixo das sombrinhas coloridas, na esquina da Alameda do Beijo com Alameda do Sol. Rua de guarda-chuvas coloridos, com restaurantes na Expoflora

    Como é a culinária holandesa?

    Lembra um pouco a alemã, com muita carne de porco, salsicha, variações de batata e purê de maçã. Você encontra de Eisbein (joelho de porco) a vis Holand (peixe à moda holandesa) servido de duas formas: frito ou preparado como sardinha fresca defumada.

    O que comer na Expoflora?

    Provamos o excelente croquete holandês da Lekker Doces e uma bandeja com salsichão holandês fatiado. A Pannekoek (se diz ‘panecuque’) lembra uma panqueca aberta (veja a foto) à base de ovos, farinha e queijos Gouda e prato. E com outros ingredientes ao gosto do freguês, como bacon ou cogumelos. Nathalia comeu com batata rosti, e Fernando, com alho poró. Gostoso, mas não sensacional. Aliás, se não estiver com muita fome, divida porque enche bem. O Hollandse Verbogen, à venda na Martin Holandesa, parece um escondidinho. Leva pedaços de eisbein desfiado, três tipos de salsicha (schüblig, cervela e weisswurst) e escarola entre outros ingredientes que dão a cremosidade típica ao prato.Panekoek, panquecas à moda holandesa, na Expoflora

    Tem outros pratos além de holandeses?

    A feira oferece todo tipo de comida. Carnívoros acham espetinhos em dois galpões. Quem não dispensa pratos feitos vai encontrar perto do Palco das Rosas opções como espaguete, yakissoba, baby beef e estrogonofe. No mesmo espaço vendem-se pastéis, coxinha e hot dog. A batata no cone vale pela embalagem curiosa, que é tradição na Holanda. O Joaquim curtiu a porção só de batata e há também a opção de combos (por exemplo, batata frita e tirinhas de frango à milanesa). Pertinho dali ficam dois pontos de venda de cervejas Amstel e Heineken. Se pegar um dia de sol, não deixe de se hidratar. Em geral, as garrafas de 500 ml de água mineral costumam estar geladíssimas em quase todos os pontos de venda.Batata frita no cone, na Expoflora

    Que doces experimentar?

    Todo ano a festa tem novidades na parte de alimentação. Em 2023, uma delas é o sorvete de lavandula, na sorveteria Vanilla Ice. Destaque ainda para uma aromática salada de flores. A applebloem (flor de maçã) foi uma criação da Confeitaria Martin Holandesa em outro ano. Tão lindo (veja a foto), o doce dá até pena de comer. No balcão da Casa Bela, dá para experimentar as poffertjes, que surgiram na França de Napoleão, mas passaram a ser fartamente consumidas na Holanda a partir do século 18. Para nós, foram o melhor doce da Expoflora. As panquequinhas (com uns três dedos de diâmetro) são tão fofas… Pedimos com morango e chantily. Valem cada caloria adquirida porque são um troço de boas. Applebloem, flor de maça, em Holambra

    O que é o stroopwafel?

    Produzido artesanalmente, trata-se de um biscoito waffle recheado com caramelo de melaço de cana. O stroopwafel foi criado em Gouda, a cidade holandesa famosa pelos queijos de mesmo nome. Em Holambra, a Oma Beppie vende a unidade e também caixas com 8 unidades (tradicional ou coberta com chocolate em um dos lados). O biscoito formado por dois discos de massinha recheado com caramelo é encontrado em alguns supermercados de São Paulo hoje em dia. Mas conhecemos na primeira visita à Expoflora. Nathalia provou depois numa viagem à Holanda e acha que o de Holambra não deve nada ao original. A tradição manda pôr o biscoito sobre uma caneca com algo quente, como café, chocolate ou chá. Assim, a massa amolece um pouquinho antes de você comê-lo. No entanto, posso falar? Gostei mais dele crocante! Stoopwaffel em Holambra

    Como é o passeio turístico da Expoflora e quanto custa?

