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  • Resort em São Paulo: all inclusive ou hotel com pensão completa

    Resort em São Paulo: all inclusive ou hotel com pensão completa

    Para quem pensa naquela viagem em família ou casal, escolher um resort em São Paulo all inclusive ou com pensão completa pode ser um trunfo. Mesmo que você não goste de cumprir programação de atividades, esse tipo de hospedagem pode ser uma boa alternativa para escapar da rotina e ficar de boa, sem fazer nada no interior ou litoral do estado. Opções de resort perto de São Paulo onde já estivemos comprovam isso: nossa hospedagem no Tauá Atibaia, nossa hospedagem no Bourbon Atibaia e nossa hospedagem no Royal Palm Plaza (Campinas).

    E um resort no interior de SP, distante da capital, pode compensar o longo caminho até lá. Foi o que vimos na nossa hospedagem no Hot Beach Resort (Olímpia), hotel colado ao parque Hot Beach Olímpia.

    Hot Beach, resort em Olímpia (SP)
    Sobremesas do Hot Beach, resort em Olímpia – Foto: @ComoViaja

    Tamanho importa? Entre os hotéis que mencionamos acima estão 2 gigantes em Atibaia, com mais de 500 quartos cada. Falando ainda de resort no interior de SP (não muito distante deles tampouco da capital), em Bragança Paulista, o Hotel Mil Flores se posiciona como o oposto. Ele se define como um pocket resort, embora não leve a categoria no nome.

    No manual do bom resort não podem faltar piscinas (muitas, de preferência), uma equipe de recreação que não deixe a peteca, a bola e toda a animação caírem, serviços de spa (quem não gosta de ser mimado que atire a primeira pedra quente), atividades de lazer (de arco e flecha a quadras de beach tennis, a nova mania), quartos confortáveis (cama boa = sono ótimo) e opções para comer e beber (à vontade, sem restrições).

    Evidentemente, há exceções a essa última regra, especialmente se o hotel está localizado em destinos com variada oferta gastronômica, casos do Casa Grande Hotel (diárias com café ou meia pensão) e do Sofitel Guarujá Jequitimar (café e refeições pagas à parte), ambos localizados no Guarujá e excelentes opções de resort no litoral de SP. É importante saber que existem opções com pensão completa na tarifa (café, almoço e jantar) e que algumas se dizem ser resort all inclusive em São Paulo porque dão direito a bebidas não alcoólicas nas refeições.

    No entanto, na prática – e pudemos comprovar na nossa hospedagem no Mavsa Resort – ele é o único exemplo genuíno de resort all inclusive em São Paulo. Dá direito a 8 refeições e bebidas (alcoólicas ou não) já contempladas no valor da hospedagem. Esse é apenas um dos detalhes da lista abaixo, produzida para ajudá-lo a decidir que resort se encaixa no seu perfil de viagem.

    Quarto do Casa Grande, resort perto de São Paulo
    Casa Grande, resort perto de São Paulo, no Guarujá – Foto: Divulgação

    Como ocorre nas demais listas que preparamos, consideramos apenas empreendimentos bem avaliados por viajantes em sites de reserva.

    A relação abaixo está dividida entre interior e litoral, e há várias sugestões de resort perto de São Paulo. Para facilitar seu planejamento, os hotéis são apresentados de acordo com a distância em relação à capital paulista.

    Resort no interior de SP

    ATÉ 100 KM DE SÃO PAULO

    Refúgio Cheiro de Mato (Mairiporã)

    O nome diz tudo: um abrigo em meio à mata, tão cercado de árvores quanto por atividades que interagem diretamente com a natureza. Localizado em Mairiporã, a 50 km a partir de São Paulo, o Refúgio Cheiro do Mato mantém 80 apartamentos, divididos em 4 categorias de acomodação, todos conectados à rede wireless. Um de seus restaurantes, o Cravo e Canela, fica às margens da represa de Mairiporã. É nas águas que os hóspedes do ecoresort podem curtir alguns momentos de lazer, seja praticando stand up paddle, wakeboard ou canoagem. Diárias com pensão completa (café da manhã, almoço, chá da tarde e jantar, com bebidas como água, suco e refrigerantes incluídas nas refeições).

    Bourbon Atibaia

    A Turma da Mônica espera pela criançada em 4 espaços temáticos do Bourbon Atibaia, resort perto de São Paulo (a 70 km). Campos, quadras, área para paintball, arco e flecha e 3 piscinas também fazem parte da estrutura de lazer do hotel, o 5º maior resort do Brasil em número de apartamentos: são 572, todos equipados com ar condicionado, isolamento acústico, TV e WiFi. Do sushi ao churrasco, da culinária italiana à brasileiríssima feijoada, não faltam opções para comer e beber em seus restaurantes. Funciona em regime de pensão completa, com bebidas (exceto as alcoólicas) incluídas nas refeições.

    Turma da Mônica no Bourbon Atibaia, resort em São Paulo
    Tem Turma da Mônica até no espaço, no resort perto de São Paulo

    Tauá Atibaia Resort

    Não faltam acomodações no Tauá Atibaia Resort, outra boa sugestão de resort perto de São Paulo. A cerca de 70 km de distância da capital, conta com 538 quartos de 2 categorias, ambas com TV, ar e acesso à rede wireless. Um trunfo do hotel é parque aquático coberto. Meninos e meninas de 5 a 12 anos têm muito a explorar também na Jota City, cidade futurista e tecnológica (algumas atividades são pagas). Tem ainda piscina com super toboágua, salão de jogos, boliche e uma equipe de monitores que propõe brincadeiras e jogos das 9 às 22 horas. A gastronomia está garantida por 3 restaurantes. A diária dá direito a café da manhã, almoço e jantar. Bebidas são pagas à parte.

    Parque aquático coberto, trunfo do Tauá Atibaia Resort, em São Paulo
    Parque aquático coberto, no Tauá Atibaia – Foto: Fernando Victorino @ComoViaja

    Cyan Resort by Atlantica (Itupeva)

    Para não se preocupar com nada durante os dias no resort perto de São Paulo, a cerca de 75 km da capital. O antigo Quality Itupeva foi reformado e reaberto em junho de 2022, com um complexo de lazer de cerca de 5.300 m². Renomeado para Cyan Resort by Atlantica, o hotel tem 220 apartamentos, mas nos primeiros meses está funcionando com apenas 90. Entre as facilidades do resort estão três piscinas climatizadas, parque aquático, praia artificial, bar molhado, fitness club, sauna, espaço com redes, salão de jogos, quadras de beach tennis e recreação dividida por faxia etária. O resort fica em frente aos parques Wet’n’Wild, Hopi Hari e é vizinho do Outlet Premium. O hotel é pet friendly. As diárias dão direito a pensão completa, com bebidas não-alcoólicas durantes as refeições.

    Hotel Estância Atibainha (Nazaré Paulista)

    Animação é palavra de ordem no Hotel Estância Atibainha, localizado em Nazaré Paulista, distante 90 km da capital. Quem se hospeda por lá se diverte no parque aquático composto por 7 piscinas, 3 delas climatizadas, com toboágua e outras 2 cobertas. Há quadras poliesportivas, lagos para pescar ou andar de pedalinho e trilhas ecológicas. Amantes da boa forma se encontram no Health Club, com sala de ginástica, saunas e hidro. As refeições podem ser feitas em um dos 3 restaurantes do complexo, que possui também 5 bares. Completam o lazer do hotel uma sala de cinema para 72 pessoas e o Escape Atibainha (pago à parte). As acomodações estão divididas em 5 categorias — todos os 120 chalés estão equipados com TV, frigobar, camas box, ar e varanda com rede. As diárias incluem 4 refeições: café da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar, com bebidas pagas à parte (inclui as não alcoólicas).

    Hotel Estância Atibainha, resort no interior de SP
    Hotel Estância Atibainha, resort no interior de SP – Foto: Divulgação

    Hotel Mil Flores (Bragança Paulista)

    O pocket resort localizado em Bragança Paulista, a cerca de 90 km de São Paulo, foi inaugurado no início de 2016. Seus 24 apartamentos são amplos, com decoração que remete ao clima de praia — todos têm varanda, cama king, canais a cabo e ventilador de teto. Apenas na suíte master têm ar condicionado e hidromassagem. Acomodações e áreas comuns estão adaptadas tanto para pessoas com dificuldade de locomoção quanto para idosos. Piscina, playground, mini golfe e quadra poliesportiva são uma pequena parte das opções de lazer do Hotel Mil Flores. Funciona no sistema de pensão completa (café da manhã, almoço e jantar incluídos), apenas com bebidas pagas à parte. Como está dentro de uma reserva ecológica, o hotel possui trilhas onde é possível encontrar algumas espécies animais, como esquilos e macacos. Piscinas e o restaurante Bamboo estão abertos a day use.

    Royal Palm Plaza (Campinas)

    O parque aquático composto por 7 piscinas é um dos trunfos do Royal Palm Plaza para entreter as famílias. Mundo encantado repleto de personagens, o Miniville é um imã de crianças entre 3 e 6 anos. Localizado em Campinas, a 95 km de São Paulo, o resort tem 4 quadras de tênis, estande de arco e flecha e ginásio poliesportivo. Para os que gostam de desafios, o Kata Kuta mistura labirintos, tirolesa, escalada e arvorismo, numa aventura cheia de adrenalina. No Royal Palm, as acomodações estão divididas em 7 categorias, todas com TV, ar condicionado e frigobar. A gastronomia fica a cargo de restaurantes como o Vila Royal (com música ao vivo nos fins de semana), o Cave do Douro (wine bar dedicado aos amantes dos vinhos) e o La Palette, charmoso bistrô que prepara receitas a la carte e ainda oferece um menu sugestão do chef. Health Club, Aflora Spa e o Cine Lumini são outras formas de lazer. Opera em regime de pensão completa (café, almoço e jantar). Com exceção dos fins de semana, o hotel oferece tarifa especial que inclui apenas o café da manhã. Bebidas consumidas fora das refeições são cobradas à parte.

    Royal Palm Plaza, resort perto de São Paulo, com 7 piscinas – Foto: @ComoViaja

    Novotel Itu

    Nenhuma problema se você não souber dar uma mísera tacada. A cerca de 95 km de distância da capital paulista, o Novotel Itu também é indicado para quem viaja em família e busca descansar com conforto e mimos. A piscina de borda infinita, as sauna seca e a vapor e o Spa L’Occitane au Brésil estão lá para isso. Clube infantil e monitores especializados aguardam pelas crianças, que se esbaldam nas piscinas climatizadas do parque aquático. O Novotel oferece ainda os serviços terceirizados de babá e de cuidadores de idosos. Modernos e funcionais, seus quartos estão voltados para a imensa área verde do Terras de São José Golfe Clube, anexo ao hotel. Aceita pets até 10 kg. Não é um resort all inclusive em São Paulo, mas suas diárias podem incluir pensão completa com direito a 1 bebida nas refeições – o consumo de bebidas alcoólicas é cobrado à parte.

    ATÉ 200 KM DE SÃO PAULO

    Mavsa Resort (Cesário Lange)

    Único resort all inclusive em São Paulo, o Mavsa Resort fica a 155 km da capital. Durante o ano todo, suas diárias dão direito a 8 refeições e consumo de bebidas à vontade (alcóolicas, entre 10 e 23 horas). E o que você imagina que seja o Ybycaazooara? Neste espaço do resort o público entra em contato com animais da fauna brasileira, entre eles, jacarés, avestruzes e macacos. O Mavsa tem ainda fazendinha e equipe de recreação que não deixa a criançada ficar parada, com atividades propostas para cada faixa etária. Possui piscinas aquecidas e um toboágua de 30 metros. Adultos têm à disposição massagens no spa, academia de ginástica às margens do lago e atividades aquáticas: pesca esportiva e passeios de caiaque. Há 3 níveis de acomodações, entre eles, apartamentos, suítes e chalés.

    Mavsa Resort, resort all inclusive em São Paulo
    Atividades no Mavsa Resort, resort all inclusive em São Paulo – Foto: Divulgação

    Grande Hotel Campos do Jordão

    Serviços e estrutura de resort aliados ao charme do Capivari, o bairro que resume o espírito de Campos do Jordão. Inaugurado 1944, o Grande Hotel Campos do Jordão ocupa uma área de 440 mil metros quadrados. Suas 95 acomodações se dividem em 5 categorias, todas com cama box, ar e TV. O lazer inclui atividades ao ar livre, com monitoria para todas as idades. Não faltam trilhas para caminhadas, ginásio para a prática de esporte e fitness center. A oferta de alta gastronomia fica a cargo do restaurante Araucária, enquanto o Restaurante Grande Hotel mantém um serviço de buffet com pitadas de refinamento. Na baixa temporada, as diárias incluem café da manhã e almoço (bebidas à parte). O hotel funciona em regime de pensão completa (café, almoço e jantar, com bebidas à parte) nos fins de semana, durante a alta temporada e nos pacotes de feriados. Fica a cerca de 175 km de São Paulo.

    Grande Hotel São Pedro

    Ícone da hotelaria no interior paulista, o Grande Hotel São Pedro ocupa um conservado edifício dos anos 1940. Para famílias com crianças há um bem estruturado parque aquático e uma praça de esportes. Aos que viajam a dois, celebrando uma data especial, há toda uma atmosfera presente no Engenho das Águas, restaurante de acento francês com sotaque bem brasileiro. E para todos há o Health Club, onde é possível realizar tratamentos à base de águas medicinais provenientes de 3 fontes diferentes. Durante a semana, o Grande Hotel São Pedro oferece meia pensão (café e almoço); nos fins de semana, pensão completa (café, almoço e jantar). Nos dois casos, as bebidas não estão incluídas. São Pedro está a 185 km da cidade de São Paulo.

