Considerando que estamos na província onde nasceu o Cirque du Soleil — a companhia surgiu em Baie-Saint-Paul, vilarejo perto da cidade de Québec —, só poderia ser natural encontrar circo em Montréal. Sensação no mundo inteiro, o grupo tem sua sede estabelecida na cidade, na área ao lado da École Nationale de Cirque (Escola Nacional de Circo), instituição que oferece nível superior em arte circense e cursos preparatórios para quem tem entre 9 e 14 anos. É possível ver espetáculos apresentados pelos alunos entre maio e junho.
A ligação de Montréal com o circo, no entanto, vai além do Cirque du Soleil e da escola nacional. Eu tive a oportunidade de ver um espetáculo do Tohu, outra importante companhia. Além da programação anual de espetáculos de artísticos, o espaço mantém uma exposição permanente com temas ligados ao circo.
Junto com a En Piste — rede nacional das artes circenses, com o compromisso de promover essa forma de expressão no Canadá —, as instituições se uniram para construir a Cité des Arts du Cirque (Cidade das Artes do Circo), onde se localizam as sedes das 4: Cirque du Soleil, Tohu, Écono Nationale de Cirque e En Piste.
Cirque du Soleil em Montréal: novos espetáculos
A companhia de circo mais famosa do mundo cria seus espetáculos, sensacionais em criatividade e inovação, na sua sede em Montréal. Formado por cerca de 1.300 artistas de aproximadamente 55 países, o grupo usa de 50 a 100 participantes por show em cartaz.
Vale checar o calendário da trupe porque Montréal está sempre entre as cidades com apresentações do Cirque du Soleil no Canadá, com vários espetáculos novos. Patinação no gelo e muita acrobacia estão em Axel, espetáculo sobre um grupo de amigos apaixonados por música e artes gráficas. Fica em cartaz de 19 a 29 de dezembro no Centre Bell, a casa do Canadiens de Montréal, o time de hóquei da cidade.
Festival de circo no verão, com shows pagos e gratuitos
Durante o verão, o Tohu organiza um festival que leva saltos acrobáticos e números circenses às ruas da maior cidade do Canadá francês. Grupos locais e de outras partes do mundo invadem as ruas de Montréal no verão. Todo julho a cidade da província francesa de Québec recebe o Montréal Complètement Cirque, festival organizado pelo Tohu. O grupo está à frente da
O festival inclui apresentações pagas em espaços como o próprio Tohu, e diversas gratuitas em diferentes pontos de Montréal. Lugares da cidade onde é possível ver acrobacias gratuitas de trupes incluem Grande-Place Complexe Desjardins, Jardins Gamelin (na estação de metrô Berri-UQAM), Pointe-à-Callière e Esplanade Financière Sun Life (no Parque Olímpico de Montréal), entre outros.
Espetáculo circense nas ruas – Foto: Andrew Miller/Divulgação
Entre os espetáculos pagos há grupos como Les 7 Doigts (de Montréal), que se apresentou na Salle Pierre-Mercure em 2019; e El Nucleo (da Colômbia e da França) e Gandini Juggling & Alexander Whitley (do Reino Unido), que esteve em cartaz na sede do Tohu na edição deste ano do festival.
A sede da Les 7 Doigts fica no Boulevard Saint-Laurent, mas a companhia só ensaia lá. As apresentações são em espaços culturais no Canadá e pelo mundo. Estados Unidos, Alemanha, França e Rússia, entre outros países, estão na agenda do grupo para 2019.
VALE SABER
Quando: Em 2019, o Montréal Complètement Cirque foi de 4 a 14 de julho; o Cirque du Soleil em Montréal apresenta Axel no Centre Bell, de 19 a 29 de dezembro
Festival em Ottawa exibe 1 milhão de tulipas na capital do Canadá e na vizinha Gatineau. Tem ainda arte e atividades para crianças. Visitas guiadas e passeios de barco também estão disponíveis durante o evento na capital do Canadá
ATUALIZADO EM 21 DE ABRIL DE 2018
Um presente dos holandeses para os canadenses marcou o início da tradição das tulipas em Ottawa, a capital do Canadá. A cidade comemora neste ano a 66ª edição de seu Festival Canadense das Tulipas. A programação da edição de 2018 tem como tema A World of Tulips ou Un Monde des Tulipes (em francês), ou seja, Um Mundo de Tulipas.
O evento é realizado em 4 pontos, com mais de 1 milhão de tulipas. O festival de tulipas atrai cerca de 650.000 pessoas todo ano a Ottawa e à vizinha Gatineau, cidade já na província francesa de Quebéc, na margem oposta do Ottawa River.
TULIPAS DIANTE DO PARLAMENTO EM OTTAWA – Foto: Ottawa Tourism/Divulgação
FLOR-SÍMBOLO DO ANIVERSÁRIO DE 150 ANOS DO CANADÁ – Foto: Canadian Tulip Festival/Divulgação
A flor-símbolo da edição de 2018 é uma tulipa amarela, batizada de World Friendship Tulip (Tulipa Mundial da Amizade). Em outubro do ano passado, 35.000 tulipas amarelas foram plantadas pelos participantes de 34 países que estiveram na capital do Canadá para o 7th World Tulip Summit, encontro mundial sobre essas flores.
Em 2017, para marcar os 150 anos do Canadá, uma tulipa com as cores da bandeira do país (vermelho e branco) foi escolhida como símbolo do festival. O aniversário do país é comemorado no Dia do Canadá (Canada Day), em 1º de julho.
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Onde ver as tulipas em Ottawa
A experiência de ver os jardins pode ser vivida no Commissioners Park, onde os canteiros com 250.000 mudas se esparramam por 1 km, perto do Dow’s Lake. Nessa área do festival, é possível apreciar e aprender mais sobre essas flores em caminhadas por conta própria e em tours guiados. Sobre esse lago, o céu se ilumina em fogos de artifício no domingo dia 20, anterior ao Victoria Day (feriado do Canadá celebrado na segunda-feira antes de 25 de maio — em 2018, o dia 21).
JARDINS DO COMMISSIONER’S PARK – Foto: Ottawa Tourism/Divulgação
No Lansdowne Park, há exposições e atrações para a família. Além das tulipas de verdade, é possível ver obras de artes inspiradas nas flores e comprar trabalhos artísticos com essa temática. Ainda dentro do clima, são realizadas atividades específicas para crianças, na Tulip Family Fun Zone. Em 2018, um dos destaques é o tapete turco feito com 50.000 tulipas.
