Iberostar Praia do Forte: resort all-inclusive na Bahia, em família

Em família, fomos para o hotel Iberostar Praia do Forte, na Bahia. Saiba como é o resort all-inclusive e o que fazer com crianças. Nosso filho adorou a mordomia, e nós também. Quem fica nesse resort pode usar a estrutura dos 2 hotéis Iberostar

ATUALIZADO EM 21 DE NOVEMBRO DE 2017

O primeiro voo do Joaquim foi para o Rio, com 3 meses. Eu fiquei insegura por ir sozinha com ele e bem orgulhosa no fim de levar aquele pacotinho numa boa para visitar o primo que tinha acabado de nascer no Rio. Meu marido foi nos encontrar dias depois. Mas, como sou carioca e minha família mora no Rio, viajar para lá não vale muito como a primeira viagem em família.

Por ano, vamos ao Rio umas 2 vezes, nem é tanto. Mas, aos 4 anos de idade, Joaquim já era quase um expert em ponte aérea. Em casa, quando pequenino, repetia rindo as palavras do piloto: “Atenção, tripulação, pouso autorizado”.

O destino da primeira viagem em família de fato foi um pouco mais acima no mapa do Brasil, para um Estado que eu amo: Bahia. Fomos para o Iberostar Praia do Forte, resort ao norte de Salvador.

 

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DIAS DE MORDOMIA NO HOTEL NA BAHIA: QUE DELÍCIA, QUE SAUDADE – Fotos: Nathalia Molina @ComoViaja

Sempre achei que não gostaria muito de resort. Não sou nada mochileira, mas minha ideia de viagem nunca passou por ficar parada no mesmo lugar. Curiosa e inquieta, eu achava que ficaria entediada em passar dias num ‘clube turístico’.

 

Bahia, Praia do Forte - Nathalia Molina @ComoViaja (16)Mas meu marido, Fernando, e eu estávamos esgotados — quem tem filhos bem sabe que o 1º ano é uma pedreira, especialmente para quem não conta com ajuda de terceiros. Na época desta nossa viagem em família, o Joaquim estava com 1 ano e 8 meses. As férias anteriores do meu marido tinham sido exatamente no nascimento dele, para se revezar comigo na madruga. Ou seja, tudo o que queríamos era descansar e, de quebra, sermos cuidados por alguém.

Me lembro de o Fernando me dizer: ‘Eu não quero ter de pensar no que eu vou comer’. A ideia de praia, piscina e descanso me seduziu. Minha lembrança de gostar dessa sensação vinha de menina, quando estive com meus pais no Hotel do Frade, em Angra dos Reis, no litoral sul do Rio de Janeiro — o antigo complexo virou o luxuoso Hotel Fasano Angra dos Reis. Como jornalista de viagem, eu havia me hospedado também na Costa do Sauípe (no norte da Bahia, como o Iberostar) alguns anos antes de o Joaquim nascer e fiquei no Salinas Maragogi (no norte de Alagoas) tempos depois. Mas nunca tinha experimentado escolher passar férias num grande resort com a minha família. Achei que seria, então, a oportunidade de finalmente fazer isso.

Pegamos a passagem aérea numa oferta beem bacana, saiu uns R$ 200 ida-e-volta para Salvador, partindo do Rio. Fizemos uma parada estratégica na terrinha — onde aproveitamos para levar o Joaquim ao Corcovado para ver de perto o ‘Tisto’, como ele chamava o Cristo Redentor. A hospedagem no resort e o traslado até lá tínhamos acertado numa agência em São Paulo.

Lá fomos nós!

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Decidimos não levar berço porque o resort oferecia, com aviso prévio. Nos arrependemos depois porque o berço era de ripas, e a mosquitada fez a festa com o sangue novo do Joaquim. Mas acabamos tirando de letra. Nosso filho adorou a viagem. Se divertiu com os bichos de toalha feitos pela arrumadeira, tomou litros de água de coco (ele era viciado dos 8 meses de vida até uns 5 anos; tomava como água mesmo) e ficou fascinado com os ventiladores do restaurante de praia do resort.