    A visita ao Magic Garden Holambra custa R$ 40. O lugar tem esculturas, jardins e campos de flores, numa área de 20 mil m². Assim como o ingresso da Expoflora e créditos em alguns restaurantes, o passeio turístico pode ser comprado no site da Expoflora.

    Onde tirar as melhores fotos na Expoflora?

    Esse item é difícil pois são muitas as possibilidades. Há flores de toda cor e formato para escolher. Em tempos de Instagram, a feira passou a ter mais cenários e arranjos florais pensados para fotos, com o perfil do autor da decoração indicado para quem quiser marcá-lo na rede social. Na entrada da Mostra de Paisagismo e Jardinagem, foram montados vários cenários, de um coração de antúrios a uma saia de princesa toda formada por flores. As fotos dos bailarinos de dança holandesa também costumam ficar bonitas e interessantes, assim como várias de comidas típicas.Coração de flores na Expoflora: instagramável

    Há bebedouro para encher garrafinha de água?

    Na Alameda do Beijo, há jardins com uma fonte de água fresca, em frente ao Restaurante Casa Bela. Em dias de calor, a concorrência é grande, leve uma garrafa e faça o refil.

    Como fugir do calor na festa em Holambra?

    Esses jardins com a fonte também servem para dar uma aliviada no calor e apreciar a beleza das orquídeas. Bonita, essa área tem sempre gente. Localizada depois da Mostra de Paisagismo e Jardinagem, a Exposição de Arranjos Florais fica num lugar fechado que estava bem fresquinho no dia em que fomos à festa.

    O que comprar de souvenir na Expoflora?

    Sim, tem de tudo com temática holandesa: casinhas, tamancos da sorte, canecas de porcelana, uma delas escolhida a dedo pelo Joaquim: “Só sei cuidar de cactos”. A caixinha de biscoitos holandeses Stroopwafel faz sucesso total, já que serve para comer em família ou dar de presente. Outra compra bacana na Expoflora são os enfeites de louça com temática holandesa, como pares de sapatinhos holandeses da sorte, já que estão relacionados com a história da cidade. Miniaturas de moinhos também são comuns, em louça ou madeira. E, claro, flores! As opções são muitas, e os preços valem a pena. No Shopping das Flores, compramos mini rosas cada e um trio de suculentas pequeninas, num vasinho retangular.Casas holandesas: souvenir de Holambra

    Como é o mercado de flores e plantas ornamentais?

    Cerca de 300 espécies, em 4.000 variedades de flores e plantas ornamentais, estão à venda. Cultivadas por cerca de 450 produtores de Holambra, são oferecidas num espaço para ser explorado por consumidores e adoradores de natureza. Passamos pelo shopping no fim da visita porque queríamos evitar ficar carregando as plantas durante o dia. Eram 18 horas e havia pouco movimento entre os corredores. Chamou a nossa atenção o trabalho de reposição feito pelos funcionários, pois impedia que as bancas ficassem vazias, com aquele ar de fim de feira. Além disso, eles foram solícitos para tirar dúvidas, mesmo das plantas que tinham cartões com descrições de espécie, preço e cuidados necessários.

    O que mais dá para comprar na feira?

    Ficamos também impressionados em 2019 com o aumento do número de estandes vendendo artigos que não têm nada a ver com plantas e flores. Pois o Shopping Verde tinha artesanato (caminhos de mesa de renda, cabaças, enfeites), moda (roupas infantis, lingeries, camisetas temáticas), produtos alimentícios (salame, café, doces caseiros, mel) e até mesas de bilhar. Nos pavilhões Azul e Vermelho, havia tantos produtos quanto no shopping da entrada.Produtos à venda na feira

    Dá para alugar carrinhos e cadeiras de rodas na Expoflora?

    A organização informa que há sanitários adaptados e que o espaço é acessível a portadores de necessidades especiais. Na festa, é possível alugar cadeiras de roda (apenas as convencionais, não as elétricas) e carrinhos de bebê, mas as quantidades são limitadas. Em ambos, o preço unitário é de R$ 80 por dia. A locação é feita na área da bilheteria.

