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  • Alemanha com crianças: nossa viagem em família pelo país

    Alemanha com crianças: nossa viagem em família pelo país

    “Mamãe, mamãe, pergunta se é montanha russa!” Aflito, Joaquim puxava meu braço sentado ao meu lado no carrinho do brinquedo da Legoland, parque de diversão que estava no nosso roteiro de viagem à Alemanha com crianças. Ele insistia, eu tinha de descobrir como seria o passeio por vir. Estávamos prestes a partir quando tentei rapidamente confirmar: “Tem looping?” “Não, não tem looping. É tranquilo”, respondeu o funcionário. Na verdade, me deu branco. Eu queria perguntar se era ‘roller coaster’, montanha russa em inglês. Mas, na pressa e na pressão, acabei trocando as voltas. O funcionário respondeu o que perguntei e me informou que o brinquedo não incluía ficar de cabeça para baixo.

    “Viu, não é montanha russa. Só deve ter aquele dragão no fim, só um sustinho, mas a gente já conhece”, expliquei ao meu filho, lembrando a atração da Legoland que fica dentro do Sony Center, em Berlim, cidade por onde havíamos começado nossa viagem em família pela Alemanha. Um mês pelo país juntos, Fernando e eu, com nosso filhote, então com 5 anos.

    Na Legoland Alemanha, castelinho abriga entrada da montanha-russa
    Brinquedo na Legoland em Berlim: um passeio pelo escuro

    Não muito convencido, Joaquim permaneceu sentado no carrinho. O percurso inicial era bobinho. Quim relaxou um pouco quando percebeu que os personagens eram parecidos com os da Legoland indoor que funciona na capital alemã — nós também. Tudo ia bem até surgir aquela bendita luz no fim do túnel. O carrinho avançou alguns metros e começou a subir os trilhos. Os três perceberam que estávamos prestes a descer em alta velocidade.

    “Mamãe, eu falei!!! É a montanha-russa do dragãozinhoooo!! E agora?!”

    “Agora grita, meu filho!”

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    Assim que saímos do brinquedo, Joaquim caiu numa crise de choro devido ao susto (e ao medo) por que passamos todos. Não, a montanha-russa não era nenhum exemplar ultrarradical, daqueles que leva ao delírio os adeptos na americana Flórida. Mas a família aqui é mais chegada à fantasia e à imaginação do que à adrenalina. Hoje Joaquim ri da história. Sempre com o adendo de que nunca mais quer ir à montanha-russa, igualmente seguido por outro: ‘Vamos voltar à Legoland?’

    Essa é apenas uma das muitas passagens da viagem que permanece viva para ele, e para nós também.

    A farra que fizemos quando nos molhamos na guerra de água no navio pirata, também na Legoland.

    Legoland Alemanha Crianca Viagem - Foto Nathalia Molina @ComoViaja (6) (1024x768)

    A euforia de descobrir cada detalhe do recém-inaugurado Königsburg, hotel em forma de castelo de brinquedo, onde dormimos dentro do complexo do parque das pecinhas. O ritual de ver a encenação dos bonecos da Torre da Prefeitura de Munique, na Marienplatz, praça central da cidade, acompanhado de um sorvete de baunilha (ainda o sabor preferido dele). O entardecer ao ar livre no alto do Hotel Bayerischer Hof, diante da linda vista da capital bávara.

    MUNIQUE DO ALTO DO HOTEL BAYERISCHER HOF

    A bagunça dos macaquinhos do Wilhelma, o zoológico de Stuttgart. A fofura dos pinguins narigudos e dos filhotinhos de urso polar gêmeos, no zoo de Munique. A brincadeira com os ursos-símbolo de Berlim.

    Berlim Urso Alemanha Crianca -Foto Nathalia Molina @ComoViaja (800x587)

    A diversão de caçar carimbos nas salas do SeaLife, aquário com unidades nessas duas últimas cidades.

    Munique Crianca SeaLife Parque Olimpico Alemanha Viagem - Foto Nathalia Molina @ComoViaja (2) (800x600)

    A descoberta na prática da utilidade de mapas e de roupas de frio (e a dificuldade do nosso menino para aprender a vestir os dedinhos das luvas).