FLORES INSPIRAM A ARTE – Foto: Canadian Tulip Festival/Divulgação
Uma novidade em 2017 que se mantém neste ano é a parte urbana do festival, com tulipas inspirando decoração e eventos no mercado histórico da cidade, ByWard Market. Em 2018, a artista Monique Martin, da cidade de Saskatoon (na província de Saskatchewan, no centro do Canadá) monta instalações nessa região da cidade.
FESTA PARA A PRIMAVERA NA CAPITAL DO CANADÁ – Foto: Canadian Tulip Festival/Divulgação
Flores na capital do Canadá e na francesa Gatineau
Não custa lembrar que são duas línguas oficiais no Canadá: inglês e francês. Você vai ouvir falar no evento na capital do país tanto como Canada Tulip Festival quanto como Festival Canadien des Tulipes. A cidade de Gatineau, em Quebéc, tem alguns de seus jardins incluídos no roteiro pela Garden Promenade, outro espaço do evento.
A rota inclui 40 jardins nas 2 cidades e passa pela residência do governador e pelo Parlamento do Canadá. De maio a agosto, toda quarta ao meio-dia, tem aula de ioga diante do Parlamento, com centenas de participantes.
TULIPAS NA GARDEN PROMENADE – Foto: Canadian Tulip Festival/Divulgação
De 29 de abril a 28 de maio, quem gosta de gastronomia pode participar do jantar Soriée, ao ar livre, ao longo do Rideau Canal. Em 3 horários (às 17, 19 e 21 horas), os participantes podem desfrutar de uma refeição com 4 pratos, harmonizados com vinho e champanhe.
Considerado o início da temporada de calor, o Victoria Day é um feriado do Canadá celebrado na segunda-feira anterior a 25 de maio. É o dia em que o país todo comemora a rainha do Reino Unido
O Victoria Day dá as boas vindas à temporada de calor no Canadá. Essa é a data em que o país celebra o Dia da Rainha ou do Rei, de acordo com o soberano que está no poder no Reino Unido — lembrando que o Canadá é uma monarquia constitucional e faz parte dos Reinos da Comunidade de Nações (em inglês, Commonwealth Realms) ligados ao Reino Unido.
FOGOS EM OTTAWA NO VICTORIA DAY – Foto: Sean Costello/SeanInMotion/Canadian Tulip Festival/Divulgação
O aniversário da rainha Victoria é comemorado no Canadá desde seu reinado (de 1837 a 1901). Originalmente a celebração era feita na data de seu nascimento: 24 de maio. Depois da Confederação do Canadá (ato que uniu as colônias britânicas em território canadense em 1º de julho de 1867 e é considerado o aniversário do país, o Dia do Canadá), o Victoria Day seguiu sendo comemorado em 24 de maio, a não ser que a data caísse num domingo, caso em que o feriado era transferido para a segunda 25 de maio. Apenas em 1952, ficou estabelecido que o Victoria Day seria celebrado na segunda-feira anterior a 25 de maio. No Reino Unido, o Dia da Rainha ou do Rei é celebrado em junho, tradição que começou com o Rei George II, em 1748.
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Atividades ao ar livre, fogos e cerveja
Feriado nacional, o Victoria Day é conhecido também como May Long Weekend (ou apenas May Long), por ser um fim de semana prolongado em maio. É o começo da temporada de atividades ao ar livre, quando os canadenses dão tchau ao clima de frio ou inverno. Nesse dia, uma das comemorações mais expressivas ocorre em Victoria, cidade da província de British Columbia, batizada com o nome da rainha britânica, que organizam um grande desfile pela cidade. Em Ottawa, a capital do Canadá, fogos de artifício marcam a data durante o Festival Canadense das Tulipas.
TEMPORADA DE CALOR E SAÍDAS AO AR LIVRE COM OS AMIGOS – Foto: Stephen Harris/Tourism PEI/Divulgação
O Victoria Day é ainda informalmente chamado de May Two-Four Weekend, num duplo sentido: além de 24 ser o dia do nascimento da rainha Victoria, o número faz referência a uma embalagem de cerveja que contém 24 garrafas ou latas. Como é o início da temporada de calor e um feriado prolongado, é também um convite a tomar mais cerveja com a família ou entre amigos.
Na maioria dos cardápios dos restaurantes, as comidas típicas da Alemanha incluem salsicha (wurst) e muita carne de porco, como é o caso do joelho (eisbein).
Outros dois pratos tradicionais também são encontrados com facilidade nas principais cidades da Alemanha para turismo: o sauerkraut (o chucrute, para nós) e o schnitzel (milanesa de vitela).
Apesar de ser uma dupla popular, nem uma nem outra receita é originária da cozinha alemã – veja abaixo de onde elas vêm.
Como já foram ‘adotados’ por todo o país, não poderiam ficar de fora desta nossa lista com 13 comidas típicas da Alemanha.
Se você não está com fome, prepare-se porque esta seleção vai abrir seu apetite.
Salsicha alemã (wurst)
É natural alguém dizer salsicha quando se quer saber qual a comida típica a Alemanha. Dá para ignorar a tradição do país que possui 1.500 variações do embutido?
Toda região tem sua típica. A nossa preferida é a salsicha bratwurst, de Nuremberg. Em Berlim (Alemanha), não deixe de provar a currywurst, que já teve até museu em sua homenagem na cidade.
Cada salsicha no país ostenta uma característica especial, tanto em sabor quanto em tamanho. Olha que bonito esse prato (na foto abaixo) de salsichas com chucrute que pedimos na cervejaria Hofbräuhaus em Munique.
Chucrute (sauerkraut)
Repolho azedo. Tradução que assusta à primeira vista. Mas talvez seja um dos pratos da Alemanha que mais remete ao país. Quase sempre como acompanhamento do einsbein (joelho de porco) e da salsicha.
Confesso, eu tinha um certo bode de comer chucrute até desembarcar em solo alemão. Me amarrei na versão preparada com repolho roxo, que sempre me pareceu mais adocicado que o branco.
Esse da foto abaixo comemos na nossa primeira noite em Berlim, com um bolo de carne (almôndega avantajada) e batatas. O restaurante é o centenário Alt Berliner Biersalon, na Kufürsterdamm.
Repolho de responsa do Alt Berliner Biersalon – Foto: Nathalia Molina
Uma curiosidade: o repolho em conserva tem raízes na região francesa da Alsácia, mas já virou parte da culinária alemã.
Joelho de porco (einsbein)
O joelho de porco é outro clássico entre as comidas típicas da Alemanha. Trata-se de um pedaço considerável de carne envolvido por uma respeitável camada de gordura.
Olha, dá para dividir a porção se você não estiver com aquela fome de homem das cavernas. Há quem prefira a versão cozida. Quando frito ou grelhado, o eisbein fica com a parte externa escura e crocante – Nathalia prefere assim.