    ATÉ 250 KM DE SÃO PAULO

    Recanto Alvorada Eco Resort

    Conhecida pelo turismo de aventura, Brotas (245 km da capital) também pode ser o destino de quem busca um resort no interior de SP. A estrutura do Recanto Alvorada Eco Resort oferece 5 piscinas, campo de futebol, fazendinha, lago para passeios de caiaque, barco, SUP e espaço reservado às crianças de até 3 anos, com monitores que propõem jogos e brincadeiras nos fins semana – eles não ficam sozinhos com os pequenos, é preciso que os pais acompanhem as atividades. Cobra pelas bebidas alcoólicas em qualquer hora do dia e, nas refeições, inclui no preço da diária apenas água, chá gelado e 2 tipos de suco. Mas trabalha com pensão completa na tarifa. A preocupação com sustentabilidade fica evidente nas atividades de lazer propostas e, especialmente, na cozinha do hotel. As refeições servidas no restaurante Século do Café são preparadas com alimentos cultivados por produtores locais. Os apartamentos são recomendados aos casais enquanto os chalés, mais espaçosos, recebem melhor as famílias. Com opção de vista para o lago ou para a fonte, as duas categorias de acomodações praticamente empatam em todos quesitos de estrutura: varanda, cama box, ar, lareira e TV via satélite – apenas os chalés têm estacionamento privativo.

    Brotas Eco Resort

    Outro representante da região, o Brotas Eco Resort oferece 55 apartamentos de 5 categorias, todos com ar condicionado. Nos espaços comuns há estrutura de copa e cozinha para quem vai com bebês e até dog park em área verde e sombreada para quem levar o cãozinho junto (serviço cobrado à parte). Piscinas (3 climatizadas), playground, quadra coberta, lago com tirolesa, escalada, cama elástica e mini fazenda estão no cardápio de diversão da criançada, que fica sob supervisão da monitora especializada. Atividades radicais como boia cross e rafting são organizadas por empresas parceiras. Tudo isso a apenas 10 minutos de carro do centro de Brotas, o que facilita as visitas à Casa da Cachaça, ao Parque dos Saltos e às quedas d’água do rio Jacaré Pepira. Durante os dias de semana da baixa temporada, as diárias podem ser simples (café da manhã incluído) ou incluir meia pensão (café e almoço). Nos fins de semana, feriados e período de alta temporada (janeiro e julho) o resort opera em regime de pensão completa (café, almoço e jantar, com bebidas pagas à parte). Brotas fica a 245 km da capital.

    Rafting é uma atividade sugerida no Brotas Eco Resort – Foto: Divulgação

    ATÉ 450 KM DE SÃO PAULO

    Blue Tree Park Lins

    Quem se sente à vontade em águas termais até mesmo no verão tem no Blue Tree Park Lins um éden na Terra. E, com perdão pelo trocadilho, também não é do tipo que se esquenta de percorrer os 435 km que separam o hotel da capital paulista. O complexo aquático inclui rio com correnteza, piscinas com água mineral e muitos toboáguas. Relaxe no ofurô na massagem da ducha Vichy. Arvorismo e tirolesa são parte da diversão infantil. Para acomodar bem as famílias que procuram este resort, há 180 apartamentos, divididos em 5 categorias. A alimentação fica a cargo de 3 restaurantes e 2 bares, um deles próximo à piscina. Diárias com direito a café da manhã, almoço e jantar. Não é um resort all inclusive em São Paulo porque bebidas consumidas fora das refeições são pagas à parte.

    Águas termais no Blue Tree Park Lins, no interior paulista – Foto: Divulgação

    Enjoy Olímpia Park Resort

    Trata-se de um programa de família (e daquelas bem numerosas). Algumas das 912 suítes do Enjoy Olímpia Park Resort, no interior de SP, podem acomodar até 7 pessoas. Nos quartos, há microondas, ar condicionado, frigobar e TV a cabo. As diárias do hotel na cidade de Olímpia, a cerca de 440 km de São Paulo, incluem café da manhã, mas as tarifas com meia pensão ou completa estão disponíveis no momento da reserva. Se as piscinas do resort não forem suficientes, o Enjoy é vizinho ao Parque Aquático Thermas dos Laranjais, onde sobram escorregadores, prainhas e piscinas com ondas.

    Hot Beach Resort (Olímpia)

    Hóspedes do Hot Beach Resort têm direito de acessar o parque aquático do complexo turístico. A água das piscinas é quentinha, os tobogãs trazem a dose de adrenalina para os mais aventureiros e os quartos garantem que o descanso seja em alto nível. As suítes podem ter camas king ou queen, mas todas oferecem frigobar e TV com canais por assinatura. Não é um resort all inclusive em São Paulo, mas se come muito por lá. A qualidade da alimentação surpreende, considerando a quantidade de alimento que é preparada diariamente. Também fica a 440 km da capital paulista.

    Resort no litoral de SP

    ATÉ 100 KM DE SÃO PAULO

    Sofitel Guarujá Jequitimar

    Aos pés da Praia de Pernambuco, um resort perto de São Paulo que atende bem às famílias que buscam sossego no litoral paulista é o cinco estrelas Sofitel Guarujá Jequitimar. Todos os 301 quartos possuem varanda, cama king size, TV de LCD, ar e wifi como cortesia. Um clube infantil entretem crianças entre 3 e 12 anos. Há ainda playground, espaço para jogos de vôlei, basquete e tênis, além de 2 piscinas. O hotel dispõe de 3 bares e mesmo número de restaurantes, sendo um deles no sistema de buffet (aberto diariamente para almoço e jantar) e outros dois a la carte: o Les Épices funciona nas noites de sexta e de sábado; especializado em frutos do mar, o Mar Casado abre apenas no fim de semana. O café da manhã não está incluído na diária. O Sofitel fica a 100 km da capital.

    Casa Grande Hotel

    Instituição do Guarujá, o Casa Grande Hotel é um gigante de traços coloniais situado em frente à Praia da Enseada, onde fica um exclusivo serviço de bar do hotel. Localizado a 95 km da capital, ele engrossa as sugestões de resort perto de São Paulo. O hotel tem 8 classificações diferentes para os 265 apartamentos, alguns deles conjugados, indicados para famílias. Próximos à piscina, 3 chalés com cerca de 100 m² completam as opções de acomodação. É um hotel cinco estrelas procurado tanto para convenções quanto para férias e escapadas de fim de semana. Ao todo, conta com 4 bares e 5 restaurantes, com destaque para o Thai. Servida de sexta a domingo, sua culinária tailandesa rendeu por 4 anos consecutivos o certificado de excelência do site TripAdvisor.

  • Royal Palm Plaza (Campinas): resort perto de SP

    Royal Palm Plaza (Campinas): resort perto de SP

    O suave calor de uma manhã de sábado, palmeiras balançando ao vento em contraste com o azul do céu, praticamente sem nuvens, o som de ondas… Peraí, peraí! Não consta da geografia de Campinas a presença do mar por perto. O splash que atravessou nosso pensamento enquanto curtíamos aquela vibe boa foi produzido pelo balde gigante, uma das atrações do parque aquático do resort Royal Palm Plaza.

    O hotel se encaixa no perfil de um refúgio de fim de semana bem perto de SP. Fica a 1 hora de carro a partir da nossa casa, o que não exigiu de nós nenhum malabarismo para chegar até lá: uma estrada, uma saída, um trevo e voilà! Fazia um tempo carrancudo em São Paulo quando deixamos a cidade, mas o céu foi se abrindo lindamente pelo caminho. Nosso filho, Joaquim, foi quem mais comemorou. O resort tem ótima infraestrutura para crianças, especialmente se elas adoram piscinas, caso dele e da maioria dos pequenos.

    Como é o resort perto de SP

    Enquanto esperávamos pela liberação do quarto, fomos para o Bar da Beira. Sentados de frente para o parque aquático do Royal Palm Plaza, pedimos algumas coisinhas para beber e comer, entre elas, uma porção de pastéis de carne seca e de queijo — sequinhos, recomendamos. Seguindo dica da simpática atendente Gabriela, Nathalia experimentou o Ladrilho, refrescante combinação de rum, redução de manga com sálvia, suco de limão e club soda. Joaquim? Bom, ele só tinha olhos para outro ladrilho, o azul das piscinas.

    Viagem de fim de semana em família

    Mas ele esperou um pouquinho mais antes de cair n’água.  Antes, nosso filho participou do Kata Kuka, atividade paga à parte (R$ 74). É um game com mais ou menos 3 horas de duração. Com auxílio de monitores, o grupo de crianças encara atividades físicas, que incluem escalada, tirolesa, escorregadores, câmaras escuras e muita água (de balde, de bexiga…). Ao fim da atividade, Joaquim foi levado pela monitora até o nosso quarto. Chegou imensamente encharcado e feliz da vida. Deixou o mergulhinho para o dia seguinte, mas não abriu mão de ficar perto d’água.

    Recreação infantil no hotel perto de SP, com o jogo Kata Kuka

    Nossa hospedagem incluiu pensão completa. Jantamos a 1ª noite no Terraço Gourmet, um anexo do restaurante Vila Royal ao lado de um lago cheio de carpas coloridas. Joaquim se divertiu regendo os peixes, que se amontoavam na frente dele. Em tempo: nosso filho não foi o único atraído pelas carpas. Crianças de todas as idades, no colo dos papais ou por conta própria, ficaram vidradas naquela cena. Nós também fomos fisgados, mas por outra espécie: o bacalhau da quiche do buffet de entradas (deliciosa, prove!).

    Joaquim pedindo às carpas para se aproximarem dele
    Entrada no buffet do resort: quiche de bacalhau

    Além dele, o Royal Palm Plaza tem outras 6 opções de alimentação. Algumas exigem reserva, casos do La Palette Bistrô (comandado pelo chef Daniel Valay) e da Adega Cave do Douro (aberta quando o tempo esfriar, a partir de junho, com o festival de fondue). Depois do jantar, Fernando tomou um capuccino italiano no Café Autêntico, localizado no lobby do The Palms, o hotel boutique anexo ao Royal.

    Fechamos a noite com uma passadinha no Bar Pessoa. Nathalia conheceu o bar em 2001, quando ele ainda ficava num espaço fechado. No passado, os versos de Fernando Pessoa estavam escritos na sanca. Agora, textos do poeta português e trechos de sua biografia são projetados nas paredes. Uma dupla tocava ao vivo sucessos internacionais do pop e do rock. 

    Bar no Royal Palm Plaza com projeções da poesia e biografia de Fernando Pessoa

    Aliás, a trilha sonora nos ambientes comuns e na área da piscina girou em torno desse repertório durante nosso fim de semana. Casou bem com o nosso gosto musical. Milton Nascimento tocava naquela noite no vizinho Royal Palm Hall (espaço de shows e eventos vizinho ao resort), como descobriu Joaquim, atento ao painel com as atividades do hotel e programação de todo o complexo Royal Palm.

    Como qualquer criança de 10 anos, Quim também se liga em games. Quando estava de bobeira, abusou do direito de usar o wifi do Royal Palm Plaza, gratuito e disponível em todas as áreas do resort — o sinal da internet sem fio só caiu mesmo perto do arco e flecha, um dos pontos mais distantes em relação ao núcleo do hotel.

    Quarto do Royal Palm Plaza

    Era o fim de semana dos sonhos para o cara. Jogo liberado, brincadeiras em 7 piscinas e 1 das 2 camas queen do nosso quarto só para ele, praticamente nadou de braçada em cima dela. Deu até para perder o Max, seu pug de pelúcia, em meio às cobertas.

    Ficamos na suíte luxo, ampla, com ar condicionado central, uma mesa de trabalho, TV a cabo, frigobar e banheiro pequeno, mas com ducha forte. Criado a partir de um hotel comprado em 1997, o Royal Palm Plaza teve sua construção original demolida e passou por progressivas expansões, especialmente durante a 1ª metade dos anos 2000.

    Tradicional em Campinas, hotel expandiu e virou um complexo

    O que fazer no Royal Palm Plaza

    Resort é terra das oportunidades de lazer. No Royal Palm Plaza, não é diferente. Lá tem academia bem equipada (para quem não dispensa suar nem no fim de semana) e o Spa Aflora, dedicado a quem adora se entregar a massagens (Basics, R$ 150 por 30 minutos) ou a um detox completo (R$ 620 para 3 horas de tratamentos). Ambas as atividades ficam no espaço Casa de Campo. Visitamos por curiosidade jornalística. Somos um casal que faz absolutamente tudo em casa, do trabalho à comida, passando pela limpeza, atividades que já nos consomem bem fisicamente. Então, o resort é para nós aquele momento do dolce far niente, de boréstia.

    Com um bom livro nas mãos, uma espreguiçadeira e um ombrelone estávamos mais do que satisfeitos. Azulzinho de doer, o céu era convidativo a passar o domingo na beira da piscina, com uma entrada ou outra só para nos refrescarmos. Sem sentir frio, é bom que se diga. De fato climatizada, a temperatura da água não provoca aquele tradicional choque quente/gelado. Único espaço vetado a menores, a hidromassagem a céu aberto funciona na casa do 34°C.

    Relax em família na queda d’água

    Segundo cálculos da polícia militar, Joaquim desceu entre 150 e 200 vezes o toboágua, quantidade equivalente à que esperou pelo balde derramar água nele. Grande parte dessa média foi registrada na segunda-feira pela manhã, quando ficamos basicamente a sós no Royal Palm Plaza. Como era de se esperar, muita gente esticou a permanência (com ou sem late check out) até o fim da tarde de domingo, antes de pegar a estrada de volta para casa — vantagens de um hotel no interior de SP perto da capital.

    Toboágua que Joaquim desceu tantas vezes de se perder a conta
    Até os adultos se divertem com o balde

    Essa é a dica, aliás, para quem vai em casal, ou mesmo em família, mas quer tranquilidade total: vá fora de fim de semana ou da temporada de férias. Claro que a monitoria infantil tem mais crianças para brincar quando o resort está cheio. E isso conta para a meninada atrás de diversão com gente do seu tamanho. Mas, se a ideia for curtir a folga entre as pessoas que estão viajando juntas, a calmaria do hotel mais vazio permite usufruir dos serviços só para vocês. E com mais rapidez, obviamente, já que há pouca gente a ser servida.

    O que nos chamou atenção foi que a qualidade não caiu por ter menos hóspedes no resort. Pelo contrário, o drink na piscina estava ótimo — Nathalia tomou o segundo Ladrilho da viagem; provamos outros, mas esse é definitivamente nossa indicação na carta do Royal Palm Plaza —; os pães do café da manhã eram fresquinhos; a comida do buffet de almoço, mais enxuto, oferecia ainda boa variedade; e os funcionários (folguistas ou não) seguiam solícitos. 