    Berlim, Crianca, Alemanha, Mapa Viagem -Foto Nathalia Molina @ComoViaja (717x800)

    A experimentação, a sensação de poder tocar o museu, que Joaquim viveu no Kinderreich — cantinho da meninada no gigante Deutsches Museum, em Munique — e no Kibala, o universo ferroviário em versão mirim dentro do DB Museum, museu da ferrovia em Nuremberg.

    A felicidade de encontrar a Sally no Museu Porsche, de Stuttgart.

    Museu da Porsche, Stuttgart, Alemanha, Viagem, www.comoviaja.com.br - Foto Nathalia Molina @ComoViaja (13)

    As viagens de trem (e sua empolgação de estreante), com a Alemanha passando pela janela.

    Trem Alemanha Viagem - Foto Nathalia Molina @ComoViaja (2) (1280x950)

    A descoberta de Dürer (pintor-símbolo de Nuremberg) e sua representação em forma de boneco Playmobil. O vento a levantar os cabelos nas muitas escorregadas no castelo medieval no divertido parque dos bonecos cabeçudos, pertinho de Nuremberg.

    Playmobil FunPark Alemanha Parque Crianca Nuremberg - Foto Nathalia Molina @ComoViaja (6) (600x800)

    A alegria de ver sua mensagem enviada numa cápsula e de conseguir escrever o nome do Como Viaja na atividade voltada para crianças do Museum für Kommunikation, o museu da comunicação de Frankfurt.

    A invenção do sr. Pomme Frite, apelido que Joaquim ganhou por ter sido essa a primeira expressão em alemão que aprendeu, para garantir a batata frita de cada dia.

    SR. POMME FRITE ATACA EM FRANKFURT

    As muitas risadas pelas nossas brincadeiras com a língua, adaptações aportuguesadas que fazíamos com o alemão incompreensível para nós. A primeira viagem internacional do nosso menino.

    Viajar para a Alemanha com uma criança de 5 anos, que não lia em português tampouco falava inglês: foi o que decidimos fazer. Loucura? Para alguns, sim. Por tudo isso acima e por muitas outras lembranças que vamos contar aqui, eu digo que não — por motivos pessoais, não conseguimos publicar antes essa série sobre a viagem pela Alemanha com criança, mas agora vai! Nesta e na próxima semana, você acompanha textos sobre o que vivemos em família por Berlim, Munique, Günzburg, Stuttgart, Nuremberg e Frankfurt, nos deslocando sempre de trem entre os destinos.

    Trem ICE Alemanha Viagem - Foto Nathalia Molina @ComoViaja (1280x960)

    Como é a Alemanha para criança?

    A Alemanha tem a imagem de ser sisuda, um lugar de adulto por fim. Quando se pensa no país europeu, pipocam referências que passam longe do universo infantil. Cerveja: para adulto. Segunda Guerra, nazismo e Muro de Berlim: assunto de adulto. Música eletrônica: ambiente de adulto. Sim, mas os alemães não nascem com 20 anos.

    Com 8,2 nascimentos para cada mil habitantes, o país tem a mais baixa taxa de natalidade do mundo — fica atrás até o Japão, de acordo com o estudo do Instituto de Economia Internacional de Hamburgo e da consultoria BDO divulgado em maio de 2015 — e as mulheres tem entre 1 e 2 filhos — a taxa de fecundidade, segundo o Departamento Federal de Estatísticas da Alemanha, foi de 1,42 em 2013. Mas existem crianças. Quando se passa um mês por lá, como passamos, se vê a garotada. Não apenas ao ar livre, brincando em parquinhos ou sendo puxadas em carrinhos por professoras, mas também em museus. Durante nossa visita à Staatsgalerie, de Stuttgart, uma turminha de escola, com idades de 4 ou 5 anos, desenhava sentada diante de esculturas do gênio espanhol Pablo Picasso.

    Há diversos programas convidativos para se fazer em família na Alemanha. São parques de diversão temáticos, museus de brinquedos, passeios de pedalinho, áreas interativas para crianças em grandes museus e instituições dedicadas especialmente a elas, aquários e zoológicos muito bem estruturados.

