Se você é fã de Lego, deve incluir Billund em seu roteiro de viagem. Esta minúscula cidade da Dinamarca é terra dos famosos tijolinhos de brinquedo e onde a primeira Legoland foi criada. O município que fica a 265 km da capital Copenhague ganhou a Lego House, casa temática inteiramente dedicada às peças de montar. É uma atração que mescla museu e espaços para crianças e adultos brincarem com muita criatividade.
Tem tudo para ser uma experiência tão encantadora quanto conhecer os parques temáticos e os Discovery Centre da marca — visitamos tanto a Legoland Berlim quanto a Legoland Alemanha, em Gunzburg, perto de Munique, onde também dormimos num hotel castelo da Legoland Alemanha. As crianças (e os adultos!) geralmente ficam fascinados com as formas que as pecinhas tomam pelas mãos de especialistas e também se divertem muito com os brinquedos dos parques e as áreas com o Lego para montar onde os tijolinhos prontos para serem explorados por mãos e mentes criativas.
Como é a Lego House em Billund
Em 2014, a Lego House começou a ser erguida no centro de Billund, a cerca de 10 minutos do segundo maior aeroporto da Dinamarca. O prédio foi projetado pelo escritório de arquitetura Bjarke Ingels Group, que levou em conta o conceito da fabricante do brinquedo.
O edifício foi construído como se 21 grandes blocos brancos estivessem empilhados e conectados entre si, com terraços e playgrounds abertos ao público. No topo do prédio está a chamada Keystone, estrutura com as mesmas proporções de uma peça de Lego de tamanho 2×4.
Árvore da Criatividade, bela escultura de pecinhas
Para se ter ideia da imponência da nova atração, são cerca de 25 milhões de pecinhas num espaço de 12.000 m². O edifício tem 3 espaços para comer (café, gourmet ou restaurante para família), a Lego Square (com uma árvore de 15 m de altura no centro da praça) e uma loja. Nos andares superiores, 4 áreas coloridas (como não poderia deixar de ser) terão atividades pagas à parte.
Com capacidade para receber até 2.500 pessoas em momentos de pico, a nova casa acredita ter 250.000 visitantes pagantes ao ano. A intenção não é só atrair gente para as atrações cobradas, mas transformar a Lego House em um centro de convivência para turistas e moradores de Billund, cidade onde toda essa deliciosa brincadeira começou.
O que fazer na casa de Lego na Dinamarca
A ideia da nova atração é que pessoas de todas as idades vivam intensamente essa experiência e testem todas as possibilidades de combinação usando os tijolinhos. Fico aqui só imaginando o nosso filho, Joaquim num espaço desses. Ele se divertiu muito nas bancadas da Legoland Discovery Centre, em Berlim (e olha que a quantidade de peças era infinitamente menor!).
Edifício tem formato de construção de Lego
Além de apreciar os detalhes da árvore na Lego Square, os visitantes podem ver figuras criadas por fãs das pecinhas do mundo inteiro, expostas na Masterpiece Gallery. Entre elas, enormes dinossauros. A History Collection mostra a evolução da marca desde que o carpinteiro Ole Kirk Kristiansen trocou a fabricação de móveis pela de brinquedos, em 1932. Lá estão os mais icônicos sets (conjuntos) de pecinhas vendidos ao longo desse tempo todo.
Mas a grande sensação da Lego House está nos andares superiores. Cada setor, identificado por uma cor, representa o estágio do desenvolvimento de uma criança: o vermelho envolve a criatividade, o azul está relacionado à cognição, o verde tem a ver com a sociabilidade e o amarelo representa o lado emocional.
Na Red Zone, por exemplo, 400.000 peças de Lego convidam os visitantes a soltarem a imaginação para criar formas com os tijolinhos. Já na Blue Zone, crianças e adultos testam sua desenvoltura montando robôs ou bancando o arquiteto nas construções de uma cidade.
Quando pintar fome, o Mini Chef, para refeições em família, permite montar de fato o que você pretende comer. O pedido é entregue por robôs dentro de uma caixinha desenhada como uma peça de Lego.
Robôs entregam a comida no restaurante da Lego House
VALE SABER
Endereço: Ole Kirks Plads 1, Billund, Dinamarca
Horário: As 4 áreas coloridas funcionam diariamente, a partir das 10 horas (pode fechar às 19 ou às 20 horas, dependendo da época do ano). A praça abre meia-hora mais cedo e fecha 30 minutos mais tarde. No site oficial há um calendário com horários de abertura e de fechamento dia a dia. Vale sempre a consulta para saber sobre alterações no funcionamento
Preço: Há poucos ingressos disponíveis na bilheteria da Lego House (e eles custam mais caro do que quando são comprados pelo site). A entrada online custa 199 coroas dinamarquesas (algo em torno de 27 euros ) enquanto na bilheteria sai a 229 coroas dinamarquesas — crianças até 2 anos, grátis. O ingresso dá direito a escolher o horário de entrada; é necessário chegar com 30 minutos de antecedência
Alimentação: O Brickaccino é um café que oferece lanches rápidos e refeições lights; no Mini Chef dá para montar o prato pedido com peças de Lego enquanto você aguarda para saborear seu almoço ou jantar; o Le Gourmet é o único que exige reserva e serve pratos da boa gastronomia com um toque da alegria típica de Lego
Loja: De frente para a praça, no centro da Lego House, a loja oferece conjuntos e produtos especiais
Um lugar com a inocência da animada turminha criada por Maurício de Sousa. Sem brinquedos radicais, o Parque da Mônica, é uma das nossas sugestões de passeios em São Paulo com crianças, ao lado de lugares como Catavento Cultural, Kidzania São Paulo e Museu do Futebol. Instalado dentro do Shopping SP Market, na zona sul da capital paulista, o parque da Turma da Mônica é um programa indicado para quem tem crianças pequenas e para fãs dos personagens mais famosos dos gibis brasileiros. Eles estão na decoração de todas as 21 atrações.
Nosso filho foi apresentado à turma pela mãe, que lhe deu de presente dedoches de borracha, quando ele ainda tinha 1 ano. Mônica, Sansão, Cebolinha, Cascão e Magali acompanharam a infância de Joaquim. Os bonecos, já descascados, viraram companheiros das aventuras que ele inventa misturando os brinquedos no quarto. Até foram com ele na nossa viagem em família à Alemanha.
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A força de um abraço #comoviaja #saopaulo #crianca #passeio #eunoparquedamonica #kids #parquedamonica #saopaulo_originals
Quim foi praticamente alfabetizado lendo as histórias da Turma da Mônica. Devora revistinhas e almanaques com velocidade impressionante (as do Louco são sua mais nova mania). O sorriso nas fotos deste post não deixa dúvida do quanto ele adora todos os personagens. E de como se divertiu muito durante nossa visita. Veja hotéis em São Paulo no link ou no mapa abaixo.
Ainda mais quando se é convidado para tomar um café da manhã na companhia de Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali. Coisa de Louco (que também apareceu por lá)! A turminha também aparece para fotos com o público na área perto do palco. O site oficial tem o horário em que cada personagem se encontra com os fãs.
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Coisa de louco este domingo #comoviaja #saopaulo #crianca #louco #turmadamonica #eunoparquedamonica #parque #passeio #parquedamonica
Um parque de diversões à moda antiga, com carrinho de bate bate, carrossel, roda gigante e uma montanha russa que não vai à estratosfera nem fica naquele sobe e desce de dar enjoo. Que, vira e mexe, lança um brinquedo novo, como o Missão Fundo do Mar, aberto depois da nossa visita.
Todos os personagens (principais e secundários) estão presentes em algum ponto da decoração do Parque da Mônica, seja em um banco ou no imenso painel à direita da entrada. Ali dá para se ter noção do universo criado por Maurício de Sousa desde 1959, ano em que ele desenhou suas primeiras tirinhas, tendo Franjinha e Bidu como protagonistas. Maurício e o cãozinho estão representados em uma estátua que dá boas-vindas aos visitantes na chegada.
Brinquedo aberto depois da nossa visita
Se for até lá num feriado, fique atento à programação: o parque costuma preparar atividades especial com a Turma da Mônica no Carnaval e em outras datas comemorativas. A área onde fica o Parque da Mônica tem 12.000 m², no Shopping SP Market. Desde julho de 2015, a atração está localizada na zona sul de São Paulo. Antes, era um parque no Shopping Eldorado, no lugar onde hoje funciona a KidZania. Embora seja o maior parque coberto da América Latina, é facilmente percorrido: uma volta nele todo não leva 10 minutos.