    Restaurante no Royal Palm Plaza

    Entre as atividades de lazer à disposição dos hóspedes, testamos o arco e flecha. O monitor explicou o passo a passo antes de executarmos os disparos. Recomendamos a experiência, pois combina precisão e equilíbrio. Se estivéssemos sob ataque, certamente teríamos nossa aldeia invadida, dadas as vezes em que deixamos a flecha cair ou acertamos o feno que escora o alvo. Com um arco menor, próprio para crianças, Joaquim também botou para fora seu lado mais medieval.

    Arco e flecha no resort perto de SP

    Nosso filho também nos mostrou o castelo do Miniville, espaço com a casinha da coelha Fofa Flor e a espaçonave do cachorro Comandante Átila. E, como em imaginação infantil cabe tudo, ao lado fica o navio pirata do papagaio Capitão Currupaco Paco. No fim de semana, os 3 personagens aparecem nessa área da vila das crianças para alegrar os pequeninos.

    Miniville do Royal Palm Plaza, com castelo medieval
    Casinha da Fofa Flor na área infantil do resort

    Meninos e meninas que desejarem participar de jogos e brincadeiras encontram a programação impressa no ponto dos monitores à direita da recepção nos fins de semana ou afixada em painéis pelo hotel. Também é possível ver tudo (também da programação para adultos) no aplicativo do Royal Palm Plaza. Nele, é possível ainda agendar um lembrete para as atividades desejadas. A inscrição para a recreação pode ser realizada nesse ponto próximo à recepção (ou, durante a semana, perto do Bar da Beira). 

    Piscinas do resort perto de SP, festa para adultos e crianças

    Diária, ela é dividida por faixas etárias e inclui fazer as refeições em área própria, com direito a batata frita, espaguetinho e outras delicinhas que a molecada costuma não recusar. Sem abrir mão de ficar conosco, Joaquim encheu o prato no buffet infantil e voltou ao salão do Vila Royal, que fica um andar abaixo. No jantar do mesmo dia, o garçom se antecipou, dizendo que era possível pedir o menu infantil diretamente à cozinha do restaurante.

    Pais mais ortodoxos em relação à alimentação no fim de semana encontram boas opções de saladas e pratos quentes no buffet do restaurante principal. De dia e de noite, sempre há um caldo. Fernando aprovou tanto o creme de legumes com azeite trufado quanto o caldo de tomate com manjericão. Eles fizeram boa dupla com queijos e frios do buffet.

    Buffet farto nas refeições do hotel

    Aqui em casa, por exemplo, o café da manhã é a refeição de que mais gostamos. É também a que nos prende mais tempo à mesa, porque curtimos ir etapa por etapa. No Royal Palm Plaza, cada um escolheu um lado para começar o dia, mas todos nos encontramos diante da estação que preparava bons omeletes e ovos mexidos na hora.

    É preciso ser bem seletivo (chato, como se diz na nossa terra) para não comer nada por lá, em qualquer das refeições, com farto buffet. No café da manhã, por exemplo, havia sempre um mínimo de 3 opções de cereal, de iogurte, de sucos e de pães (salgados e doces, com destaque para os saborosos folhados de maçã e croissants). Adeptos do bacon são ignorados, tampouco os que encaram uma batata rosti sem sustos no desjejum. Sirvam-se à vontade.

    Almoço no buffet com camarão e brie derretido
    Café da manhã do hotel Royal Palm Plaza

    Por fim, mas não por último, menção para a qualidade do atendimento. Em um resort grande, com muitos funcionários, difícil de acreditar que as pessoas possam ser solícitas o tempo todo. E não estamos falando daquela simpatia profissional de hotelaria, fruto de treinamento intenso. Notamos que havia muita boa vontade dos funcionários do Royal Palm Plaza que nos atenderam em responder cada dúvida, fosse nossa ou do Joaquim. A união, em doses iguais, do melhor da hospitalidade do interior com a descontração de um fim de semana à beira d’água.

    Piscina do resort em Campinas
    HOSPEDAGEM A COnvite do Royal Palm Plaza
  • Vila da Mônica (Gramado): novo parque temático na Serra Gaúcha

    Vila da Mônica (Gramado): novo parque temático na Serra Gaúcha

    Gramado cresce a olhos vistos. Desde outubro de 2022, o Bairro do Limoeiro despontou na paisagem da cidade e ganhou, da noite para o dia, novos moradores. E também muitos turistas com a abertura do parque Vila da Mônica. Ali, no caminho de atrações já consagradas, como o parque de neve Snowland e o parque aquático Acquamotion, fica o mais novo polo de diversão na Serra Gaúcha. Ele segue a fórmula de sucesso também vista nos restaurantes temáticos em Gramado: explorar todo o potencial de um personagem.

    A visita ao Vila da Mônica, em Gramado, é passeio para crianças (e adultos, por que não?) fãs da turma criada pelo cartunista Maurício de Sousa. Mais um atrativo da cidade que, como poucas no Brasil, soube aproveitar o potencial turístico nacional e criou passeios e eventos para se manter movimentada o ano todo, da Páscoa em Gramado, passando pelo inverno, até o Natal Luz Gramado. Para planejar sua viagem para lá, veja a nossa seleção com sugestões de onde ficar em Gramado.

    | Veja transfers, ingressos e tours em Gramado |

    Vila da Mônica, em Gramado: Bairro do Limoeiro no parque
    Bairro do Limoeiro: dos quadrinhos para Gramado – Foto Adriana Guimarães

    Como é o Vila da Mônica em Gramado

    Além das casas do quarteto Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali, o parque tem 30 atrações, entre elas, o Laboratório do Franjinha, o Ateliê da Milena e o Terminal da Vila, onde um trem parte para um passeio de 12 minutos pelo Bairro do Limoeiro. É lugar de fantasia, onde o Ipê pode ter a cor azul e a neve cai magicamente no fim do ano – a primeira temporada de Natal do parque teve shows diários e floquinhos brancos caindo ao fim de cada apresentação.

    Um lugar com a inocência da turminha animada, sem brinquedos radicais, como também se vê no Parque da Mônica (SP), visitado por nós quando o Joaquim, nosso filho, era bem pequeno. Tanto na capital paulista quanto em Gramado, os personagens circulam e tiram fotos com os fãs. Algo que também ocorre no Bourbon Atibaia, que tem a turma da Mônica em atrações e em quartos do hotel, no interior de SP.

    O que fazer no parque temático

    A maior parte das brincadeiras da Vila da Mônica, em Gramado, têm a ver com os personagens das histórias em quadrinhos. A imaginação corre solta na casa da Mônica; Cascão cria uma praia ‘seca’; Magali comemora um aniversário repleto de comida e um desafio é lançado para a criançada no quarto do Cebolinha. O parque tem ainda atrações como uma roda-gigante e o carrossel do Chico Bento.

    Além dos espaços que lembram o Parque da Mônica (SP), a unidade na Serra Gaúcha oferece atividades que botam a criançada para experimentar profissões reais, como bombeiro, veterinário e arquiteto, em um mix que remete a outro sucesso na capital paulista, a Kidzania – fechada na pandemia, a atração prepara-se para reabrir em 2023.

    VALE SABER

    Endereço: Rua Germano Boff, 611 – Bairro Carazal, Gramado

    Transporte: O parque fica às margens da rodovia RS-235, que liga Gramado a Nova Petrópolis, então a melhor alternativa é ir de carro (particular ou de aplicativo)

    Funcionamento: De quarta a segunda, das 9h45 às 17h30

    Preço: O ingresso da Vila da Mônica antecipado custa mais barato. Na bilheteria, sai a R$ 338 por adulto; pela internet, R$ 179 na Easy Travel Shop (ETS), parceira do Como Viaja. Preço para outras faixas etárias: R$ 119, para pessoas acima de 60 anos; R$ 159, crianças de 3 a 14 anos; e grátis até 2 anos. Especializada em transfers, tours e entradas em destinos no Brasil e no exterior, a ETS divide seus produtos em 10 vezes sem juros.

    Alimentação: O Restaurante da Vila serve pratos executivos, pizzas, massas, saladas e lanches, como hambúrgueres com batatas fritas; no Empório do Nhô Lau vende pães, cucas e bolachas fabricadas por produtores da região. Para quem está com bebês, o espaço família reúne estrutura fraldário, copa do bebê e sala de amamentação

    Compras: Produtos da Turma da Mônica são vendidos em uma lojinha na entrada do parque

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  • Tiradentes, Minas Gerais

    Tiradentes, Minas Gerais

    Uma das mais bonitas Cidades Históricas do Brasil. Tiradentes, em Minas Gerais, se manteve pequena – são em torno de 7.500 habitantes – e preservada, com casario colonial e igrejas barrocas. Prático e completo, o Guia de Viagem Gratuito | Como Viaja reúne tudo o que precisa saber sobre o destino para resolver sua viagem: clima, preparativos, hospedagem, passeios, restaurantes, transporte, compras, eventos e esticadas.

    Para saber o que fazer em Tiradentes e se planejar com antecedência, veja também as nossas sugestões de onde ficar em Tiradentes e de passeios como maria-fumaça de Tiradentes.

    Antigo Arraial de Santo Antônio da Ponta do Morro, fundado em 1702, Tiradentes teve seu conjunto arquitetônico tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 1938. A cidade ganhou fama nacional nos anos 1980 e estabeleceu um importante calendário de eventos, como a Mostra de Cinema, em janeiro, e o renomado Festival de Gastronomia de Tiradentes, em agosto.

    Nos últimos 10 anos, Tiradentes cresceu muito, mas não perdeu sua identidade. Hoje oferece a possibilidade de uma viagem rica em história, com artesanato e comida mineira – bem como restaurantes de culinárias diversas (tem até a tailandesa do Uai Thai) – e lojas de design (caso do ateliê da artista Daniela Karam). Nessa década, aumentou bem a oferta de lojas e pousadas em Tiradentes. Também cresceu a lista dos melhores restaurantes de Tiradentes, entre eles, o Angatu, o Tragaluz e o Pacco & Bacco.

    Artesanato mineiro em ferro e madeira
    Madeira e ferro no artesanato mineiro

    Como ocorre em toda boa cidade de interior que se preze, a vida em Tiradentes começa em torno da praça central, lá chamada de Largo das Forras. Em qualquer rua que se tome a partir dali, surgem possibilidades de passeios e atividades. A Serra de São José serve de cenário ao redor e é apreciada tanto de perto, em trilhas e cachoeiras, quanto à distância, na maria-fumaça de Tiradentes, o passeio de trem até São João del Rei.

    Super-indicado para uma escapada romântica, com pousadas e ruas charmosas, o destino mineiro cai bem também para uma viagem em família. Um roteiro em Tiradentes de 2 dias inteiros é suficiente para curtir a cidade, mas não é nada mal ficar mais tempo.

    Largo das Forras, principal praça de Tiradentes
    Largo das Forras, a principal praça de Tiradentes

    Confira abaixo o guia gratuito de Tiradentes (MG), com dicas de passeios, hospedagem, restaurantes, compras, clima, eventos, transporte e destinos para um roteiro combinado. Nossa série com opções de guia de viagem traz informações grátis e completas para você se planejar para conhecer destinos brasileiros e internacionais.

    Clima

    Na hora de arrumar a mala, não esqueça de incluir um casaco. A temperatura na cidade de Tiradentes é agradável, mas as noites são frescas mesmo no verão (média de 17°C). De dia, o sol de serra engana, mas queima; use protetor solar. Os termômetros oscilam em torno dos 24°C ao longo do ano inteiro.

    Os meses de dezembro e janeiro são historicamente os mais chuvosos, com precipitação acima dos 270 mm. Junho, julho e agosto têm dias secos e praticamente sem nuvens. O céu azul em contraste com o casario colorido deixa as fotos ainda mais lindas.

    Durante o inverno, as noites costumam registrar 11°C em média, com possibilidade de queda durante a madrugada. Cuidado com botas e calçados de solado escorregadio porque pode deslizar no calçamento pé de moleque.

    Preparativos

    Transporte

    Depois, opte pelo aluguel de carro na capital mineira (a 190 km), distante umas três horas de estrada. Dá o dobro disso e pouquinho mais se você sair de São Paulo (a 490 km) e tomar a Fernão Dias, rodovia que une mineiros e paulistas. Do Rio de Janeiro (a 370 km), o caminho é a BR-040.

    Chegando lá, estacione e só reassuma o volante novamente para visitar o comércio na rua de entrada da cidade, ir à cidade de São João del Rei ou dar um pulo no vizinho distrito de Bichinho. No mais, gaste calorias e sola de tênis subindo e descendo as ladeiras de pé de moleque do centro histórico de Tiradentes. De avião, vá até Belo Horizonte.

    Dinheiro

    Cartões de crédito e débito são bem aceitos pelos principais bares, restaurantes e lojas de Tiradentes. Mas alguns pequenos produtores de queijo ou de artesanato podem aceitar apenas dinheiro em espécie.

    A cidade tem duas agências bancárias, separadas por uma parede e localizadas a 100 metros do Largo das Forras. A entrada do Bradesco fica na Rua Ministro Gabriel Passos, enquanto o acesso ao Itaú é feito por uma viela lateral à esquerda. Não precisa nem trocar de calçada.

    Café em Tiradentes: cartão é bem aceito
    Cartão bem aceito em cafés, restaurantes e lojas

    Não há caixas eletrônicos da Rede 24 Horas em Tiradentes. Para encontrar um deles, será necessário ir até São João del Rei, cidade vizinha onde também há agências do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e do Santander – abrem às 11 horas da manhã.

    Hospedagem

    Não se preocupe, você vai encontrar pousadas em Tiradentes, e de sobra. Para se ter ideia de como a cidade mineira cresceu nos últimos 10 anos, há centenas de hotéis em Tiradentes na Booking. De hotel no centro histórico a propriedades logo na entrada da cidade mineira; há ainda hospedagem com a Serra de São José como cenário, caso da Solar da Serra Tiradentes, no caminho para Bichinho. A cidade acomoda todo tipo de viajante. De pousadas baratas, ao estilo cama e café, até opções com serviço de recreação infantil, como a Pousada Pequena Tiradentes e o Santíssimo Resort, buscados por famílias.