    Que roupa e sapato são indicados para ir à festa?

    Tênis é o calçado mais indicado pelo tanto que se anda na Expoflora de Holambra, então esqueça sapatos apertados ou de salto. Pois, por mais que você possa se sentar para descansar, é muito chão o dia inteiro. Roupas leves de algodão ajudam a respirar ao longo do dia de calor e amontoamento.

    O que fazer com as crianças no evento?

    Ver flores talvez não seja o programa mais empolgante para a criançada. Mas elas têm como curtir a Expoflora. Nos dias de sol, leve os pequenos até as fontes que brotam do chão e esguicham água, em frente ao Shopping Verde. Nosso filho, na época com 10 anos, atravessou o jato e acabou encharcado. Por isso, leve uma muda extra de roupa para as crianças. Outros pontos que fazem sucesso entre as crianças – e com Joaquim não foi diferente – são o tamanco holandês que dá para sentar dentro; Tulipo e a casa do mascote da Expoflora; e a Parada das Flores.Fontes de água na Expoflora

    Como é o parque de diversões da Expoflora?

    Além disso, um parque de diversões é montado no gramado onde é ocorre a chuva de pétalas. Tem brinquedos para todas as idades, do inocente carrossel ao radical 360°, indicado para quem ainda não almoçou. Compramos um combo, com direito a 5 atrações.Parque de diversões em Holambra, dentro da feira

    É permitido entrar com pets na feira?

    Animais de pequeno porte podem entrar na Expoflora, exceto em áreas fechadas, por exemplo, o hall de exposições e os restaurantes.

    Lojas e restaurantes aceitam cartão?

    Cartões de crédito e débito são aceitos em todo o comércio da festa das flores em Holambra.

    Tem caixa eletrônico na Expoflora?

    Na Expoflora, há um posto de auto-atendimento do Banco do Brasil próximo à saída das excursões.

    Onde ficam os banheiros, o fraldário e o posto médico?

    Há sete banheiros por todo o recinto de exposições, dois postos médicos, um deles ao lado do fraldário, entre os palcos Lírios e Iris.Posto do banco e banheiros na festa no interior de SP

    Qual é o melhor horário para ir embora?

    Para evitar congestionamento, não vá logo depois da chuva de pétalas. O mundo vai embora nesse horário. Se estiver cansado, aproveite para se sentar e tomar um café ou sorvete. Depois, aproveite para arrematar umas mudinhas, pois o Shopping das Flores fica mais vazio. Nas 2 vezes em que fomos à Expoflora, saímos às 18h30 e não pegamos engarrafamento ou qualquer muvuca.

  • Orlando em promoção

    É temporada de ofertas na cidade da diversão nos Estados Unidos. De 15 de agosto a 30 de setembro, Orlando oferece promoções em hotéis e atrações. Em VisitOrlando.com/deals, o viajante encontra links, por exemplo, para economizar até 30% de desconto nos hotéis da Disney ou para comer o dia inteiro de graça no SeaWorld com a compra do ingresso.

    Foto: Divulgação

    Quem estiver por lá em setembro pode aproveitar o Orlando’s Magical Dining, espécie de Restaurant Week estendida por um mês e válida apenas para o jantar. Serão 70 restaurantes servindo um menu de até três pratos, ao preço fixo de 30 dólares por pessoa. Esta é a 7ª edição do evento, realizado em seis distritos da cidade da Flórida.

    Leia mais em: Como alugar um imóvel em Orlando

  • Feira do Livro de Buenos Aires (e feirinha para crianças)

    Feira do Livro de Buenos Aires (e feirinha para crianças)

    Em torno de 45.000 m² dedicados à literatura. A Feira do Livro de Buenos Aires é a maior de língua espanhola (no nome oficial, Feria Internacional del Libro de Buenos Aires). Cerca de 1 milhão de pessoas visitam o evento todo ano, durante as 3 semanas de duração. Debates, cursos, leituras e um festival de poesia estão na programação.