Se você for do tipo que sai do brinquedo e volta para o fim da mesma fila, chegue cedo. No domingo em que fomos, pela manhã, curtimos várias atrações sem espera ou com meia dúzia de pessoas na nossa frente. Depois do almoço, bombou de gente. A Casa da Mônica, por exemplo, era o lugar mais disputado para visitar e tirar fotos à tarde.
O que fazer no parque da Turma da Mônica
Na véspera de nossa visita, Joaquim tinha bolado o próprio plano infalível de diversão, anotando em quais atrações desejava brincar. Quim conseguiu riscar todos os itens da lista. Apenas alterou um pouco a ordem inicial. A Montanha-Russa do Astronauta, primeiro item selecionado, foi deixada para depois — ele ainda guarda na memória a experiência com esse tipo de brinquedo vivida na Legoland Alemanha, perto de Munique, embora lá a montanha russa fosse muito alta.
Trombada do Louco e Ce-Bolinhas
Em matéria de radicalidade, achei a Trombada do Louco a campeã da modalidade. O bom e velho carrinho de bate-bate leva o nome do personagem mais fora da casinha de toda a turma (apropriado quando o assunto é trânsito, não acham?). Joaquim adorou a ideia de se envolver em umas pancadas com outros carros. Rimos pra caramba e, claro, fomos mais quatro vezes.
O alvo preferido das insanidades do Louco também tem um brinquedo só seu. No Ce-Bolinhas a ordem é encher o saco com pequenas esferas de espuma para depois atirá-las com a ajuda de canhões com jato de ar. Crianças e adultos se enfrentam em uma batalha onde todos se acertam, mas ninguém se machuca.
Brinquedinho da Turma e Vila da Mônica
No primeiro, piscina de bolinhas, passarelas, túneis e escorregadores estão a serviço da diversão de meninos e meninas. Joaquim achou legal, mas preferiu os desafios do Brinquedão do Chico Bento, para onde ele arrastou a mãe.
Já na Vila da Mônica, o cenário de casinhas faz com que pareça o bairro do Limoeiro. Lá estão a Casa da Mônica, o Quarto do Cebolinha, a Cozinha da Magali, o Ateliê da Marina e a Piscina de Bolinhas do Cascão, todos de portas abertas para receber os fãs da turma.
Casa da Mônica, uma das mais disputadas na vila
Escalada do Piteco, Horacic Park e Vale dos Dinossauros
Na entrada de cada atração, placas indicativas informam as restrições de altura do brinquedo. Os funcionários usam uma régua colorida para checar se a criança tem o tamanho mínimo exigido e ainda se deve ou não brincar na companhia de um responsável.
Joaquim vibrou quando soube que poderia participar da Escalada do Piteco. É que ele havia ficado no quase quando visitamos o Catavento Cultural. Lá, o Monte dos Sábios exige altura mínima de 1,30 m para subir, enquanto que no Parque da Mônica os 1,25 dele foram suficientes para escalar a parede da caverna.
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Na linha das atrações do mundo primitivo, o Horacic Park é uma das mais legais. Foi a primeira que visitamos, logo que o parque abriu. Canoas para até 6 pessoas percorrem um riozinho suave, que termina em uma queda d’água bem mais inclinada do que a da montanha-russa. Atração não recomendada para Cascão e similares porque o banho no fim da descida é inevitável.
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Nosso domingo no parque teve ainda um passeio pelo Vale dos Dinossauros (trilha de arvorismo boa até para os menores pois as passarelas suspensas são cercadas por rede), a jornada de Nathalia e Joaquim pelo Brinquedão do Chico Bento (a Nath só não recomenda o uso de saia porque o percurso inclui passar agachado dentro de um tubo e depois descer de escorregador) e uma apresentação especial da turma, que precisava resolver um velho mistério: quem roubou o Sansão? Até julho de 2018, um novo espetáculo vai agitar o palco principal. Mônica Azul é uma apresentação musical que fala de diversidade e de amor ao próximo.
Montanha russa do Astronauta
Como já escrevi, Joaquim adiou a subida dele. Nath e eu fomos separadamente (eu fiz um vídeo, inclusive), para provarmos ao nosso filho que era bem legal, que o susto na Alemanha tinha ficado para trás, que ele já estava bem maior e que a montanha russa não era externa nem alta.
Ele se animou, encarou a fila modesta, subiu no carrinho ao lado da mãe. Eu, no banco de trás. Bom, infelizmente, foi o único momento de todo o dia em que do riso fez-se o pranto.
Roda gigante e carrossel
O lance do Joaquim com montanha-russa é que ele não curte aquele troço de fazer curva pra lá, fazer curva pra cá, subir e descer, tudo muito velozmente. Altura é o menor dos problemas. Tanto que ele quis ir com a mãe na Roda Gigante da Turma. Nath reviveu aquele clima da infância, daquela cestinha subindo e parando, subindo e parando…
Depois, mãe e filho subiram no Carrossel da Mata. Joaquim tinha muita curiosidade de experimentar este clássico dos parques de diversão. Isso desde que Nath contou sobre o carrossel de dois andares que ela viu em Frankfurt, em um dos mercados de Natal da Alemanha. Foi um momento mágico, que resume o clima de inocência e fantasia que o parque exerce. Nostalgia registrada na foto amarelada pela luz do carrossel. Ternura pura.
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VALE SABER
Endereço: Avenida das Nações Unidas, 22.450 — Jurubatuba, São Paulo
Transporte: Ir de transporte público será uma epopeia dependendo da região da cidade onde você esteja. Como o parque fica na continuação da Marginal Pinheiros (em direção ao Autódromo de Interlagos), o carro ainda é a melhor alternativa. Num domingo como o que fomos, bem cedo, levamos 40 minutos a partir da Lapa, na zona oeste de São Paulo. Não pegamos congestionamento tampouco filas nas atrações do parque
Funcionamento: Em novembro, de terça a sexta, das 10h30 às 16h30 (sábados, domingos e feriados, das 11 às 19 horas)
Preço: A entrada é vendida na bilheteria, que abre 30 minutos antes do começo das atividades. Valor do ingresso do Parque da Mônica: o ticket individual sai por R$ 139 — meia entrada, R$ 69,50. Os passaportes ficam mais em conta de acordo com o número de visitantes (adultos ou crianças): 2 pessoas, R$ 182; 3 pessoas, R$ 270; 4 pessoas, R$ 356; 5 pessoas, R$ 440. Dá para pagar em até 5 vezes sem juros no cartão de crédito. Gestantes pagam R$ 40; pessoas portadores de necessidades especiais, grátis
No Parque da Mônica, o valor do ingresso dá direito a brincar em todas as atrações quantas vezes quiser. Apenas o Castelo de Príncipes e Princesas é pago à parte — entre R$ 150 e R$ 275, com direito a penteado, foto no castelo e fantasia, que pode ser levada para casa.
Guarda-volume com chave custa R$ 20; sem chave, R$ 10. Há aluguel de carrinhos de bebê (R$ 15) — o valor pago em dinheiro como caução é devolvido na retirada dos pertences
Alimentação: O parque permite a entrada de alimentos embalados e bebidas que não sejam alcoólicas. Leve um lanche fácil ou um pacote de biscoito para aplacar a fome, especialmente das crianças.
Há apenas uma unidade do Mc Donalds dentro do parque. Acredite, foi o lugar onde enfrentamos a maior fila: 40 minutos para comer um sanduíche troncho, batatas frias (não esqueci de digitar a letra ‘t’, eram frias mesmo) e refrigerantes sem gás.
Outra área para alimentação fica na entrada, num cenário que remete ao bairro do Limoeiro, onde estão as casas dos personagens principais e a roda-gigante. Ali, quiosques estão instalados em algumas das janelinhas. São pontos de venda de sorvete, de pipoca e de balas e algodão-doce.
Chegamos à conclusão que teria sido melhor comermos um cachorro quente ali ou um croissant no quiosque da cafeteria da mesma rede de fast food, localizada ao lado dessa área do parque. Pareciam mais apetitosos.
Dica: Quem estiver com bebês bem pequenos e precisar alimentar ou trocar a fralda, o parque conta com espaço família
Compras: Como era de se esperar, há muitos produtos relacionados com a turminha na loja do Parque da Mônica. De roupas de bebê a camisetas para adultos fanáticos, é bem difícil sair de lá e não cair na tentação de comprar algo. Compramos para o Joaquim uma luminária (R$ 79,90), um caderno (R$10) e um quebra-cabeça de 500 peças (R$ 45)
Bom para crianças em São Paulo, o Catavento é um museu de ciência a preço baixo. Veja dicas para a visita, com endereço e imagens. O espaço oferece ainda atividades extras com agendamento por senha
Museus interativos tem vários. E tem o Catavento Cultural, para mim o que explora ao máximo esse conceito baseado na troca de informações com o visitante. Dedicado às ciências, é um passeio ideal de se fazer com criança em São Paulo. Mérito de sua concepção, que não vira chata porque consegue transformar boa parte das teorias em brincadeiras.