    Pousada Pequena Tiradentes, com piscina
    Hotéis e pousadas no Centro e fora, como a Pequena Tiradentes

    Em 2019, Nathalia se hospedou na Pousada do Largo, com cama confortável, ar-condicionado split, amenities no banheiro e localização imbatível. Fica diante da principal praça da cidade, o Largo das Forras, onde também se localiza a Pousada Mãe D’Água.

    Para quem não faz questão de estar dentro do Centro, mas quer chegar lá com uma curta caminhada, a Pousada Don Quixote é uma boa alternativa (ficamos nela em 2007, quando foi inaugurada; gostamos muito). Tem piscina, como a Pousada Villa Allegra e a Pousada Ouro de Minas, outras sugestões de hospedagem perto da área histórica – ambas oferecem alguns apartamentos com banheira de hidromassagem. Bonita e bem avaliada nos sites de reserva, a Lis Blue Pousada, perto da estação da maria-fumaça, tem chalés que lembram uma casinha no campo e quitutes preparados no fogão à lenha.

    Passeios

    A voltinha de charrete pela cidade é quase sempre irresistível para casais de namorados ou famílias com crianças. É possível fazer passeios de bicicleta, a cavalo, de bicicleta ou de carro até a Serra de São José, para ver a natureza local e explorar cachoeiras em Tiradentes. Agências locais organizam tanto tours históricos a pé pelo centro e roteiros gastronômicos com degustação de cachaça e queijo quanto cavalgadas e trekkings na mata em torno da serra.

    Matriz de Santo Antônio, o cartão-postal
    Matriz de Santo Antônio, o cartão-postal – Foto: Divulgação

    Como faz parte das Cidades Históricas de Minas Gerais, ligadas à exploração de ouro no Brasil Colônia, Tiradentes mantém igrejas cheias de detalhes, como pedia o estilo barroco, vigente até meados do século 18. As linhas amarelas da Matriz de Santo Antônio se sobressaem na paisagem, no alto do vale. Quase 500 kg de ouro foram usados na pintura e no folheado da igreja, frequentada por donos de terra e de escravos. Na rua de baixo, a Nossa Senhora do Rosário era a igreja dos negros (o único branco a entrar lá era o padre).

    Ao caminhar pelas ruas do centro histórico de Tiradentes, repare nas bonitas capelas, que são abertas na procissão da Semana Santa, cada uma representa um dos Passos de Cristo. Outra linda construção é o Chafariz de São José, de 1749. Com uma pintura em tom de azul, lembra a fachada de uma igreja em tamanho reduzido.

    Tiradentes tem museus interessantes, a maior parte relacionada à religiosidade, importante aspecto da cultura local. A recuperação de um casarão do século 18 e de centenas de peças ligadas ao catolicismo deu origem ao Museu da Liturgia, que abriga 420 itens datados do século 18 ao 20. Já o Museu Sant’Ana reúne quase 300 imagens da mãe de Maria, em sua maioria com a filha, em obras dos séculos 17 e 18, produzidas por artesãos de várias partes do Brasil.

    O que conhecer em tiradentes: Chafariz de São José
    Chafariz de São José, como a fachada de uma igreja

    Quem aprecia pintura e escultura deve conferir o Instituto Mário Mendonça. O pintor brasileiro, mestre em arte sacra, fez da sua casa em Tiradentes um museu para suas obras e sua coleção, que inclui bailarinas de Degas e quadros de Di Cavalcanti e Guignard. O Museu Padre Toledo funciona no casarão onde o vigário morava, lugar da primeira reunião dos inconfidentes. Repare nas pinturas do texto, no mobiliário de época e na Sala dos Espelhos.

    Bichinho e Tiradentes são ótimos destinos para garimpar móveis rústicos e artesanato. Quem viaja em família também costuma esticar até esse distrito, no vizinho município de Prados, para brincar na Casa Torta. Um roteiro em Tiradentes para crianças sempre inclui o centro cultural com camarim, parede para pintar e cama elástica.

    Restaurantes

    Vá a Tiradentes, mas não conte ao seu cardiologista. Quem gosta de comer (e bem) se esbalda na cidade mineira, onde há mais de duas décadas é realizado o Festival de Gastronomia Tiradentes, com participação ativa dos chefs locais. São eles que contribuem para a fama de boa mesa que a cidade tem. Com mais ou menos tempo de estrada, há restaurantes para todos os gostos (licença pelo trocadilho e pelo chavão).

    O colorido das culinárias tailandesa e mexicana, por exemplo, está presente no Uaithai (vá de rolinho primavera de pato e de sorvete de tamarindo na sobremesa) e no Casazul Bistrô (frozen margarita, nachos com guacamole e quesadillas com recheio de carne moída ou porco desfiado são as pedidas). Café com bolo e maçãs verdes cobertas com chocolate belga são o atrativo do Jane’s Apple, que também vende objetos para casa.

    UaiThai, comida mineira com tailandesa
    Comida tailandesa com mineira no UaiThai

    Raízes mineiras são a essência do Pau de Angu – de onde se tem uma linda vista da Serra de São José, na chegada a Bichinho – e do Padre Toledo, alojado em um sobrado de 1722 em Tiradentes. É também em um casarão com três séculos de história que funciona o Tragaluz, cuja goiabada cascão prensada na castanha de caju, servida sobre queijo cremoso e com sorvete de goiaba dá o que falar. E o que dizer do Mané sem Jaleco, a senha para comer um clássico do tradicional restaurante Estalagem do Sabor?

    Porém, uma cidade que abriga um dos mais respeitados festivais culinários do país não se limita ao arroz com tutu. Angatu e Pacco & Bacco são representantes da cozinha contemporânea. Apreciadores de pasta italiana têm no Gourmeco uma alternativa. A lonjura do mar não é impedimento para que se encontre um especialista em bacalhau em Tiradentes, o Atrás da Matriz.

    Petisco no boteco Biroska
    Botecar, uma arte mineira, nos petiscos do Biroska

    Se a intenção for botecar, drinks e 100 tipos de tintos e brancos estão à espera no Entrepôt du Vin, animado ponto da cidade. Simplicidade é a receita do Biroska Santo Reis, com cerveja gelada, ótimos petiscos e uma mercearia para comprar queijo e cachaça. Peça os bolinhos de aipim recheados com queijo ou carne moída. Os quitutes também são gostosos no Templário (soa inacreditável, mas é maravilhosa a coxinha com recheio de rabada). Uma pedida tradicional nos botequins de Tiradentes são os pastéis de angu, de queijo ou carne.

    Vegetarianos também participam da arte de beber e beliscar, já que o Cultivo é o primeiro bar e restaurante do gênero em Tiradentes. As bolinhas de queijo Catauá e os croquetes de milho com ora pro nóbis caem muito bem com o caipeta, caipirinha de limão capeta (como cravo ou rosa em outras partes do Brasil), misturado ao xarope de rapadura.

    Compras

    Ótimas opções de compras se apresentam ao longo das ruas paralelas Direita e Ministro Gabriel Passos. Produtos típicos de Minas Gerais, certamente, estão na lista de compras em Tiradentes: queijos de todas as curas, doces, cachaças, artesanato e tapeçaria, como  caminhos de mesa e jogos americanos de qualidade.

    Ouro Canastra Q’jaria e o Empório Quejos e Doces (loja no Mini Mix Shopping) são os endereços certos para fãs de queijo, além de venderem ótimos produtos mineiros, entre mel, goiabada cascão (é deliciosa a da marca Zélia, molinha ou de cortar) e doce de leite (aprovamos o Rocca com mistura de café). Caso encontre pela cidade, não deixe de experimentar (e comprar) o queijo da Lúcia – o nome da marca é Sabores do Sítio, mas a proprietária, cujo produto extra curado foi premiado na França, ficou tão famosa que basta dizer que procura o queijo da Lúcia.

    Ouro Canastra Q'jaria: loja de queijo em Tiradentes
    Em Minas, queijo também é souvenir

    Se for a Bichinho, não deixe de passar na Mazuma Mineira, para conhecer o processo de produção da cachaça e levar para casa garrafas de rótulos envelhecidos em barris de diferentes madeiras. No distrito vizinho, uma voltinha pela rua principal apresenta muito artesanato e móveis de demolição à venda – a pioneira Oficina de Agosto ficou tão conhecida que já conta com lojas em São Paulo, Rio, Natal e ainda tem representantes na Bélgica e nos EUA.

    Na chegada a Tiradentes, também se passa por vários pontos comerciais com lindas cômodas, cadeiras e mesinhas. Uma delas é a Joelma Marques Móveis e Decorações (confira que lindeza são os relicários), que tem peças prontas e aceita encomenda de personalizadas. Em várias lojas da cidade, como a Empório Heliodora, há a pomba do Resplendor Divino Espírito Santo de vários tamanhos e cores.

    Tiradentes, no entanto, surpreende também pela variedade de artigos descolados, produzidos por gente que se mudou para lá e montou ateliê ali nos últimos anos. Na loja Daniela Karam – Alfaitaria para Casa, por exemplo, encontram-se lindas almofadas, cadeiras, necessaires e cadernos de capa dura. A artista cria as estampas inspiradas em viagens no Brasil ou ao exterior e depois lança coleções com elas.

    Peças de cerâmica de Tiradentes
    Peças de cerâmica estão entre os produtos locais interessantes

    Para quem busca objetos com design diferente, vale checar a Casagrande Cerâmica Artesanal (com belos pratos e travessas em cores sólidas) e a Marcas Mineiras (lugar aconchegante, tem de vasos de cristal a roupa de cama e banho bordada, passando por utensílios para cozinha). Tome um café nos fundos da propriedade (o espresso mineiro vem com doce de leite lambuzado na xícara), acompanhado de bolo de laranja com ganache de chocolate (uma bela forma de terminar um dia de passeio com compra).

    Eventos

    O calendário de eventos em Tiradentes é agitado o ano todo. A cada mudança de temporada um estilo musical é tema do Quatro Estações Festival: MPB, Blues, Jazz ou Bossa Nova. Em janeiro, a Mostra de Cinema de Tiradentes tem exibições e oficinas gratuitas. O maior evento local, no entanto, se chama Bike Fest, um encontro de devotos de Harley-Davidson com cerca de 30.000 pessoas, realizado no fim de junho, quando a calmaria da cidade dá lugar ao ronco dos motores.

    Na Semana Santa e no Corpus Christi, feriados religiosos, a cidade mantém a tradição dos tapetes de serragem de Minas, traçando o caminho da procissão. O Encontro de Congados no fim de julho reúne grupos de várias cidades da região. 

    Festival gastronômico de Tiradentes – Foto: Divulgação

    Também em junho, é realizado o Tiradentes Vinho & Jazz Festival, mesmo tipo de música do Duo Jazz, realizado em novembro em 2021. No mesmo ano, Tiradentes voltou a realizar seu Festival de Gastronomia Tiradentes, um dos mais renomados do país. O evento organizado em setembro promoveu jantares, aulas e apresentações culturais.

    A cidade também celebra eventos voltados a outros públicos. O Festival Artes Vertentes mexe com fotografia, literatura, artes plásticas, cerâmica, entre outras manifestações. Quem quer saber das tendências deve ir à Semana Criativa de Tiradentes, em outubro. Para as festas de dezembro, a cidade se enfeita de luzes de Natal e tem programação de Réveillon no Largo das Forras.

    Esticada

    Tiradentes pode ser combinada com um roteiro pelas Cidades Históricas de Minas Gerais. A dupla Ouro Preto e Mariana fica em torno de 160 km. Outra opção é dividir a hospedagem entre São João del Rei e Tiradentes. O trajeto entre as duas cidades pode ser feito de carro ou de maria-fumaça – verifique se há saídas do passeio de trem de Tiradentes no período em que estiver na região e fique atento a horário e direção.

    Maria-fumaça de Tiradentes
    Maria-fumaça de Tiradentes a São João del Rei

    Também pode ser interessante fazer uma dobradinha com Belo Horizonte, incluindo ainda outros destinos próximos à capital mineira; entre eles, Inhotim (a cerca de 40 km) e o Parque Nacional Serra do Cipó (quase 100 km).

  • Como é a Pousada do Largo, hotel na praça principal de Tiradentes

    Como é a Pousada do Largo, hotel na praça principal de Tiradentes

    É botar o pé na rua, e a cidade mineira está toda ali para ser desbravada. A Pousada do Largo, em Tiradentes, como o nome já diz, fica diante do Largo das Forras. É o hotel da praça principal da cidade de Minas Gerais. Um roteiro de 3 dias é suficiente para aproveitar bem a cidade mineira, não importando sua escolha de onde ficar em Tiradentes. Mas a localização, no miolo do centro histórico, certamente é um trunfo da Pousada do Largo, pela praticidade e pela economia de tempo nos deslocamentos.

    Pousada do Largo na praça principal, ao lado de um dos passos abertos na Semana Santa

    Existente há cerca de 20 anos, a Pousada do Largo surgiu justamente da falta de opções de hospedagem para os visitantes que iam a Tiradentes antes de o destino ser famoso no país como é hoje. Porque alguns turistas iam conhecer o patrimônio da cidade histórica, outros buscavam móveis rústicos e arte regional feita com madeira de demolição vendidos ali com frequência.

    Largo das Forras com charretes no centro da histórica Tiradentes

    A pousada se divide em 2 espaços. Um deles está situado atrás do Empório Valnice, loja também na praça central. O outro reúne acomodações no lado oposto do Largo das Forras. Apenas esse segundo se encontrava em funcionamento; o primeiro está em obras. Por isso, os hóspedes eram levados para tomar o café da manhã na Pousada Pequena Tiradentes, hospedagem de categoria superior, dos mesmos donos – não eram cobrado adicional pelo transfer nem pelo café da manhã.

    Como é a Pousada do Largo de Tiradentes

    Eram apenas 7 acomodações com estilos diferentes: 2 na categoria luxo e 5 standard, menores com 12 m². Os apartamentos da categoria luxo: a suíte 1, na entrada da pousada, com 25 m² de área, janelas voltadas para a rua e banheiro todo revestido de pedras; e a suíte 7, de 18 m², no fundo da propriedade, diante de uma pequena piscina aquecida.

    Chegada a Tiradentes com docinho e chá no quarto

    Mas um aspecto é essencial para mim: uma boa cama. E isso minha suíte na Pousada do Largo tinha. A cama era muito boa, nem dura nem mole, na medida para uma noite de sono embalada pelo edredom fofinho. No quarto, havia frigobar, televisão e ar-condicionado split (não usei, mas no verão pode ser necessário). Banheira, secador e amenities (toca, sabonete, xampu e condicionador) me aguardavam no banheiro.