Foi desse modo que ela se lambuzou em Frankfurt – vê só o tamanho de cada eisbein na foto! O chucrute e uma das dezenas de formas de servir batata acompanham esse prato.
Os “joelinhos” servidos em Frankfurt – Foto: Nathalia Molina
Schnitzel
Estás na Alemanha? Bateu aquela fome? Não gostas muito de repolho, porco e afins? Basta dizer a palavra mágica schnitzel (pronuncia-se: xí-ní-tzel).
Estou falando de um bom bife à milanesa, feito com vitela e encontrado com facilidade nos lugares que vendem comidas típicas da Alemanha. Além de pratos alemães de fato, eu provei schnitzel nas cinco cidades da nossa viagem.
Até no antigo restaurante do DDR Museum, museu em Berlim que mostra como era a antiga Alemanha Oriental, eu comi schintzel. E ‘harmonizei’ com Vita Cola, a versão comunista da Coca-Cola.
E nem precisa gastar saliva pedindo acompanhamento, já que uma porção de batatas (fritas ou em forma de salada) faz as vezes de escolta. Ah, e antes que alguém grite, explico que o schnitzel é alemão de coração, porque sua receita vem da Áustria.
Schnitzel, o amigo de toda fome
Pretzel
O pão em formato de laço não é só um costume da região da Baviera, onde surgiu há cerca de 500 anos, porque é consumido em toda a Alemanha. Pretzel, como conhecemos por aqui, tem aquele sal grosso sobre a massa.
É consumido quase de modo obrigatório na Oktoberfest de Munique e no biergarten (jardim de cerveja na Alemanha), mantendo alimentado quem bebe um pouco mais.
Na tradicional Hofbräuhaus, cervejaria em Munique, o garçom circula pelo salão com uma generosa cesta de pretzel para quem quiser comer entre um gole e outro.
Pretzel vai bem como tudo, até salsicha com repolho e batata
Schwäbische Maultaschen
A carne escondida dentro do ravióli teria sido uma transgressão de monges que não queriam jejuar na Sexta-feira Santa.
Lenda ou não, o fato é que o Maultaschen se tornou uma das especialidades da cozinha da Suábia, região entre a Baviera e Baden-Württenberg.
O espinafre picado também faz parte do recheio da massa, que pode ser servida regada por um caldo ou passada na frigideira e levada à mesa coberta por rodelas de cebola igualmente fritas.
Maultaschen, o ravióli da Suábia – Foto: Stuttgart Marketing
Spätzle
Assim como o Maultaschen, o Spätlze é mais um dos pratos da Alemanha que vem da Suábia. Perece nhoque, mas pode ser servido em formato comprido de macarrão.
É protagonista de uma refeição, coberto por queijo e um toque de cebola frita. Também acompanha um bom goulash.
A grande presença de imigrantes alemães no sul do Brasil resultou na receita do cless, uma variação do spätlze.
Aspargos
Adoradora de aspargos, Nathalia diz que comeu os melhores de sua vida numa viagem à Saxônia, quando visitou Dresden, Leipzig e cidades ao redor dessas duas.
Burgdorf, Nienburg e Braunschweig são localidades da região com longa tradição no cultivo dessa hortaliça, que tem até uma rota de carro exclusiva para ser percorrida.
Ao longo de 750 km de estrada, dá para admirar os campos de aspargo (spargel, em alemão) e provar receitas na época da colheita (entre abril e junho).
Como não dispensa a chance de degustar aspargos, Nath pediu esses brancos numa das nossas refeições em Nuremberg.
Os aspargos que encantam Nathalia
Kartoffelklösse
Kartoffel é batata em alemão. Esta bola de massa de batata surgiu na Turíngia, estado no centro do mapa do país. Serve de acompanhamento para carne.
Durante a nossa viagem, Nathalia e eu dividimos vários pratos para podermos experimentar um pouco de tudo em matéria de comidas típicas da Alemanha.
Em Munique, num restaurante colado à Marienplatz, ela pediu Spanferkelbraten, generosos pedaços de carne de porco assados, que vieram acompanhados de molho de cerveja escura e kartoffelklösse.
Admito, invejei este prato da Nath
Sauerbraten
O ingrediente principal é a carne de boi ou de vitela (novilho ainda jovem), que descansa por um mínimo de 3 dias em uma solução que leva vinho, vinagre, temperos e especiarias. Depois de ser frita rapidamente, ela é cozida por cerca de 2 horas. Esse tipo de carne assada alemã é um prato típico da Renânia, região oeste da Alemanha, banhada pelo rio Reno.
Reibenkuchen mit Apfelmus
A panqueca de batata é uma massinha saborosa por si só. Mas a tradição alemã pede o purê de maçã para lambuzá-la.
O prato típico da Renânia também está entre as especialidades da Baviera. É possível encontrar esse mesmo prato com o nome de Kartoffelpuffer.
A gente devorou umas boas panquequinhas num dos restaurantes da Legoland Alemanha. Veja se o purê não lembra aquelas papinhas para bebês que estão aprendendo a comer.
Comida alemã para crianças pequenas
Fischbrötchen
Se dormir é para os fracos, o que dizer de quem levanta cedo num domingo de manhã para visitar o mercado de peixe de Hamburgo? Além de muita disposição, a razão para ir a um dos pontos turísticos da cidade portuária pode ser devorar sanduíches de arenque ou de salmão.
Aos domingos, o café da manhã dos moradores e de muitos turistas é ali nas barracas do porto, a maioria delas de frente para o vaivém dos navios.
Frankfurter Grüne Sosse
A cor verde do molho se explica pela quantidade de ervas frescas que leva a receita: sete, ao todo. Elas são misturadas com gema, óleo e suco de limão.
Era o prato preferido do escritor Göethe. O molho é normalmente servido com batatas e ovos ou panquecas. Mas é possível prová-lo com carnes e peixes também.
Há releituras em que o molho verde é elegantemente apresentado, como no prato do Hotel Die Sonne Frankenberg, integrante da luxuosa associação Relais & Châteaux, localizado na cidade de Frankenberg, no estado de Hessen, onde fica Frankfurt.
Aliás, como símbolo da gastronomia dessa última cidade, o molho verde tem até festival anual realizado em maio.
A esperada isenção de visto no Canadá para alguns brasileiros já está valendo com a implantação da eTA (Electronic Travel Authorization, em inglês; ou AVE, abreviatura de Autorização de Viagem Eletrônica, na tradução do site do Canadá). Saiba abaixo como funciona a eTA do Canadá e leia sobre o preço, a validade e o formulário eletrônico de solicitação. Mas, atenção, nem todo mundo se encaixa nas regras. Então, parte dos turistas do Brasil continuam tendo de dar entrada num visto canadense.