CIÊNCIA PARA TODOS NO CATAVENTO CULTURAL – Fotos; Nathalia Molina @ComoViaja
Nathalia e eu levamos nosso filho ao museu várias vezes, entrou para a lista de programas favoritos do pequeno Joaquim. Como algumas atividades são realizadas mediante distribuição de senha (prepare-se, elas são bem disputadas), tem sempre uma brincadeira que fica para a próxima. Para se ter ideia, a mais nova atração do Catavento é o projeto Dinos do Brasil. O tour virtual leva os visitantes à pré-história brasileira para conhecer os dinossauros que viveram em nosso território. É mais uma atividade que exige senha e, portanto, deve ser bastante disputada. A boa notícia é que se trata de um projeto permanente do museu, com isso não será necessário correr para garantir um lugar.
Em nossa visita mais recente, Joaquim conseguiu vaga no laboratório de Nanoaventura e no Estúdio de TV. Perto da bilheteria, um painel eletrônico informa horários e número de vagas disponíveis por sessão. Nosso filho queria experimentar o Monte dos Sábios, parede de escalada onde você topa com gente como Gandhi e Einstein. É preciso ter altura mínima de 1,30 cm para subir os 7 metros da atração. Joaquim ficou no quase na régua que indica se a criançada pode ou não participar. Daqui a pouco eu dou mais detalhes sobre as atividades especiais.
Como é o Catavento Cultural
Inaugurado em 2009, o Catavento funciona no Palácio das Indústrias, edifício construído entre 1911 e 1924 e que leva a assinatura de Ramos de Azevedo, responsável também pelo traçado do Theatro Municipal de São Paulo. O prédio com estrutura de ferro e tijolinho é charmoso. No passado foi sede dos negócios relacionados à produção industrial, bem como da agricultura e da pesca. Foi também delegacia de polícia no meu tempo de menino, quando eu escutava no rádio o repórter Zaqueu Sofia, da Jovem Pan, atualizar o noticiário de crimes “diretamente da sala da polícia, no Palácio das Indústrias, às margens do Tamanduateí, no Parque Dom Pedro II”.
Nathalia também já deu seus plantões por lá, como repórter de geral do Jornal da Tarde. E sua primeira entrevista em São Paulo foi ali também: durante o trainee da Folha, sua turma fez uma coletiva com Celso Pitta, na época em que o gabinete do prefeito ficava no prédio do Palácio das Indústrias.
O que fazer no Catavento
Nem polícia nem política. Hoje em dia, a ordem é aprender ciência de modo atraente. Vivemos experiência semelhante quando visitamos o Kinderreich, ala das crianças dentro do Deutsches Museum, em Munique — uma das etapas da viagem que fizemos em família pela Alemanha.
No Catavento há monitoria treinada para auxiliar os mais novos e os mais velhos nas atividades, divididas em 4 seções: Universo, Vida, Engenho e Sociedade. A seguir, um resumo das áreas e nossa experiência nelas.
UNIVERSO
De onde viemos? Neste espaço descobre-se a origem de tudo, o surgimento da Terra e o que mais a cerca. Toque em um meteorito de verdade, encontrado na Argentina em 1576. A gente fez o que estava escrito em um aviso e nos surpreendemos com o cheiro de ferro que ficou nas mãos depois de entrarmos em contato por pouco tempo com superfície daquele fragmento de meteoro.
Foi Nathalia quem passou o entusiasmo com as coisas do espaço para o Quim. Juntos, eles descobriram quais estados brasileiros estão representados por estrelas na bandeira brasileira. Já com o auxílio de uma carta celeste é possível admirar as constelações de uma noite estrelada — pausa breve: se você também gosta do assunto, leia o post de nossa visita ao Planetário do Ibirapuera, em São Paulo.
É possível ainda saber o que existe no interior do planeta Terra, aprender um pouco como são formadas suas paisagens e seus relevos — uma caixa de areia permitiu ao Quim mexer no ‘solo’ com uma colher e, sem que ele se desse conta, transformar o terreno de modo semelhante ao que ocorre na natureza.
No momento, as seções Astronomia e Terra estão fechadas para reforma, como informa o site do Catavento.
De onde viemos? O milagre da vida, o corpo humano em detalhes, seus sistemas e funcionamento. Recomendado para estudantes fazerem revisão antes daquela prova cascuda sobre anatomia e também para quem tem curiosidade a respeito do tema. Em condições normais de temperatura e pressão, não sei se eu entraria para conhecer o intestino grosso por dentro. Acontece que o Quim sacou que a estrutura comprida lembrava a que vimos na Cidade das Abelhas, onde o visitante também é convidado a conhecer as entranhas do inseto. Ah, ele riu à beça quando se deu conta de éramos dois cocôs perambulando aquele lugar.
Quim também ficou atento às classificações do Reino Animal e um pouco ressabiado ao se deparar com uma réplica em tamanho natural de um tigre-dente-de-sabre. Com 6 anos na primeira visita, natural que ele sentisse medo, como também ficou impressionado na exposição Do Macaco ao Homem, uma das atividades extras que exige senha. Essa visita é feita nas arcadas subterrâneas do Catavento. No tempo em que serviu à polícia, os porões do prédio abrigavam as celas dos presos. Não preciso dizer que é bem melhor ver uma criança correr em liberdade pelos corredores, decorados com detalhes coloridos que afastam um pouco a lembrança do que, um dia, já foi um cárcere.
Durante o tour guiado à exposição Do Macaco ao Homem, havia um grupo de estudantes ruidosos, mas ainda assim deu para ouvir as principais explicações da guia. Joaquim arregalou os olhos quando viu os crânios dos nossos ancestrais expostos. Por outro lado, ele começou a entender mais claramente a relação dos seres humanos com os macacos. Os painéis mostrando semelhanças entre as espécies facilitaram esse entendimento.
Ainda na parte das arcadas, no subterrâneo do Catavento, Joaquim foi seduzido pela maquete do prédio feita de Lego. Construída com 34.795 pecinhas, ela mede 55 vezes menos que o edifício original. Quim, como sempre, parou para admirá-la (tá, eu também era assim quando criança, tempo em que não havia Lego para construir algo parecido). Bem perto da maquete fica o Se Liga no Lego, atividade extra que sempre tem lotação esgotada quando visitamos.
Quim ficou só espiando a brincadeira de longe, doido para participar. Criadas na Dinamarca, as pecinhas coloridas levam nosso menino à loucura. Não é à toa que visitamos as unidades alemãs da Legoland Berlim e da Legoland Alemanha, em Guinzburg, onde dormimos no Hotel na Legoland, em forma de castelo medieval.
ENGENHO
Por que as coisas são como são? A mais interativa das seções explora os diferentes ramos da Física. Hora de aprender os movimentos que fazem parte do nosso cotidiano em atividades que envolvem Mecânica, como levantar sacos bem pesados com o auxílio de polias e roldanas. Ou entender o princípio da centrifugação, função tão corriqueira no dia a dia de quem utilizar uma máquina de lavar roupa.
Ainda no estudo prático sobre fenômenos físicos, destaque para a experiência com eletromagnetismo — Joaquim pirou ao ficar com os cabelos em pé!
Nós também ficamos boquiabertos quando testamos entrar em uma bolha de sabão gigante. Nessa área a criançada tem à disposição tanques com água e sabão e apetrechos para produzir bolhas em diferentes formatos.
Dica: mexa em tudo à vontade!
SOCIEDADE
Para onde vamos? Os caminhos que levaram a humanidade a se lançar em novas descobertas, sua relação com o meio-ambiente e alguns episódios que marcaram a História. É aqui que fica o Monte dos Sábios, parede de 7 metros de altura onde os escaladores se encontram com personalidades como o físico Albert Einstein, o líder Mahatma Gandhi e o pai da aviação, Santos Dumont, por exemplo.
É na seção Sociedade que fica o Estúdio de TV. Havia senha disponível para essa atividade durante a nossa última visita. Joaquim pode, então, aprender sobre o uso de chroma key (efeito visual em fundo verde sobre o qual se aplica uma imagem sobre outra). Todas as crianças presentes à sessão foram convidadas a participar da experiência: teve gente que voou em um tapete mágico, outros que bancaram o Super-Homem enquanto que o Quim e mais duas crianças tiveram suas cabeças cortadas no efeito e aplicadas em uma cena de um outro filme. As gravações foram exibidas aos participantes no fim da sessão e ficam disponíveis no site do Catavento (acesso mediante senha fornecida antes de a atividade encerrar).