    Nada mais natural numa cidade em que a cultura — em especial a dos livros — é valorizada. Durante uma viagem à capital argentina, compra isso com uma simples visita à El Ateneo, livraria que virou ponto turístico de Buenos Aires.

    E o hábito é cultivado desde cedo. Viagens são ótimo pretexto para isso, aliás. Nem que seja num simples livro de colorir para crianças. Lojinhas de museu oferecem boas lembrancinhas de viagem nesse formato, que apresenta costumes e destinos de forma lúdica. Pode ser um 1º passo para gostar da leitura no futuro.

    Organizada pela Fundación El Libro, entidade sem fins lucrativos, a Feira do Livro de Buenos Aires conta com uma área dedicada às crianças. A Feria del Libro Infantil y Juvenil tem exposições, contação de história e espetáculos de marionete, música e mágica.

    A tradicional Feira do Livro de Buenos Aires – Foto: Divulgação

    VALE SABER

    Quando: Em 2020, de 30 de abril a 18 de maio

    Site: el-libro.org.ar

  • Tchau, São Paulo! Oi, Rio!

    Difícil a vida de mãe trabalhadora. Eu poderia dizer mãe viajante, mas a viagem é um privilégio que, certamente, alivia o sofrimento de partir. Mas, como eu dizia, tem de ser duro na queda o coração de mãe trabalhadora viajante. Cruzei a porta de entrada do aeroporto ainda sob impacto de ver meu filho chorando. (Nesta hora dá para ver claramente o bem que faz um pai presente e um marido acolhedor.) No caminho, meu filho até estava animado: ‘Vamos levar a mamãe no aepoto.’ E enumarava as cores de avião que pretende experimentar: ‘A gente não foi de verdinho ainda‘, ressaltava. Para ele, aos 2 anos, a cor é o item mais importante num avião.

    Viajante desde os 3 meses de idade e acostumado à ideia de uma família espalhada na ponte Rio-São Paulo, convive com a realidade de voar para ver as pessoas e até já nutre certo gosto pela coisa. Por isso, não se conformou em ficar em São Paulo enquanto a mãe iria para o Rio para trabalhar: ‘Vovó, a mamãe vai para a casa da vovó? E o Joaquim?’ Rio para ele são férias e fins de semana de bagunça. Mesmo para mim é estranho pensar em ir à minha cidade a trabalho — durante estes 12 anos morando em São Paulo, foram poucas as vezes em que isso aconteceu. Levo comigo, então, um pouquinho deste paulistinha de nome português, como o carioca mais importante da literatura nacional, Machado de Assis. E me despeço da pauliceia com uma deliciosa saudação infantil que inventei para explicar ao miúdo que mudamos de ares nas nossas viagens: ‘Tchau, São Paulo! Oi, Rio!’

  • Viagem com crianças: 12 dicas sobre roteiro, roupas e destino

    Viagem com crianças: 12 dicas sobre roteiro, roupas e destino

    Quem está à procura de dicas para viagem com crianças deve ter em mente que a saída de casa por um período exige alguns cuidados (poucos, é verdade). Contudo, não há regra ou fórmula pronta para que a aventura em família seja um sucesso, com zero possibilidade de estresse (veja nosso checklist para férias com criança no exterior).

    Apesar de o nosso filho, Joaquim, ter 14 anos, ainda há quem queira saber dicas para viajar com criança pequena. É fato que pouca coisa mudou nesse universo em relação à época em que viajávamos com ele miudinho ainda. Antes de mais nada, é preciso ter em mente que a viagem é, por si só, um estado de exceção na vida da família. Sendo assim, algumas regras podem sem revistas, ajustadas ou, até, dispensadas.