Válida para viagens de turismo no Canadá, além de intercâmbio, negócios e trânsito em aeroportos do país, a eTA só pode ser solicitada para a permanência máxima de 6 meses no país e para entradas no Canadá de avião — vale apenas para via aérea, e não por trem, ônibus, carro ou navio.
A medida tinha sido anunciada pelo governo do Canadá em 31 de outubro de 2016, mas ainda havia muita expectativa pela sua confirmação. Isso porque a implantação da eTA para brasileiros já tinha sido divulgada em outubro de 2015, para entrar em vigor em 15 de março de 2016, mas terminou sendo adiada. Terminou confirmada para 1º de maio de 2017.
A confirmação da isenção de visto para alguns brasileiros sai num ano de festa. A comemoração do Dia do Canadá, em 1º de julho, é especial: são 150 anos do país. A celebração se estende em eventos pelos meses de 2017 em cidades como Ottawa (a capital do Canadá), Toronto, Vancouver, Montréal e Québec. Também para festejar a efeméride parques nacionais e lugares históricos estão com entrada gratuita com um passe da Parks Canada, que administra esses patrimônios ecológicos e culturais do Canadá.
Brasileiros que tenham obtido visto do Canadá nos últimos 10 anos ou que tenham visto de turista válido dos Estados Unidos (ainda que não tenha sido usado numa viagem para lá) podem solicitar a eTA. Para poder pedir o documento, é preciso que sua viagem seja aérea e dure no máximo 6 meses, para fins de turismo, intercâmbio, negócios ou trânsito por aeroportos canadenses.
A eTA é um documento virtual, que fica conectado eletronicamente ao passaporte do viajante. Nunca é demais, no entanto, imprimir o comprovante da eTA no fim do processo e levar junto com o passaporte.
Importante 1: se você é elegível à eTA, mas seu visto do Canadá está válido, siga viajando com ele até expirar, não é preciso pedir a ETA.
Importante 2: Se você solicitar a eTA e tiver a resposta de que não é elegível a esse documento, pode dar entrada normalmente num pedido de visto. A eTA é uma opção adicional implantada pelo governo do Canadá, mas não interfere no processo de visto.
Quem precisa de visto para o Canadá
Caso você não se encaixe nas regras acima, tem de solicitar um visto canadense. Mesmo que viaje com um grupo ou em família e algumas pessoas possam pedir a eTA, você deve dar entrada no pedido de visto, se você não for elegível à eTA.
Você também precisa de visto se for entrar no Canadá de carro, de trem, de ônibus ou de navio de cruzeiro, já que a eTA vale apenas para viagens aéreas. E isso vale para cada entrada no país. Ou seja, se um brasileiro chega ao Canadá de avião saindo do Brasil, depois aluga um carro, vai até os Estados Unidos e volta ao Canadá com esse carro alugado, ele tem de apresentar um visto para entrar de novo no Canadá (pois vem por terra, não de avião).
Em cruzeiros que passem pelo Canadá (por exemplo, para o Alasca), mesmo sem desembarque previsto no Canadá, o visto também é exigido de brasileiros. De acordo com o Consulado do Canadá em São Paulo, isso ocorre porque, como a embarcação navega em águas canadenses, se uma situação de emergência surgir durante a viagem e o navio tiver de parar, os passageiros precisam de um visto para desembarcar no Canadá.
Importante 1: Caso você tenha passaporte de uma nacionalidade da qual não seja exigido visto para entrar por terra no Canadá (um deles é o passaporte italiano, segundo exemplo citado pelo Consulado do Canadá em São Paulo), use esse para cruzar a fronteira canadense saindo dos Estados Unidos de carro, ônibus ou trem, assim evita ter de pedir visto.
Importante 2: Se seu intercâmbio ou trabalho no Canadá for durar mais de 6 meses, faça um pedido de permissão de estudos ou de trabalho. O visto é emitido automaticamente quando a permissão sai.
TORONTO E SUA TORRE-SÍMBOLO, A CN TOWER
Tudo sobre a eTA: preço, validade procedimento
QUANTO CUSTA E COMO SE PAGA
A eTA custa só 7 dólares canadenses — não se paga a cada utilização da eTA, apenas na vez da emissão online. É preciso ter um cartão de débito ou de crédito para fazer o pagamento pela internet
QUAL É A VALIDADE DA ETA
O documento tem validade de cinco anos ou até que a data em que o passaporte expire — o que ocorrer antes. Enquanto estiver válida, a eTa pode ser usada quantas vezes o viajante for ao Canadá por via áerea para viagens de até 6 meses.
COMO É O PEDIDO DA ETA
A eTA é um formulário que o viajante preenche no site do governo do Canadá, respondendo perguntas sobre sua viagem. A solicitação e a emissão são individuais, então, o pedido deve ser feito para cada viajante, o que inclui crianças e adolescentes. Segundo informações do Consulado do Canadá em São Paulo, o aplicativo da eTA online pode ser preenchido também em português, um dos cerca de 15 idiomas disponíveis no site do Canadá para requerimento da eTA.
QUANTO DEMORA PARA SAIR
O governo canadense informa que a eTA leva apenas alguns minutos para sair. Mas há casos em que documentos adicionais são pedidos. Se isso ocorrer, a emissão pode demorar alguns dias.
Dicas de compras na Alemanha, em Düsseldorf: um roteiro pelos bairros da capital da moda no país, da alta costura ao estilo casual. Avenida mais movimentada da cidade, a Königsalle é o endereço das grifes internacionais
Do luxo ao casual, não importa o look. Düsseldorf tem um roteiro de compras imbatível para quem faz turismo na Alemanha. A capital alemã da moda concentra lojas em diversos bairros, com vitrines ditando tendências a cada estação.
Grandes grifes e estilistas locais tornam atraente qualquer passeio que se faça pela cidade, o que diminui consideravelmente a possibilidade de se circular pelas ruas de mãos abanando. A seguir, uma ideia do que você encontra em diferentes regiões de Düsseldorf.
LUXO NA KÖNIGSALLEE – Foto: Düsseldorf Marketing & Tourismus GmbH/DivulgaçãoVITRINES E CAFÉS
KÖNIGSALLE
A Königsalle é avenida mais movimentada de Düsseldorf, por onde passam em média de 5.000 pessoas por hora. Kö, para os íntimos, está em grande parte dividida ao meio por um dos canais do Rio Düssel, e reúne as principais marcas da moda internacional, de Hermès a Lagerfeld, passando por Jil Sander, Tiffany e Zegna. Kö Galerie e Sevens são centros de compras onde se encontra do luxo ao casual, e ainda artigos para casa e muitas ofertas de serviços.