No corredor ao lado do Monte dos Sábios está a sala de Nanoaventura. Nathalia, Joaquim e eu participamos de uma sessão de 30 minutos. Na primeira parte são explicados os conceitos de Nanotecnologia e Nanociência, ramo que mexe com elementos e substâncias em escala microscópica. Depois da teoria, os visitantes são divididos em equipes e se alternam em 4 jogos interativos. Quem tem destreza com joystick de videogame se sai bem nas atividades, mas a pontuação é o que menos importa. O que vale é a diversão.
Não é permitido filmar nem fotografar a sessão, apenas mostrar a sala na hora de ir embora. A saída é feita por uma porta lateral que nos leva a um terraço, de onde se vê o borboletário, uma das mais novas atrações do Catavento. Sob uma estrutura metálica foi criada um ecossistema em condições de receber diferentes espécies de borboletas, como a olho de coruja e a júlia. A visita é monitorada e ocorre a cada 30 minutos, com capacidade máxima de 20 pessoas por sessão — ela não ocorre às segundas e às sextas nem em dias frios ou com chuva.
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VALE SABER
Endereço: Avenida Mercúrio, s/n – Parque D.Pedro II, Brás
Transporte: A estação Pedro II do metrô fica menos de 1km. Tem gente que vai a pé, mas nós nunca tentamos. Sempre achamos mais seguro ir de carro, já que o movimento de veículos é maior do que de pedestres naquela região
Funcionamento: De terça a domingos, das 9 às 17 horas
Preço: R$ 6 — crianças de 4 a 12 anos, pessoas acima de 60 anos, portadores de necessidades especiais ou estudantes com carteirinha, R$ 3; aos sábados, grátis
Alimentação: Dentro do museu há o Café com Lua. Bem simples, fica em uma das varandas envidraçadas que dão para o borboletário (foto 3680). Aprende-se até na hora do lanche. Um painel explica por que existem crateras na superfície da Lua e de sua importância como escudo da Terra (foto 3693). Se quiser fazer uma dobradinha, o Mercado Municipal fica em frente ao Catavento, do outro lado da avenida. Lá é possível traçar os famosos pastéis de bacalhau e o robusto sanduíche de mortadela. Para ir ao Mercadão, vale a regra utilizada no transporte. É possível ir a pé, sem dúvida. Mas nós fomos desaconselhados pelos próprios funcionários do estacionamento do Catavento, que alegaram ser um pouco inseguro fazer o trajeto, especialmente na travessia do farol. Então, vá de carro, tem estacionamento com zona azul dentro do Mercadão
Loja: A pequena loja fica perto da seção Engenho. Tem camisetas, canecas e lembrança relacionadas ao universo da ciência
O Miniatur Wunderland é desses passeios recomendados para quem gosta de atrações no estilo minimundo e está de passagem por Hamburgo, na Alemanha. Se estiver viajando com criança, então, a visita se torna obrigatória. A maior maquete de ferrovia do mundo chama a atenção por sua impressionante riqueza de detalhes e pela tecnologia que a faz funcionar à perfeição em miniatura.
Na recente expansão, o parque alemão ganhou até um Rio de Janeiro com Cristo Redentor, Pão de Açúcar, Copacabana e até Carnaval no Sambódromo da Marquês de Sapucaí. Em torno de 20 mil bonequinhos povoam a cidade de miniatura com área de cerca de 45 m².
Um mundo tão pequeno e, ao mesmo tempo, de números superlativos: 760.000 horas de trabalho consumidas até hoje na construção; 35.000 luzes (pouco menos 10% do total utilizado) só para recriar o brilho de Las Vegas; cerca de 1.000 trens serpenteando 20 km dos mais belos cenários da Europa e da América. Até hoje, 16 milhões de euros foram investidos na atração, que recebe 1 milhão de visitantes ao ano.
Tudo matematicamente calculado como cada pedaço daquele território. Ideia de Frederik Braun em parceria com seu irmão gêmeo, Gerrit. O Miniatur Wunderland fica às margens do Rio Elba, em Speicherstadt, conjunto de armazéns na região portuária de Hamburgo, cidade onde nasceram seus idealizadores.
Porjeto com as luzes de Las Vegas
Como é o minimundo de Hamburgo
Inaugurado em agosto de 2001, o complexo de maquetes possui 6.800 m² (o projeto de expansão até 2028 prevê 10.000 m² de construção). Toneladas de gesso ganharam forma e cor na hora de reproduzir os Alpes da Áustria, com direito a teleféricos como os que levam turistas às estações de esqui. No norte da Alemanha, a pequena Harz recebe a inusitada visita de um disco voador.
No quesito ficção, Knuffingen merece destaque. Aos pés dos Alpes, trata-se de uma cidade imaginária, dona de um moderno sistema de automação que reproduz o vaivém de automóveis e caminhões em deslocamentos simultâneos. Tudo no Miniatur Wunderland é controlado de uma sala com 64 computadores.
Quando visitamos o Deutsche Bahn Museum, museu da ferrovia em Nuremberg, já ficamos impressionados com a destreza de um único funcionário que controlava uma grande maquete com apenas alguns trens circulando.
Estação de trem de Hamburgo reproduzida
O que fazer no Miniatur Wunderland
Tire fotos, grave e mostre para todos que você voltou a ser criança diante do mundo em miniatura. Acompanhe o sobe e desce dos aviões em Knuffingen, a cidade imaginária onde o aeroporto funciona 24 horas sem parar. A propósito, no minimundo um dia inteiro é simulado a cada 15 minutos, graças a um complexo sistema de som e de luz, responsável por fazer Las Vegas brilhar com suas inconfundíveis luzes.
Além de se ligar no movimento dos trens e carros e circulam, fique atento ao que está parado, aos detalhes. Os mínimos, de preferência. São homens, mulheres, crianças. Objetos, fachadas, monumentos, cartões-portais recriados em escala. Fotos e vídeos já dão ideia de como tudo foi feito caprichosamente pequeno, em sintonia com cenários e paisagens.
Atenção aos detalhesRoma e seu Coliseu
Aberta ao público em 2016, a seção Itália está materializada em monumentos como o Coliseu, o Vaticano e a Torre de Pisa. E na beleza de regiões como Toscana e Cinque Terre. Veneza deve estar acabada até o fim de 2017. Mônaco, Inglaterra e França fazem parte dos planos de expansão. O que está em construção fica exposto para que o público possa acompanhar as mudanças que estão por vir.
O Miniatur tem data certa para chegar ao seu destino final: 2028 e com ele a possibilidade dos trilhos atingirem regiões da África, da Ásia e do Oriente Médio.
É nesse cenário composto mais de pontes e sem fronteiras que o mundo se torna quase perfeito, como numa brincadeira de criança.
VALE SABER
Endereço: Kehrwieder 2-4, Speicherstadt, Hamburgo
Transporte: A estação mais próxima do metrô é a Baumwall. A partir da estação central de Hamburgo (Hauptbahnhof), utilize a linha U3 (amarela) com destino a Rathaus/Barmbek. De lá, siga em direção a Niederbaumbrücke, vire à direita na Kehrwieder, onde fica o Miniatur Wunderland
Funcionamento: Diariamente, das 9h30 às 18 horas (nos fins de semana e às terças, costuma fechar mais tarde; horário muda conforme a época)
Preço: O ingresso custa 20 euros. Quem quiser fazer a visita guiada paga mais 17,50 euros (a maior parte dos tours é em alemão)
Inaugurado há 7 anos, o Aquário do Rio de Janeiro é considerado o maior da América do Sul, com destaque para o túnel transparente, o tancão de 7 metros de profundidade bem como outros 27 tanques secundário. O ingresso do aquário pode ser adquirido pela internet, sendo que às vezes eles fazem promoções, como a do aniversário de 7 anos, quando visitantes nascidos em novembro entram de graça.
Com a finalidade de ajudar você a planejar sua visita à cidade, confira nossas sugestões de hotel barato no Rio de Janeiro e de hotéis na Barra da Tijuca, já que as 2 listas contêm apenas opções avaliadas por viajantes em sites de reserva.
Família e amigos podem conhecer o Aquário Marinho do Rio de Janeiro numa visita combinada com o Museu do Amanhã e o Museu de Arte do Rio (MAR). É igualmente uma ideia de programa para quem tem dúvida sobre o que fazer no Rio de Janeiro com chuva.