    Sem aperto

    De que adianta a calça mais bonita ou o vestido de lacinho se a criança ficar enjoada porque a roupa limita sua liberdade de movimento? Então, ponha na mala roupas confortáveis. Tem tanta peça descolada com visual bacana. A fim de evitar apertos de outra ordem, a mala do meu filho costumava incluir moda para todas as estações. Dessa forma, eram poucas peças para cada clima, mas todos estão lá.

    Sem tralha

    Mesmo quando meu filho tinha meses de vida a gente procurava levar em uma viagem com criança só o que era preciso para a felicidade geral. Quando Joaquim era bebezinho, berço portátil e carrinho eram itens de primeira necessidade, além de mamadeira e escovinha para lavá-la. Contudo, depois de 1 ano e meio de idade, o carrinho foi abolido. Com 2 anos, a mala diminuiu drasticamente.

    Se o Joaquim já tirava a soneca da tarde na escola no colchonete por que teria de dormir todo protegidinho? Pois é, coisas de mãe, às vezes a gente esquece que o filho cresce — ou reluta em lembrar. Mas no momento oportuno a ficha cai. Quando pequenino, bastava um lugar aconchegante para ele descansar, fosse uma cama encostada na parede ou improvisada no chão com edredon. Só duas coisas não podiam faltar até os 2 anos para o meu filho: a chupeta e um soninho (um boneco gostoso para ele abraçar e dormir com os anjos).

    viagem com crianças

    Sem maratona

    Criança tem ritmo próprio, e todo mundo ganha quando ele é respeitado. Evite programar um monte de coisas para o mesmo dia. De fato isso não é legal nem para adultos, entretanto quem nunca correu naquela ansiedade para ver tudo? Para viajar com filhos, é bom considerar que, além do mais, as perninhas são pequenas e, portanto, dão passinhos menores.

    Os interesses também podem ser diferentes do seu. É outra pessoa, e uma pessoa com visão de criança. Para meu filho pequeno, a maior viagem era ver todas as cores de avião no aeroporto e brincar com crianças desconhecidas nos destinos. Conforme foi crescendo, passou a perceber mais claramente muitos detalhes da viagem.

    Sem preconceito

    Aventure-se pelas escolhas menos óbvias nas viagem com crianças. Às vezes, é bom ter no roteiro programas que fazem sucesso entre crianças, como aquários e zoológicos, mas nada impede de incluir passeios por museus, por exemplo.

    Basta envolver seu filho no planejamento da viagem. Sendo assim, que tal mostrar pela internet as obras que serão conhecidas ao vivo depois? Criança não nasce gostando ou odiando alguma coisa. Se o adulto não demonstra preconceito, ela se mantém aberta a experimentar o novo. Nós fomos a muitos museus para crianças na Alemanha com Joaquim.

    Sem rigidez

    Criança precisa se alimentar bem e com qualidade, obviamente. Mas são férias! Seu filho não vai ficar doente se comer hambúrguer e batata frita eventualmente. Inclua os itens saudáveis nas refeições dentro do clima do passeio: sucos e sorvetes de frutas regionais, couve e laranja no prato de feijão, peixinho na brasa como aperitivo na praia…

    viagem com criança
    O senhor pommes frites ataca em Frankfurt

    Sem descuido

    Em qualquer época do ano em que seja feita a viagem com crianças hidratação é essencial. Por isso, água e sucos nunca são demais. Bem, o garoto ‘água de coco’ aqui de casa já tomava de caixinha o ano todo, então dá para imaginar o estrago que fazia quando encontrava coco natural pela frente.

    Outros itens indispensáveis na bagagem são protetor solar e repelente — no verão, um bom chapéu garante uma sombrinha e uma carinha linda para encher de beijos.

    Sem doença

    Já que não se pode escolher que parte do código genético mandar para o forno, meu filhote é alérgico como eu. Então, uma farmacinha é mão na roda para a gente. Não se trata de chamar problemas, mas de conseguir resolvê-los rapidamente. Antitérmico, xarope e anti-histamínico vão sempre para a necessaire.

