Nathalia e eu experimentamos o VLT Rio em julho de 2016, logo que foi lançado. É um meio de transporte prático para sair de VLT do Santos Dumont, visitar o Museu do Amanhã e fazer a integração com o metrô. Aqui você fica sabendo como andar com esse sistema de transporte no Rio, encontra o mapa com linhas e estações e confere quanto custa a passagem. Se você busca uma acomodação em conta para a sua viagem, dá uma olhada na nossa lista de hotel barato no Rio de Janeiro, só com opções bem avaliadas por viajantes.
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Para começar, o que significa VLT? É a sigla para Veículo Leve sobre Trilhos, mas pouca gente se liga nisso. O que muitos já conhecem é a facilidade de usar esse meio de transporte. Em dezembro de 2022, o sistema atingiu a marca de 100 milhões de passageiros transportados. Virou atração até mesmo entre os cariocas que tradicionalmente usavam ônibus ou metrô para chegar ao Centro.
A serviço de cariocas e turistas, ele fez parte do Porto Maravilha, megaprojeto de reurbanização da região da Praça Mauá realizado para os Jogos Olímpicos daquele ano na cidade. Já voltamos outras vezes e sempre usamos esse bonde moderno.
Na primeira vez em que andamos no VLT Rio, pegamos o metrô na zona sul, descemos na Cinelândia e tomamos a Linha 1 (Azul) para ir de novo ao Museu do Amanhã, na Praça Mauá; já tínhamos visitado na segunda semana de funcionamento, em dezembro de 2015. Voltamos para levar nosso filho, Joaquim, que também conheceu o Museu de Arte do Rio (MAR). Atualmente é possível chegar de VLT Rio ao Aquário do Rio de Janeiro, e à Rodoviária Novo Rio.

Como o VLT trafega em baixa velocidade, é possível tirar muitas fotos dos edifícios mais antigos, de arquitetura eclética, da Avenida Rio Branco. Há prédios centenários, como o do Theatro Municipal e o do Museu de Belas Artes. Para quem é de fora da cidade, uma volta de VLT é um bom city tour de introdução ao Centro.
De VLT, normalmente dá para fazer um passeio por 2 séculos de arte no Rio de Janeiro. Você pode combinar a ida ao Museu Nacional de Belas Artes (fechado temporariamente), que guarda o maior e mais relevante acervo de arte brasileira do século 19, com a visita ao Museu de Arte Moderna (MAM), onde estão cerca de 6.500 obras.
Mapa do VLT Rio, linhas e horário de funcionamento
Atualmente com 3 linhas em funcionamento, o sistema possui 28 km de trilhos, 29 paradas e capacidade para transportar até 420 passageiros de uma vez só. A Linha 1 (Azul) é o VLT do Santos Dumont e da Rodoviária Novo Rio. A Linha 2 (Verde) conecta a Praça XV – de onde partem as barcas para Niterói – até a região da Central do Brasil (esse trecho inclui o Saara, área de comércio popular do Rio). A Linha 3 (Amarela) está situada entre as duas primeiras, ligando o Aeroporto Santos Dumont com a Central, passando pela histórica região conhecida como a Pequena África.

Ele garante a moradores e turistas integração com outros meios de transporte do Rio de Janeiro, como os navios de cruzeiro que atracam no porto (Parada dos Navios), avião (Parada Santos Dumont), ônibus (Rodoviária Novo Rio), metrô (estações Cinelândia, Carioca e Central, por exemplo), barcas para Niterói e Paquetá (Praça XV) e teleférico (Central e Providência), além de trens e ônibus metropolitanos (Central).
O VLT circula diariamente das 6 à meia-noite, nas Linhas 1 (Azul) e 3 (Amarela) inteiras e entre as estações Central e Praça XV da Linha 2 (Verde). Para o pedaço entre a Praia Formosa e a Central na Linha 2, o funcionamento vai somente até as 22 horas.

O moderno bondinho pode chegar a uma velocidade de 50 km/h, dependendo do trecho. Por exemplo, o trajeto completo na Linha 1, entre o Aeroporto Santos Dumont e a Rodoviária Novo Rio, leva em média meia hora, com o VLT passando a cada 7 minutos.
Estações, vagões e travessia nos percursos
Na nossa ida ao Museu do Amanhã, havia lugar de sobra. Mesmo sentado, você fica um pouco espremido. Não é desconfortável, mas, se estiver nos bancos que ficam de frente um para o outro, corre o risco de cutucar o pé do viajante diante de você. Com capacidade para levar até 420 passageiros, cada bonde tem 8 vagões. Painéis luminosos e avisos sonoros em português e inglês informam a próxima parada. No alto das portas, há também um mapa do VLT Rio, com todas as estações.
Se na ida para a Praça Mauá pudemos escolher onde sentar, na volta, no fim da tarde, tivemos de encarar o aperto típico da hora do rush de uma grande cidade. Na Avenida Rio Branco, fica o centro financeiro do Rio, então dá para imaginar a quantidade de gente que se juntou a nós. Viajamos em pé. Tudo bem, talvez o excesso de movimento fosse culpa da novidade e da gratuidade na época.