É fácil chegar ao AquaRio, porque ele fica perto do Boulevard Olímpico e da Praça Mauá, portanto, de fácil acesso para quem usa o VLT Rio. Para quem for de fora cidade (e está em hotéis na zona sul e no Centro, existe a chance de fazer uma visita guiada com transporte. Ela é um dos produtos à venda na Easy Travel Shop, agência online que trabalha com passeios e ingressos em destinos turísticos.
Como é o Aquário Marinho do Rio de Janeiro
Nos cerca de 4,5 milhões de litros de água salgada do Aquário do Rio de Janeiro, vivem perto de 10.000 animais de 360 espécies do Brasil e do mundo. Cada estação de visita possui monitores de LED, que transmitem informações a respeito de espécies e habitats.
Tubarões no AquaRio – Foto: Alexandre Macieira/Visit Rio
Totalmente privado, o AquaRio é um centro de visitação e também de educação e de pesquisa, concebido e dirigido pelo biólogo Marcelo Szpilman. No momento em que chega, logo na entrada, o visitante se depara com o esqueleto de uma baleia jubarte. Ele foi encontrado na Praia da Macumba, na zona oeste do Rio de Janeiro. Suspensa no lobby, a ossada mede 13 metros de comprimento e pesa 37 toneladas.
Esqueleto de baleia jubarte – Foto: Alexandre Macieira/Visit Rio
O que fazer no AquaRio
Percorra os 28 tanques para conhecer peixes do litoral brasileiro, da costa caribenha e dos Oceanos Índico e Pacífico. O principal é o Recinto Oceânico, chamado de Tancão. Ele tem 7 metros de profundidade e é cortado por um túnel todo de acrílico, que deixa raias e tubarões de grande porte mais próximos dos visitantes. A visita ao AquaRio dura 1 hora, segundo estimativa do próprio aquário.
Sem dúvida, há espaço para a fofurice de espécies como o cavalo-marinho e o peixe-palhaço (Nemo, como é conhecido pela criançada). Da mesma forma, há espaço para o contato com tipos nada graciosos, como as perigosas moreias, peixes-leão, peixes-pedra e raias elétricas.
Cavalo-marinho, que lindeza – Foto: Alexandre Macieira/Visit Rio
O ingresso do AquaRio custa R$ 120 no valor inteiro; online pode ter desconto. Quem tem direito a meia entrada? Crianças de 3 a 11 anos (com documento); estudantes (com carteirinha); portadores de ID Jovem ou CadÚnico (com prova de inscrição); pessoa com deficiência (com carteirinha ou laudo médico); e idosos acima de 60 anos (com identidade).
Mais dicas sobre a atração
Endereço: Praça Muhammad Ali, s/nº, Gamboa, Rio de Janeiro
Horário de funcionamento: Isso pode mudar ao longo do ano. Em novembro de 2023, era das 9 às 17 horas, de segunda a sexta; até as 18 horas, nos fins de semana e feriados. A entrada encerra 1 hora antes do fechamento.
Transporte: A linha 1 do VLT Rio deixa você em frente ao aquário. Portanto, pegue o bonde no sentido Rodoviária/Praia Formosa e desça na estação Utopia/AquaRio. Se acaso você pegar o VLT sentido Santos Dumont, desça na Parada dos Navios (em frente aos grafites do Kobra). Volte cerca de 500 metros a pé pelo Boulevard Olímpico, já que essa linha não para diante do aquário. Quem utilizar o metrô deve descer nas estações Cinelândia ou Carioca, então tomar linha 1 do VLT (sentido Rodoviária/Praia Formosa) e descer na parada Utopia/AquaRio.
Estacionamento: Digite Rua do Aquário ou Via Binário,194, em aplicativos como Waze ou Google Maps – não há entrada pelo Túnel Marcello Alencar. O estacionamento por até 4 horas custa: R$ 25, sócio do aquário; R$ 40, visitante que apresente ingresso; R$ 50, visitante externo, de segunda a sexta; e R$ 70, visitante externo aos sábados, domingos e feriados.
Imagine um livro de geografia cheio de informações que os guias e os sites de viagem normalmente trazem. Assim é Mundo – Uma Introdução para Crianças, de Heather Alexander, autora americana especialista em livros infantis.
Recomendo para famílias viajantes ou não. Ele não é palavroso, pelo contrário. Com cerca de 100 páginas, o livro traz numa linguagem bem direta temas que vão do surgimento da Terra aos aspectos que caracterizam os continentes e seus principais países, como alimentos típicos, animais nativos e feriados nacionais, por exemplo. Tem ainda uma seção que destaca as regiões do Brasil.
Nosso filho, Joaquim, folheou um exemplar numa livraria e foi atraído principalmente pelas ilustrações super bem-humoradas, assinadas por Meredith Hamilton. Eu acrescento ainda a qualidade da edição, com caixinhas coloridas de textos trazendo geralmente curiosidades – entre outras coisas, você fica sabendo nomes engraçados de cidades pelo mundo, casos de Boogertown (Cidade da Meleca) e Bearbottom (Bunda de Urso), ambas nos Estados Unidos, e Lagoa da Confusão, no estado do Tocantins.
Para conquistar o mundo pela leitura
Aliás, para conhecer mais sobre o nosso país de um jeito divertido, outro livro que indicamos é Brasil Animado, de Mariana Caltabiano, que apresentou muitos destinos ao Quim de forma absolutamente natural.
Curiosidades sobre diferentes lugares
Não são poucas as vezes que Nathalia e eu levamos um susto quando Joaquim solta alguma informação de um destino sobre o qual estamos conversando ou escrevendo. Geralmente nos entreolhamos e um de nós acaba perguntando:
Como quase tudo que tem páginas e cai nas mãos dele, esse foi mais um livro devorado pelo nosso menino, que já achou outra função para o exemplar: virou um jogo de estratégia, com os mapas servindo de tabuleiro, pecinhas de Lego no papel de navios e clipes coloridos fazendo as vezes de exército.
“Joca, que time é aquele do lado do Palmeiras”, perguntou para meu filho o amigo dele, Lucas, fanático por futebol. Joaquim ficou pensativo. Na direção para onde o colega apontava havia fotos, flâmulas, pratos e escudos de clubes, como o Coritiba sobre o qual Lucas perguntava. Estávamos Nathalia, as duas crianças e eu na entrada do Museu do Futebol, no Estádio do Pacaembu, em São Paulo. Indicamos esse passeio até para quem não é louco pelo esporte. Para ver com calma o que tem no museu, sugiro reservar umas 2 horas de visita. Se estiver com criança, esse tempo deve aumentar.
Como é o Museu do Futebol
Espalhado por três andares, esse museu de São Paulo possui 16 salas. Desde a sua inauguração, a exposição permanente é super bem montada, com espaços que cativam porque são didáticos, vão além do jogo, do campo e bola, como se diz. Portanto, não espere por um museu de taças ou antiguidades raras. É um aula de história, que mostra como o jogo de bola moldou a identidade do povo brasileiro.
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O que fazer no museu no Estádio do Pacaembu
É para ver, ouvir e sentir o futebol. E se deixar levar pelas experiências propostas por esse que é um dos mais interessantes museus de São Paulo. A seguir, um resumo de cada espaço, com um relato pessoal de nossas diversas visitas em anos diferentes ao museu no Estádio do Pacaembu.
Grande área
No térreo, o hall de entrada tem paredes forradas de peças que materializam a estreita ligação que o Brasil mantém com o futebol. O olhar fica meio perdido em meio a reproduções de tantas faixas, distintivos, jornais e fotografias. Os já iniciados no assunto arriscam dizer quem são os personagens e quais times estão ali representados naquele espaço de pé direito muito alto (saiba que estamos debaixo das arquibancadas do Pacaembu). Foi nesse espaço que o Lucas quis saber do Joaquim se ele identificava o distintivo do Coritiba, por exemplo.
Entrada do museu tem as paredes forradas com a paixão nacional
Eu já estive nessa sala ao lado do meu amigo Paulo Vinícius Coelho, jornalista esportivo. A sensação foi a mesma de quando a gente assiste à transmissão do Oscar com os comentários do Rubens Ewald Filho, principalmente quando aparece aquela sucessão de imagens de filmes antigos e o Rubens metralha o telespectador com o nome do ator/atriz e ainda o título do filme. No caso, PVC desandou a detalhar cada objeto exposto, com impressionante riqueza de detalhes.