    Cama boa e pousada bem localizada, no centro de Tiradentes
    Banheira e amenities na suíte luxo da Pousada do Largo

    Um item que me deixa muito feliz ao ver num quarto de hotel é uma máquina de café. Além de poder tomar um espresso (cápsula paga à parte), me dá a possibilidade de fazer um chazinho para tomar antes de dormir. Uma máquina maior ficava na salinha perto da recepção, para quem quiser bater um papo embalado por uma bebida quentinha.

    Tanto na suíte quanto na saleta da entrada, havia saquinhos daqueles de chás industrializados, em sabores como verde, cidreira e camomila, combinados com canela e maracujá, por exemplo.

    O que fazer no hotel na praça principal da cidade

    Fiquei hospedada na suíte 7 da Pousada do Largo, no fundo do terreno, perto da piscina aquecida. Como era fim de junho, o friozinho já podia ser sentido, principalmente cedo pela manhã e após o anoitecer. A piscina esteve coberta ao longo da minha hospedagem. Durante o dia, o sol pegava forte e rolava um calor, mas estávamos visitando a cidade, então nem cheguei a pensar em piscina.

    No caminho até meu quarto, percorria um longo corredor e passava pela entrada da sauna a vapor. Tampouco tive chance de usar essa sauna, que funcionava de noite. Dependendo do destino, não me importo muito com esse tipo de estrutura (tudo muda de acordo com o propósito da viagem). Nas Cidades Históricas de Minas Gerais, gosto mesmo é de estar na rua batendo perna e descobrindo lugares e pessoas.

    A grande vantagem de estar hospedado diante do Largo das Forras é que todo o centro histórico pode ser explorado a pé, em curtas caminhadas, intercaladas com pausas em igrejas, atrações, lojas, restaurantes e cafés.

    Porque, dali, chega-se facilmente à Rua Direita e à Rua Ministro Gabriel Passos, ambas cheias de opções de restaurantes, café e compras. Basta subir ladeira para chegar à Igreja Matriz de Santo Antônio, passando pelo Museu Padre Toledo.

    Rua Ministro Gabriel Passos, calçamento pé de moleque na cidade mineira

    Cansou ou tem bolsas de compras para deixar no hotel? Alguns passos levam de volta à região da Pousada do Largo. Essa comodidade é muito importante em destinos como as Cidades Históricas de Minas Gerais, com calçamento pé de moleque, feito de pedras irregulares.

    O que comer no café na Pousada Pequena Tiradentes

    A diária da Pousada do Largo, como é usual em Tiradentes, inclui o café da manhã. Como o salão onde ele era servido está em obras, os hóspedes podem usar o transfer gratuito para ir à Pousada Pequena Tiradentes desfrutar do buffet de café da manhã, servido lá das 8 horas às 10h30. Tinha frutas frescas, sucos, iogurtes, queijos, bolos e pães caseiros.

    Buffet de café da manhã da Pequena Tiradentes; hóspedes da Pousada do Largo têm transfer gratuito

    Eu gosto muito de tomar comer cedo no mesmo lugar onde me hospedo e de voltar para o quarto para ler e relaxar um pouco na cama. Mas fui 2 manhãs à Pousada Pequena Tiradentes. A variedade no buffet de café da manhã é grande, e a simpatia dos funcionários ajuda a começar bem o dia – se estiver por lá, mande um beijo meu para a Silvana, uma simpatia de pessoa.

    Silvana e as bolinhas de queijo no café da Pequena Tiradentes

    Quando ela oferecer fondue de queijo mineiro para você passar sobre o pão caseiro, não desperdice a oportunidade. Para a pousada variar os itens servidos, nem sempre ele está disponível, pois pode ser dia de bolinhas de queijo (aceite também). Se no buffet de café da manhã tiver broa de fubá ou rocambole de doce de leite com amora, também não perca a chance de provar um pedaço de cada.

    Fondue de queijo mineiro e omelete

    O que comprar de móveis rústicos e arte regional

    Caso você goste de alguma peça da decoração da Pousada do Largo ou da Pousada Pequena Tiradentes, pode pensar em comprá-la; procure pela etiquetinha com o preço. Pois objetos e peças da mobília que preenchem os ambientes são produzidos pelo Empório Valnice, da mesma proprietária dos dois hotéis, Vanilce Barbosa. Também há itens à venda nas lojas do Centro e da Pequena Tiradentes.

    Loja interminável, anexa à pousada, com móveis rústicos e objetos para casa
    Ambiente relax na pousada completa, na entrada da cidade

    De pequena, aliás, ela não tem nada, nem no tamanho do hotel, nem na extensão da sua loja. Inaugurada em 2000, numa área de 25.000 m², a Pousada Pequena Tiradentes dispunha de 62 quartos, 2 piscinas (1 com bar molhado e 1 coberta), sauna com jacuzzi, salas de massagem e de leitura, fitness center, parquinho, recreação infantil e heliponto. Na loja, ainda podia ser adquirido o perfume vaporizado nos quartos do hotel.

  • Viagem internacional com criança: checklist para férias no exterior

    Viagem internacional com criança: checklist para férias no exterior

    Programar uma viagem internacional com criança não é um negócio do outro mundo. É, no máximo, de outro continente. Apreensão é normal, coisa de mãe (e de pai). Mas um bom planejamento de viagem ajuda a aproveitar melhor o roteiro, especialmente com bebês e filhos pequenos. Confira nossas dicas abaixo:

    1 | Escolha do destino no exterior

    Quando o assunto é viagem internacional com criança, a Flórida vem sempre à cabeça. Seus parques têm atrações para todas as idades. Mas vale a pena pensar também em outras possibilidades — acesse nossa página de guia de viagem com dicas grátis e completas. Para saber o destino de viagem certo para sua família, é preciso estar atento ao momento de vida. Se a disposição for só para relaxar, um resort para crianças é uma boa ideia. O Caribe é cheio deles. Cruzeiros também têm estrutura completa e muito entretenimento.

    E nada impede que as crianças experimentem roteiros mais urbanos, como Berlim (Alemanha), Toronto (Canadá) ou Montevidéu (Uruguai). Durante a nossa viagem em família para a Alemanha, visitamos 5 cidades com nosso filho, Joaquim, na época com 5 anos. Nos deslocamos de trem, um atrativo a mais para os pequenos. Ao reservar um hotel em cidades, veja se tem piscina ou área para crianças. Brincadeiras ou um mergulho no fim do dia são bem-vindos.

    Viagem internacional com crianças
    Viagem internacional em família: Joaquim amou Berlim

    2 | Compra da passagem aérea e seguro-viagem

    Dê preferência a voos diretos ou com apenas uma conexão. Se tiver de trocar de avião, busque o menor intervalo de espera possível. Em voos longos, viajar à noite reduz a bagunça no relógio biológico causada pela diferença de fuso. Na classe econômica, crianças de 2 a 11 anos pagam um percentual de passagens aéreas. Por bebês de até 2 anos no colo, as companhias costumam cobrar um pequeno valor. Não se esqueça de comprar um plano de seguro-viagem, para ficar mais tranquilo.

    3 | Documentação exigida para crianças

    A criança deve ter passaporte válido. E também vacina e visto, quando exigidos pelo país de destino. Caso as férias sejam para a América do Sul, basta documento de identidade recente ou certidão de nascimento.

    Se for viajar só com um dos responsáveis, também é exigido o formulário de autorização de viagem internacional para menor, assinado pelo que não viaja (com firma reconhecida). Se nenhum dos responsáveis for embarcar, a declaração tem de ser preenchida pelos dois.

    Viagem internacional com crianças: autorização para menor
    Se for só com um responsável, o outro tem de autorizar

    4 | Roupas na mala para férias com filhos

    Vista seus filhos com roupas confortáveis – leia mais dicas para viagem com crianças. A mala deve ser versátil, com peças laváveis e que combinem entre si, respeitando o clima do destino. Em qualquer tempo, protetor solar é indispensável; no verão, um boné cai bem. Mesmo no inverno, lembre de roupa de banho e chinelo se a viagem incluir hotel com piscina. Já no verão: calça e casaquinho protegem de ar-condicionado forte.

    Curiosidade para descobrir o exterior
    Curiosidade para descobrir o exterior

    5 | Necessaire com medicamentos por precaução

    Leve uma farmacinha básica, com antitérmico, antialérgico e anti-sépticos. Se a criança tomar medicamento contínuo, solicite receita em inglês ao pediatra, para apresentar no país de destino se solicitado.

    Necessaires, com farmacinha por precaução para viajar com crianças
    Necessaires, com farmacinha por precaução

    6 | Bagagem de mão com a meninada

    Carregue um bichinho de pelúcia ou companheiro de dormir para dar segurança à criança longe de casa. Úteis quando se está com os braços doloridos de tanto dar colo, carrinhos podem ser levados até a porta da aeronave.

    7 | Viagem de avião com crianças

    Abra mão da janelinha, aliada na hora de distrair os pequenos. Em pousos e decolagens, para evitar a dor causada pela pressão nos ouvidos, as crianças podem mamar, chupar chupeta ou engolir ar como mastigando vento. Além de menu infantil, algumas companhias oferecem kits de entretenimento para a garotada. De qualquer modo, arrume uma mochilinha com livro, caderno de desenho, lápis de cor e um brinquedinho (sem barulho ou pecinhas).

    Kit de desenho, essencial para viajar com crianças
    Kit de desenho, essencial para viajar com crianças

    8 | Roteiro no exterior com a garotada

    Programe-se com antecedência, nunca a cada dia da viagem. Em casa, converse sobre o destino: fotos ajudam a entrar no clima. Respeite a rotina dos bem pequenos, principalmente menores de 5 anos. Considere comprar passes que furam filas em atrações concorridas para poupar a meninada. Alterne passeios mais adultos com lúdicos, como parques e zoológicos.

    Roteiro de viagem com atrações lúdicas
    Roteiro de viagem com atrações lúdicas

    9 | Identificação e segurança das crianças

    Em alta temporada, os lugares ficam cheios. Use pulseiras de identificação nas crianças ou etiquetas presas à roupa, com seu nome e número de celular, para o caso de se perderem.

  • Montréal, Canadá

    Montréal, Canadá

    Montréal preserva tradições – a língua francesa é a oficial e a gastronomia ocupa um espaço importante na vida de seus habitantes –, mas é uma cidade aberta ao moderno e ao contemporâneo, com atenção à sustentabilidade e à mobilidade. Com cerca de 750 km de ciclovia disponíveis em todos os bairros, os moradores usam a bicicleta mesmo com neve. É o Canadá francês cosmopolita.

    Talvez seja a cidade canadense mais bilíngue (os negócios nas empresas, na maioria localizadas no Centre-Ville, o Downtown local, criam a necessidade de falar também o inglês). Quem busca intercâmbio no Canadá pode combinar programas nos 2 idiomas em Montréal. Ela também se mantém atualizada com as tendências mundiais de moda e tecnologia. Há um relevante polo de games na cidade — a província de Québec responde por 30% da produção nacional, sendo que 70% dos estúdios ficam em Montréal e na sua área metropolitana.

    A arte tem uma importância tal em Québec que a lei da província determina que 1% do valor de cada construção seja destinado a obras expostas ao público. Por isso, ao caminhar, você verá muitas esculturas, por exemplo, ao longo da Rue Sherbrooke. Essa rua, aliás, é o endereço de 2 excelentes museus de Montréal: o Musée des Beaux-Arts (belas artes) e o Musée McCord (história e sociologia da cidade). Outras 2 instituições de acervo interessante completam a lista de indispensáveis para os fãs de museu: o Musée d’Art Contemporain (arte contemporânea no Quartier des Spectacles) e o Pointe-à-Callière (arquelogia e história da fundação da cidade, na Vieux-Montréal, a parte histórica).

    Entre os pontos turísticos de Montréal o mais conhecido é o Mont-Royal, logicamente, já que o monte deu nome à cidade e até hoje uma lei municipal determina que nenhuma construção pode exceder a altura dessa montanha, de 233 m. De lá, é possível apreciar uma bonita vista panorâmica e, a seus pés, o Parc du Mont-Royal, com muitas atividades tanto no verão (apresentações de música e dança) quanto no inverno (patinação e escorregador no tobogã natural formado pelo gelo).

    Além do Mont-Royal, entra para o roteiro essencial pela cidade outro parque, o Jean-Drapeau. Formado por 2 ilhas, ele abriga o Casino de Montréal e o Autódromo Gilles Villeneuve. Também valem uma visita a Basilique de Notre-Dame, catedral no centro histórico, e o Parque Olímpico com sua torre inclinada.

    O cenário e o próprio clima mudam completamente de acordo com as estações. No verão quente e úmido, a temperatura em Montréal atinge picos de 30°C, e a cidade é repleta de eventos ao ar livre, como o renomado Festival Internacional de Jazz de Montréal. Já na época de frio rigoroso, a sensação térmica pode ser de até -30°C e fica fácil entender a praticidade do Réso de Montréal, a cidade subterrânea com 33 km de túneis e em torno de 2.000 restaurantes e lojas, por onde passam cerca de 500.000 pessoas por dia.

    Uma das atividades quase obrigatórias para se fazer em Montréal é experimentar o melhor da sua comida típica. Poutine, bagel e brisket (smoked meat, a carne defumada em sanduíches) são algumas das pedidas. Explorar os mercados de Montréal, outras. Entre eles se destacam o Marché Jean-Talon e o Marché Atwater.

    Confira abaixo o que fazer em Montréal, além de hotéis, restaurantes, compras, clima, eventos, transporte e destinos para um roteiro combinado. Nossa série de guia gratuitos de viagem traz informações grátis e completas para você se planejar bem para conhecer destinos internacionais e no Brasil.

    Clima

    Entre junho e setembro, a temperatura em Montréal tem média de 20°C, com dias mais quentes especialmente em julho e em agosto, meses que podem registrar picos de 32°C. O fato de estar em uma ilha deixa todo esse calor mais úmido, responsável por botar todo mundo na rua, especialmente nos parques e piscinas públicas. Atrações e restaurantes também costumam ficar mais cheios nessa época do ano, alta temporada no Canadá.