    Munique Crianca Museu de Brinquedos Marienplatz Alemanha Viagem - Foto Nathalia Molina @ComoViaja (800x615)

    Os 4 zoológicos da Alemanha que visitamos são bem mais do que uma reunião de bichos à mostra. São programas completos para se passar um dia em família. O de Nuremberg fica numa área de bosque, com subidas e descidas para se ver os setores com animais. Tem até show de golfinhos. Já o de Munique é todo plano, excelente para caminhadas, com boa sinalização e um parquinho tentador — é capaz de você precisar lembrar seu filho de que há um monte de bichos à volta para ver. Em Berlim, colado à movimentada Kurfürstendamm, principal avenida da capital, somos transportados para a tranquilidade de um parque. E que lindeza é o Wilhelma, zoológico com jardim botânico de Stuttgart.

    As principais cidades turísticas alemãs mantêm incentivos para a viagem em família, por meio de pacotes ou passes de desconto em atrações. Os destinos ganham um apelo a mais nas datas festivas do ano, Natal e Páscoa: os mercados montados nas praças. A criançada se diverte em carrosséis. Inesquecível a emoção que provocou em mim a mistura de sentidos quando conheci em 2011 a Römerberg, praça medieval de Frankfurt. As luzes de Natal diante daquelas casinhas que parecem de boneca, o olfato impregnado pela canela dos enormes biscoitos de coração, o doce som do coral infantil.

    Eu estava sozinha nessa viagem, mas um desejo de ver meu marido e meu filho comigo ali despontou. Fernando tinha o sonho antigo de conhecer a Alemanha — a curiosidade pelo país, despertada na adolescência pelos vizinhos de família alemã, só aumentou na Copa de 2006, quando ele cobria esportes pelo canal ESPN. Mas, na hora de planejar as férias, tivemos dúvida se seria legal para Joaquim visitar um país com tanto conteúdo histórico. Não me refiro a lugares que retratam as atrocidades cometidas pelos nazistas. Se adultos, ficamos chocados com o teor, que dirá uma criança de 5 anos. Nos revezamos para visitar espaços como o Dokumentationszentrum Reichsparteitagsgelände, impressionante centro de documentação em Nuremberg sobre o nazismo.

    Nuremberg Centro de Documentacao sobre Nazismo Alemanha Viagem - Foto Nathalia Molina @ComoViaja

    Me refiro a pontos remanescentes de uma história bem mais remota, entre eles, os palácios de Charlottenburg (Berlim) e Residenz (Munique). De fato, Joaquim foi bem até certo ponto. Depois, apesar dos enredos malucos que contávamos para ele se sentir inserido, se cansava.

    Como se cansou ao visitar o Museu Imperial, em Petrópolis, na serra fluminense, ou a seção sobre numismática, no Centro Cultural Banco do Brasil – Rio de Janeiro (CCBB-RJ). Todos com explicações mais do que completas, extensas para uma criança tão pequena. No entanto, foi capaz de absorver e até de participar em atrações com recursos audiovisuais e interatividade (coisas dessas geração conectada desde cedo), mesmo onde o assunto não era nada leve, caso da exposição Die Mauer, panorama de Berlim dividida apresentado por artista Yadegar Asisi, no Checkpoint Charlie.

    Berlim, Asisi Panorama Alemanha -Foto Nathalia Molina @ComoViaja (600x800)

    O que fazer em família no país?

    Fascinante para adultos, a capital alemã pode não ter muito jeito de criança à primeira vista, mas, como sempre, surpreende. Como comprovam o Legoland Discovery Center, parque temático indoor dos bonecos amarelos, e o AquaDom & SeaLife, aquário com um elevador anexo que sobe entre peixes. No ‘ranking joaquino’ alemão, Berlim está bem cotada, com sua Torre de TV e seus famosos Ampelmännchen, bonequinhos verde e vermelho do sinal de trânsito da antiga Alemanha Oriental.

    Torre de TV, Berlim, Alexanderplatz, Alemanha -Foto Nathalia Molina @ComoViaja (951x1280)

    Combinar Berlim com Munique dá uma mistura interessante de estilos e programas. Na capital da Baviera, em qualquer direção que se tome há programas para a meninada: do Kinderreich, reino da garotada no Deustches Museum, ao território do Bayern, com o museu e a Allianz Arena, onde passamos um dia muito divertido — e contamos aqui. No Englischer Garten, extenso parque de Munique, Joaquim correu, pulou e escalou os brinquedos de madeira, bem ao lado do Biergarten da Chinesischer Turm (Torre Chinesa). Enquanto os pais se lambuzam com salsichas e a renomada cerveja da Baviera, a criançada se suja na areia.