Crianças adoram o Museu do Futebol
Saudação do Pelé
A escada rolante que dá acesso às demais salas deixa os visitantes cara a cara com o Rei do Futebol. Foi minha vez de perguntar a Joaquim quem era aquele sujeito que nos dava boas-vindas. “Esse eu sei. Pelé!, cravou meu filho, com a mesma certeza de tantas outras pessoas que, assim como ele, conhece o gênio do futebol cuja carreira terminou em 1977, mas que até hoje é reconhecido e idolatrado por onde é visto.
Pé na bola
Com cinco telas divididas, essa é uma sala de iniciação. Vê-se os pés de uma criança conduzindo uma bola. Um convite à exposição que está começando. Sejamos livres e soltos como o jogo do menino.
Rivellino, Romário, Zico e outros craques do futebol brasileiro fazem companhia a Pelé na sala dos Anjos Barrocos. Telas suspensas refletem projeções de instantes de inspiração e talento: uma finta, um chute, uma comemoração. O tom azulado empresta solenidade e devoção ao ambiente. Marta — eleita por 6 vezes a melhor jogadora do mundo — e Formiga representam o melhor do nosso futebol feminino.
Eu tentei explicar para os dois meninos que me acompanhavam quem eram aqueles jogadores que pairavam no ar, num exercício descritivo comparável àquele que narradores de rádio tem até hoje na hora de contar a história de um jogo. Futebol também é imaginação.
Diante de craques do futebol
Sala das rádios
Oportunidade para o visitante escutar gols históricos na voz de grandes locutores esportivos do Brasil. Sobre um painel que imita o dial do rádio, você posiciona o seletor entre os anos de 1934 e 2006 para ouvir a narração. É uma sala para quem, assim como eu, curte o veículo que primeiro transmitiu aos brasileiros a paixão pelo futebol. Toda vez em que visito o museu no Pacaembu, gosto de dar uma paradinha em uma das nove cabines. A tela mostra expressões utilizadas pelos locutores de cada narração. Um festival de criatividade para descrever o momento mais mágico de um jogo de futebol. Joaquim curtiu a frase ‘pimba na gorduchinha’, do mestre Osmar Santos.
Narrações na memória
Gols históricos
Sala que fecha o primeiro pavimento da exposição. Um time de jornalistas relembra gols e jogadas históricas que marcaram a vida deles. Depoimentos especialmente gravados pelo Museu do Futebol com uma velha-guarda de respeito da crônica esportiva, gente que ‘vem de longe’, como José Trajano, Juca Kfouri e Armando Nogueira (acha pouco ou quer mais?). Galvão Bueno conta como surgiu o famoso grito de ‘É tetra, é tetra’.
Exaltação da torcida
É na aspereza da arquibancada, ou melhor, debaixo das suas estruturas de sustentação que o passeio pelo segundo pavimento do Museu do Futebol no Pacaembu tem início. A Sala Exaltação apresenta gritos e cânticos de cerca de 30 torcidas de clubes brasileiros. É ensurdecedor. Primitivo e belo. Quim e Lucas ficaram estáticos. Tentaram entender o que era dito ao mesmo tempo em que quiseram adivinhar de quais clubes eram aquelas torcidas (por 10 ou 12 vezes arriscaram dizer São Paulo, por motivações claras). A instalação transformou-se na preferida de Nathalia ao lado da Sala das Origens.
Gritos da arquibancada
Origem do futebol
Retratos em branco e preto mostram os primórdios do nosso futebol. Onde e quando tudo começou. De Charles Miller que trouxe as primeiras bolas para cá, passando pelo surgimento do primeiro craque do futebol brasileiro, Arthur Friedenreich, pela criação dos clubes até a tardia aceitação de atletas negros nas equipes, gesto fundamental para a construção de um estilo de jogo brasileiro.
Fotos de época
Ao todo, são 430 imagens de ‘um Brasil de soneto, do Brasil do fraque e do espartilho’, como escreveu Nelson Rodrigues, craque das crônicas de futebol. Curioso foi ver a reação dos meninos ao descobrirem que os jogadores dos anos 1920 usavam uniformes nada convencionais, que incluíam grossas camisas de mangas compridas, calções até a altura da canela e… cinto! Às mulheres, as primeiras que se arriscaram nesse campo desde sempre dominado pelos homens, o fardamento era igualmente pesado.
Às vezes carrego comigo a grande encadernação que contém as legendas das fotos e encontra-se disponível na entrada da sala. Fico admirado quando reconheço um local do Rio de Janeiro dos anos 30 ou 40, por exemplo — considero um bom exercício para notarmos a transformação da paisagem urbana e dos costumes brasileiros. Já o Lucas e o Joaquim fingiam usar o caderno como um mapa do tesouro, vendo o número no guia e buscando a foto correspondente nas paredes.
Heróis do Brasil
As salas que se seguem preparam o visitante-torcedor para os nossos melhores momentos. O espaço intitulado Heróis trata do Brasil que se orgulha da criatividade resultante de sua mestiçagem. Brasil de Drummond, de Ary Barroso, de Heitor Villa-Lobos, de Domingos da Guia e de Leônidas da Silva, o inventor da bicicleta. E não é que os meninos reconheceram Portinari e Tarsila, bem familiar para eles porque foram apresentados aos principais nomes da pintura brasileira graças à professora de artes da escola?
Momento para aprender e refletir
Rito de passagem
A mescla de tons e ideias contribuiu também para a evolução do nosso futebol. Assim como as derrotas. Rito de Passagem nos coloca diante do que já foi o maior trauma do torcedor brasileiro: a perda da Copa para o Uruguai, em 1950. Na voz do cantor e compositor Arnaldo Antunes, a descrição daquele 13 de julho, tarde em que som do silêncio pairou sobre um país inteiro, prepara o visitante para o que ele verá a seguir: as vitórias que chutariam pra longe o complexo de vira-latas do brasileiro.
A Copa perdida para o Uruguai
Copas do Mundo
Em totens ornados com pequenos monitores, cada edição de Copa do Mundo está relacionada a fatos históricos e ao contexto em que o respectivo Mundial foi disputado: como estava o cenário sócio-econômico aqui e lá fora, qual a mais nova descoberta da ciência, quem ditava a moda ou estourava nas paradas de sucesso.
Sala sobre Mundiais
Se eu pudesse escolher uma música para tocar nessa sala, deixaria rolar em looping o Frevo do Bi, de Silvério Pessoa. De preferência com Tom Zé ao violão e cantando: ‘Você vai ver como é Didi, Garrincha e Pelé dando seu baile de bola \ Quando eles pegam no couro \ Nosso escrete de ouro \ Mostra como é nossa escola…’
No campo musical, prefiro ‘a ode-frevística’ aos campeões do mundo de 1958 e 1962 do que o ufanismo de Miguel Gustavo e seu Pra Frente Brasil, de 1970, canção que embalou a campanha do tricampeonato, para alegria geral da nação e, principalmente, dos militares. Futebol e política andam de braços tão dados quanto a seleção brasileira de 1994, campeã nos Estados Unidos fazendo da corrente humana na entrada ao gramado, um dos símbolos da conquista do tetra.
A Sala das Copas é a minha preferida. Quase sempre nos separamos nesse espaço. Nathalia, igualmente ávida e curiosa por História, se delicia ao redor das colunas formadas por monitores. Na tarde em que estávamos acompanhados do Quim e do amigo, ainda não havia o totem representando a Copa de 2014. Em janeiro de 2017, nossa passagem mais recente por lá, já era o Mundial que mais concentrava visitantes. Impressionante ver como muita gente se postava diante da tela que exibe a fatídica goleada de 7 a 1 que a Alemanha impôs ao Brasil. Espero que seja menos por masoquismo e mais pelo fato de ser uma das novidades do museu.
Destaques de todas as Copas O vexame do 7 x 1 na Copa do Brasil
Pelé e Garrincha
Duas estruturas circulares apresentam o melhor de Pelé e Garrincha. Juntos, eles nunca perderam um jogo com a camisa da seleção brasileira. Andar ao redor das imagens, olhar fixamente para os dribles e gols deixa qualquer um tonto, como costumavam ficar os zagueiros que tentaram parar essa dupla genial.
Depois de atravessar a passarela, chegamos à sala mais alegórica e colorida de todo o Museu do Futebol de São Paulo. Primeiro, grandes placas fornecem o chamado conhecimento de almanaque: o jogo com maior número de expulsões, a maior goleada, o maior público pagante em um estádio brasileiro e por aí vai. Na sequência, painéis explicam regras, mostram fundamentos como o chute e brindam os visitantes com frases antológicas produzidas pelo mundo do futebol. Quase no fim da sala, há mesas de pebolim (totó em outras regiões do país) para adultos e crianças jogarem.