SHOPPING NA KÖ
A grande loja de departamentos da Alemanha está presente também em Düsseldorf. A Galeria Kaufhof mantém duas unidades na cidade, uma delas bem no número 1 do boulevard da moda. Há 9 anos, a Königsalle é palco da Vogue Fashion’s Night Out, evento que mantém lojas e boutiques de portas abertas até a meia-noite.
VOGUE FASHION’S NIGHT OUT – Foto: Mathis Wienand/Divulgação
SCHADOWSTRASSE
O shopping Shadow Arkadien fica na esquina da Königsalee com a Schadowstrasse, a maior rua comercial de Dusseldorf, com cerca de 200 lojas, da Karstadt (que vende de vestuário a artigos de papelaria) até a Peek & Cloppenburg (cadeia local de roupas e acessórios).
ALTSTADT
A fama do bairro mais velho de Düsseldorf vem da enorme concentração de pubs, restaurantes e discotecas, que faz esse trecho da cidade ser conhecido como o maior balcão de bar do mundo. Mas o Altstadt não vive só de vida noturna, não. De dia há lojas e vitrines a serem exploradas, como a Birkenstock, que desde 1774 atrai os amantes de calçados. Quem gosta de vinis certamente vai parar na eclética Hitsville, que tem punk, jazz e eletrônico entre os ritmos oferecidos.
Ou descolar uma lembrança da viagem para decorar a casa entre objetos vendidos na Shee. Na movimentada Flinger Strasse, estão marcas conhecidas e lojas de departamento (entre elas, a H&M). A novidade de Altstadt para o verão 2017 é a inauguração da Saks Fifth Avenue. A gigante internacional terá peças de grandes grifes com desconto.
MARCAS CONHECIDAS E LOJAS DE DEPARTAMENTO NA FLINGER STRASSE
CARLSTADT
Entre a margem do Rio Reno e o lago Schwanenspiegel, a região de Carlstadt é das coleções do estilista alemão Peter O. Mahler, das novas tendências presentes na loja-conceito da Apropos e das galerias de arte locais. Nessa área histórica de Düsseldorf há espaço também para o estilo urbano e casual da Titus e para as cores, aromas e sabores do mercado de alimentos e flores da Carlsplatz.
LOJA EM CARLSTADTMERCADO DE ALIMENTOS E FLORES
BILK E UNTERBILK
Próximos à zona portuária de Düsseldorf, Bilk e Unterbilk são bairros que têm na Lorettostrasse uma comunidade formada por artistas e produtores de moda locais. Nesse universo de ruas estreitas e construções restauradas encontram-se tanto as coleções de streetwear da Null:zwo:elf ao estilo geometrizado de Gabriela Holscher Di-marco, a mente por trás de Ela Selected.
FLINGERN
O bairro da classe operária passou por mutações até se tornar mais uma opção para compras e entretenimento em Düsseldorf. O tom urbano está mais do que presente nesse centro de street art alemã. Pequenas oficinas produzem roupas e acessórios em escala artesanal, caso da Bittersuess.
Quem gosta de ilustrações não deve deixar de visitar a Rikki Grafik, que vende trabalhos de designers da Alemanha, do Reino Unido e da Escandinávia na forma de pôsteres e de outras impressões. No fim do ano, lojas, ateliês e restaurantes de Flingern ficam abertos até de madrugada para quem deseja comprar os presentes de Natal.
ROUPAS PARA COSPLAY
JAPANISCHES VIERTEL
Para quem a moda ocidental não faz a cabeça, Düsseldorf conta com uma das maiores comunidades japonesas da Europa, atrás de Londres e Paris. Nas lojas do quarteirão do Japão tem de tudo: quimono, comida, utensílios domésticos, livros para aprender o idioma e até artigos para quem ama cosplay e mangá.
A região de Niagara fica a cerca de 1 hora e meia de carro a partir do centro de Toronto, e reúne as famosas Cataratas do Niágara, um bom punhado de vinícolas e o charmoso vilarejo de Niagara-on-the-Lake. É a chance de ver outro ponto turístico do Canadá, depois de visitar a icônica CN Tower, em Toronto. Dá para conhecer as cataratas em um dia de passeio — saindo cedo e voltando ao anoitecer —, mas existe sempre a chance de se hospedar por lá mesmo e poder aproveitar atrações como o cassino e ver as quedas d’água iluminadas à noite.
Visita às Cataratas do Niágara – Fotos: Niagara Parks Commission/Divulgação
Cores em Niagara Falls
Niagara Falls: visita às quedas em qualquer época do ano
Niagara Falls é uma atração acessível durante o ano todo, apenas o passeio de barco só ocorre no verão. São várias as formas de visitar as Cataratas do Niágara. E, dependendo da época, há eventos específicos, como o show de fogos realizado durante a primavera e o verão.
Fogos sobre as quedas d’água no Canadá – Foto: Niagara Parks Commission/Divulgação
Com duração de 12 minutos, o voo de helicóptero pode ser feito mesmo quando as águas estão congeladas pelo rigoroso inverno canadense, assim como caminhar por trás das cataratas, através de túneis escavados na rocha (na experiência chamada de Journey Behind the Falls) e sentir a névoa formada pela força das quedas — sensação que deve amenizar o calor nos meses quentes, mas que me fez tremer de dia em novembro, quando as temperaturas começam a cair.
Voo de helicóptero sobre Niágara
Passeio por trás das cataratas – Fotos: Nathalia Molina @ComoViaja
Icewine e outros vinhos do Canadá
Não foi algo tão frio quanto visitar o bar de gelo da Peller Estates, um dos cerca de 70 estabelecimentos que fazem de Ontario uma das regiões vinícolas canadenses. Por lá, a especialidade é a produção do icewine do Canadá, vinho de uvas congeladas. Eu vesti um casacão e encarei 10 graus negativos para experimentar a bebida típica sentada num bloco de gelo (mas cheia de estilo).
Também estive na Two Sisters, onde a degustação terminou num almoço no Kitchen 76, uma das melhores refeições daquela viagem. Algumas vinícolas de Niagara-on-the-Lake possuem restaurante, enquanto outras (pouquíssimas, na verdade) oferecem ainda hospedagem. Todas as propriedade ao longo da rota de vinho da região de Niágara estão abertas à visitação, em um percurso de cerca de 20 km, que pode ser feito num tour de bicicleta (para os fortes) ou de carro (por conta própria, em passeios guiados ou com motorista particular).