    Munique Crianca Englischer Garten Biergarten Torre Chinesa Alemanha Familia Viagem - Foto Nathalia Molina @ComoViaja (3) (800x600)

    Munique Crianca Englischer Garten Biergarten Torre Chinesa Alemanha Familia Viagem - Foto Nathalia Molina @ComoViaja (1) (800x600)

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    O sul da Alemanha tem mesmo muitas possibilidades de roteiro para quem viaja com criança. Por exemplo, juntar Munique e Stuttgart e visitar os museus de automóveis BMW, na primeira, e Museu Mercedes e Museu Porsche, na outra.

    Quem vai a Munique ou a Stuttgart pode ainda dar um pulo à Legoland, parque temático em Günzburg, cidade no meio do caminho, a cerca de uma hora de trem das duas outras. Dá para fazer bate-volta, mas nós não recomendamos. O ideal é dormir por lá e, assim, evitar correria com os filhos e ainda aproveitar pelo menos um dia inteirinho nos brinquedos.

    Para conhecer o Playmobil FunPark, parque de diversão dos simpáticos bonecos, localizado em Zirndorf, cidadezinha onde foram inventados, dá para se hospedar na vizinha Nuremberg tranquilamente. Com o Playmobil FunPark e a Kibala (setor infantil do DB Museum, que leva o nome da empresa de trens do país, a Deutsche Bahn), a cidade da Baviera combina bem com Munique como uma outra opção de roteiro de viagem com criança.

    E a língua dificulta?

    Ninguém em casa fala alemão. A gente se comunicava em inglês, algo muito usual nas cidades turísticas da Alemanha. Nos parques de diversão, situados em municípios menores da Baviera, o idioma nacional prevalece na maior parte do tempo. Aconteceram situações em que a gente teve de apelar para o jogo de mímica, como no jantar no restaurante dentro do complexo da Legoland, em que garçons tiveram dificuldade para tirar dúvidas em inglês. Mas, de um modo geral, os funcionários da recepção e de brinquedos do parque conversavam na língua inglesa.

    Legoland Günzburg Hotel Alemanha Crianca Viagem Restaurante do Complexo - Foto Nathalia Molina @ComoViaja (549x640)

    O idioma, para nós, não foi um problema. Pelo contrário, num mundo tão globalizado, foi especial experimentar férias legitimamente alemãs, se misturar a famílias do país e ver o modo como os locais se divertem com seus filhos durante a folga de verão. Até para viver mais essa sensação, não ficamos preocupados em ter o controle de tudo durante a viagem. Talvez isso explique por que fomos parar na tal montanha russa do início do texto. Durante um mês na Alemanha com nosso menino, nos jogamos naquele mundo novo que se revelava dia a dia.

    Joaquim voltou da viagem com mais vontade de aprender. Tudo. Sempre foi um garoto curioso, e isso ajudou muito na hora de ouvir explicações sobre pontos turísticos, reis e afins de uma terra distante da sua realidade. Resultado de um mês ausente na escola para conhecer a Alemanha? Ele terminou o ano sabendo ler e escrever em português e interessado pelo inglês, língua até então desimportante para ele.

    Ah, e ainda ganhou a Copa do Mundo! Consequência da nossa visita ao Museu do Bayern e à Allianz Arena, em Munique, nosso menino, que nem é louco por futebol, torceu pela Alemanha no Mundial do Brasil. Antes do fatídico 7 x 1 que levamos dos germânicos, Quim prenunciou: ‘A Alemanha vai ganhar, eu vou torcer para ela.’ Antes nós tivéssemos escutado…

    Escolhemos viajar para a Alemanha e montamos o roteiro com base nas cidades e nas atrações que desejávamos visitar para escrever sobre elas no Como Viaja. A viagem teve apoio do Turismo da Alemanha no Brasil e dos representantes de Berlim, Munique, Stuttgart, Nuremberg e Frankfurt, aos quais agradecemos pelo suporte oferecido de diferentes maneiras em cada destino.
    As passagens aéreas e várias despesas dessa viagem de 1 mês pela Alemanha (entre elas, alimentação, transporte, atrações e diárias em alguns hotéis) foram pagas por nós
  • Museu do Amanhã (Rio): ingresso, onde fica e como chegar