    Sem consumismo

    Comprar menos, experimentar mais. Nadar juntos, caminhar pelas ruas a caminho daquele centro cultural, conversar com tartarugas, abraçar no cansaço do fim do dia. Com toda a certeza você quer trazer coisas fofas para seu filho usar ou brincar, mas as experiências também são ótimas lembrancinhas de viagem. Quando a criança começa a falar (o nosso sempre foi um doce tagarela), é maravilhoso ver como ela gosta de lembrar e contar o que viveu.

    viagem com criança
    Fernando e Joaquim nas ruas do Rio Vermelho, durante a Festa de Iemanjá

    Sem censura

    Alegria de criança em dose máxima. Portanto, vale envolver seu filho na viagem usando elementos que ele curte. No caso do meu, música, muita música. Para entrar no clima antes de embarcar e também para distrair e animar durante o trajeto. E por que não inventar as próprias músicas? Até hoje me lembro do repente que inventei com meus irmãos na estrada a caminho do sertão pernambucano. Quando meu filho era pequenino, eu voltava no tempo de criança e dava uma ajudinha. A companhia de uma criança é um excelente pretexto para soltar a criatividade.

    Sem neurose

    Caso tudo dê errado, fora do planejado, seu filho não vai se incomodar, desde que você não surte também. Para ele, importa muito mais a presença e a tranquilidade dos pais do que megaprogramas. Ele pode até fazer um escândalo, aquela pirraça pela frustração inicial, mas vai parar se, em vez de entrar na onda dele, você o trouxer para tua onda. Essa dica nem sempre funciona porque somos humanos e às vezes a paciência vai para o espaço mesmo. Porém, vale o esforço de tentar manter a calma. Costuma evitar desdobramentos mais cansativos ainda.

    Sem nostalgia

    Para não passar o ano inteiro sonhando com as próximas férias, dá para reviver os momentos de felicidade com jogos ou brinquedos artesanais comprados na anterior. Uma delícia também é passar a tarde vendo fotografias. E, enquanto a folga mais longa não chega, fazer pequenas viagens ou passeios de um dia.

    Sem regra

    Tudo isso acima pode não servir para sua família, ou talvez apenas parte disso seja útil. Até para nós mesmos. Conforme as fases do meu filho foram passando, nós nos adaptamos. O caso mais recente ocorreu durante nossa viagem a Paraty, quando pegamos 3 dias de chuva sem trégua. Acredite, tiramos o melhor proveito disso, inclusive durante a visita à Fazenda Bananal, onde provamos plantas comestíveis.

    Por fim, um pouco de improviso é bom para não se tornar tão sistemático e ter a chance de descobrir outras formas de viajar, dentro e fora de casa. Pelo menos até aqui tem sido assim, com esta nossa ‘fidura’, alegre e surpreendente.

  • Como escolher o destino de viagem certo para você

    Como escolher o destino de viagem certo para você

    ATUALIZADO EM 8 DE FEVEREIRO DE 2019

    Depois de um ano inteiro de trabalho, finalmente chegou a hora de embarcar na tão esperada viagem. Então, por que muita gente volta frustrada ou mais cansada das férias? Arrisco dizer que escolheu o destino errado. Decidir  entre pacotes de viagens ou bolar roteiro conta própria? Encontrar lugares para viajar na sua folga é aparentemente simples, basta parar um pouco e perceber em que clima você está. Não há nada mais gostoso do que ir para um lugar que tem a ver com você e com seu momento de vida. Para ajudá-lo, vão aqui algumas dicas.

    Visitar grandes cidades

    Só vá se estiver disposto a andar, explorar a vida cultural, comer bem. De que adianta ir a Roma e não aguentar caminhar? A história está toda ali nas ruas, é andar para ver. Também vale baixar o nível de ansiedade. Nem que more nessas cidades, você vai conhecer tudo. Melhor escolher o que ver e montar um roteiro razoável, lembrando que se alimentar e se hidratar fazem parte do programa. Também pode ser uma boa ideia garantir ingressos de atrações e passeios nos destinos antes de viajar.