    Leve agasalho se viajar a partir da segunda quinzena de setembro, momento em que as folhas de outono deixam a paisagem avermelhada e os primeiros ventos frios começam a soprar, derrubando os termômetros para baixo dos dois dígitos pelos meses seguintes. Novembro e dezembro registram com frequência marcas negativas e janeiro é o auge do inverno, quando a média fica em torno dos -10°C.

    Moradores de Montréal ficam atentos à força do vento, que nesse período do ano faz a sensação térmica chegar a -30°C em alguns dias. A época exige roupas e calçados apropriados para suportar o frio congelante, que, nesse caso, não é força de expressão. O desconforto pelo clima gélido começa a ser desfeito e as marcas voltam a ficar positivas com a chegada da primavera, em março.

    Preparativos

    Passagem aérea

    A Air Canada tem voos direitos para Montréal a partir de São Paulo. Também é possível voar pela empresa até Toronto e pegar uma conexão. Com as companhias americanas, o voo vai até alguma cidade dos Estados Unidos e de lá o viajante pega uma conexão para Montréal.

    Visto

    Veja o passo a passo para tirar seu visto canadense, pois o país exige esse documento de viajantes brasileiros. Se você esteve no Canadá ou nos Estados Unidos nos últimos 10 anos, pode pedir uma eTA Canada, autorização eletrônica de viagem, caso sua chegada ao país desta vez seja de avião. A autorização eletrônica de viagem é bem mais barata e o processo para solicitá-la é menos burocrática do que o de visto.

    Carro

    Dirigir é dispensável em Montréal. Você pode optar pelo aluguel de carro se quiser explorar a província de Québec ou ainda a vizinha Ontario, onde ficam Toronto e a capital do Canadá, Ottawa.

    Trem

    A VIA Rail conecta Montréal a cidades como Quebéc, Toronto, Ottawa e Halifax.

    Transporte

    Além do táxi ou de um carro alugado, outra opção para deixar o aeroporto é subir no Expresso 747, ônibus que conecta o terminal de passageiros com Downtown. A linha funciona 24 horas por dia, durante o ano inteiro. A tarifa custa CAD$ 10 e pode ser paga diretamente no ônibus (só aceita quantia exata e apenas em moedas, nunca cédulas) ou com qualquer um dos cartões de transporte que dão direito a viagens ilimitadas durante determinado período (de 24 horas a 7 dias de uso).

    Os cartões podem ser comprados no terminal de desembarque internacional do aeroporto, em terminais de ônibus da cidade e nas estações de metrô. O Expresso 747 tem duas linhas, uma que segue direto à estação de metrô Lionel-Groulx, outra com destino ao terminal Berri-UQAM, passando pelo Boulevard René Lévesque, com paradas próximas a muitos hotéis.

    A cidade é convidativa a andar a pé, tem uma das melhores redes de ciclovias do Canadá (750 km de extensão) e um sistema de transporte público bom e super acessível, que inclui ônibus e 4 linhas de metrô, operadas pela Société de Transport de Montréal (STM). Há tíquetes que dão direito desde uma simples viagem (CAD$ 3,50) até deslocamentos ilimitados durante 3 dias consecutivos (CAD$ 20,50) – mantenha seu bilhete até o fim do deslocamento, como prova de pagamento

    Moeda

    Compre dólar canadense para levar moeda estrangeira — a cotação é mais baixa que a do americano. Cartões de débito e crédito são aceitos em praticamente todos os lugares, inclui hotéis e restaurantes.
    Gorjetas: nos restaurantes e táxis, acrescente 15% ao total da conta; nas cafeterias, você pode deixar as moedas do troco na caixinha dos funcionários; nos hotéis, o costume é dar CAN$ 2 por mala carregada ou serviço prestado.

    Hotéis

    Na hora de escolher onde ficar em Montréal, saiba que a maior parte dos hotéis está em Downtown e no centro histórico. Nathalia já se hospedou InterContinental Montréal e recomenda. Corretíssimo nos serviços oferecidos, esse 5 estrelas fica próximo da Catedral de Notre-Dame (Basilique Notre-Dame) e tem acesso direto ao Réso, rede de caminhos subterrâneos. Em outro momento na cidade, ela passou alguns dias no Hôtel Alt Montréal. Moderno, elegante e com boa relação custo-benefício, o hotel tem facilidades como geladeira com sucos e sanduíches frios à venda na recepção. Localizado em Griffintown, bairro de restaurantes e lojas fora da curva e bem interessantes.

    Para celebrar um momento especial ou simplesmente porque você deseja se dar um luxo, uma noite no Le Mount Stephen talvez seja interessante. Este hotel boutique ocupa um casarão histórico de 1880 que é a cara de Golden Square Mile, região de construções vitorianas e muito arborizada. Colado na Boulevard Saint-Laurent, o Hôtel Zero 1 é uma alternativa próxima ao Quartier des Spectacles. Moderno e ajeitadinho, tem quartos e suítes voltados para o portal de Chinatown. Fica na René-Lévesque, avenida por onde passa o Expresso 747.

    Quem se utiliza do ônibus que liga o aeroporto ao Centro também pode descer muito próximo ao Novotel Montreal Centre. Com quartos confortáveis, esta unidade da rede está situada a cerca de 300 metros do Bell Centre, casa do Montréal Canadian, time de hóquei da cidade.

    Imagine despertar diante do Rio Saint-Laurent? Nada mal para quem se hospeda no Auberge du Vieux Port, onde as paredes originais de pedra e tijolos emprestam mais charme aos quartos e suítes do hotel, instalado em um armazém do século 19. Serviços à francesa, pé direito alto e janelões são atributos do Hotel Bonaparte, onde 30 quartos e uma suíte oferecem ampla visão das ruas de paralelepípedos. A uma curta caminhada de restaurantes, boutiques e marcos históricos da cidade.

    Passeios

    Para quem prefere viajar por conta própria e com calma, há o passe de 72 horas com entrada em atrações e bilhete de metrô (Montreal Attractions Pass with Metro Ticket). Também dá direito a transporte de ônibus, incluindo a linha 747 de Montréal para o aeroporto.

    O passe inclui 28 atividades, como o cruzeiro no Vieux-Port, a MTL Zipline (tirolesa), o Musée des Beaux-Arts (Museu de Belas Artes, com pinturas e esculturas), o Musée d’Art Contemporain (com exposições e instalações), o Musée Grévin (de cera), o Musée McCord (com mostras sobre história e sociologia da cidade), o Pointe-à-Callière (de arqueologia e história, sobre a fundação de Montréal), o Biosphère (museu do meio ambiente no Parc Jean-Drapeau), o bonito Jardin Botanique (jardim botânico), o planetário (o interessante Planétarium Rio Tinto Alcan) e a Torre do Parque Olímpico (La Tour de Montréal, com 165 m a 45 graus, símbolo da Olimpíada de 1976).

    Considerando as principais atrações de Montréal com entrada paga, estão fora do passe apenas a Basilique de Notre-Dame (catedral com um maravilhoso altar azul) e o Biodôme (espaço do antigo velódromo nos Jogos Olímpicos adaptado para receber ecossistemas das Américas, com plantas e animais).

    Antes da viagem, você pode garantir ingressos de atrações e passeios em Montréal, como o cruzeiro pelo Rio São Lourenço (Fleuve Saint-Laurent) ou o cruzeiro com jantar e dança, para ver Montréal de dentro da água; ou a entrada da roda-gigante sem fila (La Grande Roue), para apreciá-la do alto. Ou ainda fazer um passeio panorâmico num tour guiado de ônibus de 3,5 horas. Entre as atrações da cidade estão a Notre-Dame e o mirante do Mont-Royal.

    Também existe a possibilidade de ter uma experiência diferente, por exemplo, um passeio em Montréal com alguém local, um tour de 3 horas de scooter, uma caminhada pela cidade subterrânea (Réso) ou um passeio a pé de 2 horas pelo centro histórico de Montréal (incluindo ingresso da Notre-Dame). Adeptos de bicicleta encontram várias opções na cidade do Canadá francês.

    O City Bike Tour de 3 horas com aluguel da bicicleta incluído após o passeio apresenta pontos conhecidos e escondidos da cidade e sua prática rede de ciclovias, com parada para degustação. Realizado pela Ça Roule (Nathalia fez o passeio de bicicleta em Montréal com essa empresa e gostou do serviço), o tour começa e termina na Vieux-Montréal, passando por vários bairros.

    Restaurantes

    As raízes francesas justificam a fama de Montréal como destino gastronômico no Canadá. Enquanto se visita a maior cidade da província de Québec, é praticamente impossível ficar de boca fechada, exceto enquanto se mastiga. Com cerca de 75 restaurantes por km², a dica é provar de pouco em pouco em cada lugar, a fim de tornar a jornada pela gastronomia de Montréal mais completa.

    As manhãs podem começar com baguete ou pão multigrãos quentinhos da Première Moisson, rede de padarias com filiais por toda a cidade, incluindo os dois principais mercados de Montréal — a do Marché Atwater abre primeiro, logo às 6 da matina. Oportunidade de ver logo cedo a chegada de produtos frescos, boa parte deles cultivados na província de Québec. Ponto turístico, o Marché Jean-Talon é ideal tanto para saborear crepes de frutas vermelhas quanto para comprar uns saquinhos com frutas secas, perfeitas para serem comidas durante deslocamentos pela cidade. E não deixe de visitar o Le Marché des Saveurs du Québec, loja na rua no entorno do Jean-Talon, boa para quem procura por xarope de maple (syrup d’erable, em francês) e outras maravilhas québécois, como os mirtilos locais (bleuts).

    Brasileiros que conhecem Nova York não estranham ouvir falar em bagels e pastrami, dois artigos famosos também em Montréal — e motivo de disputa entre as cidades para saber quem tem o melhor. Desde 1928, o Schwartz’s serve generosas lascas de carne defumada com molho de mostarda entre fatias de pão de centeio. O cantor e poeta Leonard Cohen preferia a versão preparada na Main Deli Steak House, localizada do outro lado do Boulevard Saint-Laurent. Na Rue Sainte-Catherine, a pedida é o Reuben’s, onde além do pastrami tradicional saboreia-se o legítimo sanduíche que leva o nome da casa, com carne defumada, queijo suíço e repolho.

    Ainda na linha refinamento zero, sabor dez, Montréal é o lugar para provar poutine. A combinação de batata frita, pedaços de queijo e molho de carne, uma das comidas típicas do Canadá, aquece corações e almas em tempos frios. Mas dá para ser devorada o ano inteiro. Os cardápios do La Banquise e do Frite Alors! oferecem variações sobre o tema, e vão além, com hambúrgueres e fritas. Você encontra as 2 casas no Plateau Mont-Royal, bairro que não tem apenas porn food. A zona boêmia da cidade e seu bairro vizinho, Mile End, concentram boas opções gastronômicas, como o Bistrô La Fabrique, e um dos 10 melhores restaurantes para um brunch, o Fabergé, cujos ovos benedicts alavancam sua reputação. No mesmo bairro, para tirar a prova dos 9 sobre os já mencionados bagels, faça sua escolha: St-Viateur Bagel e Fairmount Bagel.

    Bagel de Montreal
    Famoso bagel de Montréal – Foto: Alice Gao/Comissão Canadense de Turismo/Divulgação

    Outros bairros vêm ganhando destaque quando o assunto é restaurantes em Montréal, como Griffintown e Petite-Bourgogne. No 1º, alguns saborosos nomes são Foxy, especializado em grelhados na brasa, e Le Serpent, para cozinha italiana, vinho e sobremesas do chef pâtissière Masami Waki. No bairro seguinte, o Candide oferece um menu a preço fixo, diferente a cada mês, e o Joe Beef serve carnes e frutos do mar, em pratos como sua famosa massa com lagosta.

    Pelas ruas históricas de Vieux-Montréal também se encontram delícias. Entre galerias de arte e bons restaurantes da Rue Saint Paul, o Olive & Gourmando é um clássico, onde os paninis atraem muita gente para lá na hora do almoço. Nos arredores da Basilique Notre-Dame de Montréal, os macarons do Europea Espace Boutique seguem o padrão de qualidade que deram a Jérome Ferrer o título de Grand Chef Relais & Châteaux, por seu trabalho à frente do estrelado Europea. Nos meses mais quentes, aproximadamente 350 opções de food trucks se espalham por 20 pontos da cidade, do Parque Olímpico ao Vieux-Port.

    Eventos

    Conforme o tempo esquenta, aumenta o número de eventos em Montréal. L’International des Feux Loto-Québec promove um espetáculo de fogos de artifício, entre junho e julho, na Pont Jacques-Cartier, diante do La Ronde (parque de diversões da Six Flags). No meio do ano, o GP de Fórmula 1 agita também a Rue Crescent numa festa depois da prova. O Boulevard Saint-Laurent ganha cores e desenhos pintadas por artistas do mundo todo durante os 11 dias do Mural Festival, em junho.

    No mês seguinte, a 1ª quinzena é de circo em Montréal, com o Complètement Cirque, e a 2ª é de humor, com o Just for Laughs Festival. Entre setembro e outubro, tem Momenta – Biennale de l’Image, para fãs de fotografia, e Gardens of Light, festival de lanternas no Jardim Botânico de Montréal.

    A música é outro tema de destaque no calendário local. O Festival de Jazz de Montréal, instalado no Quartier des Spectacles, é o evento mais conhecido internacionalmente. Os 10 dias de apresentações pagas e gratuitas vão do fim de junho ao início de julho. Os parques de Montréal também viram palco de espetáculos musicais no verão. Tambores e dançarinos animam o Parc du Mont-Royal todo domingo com a realização de Tam Tams. Esse festival se estende do começo de maio até setembro (dependendo do ano, alcança outubro) e se concentra perto do monumento dedicado a Sir George-Étienne Cartier no parque. No Parc Jean-Drapeau, o Piknic Électronic reúne DJs locais e convidados internacionais em shows de música eletrônica, com ingressos cobrados, da 2ª metade de maio ao fim de setembro.