    Museu do Amanhã (Rio): ingresso, onde fica e como chegar

    O Museu do Amanhã, na Praça Mauá, explora a fundo o conceito de interação, com tecnologia presente em cada pedaço do que está exposto. Reunimos todas as dicas para você visitar esse ponto turístico do Rio de Janeiro: como é por dentro, o que ver, quanto custa o ingresso do Museu do Amanhã, como comprar e que dia a entrada é grátis. Para planejar sua viagem, veja opções de hospedagem no Rio e nossas sugestões de hotel barato no Rio de Janeiro. A região próxima ao Museu do Amanhã e ao Aquário do Rio de janeiro tem unidades de redes econômicas.

    A ida ao Amanhã é um passeio que provoca uma reflexão sobre o estilo de vida que levamos e o futuro que esperamos. Não há acervo estático, passivo. E não pense que dá para aproveitar tudo o que essa grande atração oferece numa única e detalhada incursão. Bom motivo para sempre para voltar. A fim de facilitar sua visita, descrevemos abaixo, em detalhes, um passo a passo que você pode seguir quando for até lá. A Easy Travel Shop, empresa brasileira que fornece serviços turísticos e aceita pagamentos em até 10 vezes sem juros, faz um passeio de 4 horas, com city tour no Boulevard Olimpíco, voltinha de VLT e ingresso do Museu do Amanhã,

    Como é a instituição na Praça Mauá

    Distribuído em dois andares, o museu foi projetado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava. Dizem que a forma foi inspirada na flor da bromélia. Nós não conseguimos ver assim. Parece mais um esqueleto, uma espinha de peixe ou mesmo um navio, que avança sobre a Baía de Guanabara. Use a imaginação e nos conte o que achou do desenho.

    A construção, que ocupa um total de 30.000 m² de área, faz parte do projeto de revitalização da Praça Mauá, na zona portuária do Rio, antes da Olimpíada de 2016. A iniciativa incluiu ainda a inauguração do Museu de Arte do Rio (MAR) e a instalação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT Rio), meio de transporte também para deixar e chegar ao Aeroporto Santos Dumont e à Rodoviária Novo Rio.

    O Museu do Amanhã virou um cartão-postal como o Cristo Redentor (leia mais em Corcovado: como chegar) e o principal estádio da cidade (saiba como é o Maracanã Tour).

    Foi inaugurado em 19 de dezembro de 2015. As filas eram enormes nos primeiros meses de funcionamento. Visitamos o Amanhã 10 dias depois de sua abertura, o que nos levou a uma espera de 3 horas para conseguir entrar. Na época, o clima não estava convidativo para praia e o feriado do Réveillon estava próximo, razões pelas quais muita gente resolveu aproveitar para visitar o museu. E, como se não bastasse tudo isso, ainda era uma terça-feira, dia em que o ingresso do Museu do Amanhã é grátis.

    Na época, achamos importante encarar aquela parada toda para mostrar aos nossos leitores como era a experiência de um visitante comum, sem atalhos pela assessoria de imprensa. Para se ter ideia, nem levamos nosso filho, Joaquim. Ele voltou conosco ao Museu do Amanhã cerca de 6 meses depois, pouco antes da Olimpíada Rio 2016.

    No início daquele ano, o museu passou a vender ingresso na internet, com hora marcada e fila especial para entrar. Experimentamos a compra online e não esperamos nada. E ainda pegamos um dia lindo, o que rendeu as fotos ensolaradas que acompanham este texto.

    Filas no verão da inauguração
    O Museu do Amanhã em 2015…
    Ingresso do Museu do Amanhã pela internet
    …e a mesma entrada 6 meses depois

    O que fazer no Museu do Amanhã

    Logo que você passa a porta de vidro, sente um aliviante frescor do ar-condicionado e se depara com uma fileira de gente com as mãos para cima. Não é um agradecimento ao Senhor por ter finalmente entrado. O globo do Museu do Amanhã, no Rio, é o novo Cristo, como bem observou Fernando. Todos querem ter o mundo nas mãos.