Passeio à vinícola Two Sisiters – Foto: Nathalia Molina @ComoViajaBooking.com
Tome o bondinho em Whistler, com ou sem neve no Canadá. Com a gôndola da estação, Peak 2 Peak, faça um passeio de 4,4 km, a 346 m. É o mais longo e mais alto meio de elevação do mundo
ATUALIZADO EM 3 DE JANEIRO DE 2018
Dados e fatos da Peak 2 Peak fazem a festa de quem gosta de informação de almanaque e atraem um monte de gente para um passeio na gôndola, ainda que o objetivo da visita não seja fazer esqui em Whistler. O caminho percorrido pelo bondinho tem 4,4 km de comprimento, ligando os topos das montanhas Whistler e Blackcomb, que, juntas, dão nome à mais famosa estação do Canadá. Dessa extensão total, o trajeto fica livre de colunas ao longo de 3,024 km, feito que levou o centro de esqui a entrar para o Guinness World Record.
Também está no Livro dos Recordes a altura de 436 m acima do vale, a maior do mundo entre meios de elevação. Para dimensionar o tamanho disso, com 300 m, a Torre Eiffel caberia embaixo da gôndola na parte mais alta em relação ao vale. Está bom para você? Segura que tem mais. Considerando a extensão total da Peak 2 Peak (4,4 km) e os 2 meios de elevação da base até o topo das montanhas, o complexo forma o mais extenso sistema de transporte por cabo do mundo.
Fotos: Nathalia Molina @ComoViaja
Não bastasse tudo isso, a gôndola da estação de esqui Whistler Blackcomb ainda é listada como Canadian Signature Experience. São experiências que o Destination Canada, órgão oficial de divulgação das atrações turísticas canadenses, considera como uma amostragem do que o país tem de melhor e único. Eu já tive a chance de viver algumas delas, e sem dúvida a Peak 2 Peak proporciona ao viajante um momento muito especial.
Como é a gôndola em Whistler
Claro que, quando se fala num passeio nas alturas, no meio de uma cadeia de montanhas, a expectativa é de um visual belíssimo. E isso se concretiza. O trajeto, com 11 minutos de duração, mostra picos, florestas e geleiras. A Peak 2 Peak é uma das experiências mais bonitas que já tive no Canadá, em termos de paisagem.
Vale, rio, lago. Difícil decidir para onde apontar a câmera. Lá vem outro bondinho cruzando. A vila lá embaixo, lá longe. Branquinhas, as montanhas se alinhavam no horizonte. Tive a sorte de pegar um dia lindo, de céu muito azul, um bluebird sky como se diz localmente. A tonalidade destaca ainda mais a cor alva da neve sobre os montes e a vegetação.
Não apenas o horizonte ou os picos merecem atenção, no entanto. Achei impossível não olhar para baixo direto durante o percurso. O que é aquela sequência de pinheiros forrando o terreno montanha abaixo e, depois, montanha acima?
Para ver de perto como funciona a engrenagem e conhecer fatos curiosos sobre a supergôngola, visite a Peak 2 Peak Viewing Gallery, no topo da montanha Whistler. Frases escritas no vidro do guarda-corpo do terminal informam fatos sobre o meio de transporte. Uma escada leva a uma área elevada de onde se veem os bondinhos saindo em direção a Blackcomb.
ENGRENAGENS
BONDINHO VERMELHO
CURIOSIDADE NA GALERIA
INÍCIO DA VIAGEM
O que fazer na Peak 2 Peak
Para praticantes de esqui e snowboard, a supergôndola permite explorar com facilidade as 2 montanhas no mesmo dia durante o inverno. Dá para descer Whistler de manhã e Blackcomb à tarde, por exemplo.
Se você for apenas contemplar a paisagem nevada, o mais indicado é comprar um ticket de sightseeing no inverno. Suba até o topo da montanha Whistler. Antes de embarcar na Peak 2 Peak, desfrute da linda vista que se tem de lá. Aproveite para tirar fotos na praça com bandeiras do Canadá e os anéis da Olimpíada de Inverno, realizada em Vancouver e Whistler em 2010.
Outra dica para apreciar tudo o que o visual oferece é esperar para embarcar no bondinho prateado — a maior parte deles é vermelha. O de cor diferente tem o fundo com a área central de vidro. Assim, você consegue acompanhar o que passa dos lados, à frente, atrás e, também, abaixo! Eu gostei, mas não dei sorte de ver nenhum esquiador cortando a neve. Devo admitir que o entorno me cativou completamente e a floresta lá embaixo exerceu efeito magnético pela janela mesmo.
Durante o verão, a experiência Peak 2 Peak 360 inclui o trajeto entre os picos (com a possibilidade de embarcar no bondinhos com fundo de vidro) e uma série de atividades dependendo do período da temporada. Tem parque de neve para escorregar, labirinto de paredões de gelo para caminhadas e pontos para avistar geleiras e animais como ursos. Há ainda a chance de fazer refeições no alto das montes — no Mountain Top BBQ, por exemplo, tem churrasco ao ar livre no topo de Whistler (sexta, sábado e domingo).
VALE SABER
Endereço: Os terminais de embarque na Peak 2 Peak ficam no alto de cada montanha da estação. No inverno, o acesso por gôndola (com bondinho fechado) é feito a partir da base de Whistler. Durante o verão, dá para encarar também o teleférico que sai da parte mais baixa de Blackcomb
Funcionamento: O horário está sujeito às variações climáticas, mas na temporada de inverno (de 23 de novembro de 2017 a 22 de abril de 2018) funciona das 8h30 às 15 horas — segue aberta por 1 hora a mais a partir de 24 de fevereiro. Volta a entrar em operação para a temporada de verão; informo aqui o período, quando for divulgado
Preço: No inverno 2017/2018, o ticket de sightseeing custa 59 dólares canadenses — acima dos 65 anos e entre 13 e 18 anos, 53; de 7 a 12 anos, 30. Quem compra com pelo menos 3 dias de antecedência economiza 4 dólares canadenses no ingresso regular e 3 dólares canadenses no ticket infantil; nos outros 2 tipos de ingresso, o valor sai 5 dólares canadenses a menos.
Durante o verão, há redução no preço para quem compra no mínimo 2 dias antes; os preços para 2018 ainda não foram divulgados
Compras: Eu não resisti a trazer para casa uma caneca com a Peak 2 Peak desenhada nela. Fui tomar café no Starbucks que fica no complexo do Crystal Lodge, hotel onde fiquei, e acabei comprando uma. É pesada, cara e enorme (melhor para cereais do que para café), mas eu amo porque me traz aquele momento de volta
Veja o que fazer na estação Whistler Blackcomb, no Canadá: a maior área de esqui na América do Norte oferece visual e ação na neve. As atividades vão de aulas a um passeio na Peak 2 Peak, gôndola de 4,4 km de extensão. Entre as novidades: a estação teve sua área de principiantes renovada e foi comprada pela americana Vail Resorts e incluída no Epic Pass
Duas montanhas, com aproximadamente 200 pistas no total, ligadas por uma super gôndola e riscadas morro acima morro abaixo por 37 meios de elevação. Eleita 3 vezes pelos leitores da revista Ski Magazine como a melhor estação da América do Norte, Whistler Blackcomb, no oeste do Canadá, é o principal centro de esqui do país.