    Festival de Jazz de Montréal
    Festival de jazz em Montreal – Foto: Frédérique Ménard-Aubin/Montreal Jazz Festival/Divulgação

    Com 3 dias de shows de indie e hip hop, o Osheaga, organizado em agosto, é comumente comparado ao Lollapalooza, ao Glastonbury e ao Coachella. No outono (5 dias no fim de setembro), é a vez do hipster Pop Montreal, com cobrança de ingresso, apresentar em torno de 400 artistas — no fim de semana do festival, há atividades gratuitas para crianças. Com a neve caindo, o Igloofest bota a galera para dançar música eletrônica no Vieux-Port, da 2ª quinzena de janeiro ao começo de fevereiro.

    Como destino gastronômico em essência, Montréal organiza eventos ligados a comida e bebida ao longo do ano todo. Na 1ª metade de junho, é realizado o Mondial de la Bière, festival de cerveja artesanal que já tem edições no Rio de Janeiro e em São Paulo. Quando esfria, na 1ª quinzena de novembro, ocorre a MTL à Table, a restaurant week de Montréal. Cerca de 150 restaurantes preparam menus a preço fixo para brunch, almoço ou jantar.

    O cenário branquinho de neve em dezembro ganha luzes, comidas e atividades em mercados de Natal do Canadá, presentes também em Montréal. Atmosfera perfeita para diversão no inverno em família. Entre janeiro e fevereiro, a criançada se diverte na Fête de la Neiges, aos sábados e domingos no Parc Jean-Drapeau. com trenó, esculturas de gelo, shows e atividades pagas e gratuitas. Dá para fazer pirulito de xarope de maple no gelo.

    Gastronomia com arte e diversão se encontram no Montréal en Lumière, do fim de fevereiro ao início de março, no Quartier des Spectacles. Tem shows gratuitos, atividades culinárias com chefs e produtores de vinho e atrações como tirolesa, tobogã e roda gigante. A Nuit Blanche, noite inteira de arte com cerca de 200 atividades culturais (várias, gratuitas), é realizada no último fim de semana do Montréal en Lumière. Muitas luzes também estão nas instalações de artistas espalhadas ao redor da Place des Festivals durante o Illuminart, evento gratuito e interativo, também entre o fim de fevereiro e começo de março.

    Compras

    Em matéria de qualidade e quantidade, a Rue Sainte-Catherine é praticamente imbatível. Com 15 km de extensão, ela é a principal rua de comércio de Montréal. Concentra cerca de 1.500 lojas, que incluem as básicas H&M (roupas e acessórios), Dollarama (artigos para casa e lembrancinhas), eletrônicos (especialidade da Best Buy e da The Source), passando ainda por grandes redes de departamento, entre elas, Hudson Bay e Simons (esta originária de Québec).

    É na Sainte-Catherine que você também encontra a Ogilvy, maison local que reúne marcas renomadas como Balenciaga, Moncler e Louis Vuitton. E não dá para esquecer dos vários shopping centers ao longo da rua — Complexe Desjardins, Promenades Cathédrale e Eaton Centre, o maior e mais famoso deles. Os subsolos desses grandes centros de compras são conectados pelo Réso, o sistema de caminhos subterrâneos, que oferece 2.200 lojas e restaurantes, abertos faça sol ou chuva (neve, para ser mais exato).

    Ainda em Centre-Ville, a dupla Rue Crescent e Rue Sherbrooke concentra elegantes boutiques, livrarias, galerias e bares para uma happy hour ao fim das compras. Criações exclusivas dos melhores estilistas de Québec estão nas vitrines da MO 851 e de outras lojinhas do Plateau e de Mile End, com destaque para as que se espalham pelas Avenue Mont-Royal e Rue Saint-Denis. A faceta mais trendy de Montréal é também um lugar para comprar roupas de segunda-mão, achados vintage, objetos e acessórios que fogem aos padrões da moda e da decoração. Vá, compre e fique um pouco mais para descobrir os prazeres que o Plateau tem a oferecer quando a noite se aproxima, especialmente no Boulevard Saint-Laurent.

    Artigos únicos, peças contemporâneas e sabores originais de Québec e região formam o leque de opções do Marché Bonsecours, mercado na área do porto. Explore as ruas de paralelepípedo do centro histórico, com suas lojinhas de souvenir e de produtos locais. Na Délices, Érable & Cie, o maple é vendido de todas as formas possíveis, do clássico xarope a tempero, passando por sorvete e o que mais for possível inventar.

    Durante o verão, nos bairros de Montréal, você pode encontrar alguma vente trottoir (venda de calçada). As lojas expõem mercadorias com desconto do lado de fora. As ruas são fechadas para o tráfego de veículos e recebem barraquinhas de comida e, em alguns casos, atividades para crianças. No centro da cidade, por exemplo, na Sainte-Catherine, as lojas também podem exibir itens em promoção do lado de fora, mas é nos bairros que se tem a experiência mais autêntica desse tipo de comércio.

    Esticada

    A cidade de Québec é um charme só e fica a 230 km de Montréal. Caso passe uns dias lá, considere se hospedar no icônico Fairmont Le Château Frontenac, o hotel em forma de castelo no alto da parte murada.  Uma opção de bate-volta é uma excursão de 1 dia para Québec e Cataratas de Montmorency.

    Para explorar mais, há uma excursão de 1 dia às Laurentides, que mostra a beleza da cadeia de montanhas ao norte de Montréal, passando por cidades e lagos (com cruzeiro no Lac-des-Sables). Ou curta a paisagem mais conhecida da região num passeio de 1 dia a Mont-Tremblant.

    Para esticar até outras cidades do Canadá, há opções como Ottawa (a 165 km), capital do Canadá, e Toronto (a 550 km), ambas na rota de trem Corridor da Via Rail. Uma boa dobradinha é o roteiro por Toronto e Montréal, as maiores cidades do Canadá inglês e francês.

  • No Museu da Língua Portuguesa (SP), o ingresso vale seu preço

    No Museu da Língua Portuguesa (SP), o ingresso vale seu preço

    Não é preciso amar o idioma e a gramática para gostar dessa atração cultural de São Paulo. Barato, o ingresso do Museu da Língua Portuguesa tem um preço que vale a visita. Porque não é um lugar para conhecer regras e exceções, não. Interativo e audiovisual, o museu apresenta o idioma como um elemento vivo e em permanente transformação. Nath e eu costumamos sugerir o museu quando alguém nos pergunta o que fazer em São Paulo, assim como indicamos ficar nos hotéis da Avenida Paulista, ainda mais se for a primeira vez da pessoa na cidade.

    Quem compra o ingresso do Museu da Língua Portuguesa pela internet tem a chance de adquirir a entrada para o Museu do FuteboL (SP) pela metade do preço. Outra pedida é fazer a visita à instituição combinada com a Pinacoteca, sua vizinha de frente e dona de um belo acervo de quadros e esculturas. A Easy Travel Shop oferece um tour com Museu da Língua Portuguesa e Pinacoteca.

    Aliás, a região está no entorno da cracolândia, razão pela qual muita gente desiste de ir ao museu, o que é uma pena. Veja no serviço deste post (abaixo em Vale Saber) a maneira prática e mais segura de chegar e sair de lá.

    museu da língua portuguesa sp
    A linda fachada do Museu da Língua (SP), na Estação da Luz

    Como é o Museu da Língua Portuguesa

    Aberto pela primeira vez em 2006, o museu foi instalado no edifício da Estação da Luz. Nos primeiros 10 anos, ele recebeu quase 4 milhões de visitantes. Nath e eu estivemos lá nesse período e nos encantamos pela maneira lúdica utilizada para mostrar a construção da língua portuguesa a partir dos povos formadores do Brasil: indígenas, colonizadores e imigrantes.

    No fim de 2015, um incêndio interrompeu um ciclo que acumulava 30 mostras temporárias, retomadas depois de cinco anos de reconstrução. Voltei ao Museu da Língua Portuguesa em janeiro de 2023, para testemunhar que ele está ainda mais tecnológico, como convém aos dias atuais. E tive a chance de participar de uma visita mediada, disponível aos sábados (dia de entrada gratuita) e domingos.

    Bom e interativo acervo do Museu da Língua Portuguesa
    Acervo do museu é fotogênico

    O que fazer na instituição, na Estação da Luz

    Se eu descrever o que fazer no Museu da Língua Portuguesa, estaria roubando de você a chance de descobrir o hipnótico acervo. Recomendo que você não faça uma visita apressada. Porque cada parede, cada mesa, todos os cantos reservam alguma surpresa para o público. 

    É um museu para ver, ouvir, sentir. E até tatear as sílabas, formar palavras e descobrir seus significados, como se faz no Beco das Palavras.

    Beco das Palavras, na instituição
    Painéis lembram o estilo do Museu do Futebol

    A parceria com o Museu do FuteboL (SP) não é à toa. Além de ser equipamento cultural do estado de São Paulo, a concepção expositiva foi feita pelo mesmo grupo que trabalhou no museu do Estádio do Pacaembu. Tótens e mesmo alguns recursos audiovisuais são semelhantes. Qualidade que me faz recomendar fortemente a visita a ambos.

    Reserve um tempo também para fazer fotos e vídeos. Explore ângulos das salas, palavras e frases, inteiras ou pela metade. Como eu disse, não há regras no Museu da Língua Portuguesa que norteiam a visitação. Sinta-se livre para explorar os detalhes, as sutilezas e até as críticas contundentes presentes no acervo.

    O 1º andar é destinado às exposições temporárias, que com muita criatividade exploram temas específicos ou autores consagrados da língua portuguesa.

    Exposição temporária no Museu da Língua Portuguesa (SP)
    Espaço de exposição temporária no Museu da Língua Portuguesa

    De 14 de julho a março de 2024, a mostra Essa Nossa Canção aborda a relação da língua portuguesa com todos os estilos musicais presentes no Brasil. A instalação Palavras Cantadas é uma das mais interessantes, porque combina trechos de 54 canções, cantadas à capela, criando uma única poesia.

    Por fim, suba ao terraço para ver o clássico relógio da Estação da Luz. Na São Paulo de poucos prédios do início do século 20, era possível conferir as horas nele a partir de outros pontos da cidade.

    Ingresso do Museu da Língua Portuguesa

    O preço da entrada é R$ 20. Crianças de até 7 anos não pagam. Pagam meia (R$ 10) estudantes (com carteirinha, comprovante de matrícula ou boleto da escola), aposentados (com cartão do INSS ou holerite comprovando o benefício) e maiores de 60 anos. No sábado, o ingresso do Museu da Língua Portuguesa é grátis para todos; durante o mês de maio, também aos domingos.

    Na compra online do ingresso do Museu da Língua Portuguesa, o sistema oferece a entrada do Museu do Futebol pela metade do preço. Isso só acontece quando o processe é feito nessa ordem, ou seja, o bilhete adquirido antes deve ser o da instituição na Estação da Luz. A visita a ambos tem de realizada em até 30 dias.

    VALE SABER

    Endereço: Praça da Luz, s/n°

    Transporte: o metrô é o jeito mais prático e fácil de chegar, já que a stação da Luz faz parte das linhas 1 (azul) e 4 (amarela); o trem das linhas 7 (rubi) e 11 (coral) param na estação; para quem for de carro, o museu tem convênio com o estacionamento da Avenida Tiradentes, 248; carros de aplicativo também são uma alternativa

    Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 9h às 16h30 (permanência até 18h); segundas (fechado)

    Site: museudalinguaportuguesa.org.br

  • Parque da Mônica (SP): ingresso, localização, atrações e mais

    Parque da Mônica (SP): ingresso, localização, atrações e mais

    Um lugar com a inocência da animada turminha criada por Maurício de Sousa. Sem brinquedos radicais, o Parque da Mônica, é uma das nossas sugestões de passeios em São Paulo com crianças, ao lado de lugares como Catavento Cultural, Kidzania São Paulo e Museu do Futebol. Instalado dentro do Shopping SP Market, na zona sul da capital paulista, o parque da Turma da Mônica é um programa indicado para quem tem crianças pequenas e para fãs dos personagens mais famosos dos gibis brasileiros. Eles estão na decoração de todas as 21 atrações.

    Nosso filho foi apresentado à turma pela mãe, que lhe deu de presente dedoches de borracha, quando ele ainda tinha 1 ano. Mônica, Sansão, Cebolinha, Cascão e Magali acompanharam a infância de Joaquim. Os bonecos, já descascados, viraram companheiros das aventuras que ele inventa misturando os brinquedos no quarto. Até foram com ele na nossa viagem em família à Alemanha.

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    A força de um abraço #comoviaja #saopaulo #crianca #passeio #eunoparquedamonica #kids #parquedamonica #saopaulo_originals

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    Quim foi praticamente alfabetizado lendo as histórias da Turma da Mônica. Devora revistinhas e almanaques com velocidade impressionante (as do Louco são sua mais nova mania). O sorriso nas fotos deste post não deixa dúvida do quanto ele adora todos os personagens. E de como se divertiu muito durante nossa visita. Veja hotéis em São Paulo no link ou no mapa abaixo.

    Ainda mais quando se é convidado para tomar um café da manhã na companhia de Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali. Coisa de Louco (que também apareceu por lá)! A turminha também aparece para fotos com o público na área perto do palco. O site oficial tem o horário em que cada personagem se encontra com os fãs.

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    Coisa de louco este domingo #comoviaja #saopaulo #crianca #louco #turmadamonica #eunoparquedamonica #parque #passeio #parquedamonica

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    Como é o Parque da Mônica em São Paulo

    Um parque de diversões à moda antiga, com carrinho de bate bate, carrossel, roda gigante e uma montanha russa que não vai à estratosfera nem fica naquele sobe e desce de dar enjoo. Que, vira e mexe, lança um brinquedo novo, como o Missão Fundo do Mar, aberto depois da nossa visita.

    Todos os personagens (principais e secundários) estão presentes em algum ponto da decoração do Parque da Mônica, seja em um banco ou no imenso painel à direita da entrada. Ali dá para se ter noção do universo criado por Maurício de Sousa desde 1959, ano em que ele desenhou suas primeiras tirinhas, tendo Franjinha e Bidu como protagonistas. Maurício e o cãozinho estão representados em uma estátua que dá boas-vindas aos visitantes na chegada.