As estações são bem simples, com uma cobertura (o sol do Rio exige, sem dúvida), rampa de acesso a portadores de necessidades especiais e painel com a sinalização das linhas do VLT. A distância média entre as paradas é de 400 m. Mapas indicam os trajetos dos bondes.
O espaço da plataforma é estreito. Pedaços quadrados do piso na cor preta e com sulcos, que orientam quem possui limitação visual, servem também de faixa de segurança informal. Os funcionários pedem a todo instante para que os usuários (crianças, principalmente) se posicionem atrás dessa linha escura. Uma fina faixa branca, na beira da plataforma, indica a posição de abertura das portas quando o VLT para. Para entrar ou sair, aperte qualquer um dos botões verdes que ficam em cada uma das oito portas do bonde.
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Não se pode embarcar com animais (exceto cão-guia), bicicletas e grandes volumes. Tampouco é permitido comer e beber dentro dos trens.
As áreas de travessia de pedestres ao longo das linhas do VLT têm placas de sinalização. Apesar de circular em baixa velocidade, um sinal sonoro que remete ao som dos bondes antigos avisa da aproximação do bonde. Os trilhos não são eletrificados, então é muito comum ver pedestres e ciclistas cruzarem a linha enquanto o VLT não passa, o que é proibido. No trecho da Rio Branco perto da Avenida Presidente Vargas e da Praça Mauá, o calçadão de pedestres dá lugar a pistas para circulação de ônibus e carros.
Valor da passagem e validação do RioCard
A passagem do VLT Rio custa R$ 4,30. Usuários do Bilhete Único Carioca têm direito a fazer integrações dentro do período de até 2 horas e meia, podendo incluir 1 viagem de VLT e 1 de ônibus ou 2 de VLT. O aplicativo RioCard Mais (disponível para Apple e Android) permite fazer recargas online de modo fácil e rápido, além dispensar o uso do cartão tradicional. Você usa o próprio celular para pagar o transporte.
É possível adquirir o bilhete nas máquinas de autoatendimento que ficam nas estações do VLT. As máquinas aceitam cédulas (não podem estar amassadas nem molhadas), moedas e cartão de débito (o chip tem de estar bom estado, sem plástico ou papel colado ao cartão; não há compra por aproximação). Importante: a máquina não devolve troco. Quer dizer, todo o valor inserido no cartão vale como crédito para viajar não só no VLT Rio como nos outros meios de transporte que fazem integração com o sistema.
Respondendo a perguntas dos leitores Murilo e Alberto, os casos previstos na legislação têm direito à gratuidade também no VLT Rio, o que inclui menores de 5 anos e maiores de 65 anos. As crianças não precisam de cartão e devem estar acompanhadas de um responsável (esse com cartão validado). Os idosos devem portar o RioCard Sênior e validá-lo dentro do vagão ou apresentar documento de identidade, caso solicitado.

Como não possui cobrador (trocador, como dizem no Rio), o cartão é validado dentro do veículo em leitores instalados próximos às portas. Apenas nas estações do VLT localizadas na Rodoviária, na Central e na Praça XV é preciso validar a passagem no equipamento que fica ao lado da roleta (catraca, para os paulistas). Fiscais têm máquinas individuais para checar se a passagem foi paga. Quem não validar pode ser multado, como ocorre em sistemas de transporte similares de outras partes do mundo (no Rio, o valor da multa é de R$ 170).
Da última vez que utilizamos o VLT, fomos abordados de forma aleatória pelos fiscais para a conferência dos cartões. Caso o passageiro não tenha validado, o funcionário faz isso na mesma hora, na máquina portátil dele. Se o saldo for insuficiente, por exemplo, o usuário será orientado a desembarcar na estação seguinte. Apenas a Guarda Municipal pode aplicar a multa ao passageiro.
Depois de encostar o bilhete na máquina, o passageiro pode descer e voltar a embarcar em outro VLT sem pagar novamente a passagem, desde que não mude o sentido da viagem e que esteja dentro do período de 1 hora após a validação do cartão.

O leitor Helber perguntou nos comentários se poderia seguir até o fim do trajeto da Linha 1 e não descer, para retornar dentro do mesmo bonde no sentido contrário. Nós fizemos isso logo após a inauguração, quando ainda nem era vendido bilhete e o meio de transporte só chegava até a região da Praça Mauá. Ninguém nos mandou descer naquela ocasião, mas imaginávamos que isso não seria mais possível depois que a passagem passou a ser cobrada. A assessoria de imprensa do VLT Carioca confirmou que realmente não é permitido. É preciso descer na última parada e pagar outra passagem para fazer a viagem de volta, na direção oposta da linha.
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