O bônus: aos pés da estação está a pequenina Whistler, vila na província de British Columbia, com charme e atividades para garantir diversão mesmo para quem não pratica nenhum esporte na neve.
Fotos: Nathalia Molina @ComoViaja
A região ganhou projeção mundial com a realização da Olimpíada de Inverno em 2010 no Canadá. O evento se dividiu entre Vancouver e Whistler. Com isso, a vila nas montanhas recebeu novos atrativos, como uma unidade do Scandinave Spa (com sessões quentes e frias alternadas) e o Squamish Lil’wat Cultural Centre (sobre Squamish e Lil’wat, primeiros povos que habitavam a região de Whistler). Mais recentemente, foi a vez do Audain Art Museum, museu aberto em março de 2016.
Whistler Blackcomb, o centro de esqui batizado com a junção dos nomes de suas 2 montanhas, também usa bem o legado dos Jogos. Os visitantes podem esquiar ou praticar snowboard, por exemplo, na pista oficial de esqui alpino. A capacidade de produzir neve praticamente dobrou após investimento de 17,5 milhões de dólares canadenses pelo comitê durante uma parceria de 4 anos. Isso possibilitou antecipar o começo da temporada e estender sua duração.
Como é a estação do Canadá
Localizada na província de British Columbia, distante em torno de 125 km de Vancouver, Whistler Blackcomb tem a maior área esquiável da América do Norte. São cerca de 33 quilômetros quadrados (ou 8.171 acres). Isso é aproximadamente 55% a mais do que a americana Vail oferece a seus visitantes: em torno de 21 quilômetros quadrados (ou 5.289 acres) de área esquiável.
Aliás, em 17 de outubro do ano passado, as duas passaram a pertencer à mesma companhia: a Vail Resorts comprou o centro de esqui canadense. Todas as renovações feitas na estação para a temporada 2016/2017 já estavam previstas antes disso. O grupo americano ainda está tomando pé de Whistler Blackcomb para decidir o que vem por aí. Já incluiu, no entanto, a estação canadense em seu Epic Pass, passe válido para os centros de esqui americanos da Vail Resorts.
A área de principiantes do centro de esqui, que completou 50 anos em 2016, acaba de ser renovada, com melhorias no terreno, 2 novas esteiras e mais canhões de neve. A administração investiu 2,4 milhões de dólares canadenses na atualização desse trecho.
Antenado com as novas tecnologias, o centro de esportes na neve desenvolveu uma ferramenta online para o usuário ter acesso a serviços e promoções, acompanhar sua desenvoltura na temporada e até brincar de competir com os amigos. O WB+ pode ser acessado por meio de um link no site da estação ou por aplicativo para celular.
O que fazer em Whistler Blackcomb
COM AÇÃO
Esqui e snowboard são, sem dúvida, o forte por ali. Radicais da neve tem a possibilidade de fazer heli skiing, com o uso de helicóptero para deixar os esquiadores em regiões de floresta, perto dos picos.
Na área de principiantes, eu pude desfrutar das novas esteiras durante a aula que fiz no centro de esqui. Whistler Blackcomb organiza turmas de até 4 pessoas no programa MAX4. As classes podem ser de meio dia (half day) ou inteiro (full day).
Como só havia esquiado em 2 viagens na vida, fiquei com medo de não conseguir acompanhar o grupo. Então, me inscrevi no nível 1, totalmente iniciante. No entanto, me transferiram lá para a etapa seguinte, pois eu já sabia como frear e fazer curva.
Tudo com acompanhamento da atenciosa professora Dawn. Algo que me chamou atenção foi a preocupação constante manifestada pelos professores de que a segurança vem em primeiro lugar. Dawn repetia os fundamentos dos movimentos que me ensinava até ter certeza de que eu havia aprendido. Sem me incentivar a fazer manobras além do que eu podia, mas sempre me motivando a conseguir cumprir o proposto. Com a neve que começou a cair durante a aula, o céu ficou cinza, mas a sensação dos flocos caindo e a floresta de pinheiros ao lado criaram um clima especial.
QUANTA MARRA
QUEM VÊ ATÉ PENSA…
Aliás, dá para esquiar em Whistler no verão. Isso mesmo, mas só para quem é expert no assunto porque a prática rola bem no pico da montanha Blackcomb, na Geleira Horstman.
Famílias com ou sem crianças se acabam nas bóias do Coca-Cola Tube Park. A região, na base da montanha Blackcomb, tem 7 pistas para brincar de escorregar. Pelo vídeo do site, parece uma delícia. Infelizmente não experimentei isso por lá porque esse parque abria no dia seguinte à minha partida.
Outra que ficou para a próxima foi a tirolesa Ziptrek (viu como Whistler tem um zilhões de coisas para se fazer?). Há ainda a chance de dirigir uma moto de neve ou ser puxado num trenó por huskies. Whistler Blackcomb certamente oferece uma gama enorme de opções para a prática de atividades na neve, no entanto, existem também passeios para quem nem pensa em encarar o frio na barriga no gelo.
COM CONTEMPLAÇÃO
O principal deles (e que eu recomendo fortemente) é o passeio na gôndola Peak 2 Peak. Mais longo meio de elevação do mundo, ela se estende por 4,4 km, a 436 m de altura, ligando o topo da montanha de Whistler à vizinha Blackcomb. Peguei o tempo limpo, com céu azul, foi uma das experiências mais bonitas que já tive no Canadá, em se tratando de paisagem.
Outra atividade para quem curte registrar o visual como pano de fundo para os anéis olímpicos e a sequência de bandeiras do Canadá, no alto da montanha Whistler. Ambos ângulos são oportunidades irresistíveis para fotos — algumas com você em cima do pódio.
NA TEMPESTADE
FOTO CLÁSSICA
COM AS FOLHINHAS
No topo da montanha em frente, Blackcomb, existe a chance de ter outro momento memorável, dessa vez à mesa. O restaurante Christine’s harmoniza gostosos pratos com vinhos regionais, da província de British Columbia. A saborosa degustação ganha um tom especial com o branco das montanhas ao redor.