Fatos curiosos Um clássico: ‘treino é treino, jogo é jogo’
Visita à arquibancada
Oportunidade para tirar selfies tendo ao fundo o lendário Estádio do Pacaembu. As fotos em dias de céu azul são imbatíveis porque o estádio foi erguido em um vale, de modo que as arquibancadas são emolduradas pelos prédios da região.
Dica: depois de ver o que tem no Museu do Futebol, tire mais fotos dentro do estádio. A pista ao redor do gramado é aberta para sócios do complexo de esportes que funciona no Pacaembu. Já os visitantes do museu podem entrar no setor mais perto do campo. O acesso é pela lateral do portão principal, de frente para a Praça Charles Miller.
Ótimo passeio em família Conhecendo o Pacaembu
Dança do futebol
Em estruturas metálicas que lembram uma bola de futebol estilizada, são exibidas três crônicas: Dribles, Defesas e Gols; Canal 100 — o famoso cinejornal exibido antes dos longas-metragens e que imortalizou grandes momentos do futebol brasileiro — e Futebol Feminino, que trata das pioneiras do esporte que consagrou Marta como a melhor jogadora do mundo por cinco vezes.
Na nossa visita de 2015, o Museu do Futebol mantinha a exposição temporária chamada Visibilidade para o Futebol Feminino. Fotos e fatos relacionados à presença das mulheres no futebol eram identificados com uma medalha. Na época, as estruturas da sala Dança do Futebol só mostravam lances de nossas meninas em ação. Lembro-me que quase ninguém parava para assistir. No início de 2017, flagrei apenas uma garotinha, quase que por descuido, circulando por ali.
Futebol feminino no Brasil
Jogo de corpo
O playground dos pequenos e dos grandes. Há painéis com a ficha completa de alguns clubes brasileiros, além de dois campos de futebol virtual — Joaquim acha super maneiro e sempre escala alguém para ser parceiro dele na peleja: sobrou até para a avó numa das visitas.
Bate-bola virtual com a avó
E tem ainda o Chute a Gol, desafio que avalia a velocidade do seu chute. Entre na fila e capriche na pontaria. Uma câmera registra o lance e a imagem pode ser visualizada no site do Museu do Futebol. Guarde seu ingresso para poder acessar a foto.
Dica: se quiser testar a potência de seu chute, encha o pé; se estiver mais a fim de fazer o gol, siga a máxima dos grande craques: ‘não é força, é jeito’. Meu recorde mais recente foi uma pancada a 99 quilômetros por hora, de canhota, inapelável para o goleiro.
É goool, gol do Joaquim!
Homenagem ao Pacaembu
A visita termina com imagens da construção do estádio, as plantas do projeto original e fotos em preto e branco tiradas por mestres como Jean Manzon e Thomas Farkas. Eu adoro assistir ao cinejornal da época, que conta sobre o andamento das obras do estádio. Acho divertido ouvir o locutor falar com aqueles ‘erres’ e ‘eles’ pronunciados com vigor impressionante.
VALE SABER
Endereço: Praça Charles Miller, s/n, Pacaembu, São Paulo
Estacionamento: Se for de carro, há vagas de Zona Azul por toda a praça. Desde o fim de 2016, não há mais a venda de cartão de papel. Ou você baixa o aplicativo disponível tanto para Android quanto iOS ou pare na banca da entrada da praça, que é revendedor oficial. Como se trata de uma Zona Azul especial, é possível estacionar o carro por um período de 3 horas pagando o mesmo preço das vagas em áreas convencionais da cidade, R$ 5. Flanelinhas vão te abordar na entrada da praça oferecendo uma vaga por valores indecorosos. Agradeça, siga em frente e pare você mesmo onde quiser.
Transporte: A estação de metrô mais próxima é a Clínicas (linha verde). O site do Museu do Futebol indica os passos para chegar de transporte público. Ande até a parada Avenida Doutor Arnaldo, 500, e tome uma das opções de ônibus: 177C-10 (Jardim Brasil), 917M-10 (Morro Grande) ou 6232-10 (Metrô Barra Funda). Desça na Avenida Pacaembu, 1721. Na volta, ande até o ponto que fica na Avenida Pacaembu, 22. Tome as linhas 177C-10 (Vila Madalena), 917M (Ana Rosa) ou 6232-10 (Vila Ida)
Quem vem pela linha vermelha deve descer na estação Palmeiras/Barra Funda. De lá, caminhe até a parada de ônibus que fica dentro da própria estação. Tome a linha 6232-10 (Vila Ida). Desça na Avenida Pacaembu, 1721. Na volta, caminhe até a Avenida Pacaembu, 22, e utilize a linha 6232-10 (Barra Funda).
Horário: De terça a domingo, das 9 às 17 horas (a visitação vai até 18 horas). Em dias de jogos no Estádio do Pacaembu, o Museu do Futebol tem horário de funcionamento especial (consulte no site da instituição). O museu fecha em 1º de janeiro, Quarta-Feira de Cinzas e 24, 25 e 31 de dezembro
Ingresso: O ingresso custa R$ 15 — estudantes com carteirinha, pessoas acima de 60 anos, R$ 7,50; crianças até 6 anos, portadores de necessidades especiais com 1 acompanhante e professores da rede pública de ensino, grátis. Às terças, a entrada é grátis para todos os visitantes
Alimentação: O Flor Café é uma opção para refeições e lanches. Terças, das 10 às 22h30 (futebol de botão a partir das 19 horas); de quarta a sexta, das 10 às 19 horas (fecha 1 hora mais cedo aos sábados, domingos e feriados). Se a intenção for só enganar o estômago com alguma coisinha, dá para comer um pastel na feira livre que funciona na entrada da Praça Charles Miller —às terças, quintas, sextas e aos sábados. Nathalia já escreveu a respeito desse programa tipicamente paulistano
Compras: A loja que fica na saída do museu vende camisas dos principais clubes brasileiros e do mundo, além de bolas e equipamentos esportivos. Abre de terça a domingo, das 9 às 18 horas
Dicas: Há visitas mediadas ao museu (combinadas ou não com um tour pelo estádio). Grupos de até 40 pessoas são guiados por educadores, que falam da importância do futebol como patrimônio cultural. Existem também atividades voltadas exclusivamente para crianças, como o espaço Dente de Leite e o programa Férias no Museu, com oficinas, brincadeiras e passatempos sob a supervisão de monitores. Da última vez, Joaquim desafiou a mãe a atravessar uma cama de gato e ainda tirou foto com Mônica e Cebolinha — a Turma da Mônica era a temática da vez. Não deixe de ver também exposições temporárias. Elas são sempre uma boa desculpa para retornar ao Museu do Futebol
Um complexo com 3 parques temáticos (entre eles, a Legoland Dubai), 1 parque aquático, um hotel em estilo polinésio e uma área de entretenimento, restaurantes e lojas: tudo isso compõe o Dubai Parks and Resorts, complexo turístico na maior cidade dos Emirados Árabes. Compre com antecedência o ingresso para 2 parques. Localizado próximo do Palm Jebel Ali, famoso arquipélago artificial de Dubai, o complexo oferece ao todo em torno de 100 atrações. Conheça abaixo um pouco sobre as 6 áreas do Dubai Parks and Resorts.
O parque de Dubai inclui atrações como Technic Twister (duvido que você não saia tonto de lá; nós fomos nesse na Alemanha). Na cidade dos Emirados Árabes, a garotada também pode fazer o papel de policial ou bombeiro, ir para a escola de motorista e construir prédios ou veículos de Lego.
Legoland Water Park
O parque aquático da marca dispõe de cerca de 20 atrativos, entre escorregas, playgrounds molhados e briquedos. O Legoland Water Park também é focado em crianças entre 2 e 12 anos. Compre antes o ingresso de 1 dia para o parque aquático Legoland.
Personagens do cinema americano povoam os 3 setores inspirados nos estúdios DreamWorks Animation, Sony Pictures Studios e Lionsgate. A meninada se diverte em ambientes com Shrek, Kung Fu Panda e Smurfs, entre outros. Compre com antecedência o ingresso de 1 dia para o Motiongate Dubai.
Riverland Dubai
Esta é a área de entretenimento, gastronomia e compras do Dubai Parks and Resorts. Há em torno de 50 empreendimentos no setor próximo ao rio do complexo.
Lapita, hotel dentro do complexo de parques em Dubai
Lapita Hotel
Inspirado na Polinésia, o Lapita Hotel tem arquitetura e decoração temáticas. Integrante de Autograph Collection Hotels, associação de hotéis-boutique participante do programa de fidelidade Marriott Rewards, o empreendimento dispõe de spa e 5 restaurantes e bares. Veja outros hotéis em Dubai de diferentes categorias.