    Brinquedo aberto depois da nossa visita

    Se for até lá num feriado, fique atento à programação: o parque costuma preparar atividades especial com a Turma da Mônica no Carnaval e em outras datas comemorativas. A área onde fica o Parque da Mônica tem 12.000 m², no Shopping SP Market. Desde julho de 2015, a atração está localizada na zona sul de São Paulo. Antes, era um parque no Shopping Eldorado, no lugar onde hoje funciona a KidZania. Embora seja o maior parque coberto da América Latina, é facilmente percorrido: uma volta nele todo não leva 10 minutos.

    Se você for do tipo que sai do brinquedo e volta para o fim da mesma fila, chegue cedo. No domingo em que fomos, pela manhã, curtimos várias atrações sem espera ou com meia dúzia de pessoas na nossa frente. Depois do almoço, bombou de gente. A Casa da Mônica, por exemplo, era o lugar mais disputado para visitar e tirar fotos à tarde.

    O que fazer no parque da Turma da Mônica

    Na véspera de nossa visita, Joaquim tinha bolado o próprio plano infalível de diversão, anotando em quais atrações desejava brincar. Quim conseguiu riscar todos os itens da lista. Apenas alterou um pouco a ordem inicial. A Montanha-Russa do Astronauta, primeiro item selecionado, foi deixada para depois — ele ainda guarda na memória a experiência com esse tipo de brinquedo vivida na Legoland Alemanha, perto de Munique, embora lá a montanha russa fosse muito alta.

    Trombada do Louco e Ce-Bolinhas

    Em matéria de radicalidade, achei a Trombada do Louco a campeã da modalidade. O bom e velho carrinho de bate-bate leva o nome do personagem mais fora da casinha de toda a turma (apropriado quando o assunto é trânsito, não acham?). Joaquim adorou a ideia de se envolver em umas pancadas com outros carros. Rimos pra caramba e, claro, fomos mais quatro vezes.

    O alvo preferido das insanidades do Louco também tem um brinquedo só seu. No Ce-Bolinhas a ordem é encher o saco com pequenas esferas de espuma para depois atirá-las com a ajuda de canhões com jato de ar. Crianças e adultos se enfrentam em uma batalha onde todos se acertam, mas ninguém se machuca.

    Brinquedinho da Turma e Vila da Mônica

    No primeiro, piscina de bolinhas, passarelas, túneis e escorregadores estão a serviço da diversão de meninos e meninas. Joaquim achou legal, mas preferiu os desafios do Brinquedão do Chico Bento, para onde ele arrastou a mãe.

    Já na Vila da Mônica, o cenário de casinhas faz com que pareça o bairro do Limoeiro. Lá estão a Casa da Mônica, o Quarto do Cebolinha, a Cozinha da Magali, o Ateliê da Marina e a Piscina de Bolinhas do Cascão, todos de portas abertas para receber os fãs da turma.

    Casa da Mônica, uma das mais disputadas na vila

    Escalada do Piteco, Horacic Park e Vale dos Dinossauros

    Na entrada de cada atração, placas indicativas informam as restrições de altura do brinquedo. Os funcionários usam uma régua colorida para checar se a criança tem o tamanho mínimo exigido e ainda se deve ou não brincar na companhia de um responsável.

    Joaquim vibrou quando soube que poderia participar da Escalada do Piteco. É que ele havia ficado no quase quando visitamos o Catavento Cultural. Lá, o Monte dos Sábios exige altura mínima de 1,30 m para subir, enquanto que no Parque da Mônica os 1,25 dele foram suficientes para escalar a parede da caverna.

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    Na linha das atrações do mundo primitivo, o Horacic Park é uma das mais legais. Foi a primeira que visitamos, logo que o parque abriu. Canoas para até 6 pessoas percorrem um riozinho suave, que termina em uma queda d’água bem mais inclinada do que a da montanha-russa. Atração não recomendada para Cascão e similares porque o banho no fim da descida é inevitável.

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    Nosso domingo no parque teve ainda um passeio pelo Vale dos Dinossauros (trilha de arvorismo boa até para os menores pois as passarelas suspensas são cercadas por rede), a jornada de Nathalia e Joaquim pelo Brinquedão do Chico Bento (a Nath só não recomenda o uso de saia porque o percurso inclui passar agachado dentro de um tubo e depois descer de escorregador) e uma apresentação especial da turma, que precisava resolver um velho mistério: quem roubou o Sansão? Até julho de 2018, um novo espetáculo vai agitar o palco principal. Mônica Azul  é uma apresentação musical que fala de diversidade e de amor ao próximo.

    Montanha russa do Astronauta

    Como já escrevi, Joaquim adiou a subida dele. Nath e eu fomos separadamente (eu fiz um vídeo, inclusive), para provarmos ao nosso filho que era bem legal, que o susto na Alemanha tinha ficado para trás, que ele já estava bem maior e que a montanha russa não era externa nem alta.

    Ele se animou, encarou a fila modesta, subiu no carrinho ao lado da mãe. Eu, no banco de trás. Bom, infelizmente, foi o único momento de todo o dia em que do riso fez-se o pranto.

    Roda gigante e carrossel

    O lance do Joaquim com montanha-russa é que ele não curte aquele troço de fazer curva pra lá, fazer curva pra cá, subir e descer, tudo muito velozmente. Altura é o menor dos problemas. Tanto que ele quis ir com a mãe na Roda Gigante da Turma. Nath reviveu aquele clima da infância, daquela cestinha subindo e parando, subindo e parando…

    Depois, mãe e filho subiram no Carrossel da Mata. Joaquim tinha muita curiosidade de experimentar este clássico dos parques de diversão. Isso desde que Nath contou sobre o carrossel de dois andares que ela viu em Frankfurt, em um dos mercados de Natal da Alemanha. Foi um momento mágico, que resume o clima de inocência e fantasia que o parque exerce. Nostalgia registrada na foto amarelada pela luz do carrossel. Ternura pura.

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    VALE SABER

    Endereço: Avenida das Nações Unidas, 22.450 —  Jurubatuba, São Paulo

    Transporte: Ir de transporte público será uma epopeia dependendo da região da cidade onde você esteja. Como o parque fica na continuação da Marginal Pinheiros (em direção ao Autódromo de Interlagos), o carro ainda é a melhor alternativa. Num domingo como o que fomos, bem cedo, levamos 40 minutos a partir da Lapa, na zona oeste de São Paulo. Não pegamos congestionamento tampouco filas nas atrações do parque

    Funcionamento: Em novembro, de terça a sexta, das 10h30 às 16h30 (sábados, domingos e feriados, das 11 às 19 horas)

    Preço: A entrada é vendida na bilheteria, que abre 30 minutos antes do começo das atividades. Valor do ingresso do Parque da Mônica: o ticket individual sai por R$ 139 — meia entrada, R$ 69,50. Os passaportes ficam mais em conta de acordo com o número de visitantes (adultos ou crianças): 2 pessoas, R$ 182; 3 pessoas, R$ 270; 4 pessoas, R$ 356; 5 pessoas, R$ 440. Dá para pagar em até 5 vezes sem juros no cartão de crédito. Gestantes pagam R$ 40; pessoas portadores de necessidades especiais, grátis

    No Parque da Mônica, o valor do ingresso dá direito a brincar em todas as atrações quantas vezes quiser. Apenas o Castelo de Príncipes e Princesas é pago à parte — entre R$ 150 e R$ 275, com direito a penteado, foto no castelo e fantasia, que pode ser levada para casa.

    Guarda-volume com chave custa R$ 20; sem chave, R$ 10. Há aluguel de carrinhos de bebê (R$ 15) — o valor pago em dinheiro como caução é devolvido na retirada dos pertences

    Alimentação: O parque permite a entrada de alimentos embalados e bebidas que não sejam alcoólicas. Leve um lanche fácil ou um pacote de biscoito para aplacar a fome, especialmente das crianças.

    Há apenas uma unidade do Mc Donalds dentro do parque. Acredite, foi o lugar onde enfrentamos a maior fila: 40 minutos para comer um sanduíche troncho, batatas frias (não esqueci de digitar a letra ‘t’, eram frias mesmo) e refrigerantes sem gás.

    Outra área para alimentação fica na entrada, num cenário que remete ao bairro do Limoeiro, onde estão as casas dos personagens principais e a roda-gigante. Ali, quiosques estão instalados em algumas das janelinhas. São pontos de venda de sorvete, de pipoca e de balas e algodão-doce.

    Chegamos à conclusão que teria sido melhor comermos um cachorro quente ali ou um croissant no quiosque da cafeteria da mesma rede de fast food, localizada ao lado dessa área do parque. Pareciam mais apetitosos.

    Dica: Quem estiver com bebês bem pequenos e precisar alimentar ou trocar a fralda, o parque conta com espaço família

    Compras: Como era de se esperar, há muitos produtos relacionados com a turminha na loja do Parque da Mônica. De roupas de bebê a camisetas para adultos fanáticos, é bem difícil sair de lá e não cair na tentação de comprar algo. Compramos para o Joaquim uma luminária (R$ 79,90), um caderno (R$10) e um quebra-cabeça de 500 peças (R$ 45)

    Site: parquedamonica.com.br

  • Aquário do Rio de Janeiro: ingresso, horário e dicas para visitação

    Aquário do Rio de Janeiro: ingresso, horário e dicas para visitação

    Inaugurado há 7 anos, o Aquário do Rio de Janeiro é considerado o maior da América do Sul, com destaque para o túnel transparente, o tancão de 7 metros de profundidade bem como outros 27 tanques secundário. O ingresso do aquário pode ser adquirido pela internet, sendo que às vezes eles fazem promoções, como a do aniversário de 7 anos, quando visitantes nascidos em novembro entram de graça.

    Com a finalidade de ajudar você a planejar sua visita à cidade, confira nossas sugestões de hotel barato no Rio de Janeiro e de hotéis na Barra da Tijuca, já que as 2 listas contêm apenas opções avaliadas por viajantes em sites de reserva.

    Família e amigos podem conhecer o Aquário Marinho do Rio de Janeiro numa visita combinada com o Museu do Amanhã e o Museu de Arte do Rio (MAR). É igualmente uma ideia de programa para quem tem dúvida sobre o que fazer no Rio de Janeiro com chuva.

    É fácil chegar ao AquaRio, porque ele fica perto do Boulevard Olímpico e da Praça Mauá, portanto, de fácil acesso para quem usa o VLT Rio. Para quem for de fora cidade (e está em hotéis na zona sul e no Centro, existe a chance de fazer uma visita guiada com transporte. Ela é um dos produtos à venda na Easy Travel Shop, agência online que trabalha com passeios e ingressos em destinos turísticos.

    Como é o Aquário Marinho do Rio de Janeiro

    Nos cerca de 4,5 milhões de litros de água salgada do Aquário do Rio de Janeiro, vivem perto de 10.000 animais de 360 espécies do Brasil e do mundo. Cada estação de visita possui monitores de LED, que transmitem informações a respeito de espécies e habitats.

    Tubarões no Aquário Marinho do Rio de Janeiro
    Tubarões no AquaRio – Foto: Alexandre Macieira/Visit Rio

    Totalmente privado, o AquaRio é um centro de visitação e também de educação e de pesquisa, concebido e dirigido pelo biólogo Marcelo Szpilman. No momento em que chega, logo na entrada, o visitante se depara com o esqueleto de uma baleia jubarte. Ele foi encontrado na Praia da Macumba, na zona oeste do Rio de Janeiro. Suspensa no lobby, a ossada mede 13 metros de comprimento e pesa 37 toneladas.

    Esqueleto de baleia no AquaRio
    Esqueleto de baleia jubarte – Foto: Alexandre Macieira/Visit Rio

    O que fazer no AquaRio

    Percorra os 28 tanques para conhecer peixes do litoral brasileiro, da costa caribenha e dos Oceanos Índico e Pacífico. O principal é o Recinto Oceânico, chamado de Tancão. Ele tem 7 metros de profundidade e é cortado por um túnel todo de acrílico, que deixa raias e tubarões de grande porte mais próximos dos visitantes. A visita ao AquaRio dura 1 hora, segundo estimativa do próprio aquário.

    Sem dúvida, há espaço para a fofurice de espécies como o cavalo-marinho e o peixe-palhaço (Nemo, como é conhecido pela criançada). Da mesma forma, há espaço para o contato com tipos nada graciosos, como as perigosas moreias, peixes-leão, peixes-pedra e raias elétricas.

    Cavalo-marinho no Aquário do Rio
    Cavalo-marinho, que lindeza – Foto: Alexandre Macieira/Visit Rio

    Ingresso do Aquário do Rio e meia entrada

    A Easy Travel Shop vende a visita guiada ao aquário com transporte, buscando e deixando de volta em hotéis na zona sul e no Centro.

    O ingresso do AquaRio custa R$ 120 no valor inteiro; online pode ter desconto. Quem tem direito a meia entrada? Crianças de 3 a 11 anos (com documento); estudantes (com carteirinha); portadores de ID Jovem ou CadÚnico (com prova de inscrição); pessoa com deficiência (com carteirinha ou laudo médico); e idosos acima de 60 anos (com identidade).

    Mais dicas sobre a atração

    Endereço: Praça Muhammad Ali, s/nº, Gamboa, Rio de Janeiro

    Horário de funcionamento: Isso pode mudar ao longo do ano. Em novembro de 2023, era das 9 às 17 horas, de segunda a sexta; até as 18 horas, nos fins de semana e feriados. A entrada encerra 1 hora antes do fechamento.

    Transporte:  A linha 1 do VLT Rio deixa você em frente ao aquário. Portanto, pegue o bonde no sentido Rodoviária/Praia Formosa e desça na estação Utopia/AquaRio. Se acaso você pegar o VLT sentido Santos Dumont, desça na Parada dos Navios (em frente aos grafites do Kobra). Volte cerca de 500 metros a pé pelo Boulevard Olímpico, já que essa linha não para diante do aquário. Quem utilizar o metrô deve descer nas estações Cinelândia ou Carioca, então tomar linha 1 do VLT (sentido Rodoviária/Praia Formosa) e descer na parada Utopia/AquaRio.

    Estacionamento: Digite Rua do Aquário ou Via Binário,194, em aplicativos como Waze ou Google Maps – não há entrada pelo Túnel Marcello Alencar. O estacionamento por até 4 horas custa: R$ 25, sócio do aquário; R$ 40, visitante que apresente ingresso; R$ 50, visitante externo, de segunda a sexta; e R$ 70, visitante externo aos sábados, domingos e feriados.

    Site: aquariomarinhodorio.com.br

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