VALE SABER
Endereço: Do centro da vila de Whistler, parte a gôndola que leva ao topo da montanha nevada
Funcionamento: Em 2017, a montanha Whistler e a gôndola Peak 2 Peak seguem abertas na temporada de inverno até 23 de abril; Blackcomb funciona 1 mês mais, até 22 de maio. O horário de abertura varia de acordo com o período, mas a estação costuma abrir umas 8 horas ou 8h30 e fechar entre as 15 e as 16 horas.
Preço: No site da estação, é possível comprar pacotes, vagas em aulas e tickets para os meios de elevação, que mudam de preço de acordo com o período (no fim da temporada, em abril, sai mais barato)
Alimentação: A estação oferece de espaços despojados para se comer um lanche ou almoço — com estações de pratos preparados de acordo com o tipo de comida; tem até sem glúten — a restaurantes para quem aprecia gastronomia. Há 10 opções na montanha Whistler e 7 em Blackcomb.
Para aproveitar as pistas desde cedo, é possível começar o dia com o Fresh Tracks Breakfast, café da manhã no topo de Whistler (o ticket da refeição, com frutas, iogurte, pães e ovos, dá direito a pegar a gôndola entre 7h15 e 8 horas)
Compras: Whistler Blackcomb tem uma loja no centro de visitantes na vila (ao lado da gôndola para subir) e também lojas no altos das 2 montanhas. Na cidade de Squamish, a cerca de 60 km de Whistler, o outlet da estação vende artigos de conhecidas marcas de esportes de neve com até 70% de desconto
Dicas: Alugue roupa e acessórios no dia anterior à prática na neve. Na temporada, as lojas costumam ter fila e, pela falta de familiaridade com o assunto, pode demorar para você encontrar os itens adequados, especialmente a bota. Também convém retirar com antecedência passes e tickets no centro de visitantes da vila
A garotada louca por videogame conta com 3 lounges da Nintendo na estação, 1 na área social no topo de cada montanha e um no Wizard Grill, na base de Blackcomb
O Miniatur Wunderland é desses passeios recomendados para quem gosta de atrações no estilo minimundo e está de passagem por Hamburgo, na Alemanha. Se estiver viajando com criança, então, a visita se torna obrigatória. A maior maquete de ferrovia do mundo chama a atenção por sua impressionante riqueza de detalhes e pela tecnologia que a faz funcionar à perfeição em miniatura.
Na recente expansão, o parque alemão ganhou até um Rio de Janeiro com Cristo Redentor, Pão de Açúcar, Copacabana e até Carnaval no Sambódromo da Marquês de Sapucaí. Em torno de 20 mil bonequinhos povoam a cidade de miniatura com área de cerca de 45 m².
Um mundo tão pequeno e, ao mesmo tempo, de números superlativos: 760.000 horas de trabalho consumidas até hoje na construção; 35.000 luzes (pouco menos 10% do total utilizado) só para recriar o brilho de Las Vegas; cerca de 1.000 trens serpenteando 20 km dos mais belos cenários da Europa e da América. Até hoje, 16 milhões de euros foram investidos na atração, que recebe 1 milhão de visitantes ao ano.
Tudo matematicamente calculado como cada pedaço daquele território. Ideia de Frederik Braun em parceria com seu irmão gêmeo, Gerrit. O Miniatur Wunderland fica às margens do Rio Elba, em Speicherstadt, conjunto de armazéns na região portuária de Hamburgo, cidade onde nasceram seus idealizadores.
Porjeto com as luzes de Las Vegas
Como é o minimundo de Hamburgo
Inaugurado em agosto de 2001, o complexo de maquetes possui 6.800 m² (o projeto de expansão até 2028 prevê 10.000 m² de construção). Toneladas de gesso ganharam forma e cor na hora de reproduzir os Alpes da Áustria, com direito a teleféricos como os que levam turistas às estações de esqui. No norte da Alemanha, a pequena Harz recebe a inusitada visita de um disco voador.
No quesito ficção, Knuffingen merece destaque. Aos pés dos Alpes, trata-se de uma cidade imaginária, dona de um moderno sistema de automação que reproduz o vaivém de automóveis e caminhões em deslocamentos simultâneos. Tudo no Miniatur Wunderland é controlado de uma sala com 64 computadores.
Quando visitamos o Deutsche Bahn Museum, museu da ferrovia em Nuremberg, já ficamos impressionados com a destreza de um único funcionário que controlava uma grande maquete com apenas alguns trens circulando.
Estação de trem de Hamburgo reproduzida
O que fazer no Miniatur Wunderland
Tire fotos, grave e mostre para todos que você voltou a ser criança diante do mundo em miniatura. Acompanhe o sobe e desce dos aviões em Knuffingen, a cidade imaginária onde o aeroporto funciona 24 horas sem parar. A propósito, no minimundo um dia inteiro é simulado a cada 15 minutos, graças a um complexo sistema de som e de luz, responsável por fazer Las Vegas brilhar com suas inconfundíveis luzes.
Além de se ligar no movimento dos trens e carros e circulam, fique atento ao que está parado, aos detalhes. Os mínimos, de preferência. São homens, mulheres, crianças. Objetos, fachadas, monumentos, cartões-portais recriados em escala. Fotos e vídeos já dão ideia de como tudo foi feito caprichosamente pequeno, em sintonia com cenários e paisagens.
Atenção aos detalhesRoma e seu Coliseu
Aberta ao público em 2016, a seção Itália está materializada em monumentos como o Coliseu, o Vaticano e a Torre de Pisa. E na beleza de regiões como Toscana e Cinque Terre. Veneza deve estar acabada até o fim de 2017. Mônaco, Inglaterra e França fazem parte dos planos de expansão. O que está em construção fica exposto para que o público possa acompanhar as mudanças que estão por vir.
O Miniatur tem data certa para chegar ao seu destino final: 2028 e com ele a possibilidade dos trilhos atingirem regiões da África, da Ásia e do Oriente Médio.
É nesse cenário composto mais de pontes e sem fronteiras que o mundo se torna quase perfeito, como numa brincadeira de criança.
VALE SABER
Endereço: Kehrwieder 2-4, Speicherstadt, Hamburgo
Transporte: A estação mais próxima do metrô é a Baumwall. A partir da estação central de Hamburgo (Hauptbahnhof), utilize a linha U3 (amarela) com destino a Rathaus/Barmbek. De lá, siga em direção a Niederbaumbrücke, vire à direita na Kehrwieder, onde fica o Miniatur Wunderland
Funcionamento: Diariamente, das 9h30 às 18 horas (nos fins de semana e às terças, costuma fechar mais tarde; horário muda conforme a época)
Preço: O ingresso custa 20 euros. Quem quiser fazer a visita guiada paga mais 17,50 euros (a maior parte dos tours é em alemão)