    Roma Romântica – Foto: Nathalia Molina @ComoViaja

    Percorrer vários destinos

    Pode ser de avião, de trem ou de carro. Eu adoro esse tipo de viagem por terra. Já fiz diversas delas de carro pelo Nordeste. Mas, seja lá o meio de transporte, fique atento ao número de dias em cada lugar. É preciso levar em consideração o tempo de deslocamento, de check-in/check-out e os contratempos (atrasos do avião e do trem e caminhos errados de carro). Pinga-aqui-pinga-ali pode cansar e frustrar seu desejo de ver essa ou aquela atração. Como no que foi dito para grandes cidades, é bom ir com vontade, mas sem se estourar. Você sempre pode voltar e conhecer mais.

    Embarcar em um cruzeiro

    Você quer ter tempo para explorar cada cidade do roteiro com calma? Esqueça a viagem de navio, cujas paradas costumam durar no máximo uma noite. Curte olhar o mar, não se importa se a cabine for apertada e gosta de piscina, comida e entretenimento a bordo? Providencie seu embarque na próxima temporada. Se procura por infraestrutura e diversão para as crianças, os cruzeiros Disney de Star Wars e Marvel têm saídas anuais, por exemplo.

    Carlinhos de Jesus no Dançando a Bordo, temático da Costa – Foto: Cléber Miranda/Costa Cruzeiros/Divulgação

    Explorar a natureza

    Sedentário pode conhecer um destino de aventura, mas é bom pegar leve. Tem de caminhar para conhecer a Chapada Diamantina e, de preferência, mergulhar para aproveitar o melhor de Fernando de Noronha, que se encontra no fundo do mar. Tudo bem, minha mãe é avessa à praia, se defende na água, mas adorou a ilha e recomenda. Ela sabe das suas limitações, portanto, aproveitou dentro das suas possibilidades. Informe-se antes sobre o que o destino exige de você.

    Entregar-se aos cuidados de um spa

    Certifique-se do tipo de spa: médico ou apenas de alimentação equilibrada sem duras regras. Nem pensar em entrar nessa caso seu sonho de férias inclua esquecer quantos quilos a balança marca. Precisando ou não emagrecer, não tem como não pensar nisso mesmo no mais flexível dos spas. Mas, se a ideia for promover uma mudança de hábitos e cuidar do corpo e da saúde, vá com gosto.

    Hotel com spa em São Paulo – Foto: Divulgação

    Curtir o cheiro de mato dos hotéis-fazenda

    Esqueça o romance. Raramente uma viagem a dois resiste a tanta comilança rodeada por família. É ótimo com crianças pelas atividades e pela bicharada — leia aqui sugestões de hotel-fazenda em São Paulo.

    Descansar em um resort

    Tem a estrutura de um clube, o que pode ser bem adequado se o cansaço for tremendo, especialmente para quem tem filhos. Para ser feliz num hotel desses tem de tirar a urgência de conhecer. Se terminar as férias conhecendo muito bem a piscina e o garçom do restaurante, você fez a escolha certa. Veja hospedagem em resorts.

    Viver clima de romance em uma pousada de charme

    A melhor pedida a dois. Você paga caro, mas é mimado com uma infraestrutura que, muitas vezes, inclui de boa adega e gastronomia, cardápio de filmes, cama box king size, menu de travesseiro e banheira de ofurô ou de hidromassagem.

    Charme e elegância em hotel de Campos do Jordão, em São Paulo – Foto: Divulgação

    Aspectos pessoais também devem ser levados em conta. Não tem paciência para filas? Evite lugares badalados na alta temporada, como Campos do Jordão (SP) no inverno e Búzios (RJ) no verão. No meu caso, sou alérgica de carteirinha. Você fala em chalezinho de madeira no inverno na montanha e eu saio correndo para o outro lado. Ou a felicidade vai vir mesmo é de uma caixinha de Allegra.

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