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Também se esbaldou nas piscinas, boiando em seu superavião. E até dividiu com o pai o suquinho congelado de morango. É uma versão frozen sem álcool, é claro — essa parte ficou para a mamãe!

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Ficou excitadíssimo quando viu o mar. Ele adora praia, desde bem pequeno. Quando se cansou de levar água com areia na beirinha, o Joaquim se levantou e foi andando em direção à escadaria que dava acesso ao resort. Disse apenas ‘Tau’, acenando com a mãozinha.

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No fim do dia, ficava esgotado, bem enjoado no horário do jantar, pelo cansaço. Não vimos nenhum show do resort à noite naquela viagem. A gente procurava respeitar os horários e o limite dele. E também o nosso.

 

Conseguimos curtir bem o Iberostar Praia do Forte durante o dia e ainda demos um pulo na vila da Praia do Forte e no Projeto Tamar. O resort tinha um transfer para a vila com hora marcada para buscar os hóspedes depois. Aproveitamos essa facilidade para dar um passeio e mostrar as tartarugas marinhas para o Joaquim.

Gostamos da experiência de visitar Praia do Forte, mas a proposta da viagem era mesmo curtir a infraestrutura do resort. Ficamos os outros 4 dias lá. Descansamos, rimos, tiramos centenas de fotos. De dia e de noite, nas caminhadas ao luar.

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Experimentamos diferentes restaurantes, de culinária baiana à mediterrânea — este no Iberostar Bahia. Sim, porque quem se hospeda no Praia do Forte pode comer nos restaurantes do resort vizinho da mesma marca (o contrário não é permitido). Aliás, esse mediterrâneo foi o nosso preferido. Mas achamos a estrutura do Ibertostar Praia do Forte (piscinas e área do hotel) melhores que a do Bahia.

Gostamos tanto que acabamos voltando uns 3 anos depois. O Joaquim estava maiorzinho e o resort tinha passado por uma ampliação. Nosso filho amou a área infantil molhada, entre o clubinho dos recreadores e o deck das piscinas. Hoje está crescido, mas ainda lembra do ‘hotel do balde’ — ele se divertia tentando fugir da água que um enorme balde derramava sobre todo mundo que brincava na piscininha com escorregadores. Ainda participou de caça ao tesouro com os recreadores e dançou com a criançada. Ah, e vimos os shows do resort todas as noites. Ele comia a pipoca que a garçonete passava servindo entre as cadeiras da plateia e não queria saber de ir dormir cedo.

5 Comments

  1. Livia

    Olá!! Cheguei no seu blog através do Viajando com Pimpolhos. Estou programando uma viagem para a Praia do Forte também. Será que você poderia me tirar umas dúvidas? O que você achou da praia em frente ao hotel? Era adequada para crianças, digo, calminha? E do hotel, em geral? Obrigada! 🙂

    • Oi, Livia, que legal, seja bem-vinda!

      A praia em frente ao Iberostar Praia do Forte não é calminha. Estivemos no hotel em duas ocasiões e em ambas houve dias em que a bandeira vermelha estava lá.
      Nós adoramos tomar banho de mar, mas a limitação em alguns dias não afetou muito nossa experiência no resort. O Joaquim curtiu brincar na areia.
      A gente ia na maré baixa, caminhava pela praia e conseguia se molhar (nos dias em que não havia bandeira vermelha, é claro). Mas não pegamos praia direto nas duas vezes.

      Sobre o hotel, achamos que em 2010 estava mais bonitinho, eram apenas dois anos após a inauguração. Na segunda vez em que fomos, em 2013, a conservação não estava tão bacana, especialmente das cadeiras da piscina (encontramos algumas quebradas). Mas, em compensação, tinham criado uma área de piscina infantil, com um navio, que meu filho amou. Os bufês também tinham mais camarão, o que a família toda curtiu! 🙂
      Nós gostamos do hotel e voltaríamos. Mas agora quero levar meu filhote para conhecer outros resorts.

      Espero que ajude, apareça mais vezes!

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