Sempre contei das minhas andanças pelo Canadá para o Joaquim. A superalta CN Tower, o divertido Hockey Hall of Fame, o interessante Royal Ontario Museum. Mas, ao ver os vídeos do novo site do Toronto Tourism para criança com o chão de vidro no alto da torre, as tacadas na casa do hóquei e os dinossauros do museu canadense, meu filho de 7 anos se empolgou ainda mais. “Olha isso, mamãe! Adorei!”, exclamava ao ver em ação crianças como ele.
Dos desenhos às atividades propostas, o Yo-Toronto.com usa muita cor e a linguagem de uma geração acostumada a lidar com a tecnologia. Os vídeos, curtinhos, evitam cansar e dão uma ideia da cidade sob a ótica infantil. A Casa Loma vira uma aventura em um castelo medieval, e a área do porto (Harbourfront), um passeio lúdico diante do Lake Ontario, o lago que banha a cidade.
Até eu conheci atrações sobre as quais não tinha ouvido falar ainda. Minha lista para levá-lo um dia já incluía o Ripley’s Aquarium of Canada, aquário na região da CN Tower. Mas acrescentei mais uma: Ontario Science Centre, com experiências científicas que fizeram Joaquim se lembrar dos cabelos arrepiados com que ficou na visita ao paulistano Catavento Cultural.
O site é todo em inglês, o que dificultou a compreensão de Joaquim das curiosidades e dos trocadilhos feitos com a língua inglesa, nas piadinhas infantis. Eu fui traduzindo o que ele sentiu necessidade de informação adicional. No entanto, por meio dos vídeos e de atividades (como desenhos para colorir após download e quebra-cabeça de dinossauro), ele entendeu o que Toronto tem para oferecer a alguém da idade dele.
O Kindereich, dentro do Deutsches Museum, museu de Munique, mostra ciência e tecnologia de modo divertido para criança na Alemanha. Garotada brinca com Instrumentos musicais, cordas, bolinhas e tintas de pintura
ATUALIZADO EM 16 DE MARÇO DE 2017
O aviso na entrada era expresso: adulto só entrava acompanhado por criança. Estávamos num dos mais completos museus que visitamos na Alemanha, em Munique: o Deutsches Museum. Como nosso filho, Joaquim, esteve conosco durante o tour pelo país, Nathalia e eu tivemos passe livre para entrar no Kinderreich, espaço onde a ciência é apresentada de modo divertido e intuitivo para quem, às vezes, ainda nem sabe ler. Com 8 setores, o salão era amplo. Grande mesmo, a ponto de ter dentro dele um caminhão de bombeiro, alegria da meninada, que sobia e descia, entrava e saía do veículo sem parar.
Fotos e vídeo: Nathalia Molina @ComoViaja
Agora vamos ver o que reserva às crianças a extensa reforma em andamento no Deutsches Museum. Atualmente, o maior museu da capital da Baviera tem algumas áreas fechadas, entre elas o subsolo onde se localizava o setor dedicado à garotada quando fizemos nossa viagem em família pela Alemanha. Deve reabrir inteiramente renovado em 2019.
Até lá, o Kinderreich funciona no piso térreo, com experiências novas. Entre elas estão grandes blocos de Lego para construir espaços e entrar neles, além de uma oficina de arte e de um painel para traçar o caminho de bolinhas rolando.
Como é o museu para crianças em Munique
O Deustches Museum por si só já desperta o interesse de crianças acima de uns 5 anos. Gigante, o museu bávaro reúne uma coleção invejável relacionada à ciência e à tecnologia, que inclui do sistema solar a máquinas voadoras. Devido à revitalização, diversas partes estão fechadas ao público, como o rico setor de fotografia e filmagem. Mas, não se preocupe, há sempre algo bacana para ser visto pela família toda.
Especificamente sobre o Kinderreich, a proposta é fazer com que as cerca de 200 mil crianças de 3 a 8 anos que visitam essa área infantil por ano entrem em contato com as leis da natureza e tomem gosto pela ciência de um modo menos acadêmico, mais divertido. Nada de ciência da forma clássica. Sem perceber, a meninada aprende tudo, com rapidez.
Acho fascinante existirem espaços com esse acervo tecnológico, essas demonstrações científicas, voltados para crianças. Eu só conhecia algo semelhante em 2 lugares em São Paulo: o Museu Catavento e a Estação Ciência (fechada para reforma faz tempo). A estrutura é bem diferente, mas o objetivo é o mesmo.
O que fazer no Kinderreich
No Kinderreich, Quim brincou com barquinhos num sistema de eclusas, mexeu no computador (os programas disponíveis mostram a imagem da criança na superfície da água e explicam o funcionamento do Corpo de Bombeiros, entre outras atividades), girou com a mãe uma roda de madeira para guiar bolinhas coloridas por canaletas até círculos da mesma cor.
Por mais que tudo estivesse acessível (e a ideia é fazer com que as crianças explorem cada objeto exposto), é sempre legal ficar de olho. Aos 5 anos, Joaquim estava meio sem saber como agir com um conjunto de polias e roldanas. Dei uma força – quer dizer, mais ou menos, já que o conceito dessa máquina simples é justamente facilitar a tarefa de erguer cargas pesadas. Não preciso dizer que ele adorou subir e descer sentado sobre um disco de metal sendo que eu só precisava puxar uma corda para erguê-lo. De quebra, nosso filho aprendeu algo que – na teoria – ele estudará a fundo lá pela adolescência.
Embora algumas partes do Kinderreich ainda fossem sofisticadas para seu entendimento, Joaquim passou por todas elas, no nosso roteiro em família — leia textos sobre viagem à Alemanha com criança. Mas, assim, sem formalidade, absorveu alguns conceitos de ótica e astronomia, ali dispostos em forma de experimentos práticos para as crianças. No Theodor Heuss, barco salva-vidas que leva o nome do primeiro presidente alemão, antes da reforma atual, era possível ver por espaços abertos a sala de comando, a cabine de passageiros e a sala das máquinas. Não se podia visitar o interior da embarcação.
Joaquim sempre foi musical. Por isso, o espaço em que ele mais se sentiu à vontade no Kinderreich foi o departamento com instrumentos, facilmente identificado por um enorme violão. É possível não só dedilhá-lo (isso, sim, exige esforço), bem como entrar em seu interior.
Há também instrumentos de percussão e, numa sala fechada, um piano de armário. Joaquim, que nunca havia chegado perto de um, se sentou e saiu tocando uma sinfonia própria, composta ao sabor do improviso e da livre exploração. Como convém tudo no Kinderreich.
[youtube https://youtu.be/IVz2vANN7SQ]
VALE SABER
Endereço: Museumsinsel 1
Transporte: Todo tipo de transporte público serve para se chegar ao Deutsches Museum. A estação de trem (S-Bahn) mais próxima é a Isartor. De U-Bahn (transporte urbano da cidade), as opções são as linhas 1 e 2, descendo na estação Fraunhoferstrasse. Se optar pelo tram (bonde), pegue o 16 (Deutsches Museum), o 17 (Fraunhoferstrasse) ou o 18 (Isartor). Também levam até lá as linhas de ônibus 132 (Boschbrücke), 52 e 62 (ambas, Baaderstrasse)
A pé da Marienplatz dá cerca de 20 minutos de caminhada em terreno plano. O percurso inclui passagem por 2 pontos turísticos de Munique: o Viktualienmarkt e o Isartor, 1 dos 4 portais que protegiam a cidade no período medieval
Funcionamento: O setor infantil funciona todo dia, das 9 horas às 16h45 — o Deutsches Museum fica aberto até as 17 horas
Preço: Para acessar o Kinderreich, é preciso pagar o ingresso regular do museu: adulto, a 11 euros — crianças de 6 a 15 anos, 4 euros; até 5 anos, grátis; maiores de 65 anos e portadores de necessidades especiais, 7 euros. O ticket para a família, válido para 2 adultos com crianças até 15 anos, custa 23 euros
Alimentação: Há um restaurante no mezzanino (segunda a sexta, das 9 às 17 horas; sábado e domingo, até 15h30 — refeições quentes, sempre entre 10h30 e 15 horas). O Deustches Museum dispõe de 3 cafés: no térreo e no piso 3, eles vendem também lanches; dentro da loja do museu, há máquinas automáticas com opções para comer e beber. Existe ainda uma área para piquenique no térreo — tem espaço com trocadores.
Site: Kinderreich no Deutsches Museum
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