    Entrada do museu na Praça Mauá
    Erguei as mãos

    Com 4 metros de diâmetro, o globo suspenso dá uma pista do que o visitante encontrará pela frente. A iluminação de LED vai se alternando e nos lembra que “tudo na Terra está movimento”, para em seguida mostrar os deslocamentos das correntes marítimas e das massas de ar, a formação de furacões e tsunamis e a migração de pessoas pelo mundo. Por fim, a pergunta nos convida a refletir: “Quais amanhãs queremos?”

    Apesar de muito fotografado, pouca gente parece se dar conta do significado daquele movimento de cores e desenhos no globo. Nos surpreendeu ver um adolescente explicar para a família que aquilo tratava de aquecimento global e de mudanças climáticas. O apelo visual e toda a tecnologia do museu servem para ele sair bem na foto.

    O Museu do Amanhã é fotogênico. Mas, se de cada 100 pessoas que postaram selfies nas redes sociais ao menos uma parar para pensar no mundo atual e nos desafios que temos pela frente, o museu terá cumprido seu papel.

    No térreo, ficam salas de exposições temporárias. Uma das primeiras mostras na época da inauguração era Perimetral, videoinstalação sobre a implosão do elevado que escondeu a Praça Mauá e a zona portuária do Rio durante décadas.

    Na visita de julho de 2016, vimos a temporária O Poeta Voador, Santos Dumont. Completa e totalmente audiovisual, mostrava os veículos voadores inventados pelo brasileiro, expondo diversos modelos e ensinando a dobrar vários tipos de avião de papel. Joaquim fez um sobrevoo virtual a bordo do Demoiselle. O passeio dele ao lado da mãe foi sobre o Rio de Janeiro (Paris era a outra opção de cenário). Também nos divertimos com os painéis preparados para fotos (tem até marcações para o fotógrafo se posicionar).

    Exposição temporária sobre Santos Dumont
    Asas da imaginação

    Quem vai com crianças pequenas tem também um refresco na área educativa, localizada à direita da escada principal. A meninada se distrai com jogos de madeira e livros que tratam de temas relacionados à ciência. Na primeira visita, vimos também alguns pequenos pintando e desenhando com auxílio de monitoria. Essa área estava vazia na segunda visita.

    Durante a primeira visita, fomos diretamente para o primeiro andar, para ver a exposição permanente. Como o Museu do Amanhã havia sido inaugurado poucos dias antes, estávamos curiosos.

    Prepare-se para muitos recursos audiovisuais e espaços interativos (incluindo jogos diversos). Você aproveita melhor a visita se respeitar a ordem a seguir, em que os 5 ambientes temáticos estão dispostos: Cosmos, Terra, Antropoceno, Amanhãs e Nós.

    O museu inteiro está em 3 línguas — além de português, há avisos em inglês e em espanhol. Esse fato é algo para lá de louvável, não apenas pelo propósito do Amanhã (de fomentar a discussão em torno de um tema tão importante para a Humanidade), mas também para uma cidade e um país que têm no turismo um caminho econômico possível, ainda que, na maior parte das vezes, mal trabalhado.

    A visita é guiada pela Iris, cartão magnético que você recebe na chegada para registrar seu nome e e-mail — isso pode ser feito rapidamente em qualquer uma das mesas interativas do 1º pavimento. Cadastrado, o visitante monitora no mapa o que viu de cada área do museu. Aviso: é praticamente impossível ver todo o conteúdo de uma só vez. Portanto, numa segunda ida ao Amanhã, a Iris informa o que faltou ver como também quais conteúdos foram atualizados em relação à primeira passagem.

    Nós testamos o serviço na segunda visita, e o cartão funcionou perfeitamente. Fomos alertados sobre os setores em que passamos o cartão da primeira vez.

    O nome da assistente digital combina com o símbolo do museu, que lembra o formato da íris, a parte mais visível do olho humano, única em cada pessoa tal como as impressões digitais. No fundo, cada visitante carregará uma visão muito particular do Amanhã com o auxílio luxuoso da tecnologia.

    Cosmos

    Se a fila for pequena, entre no domo negro onde um filme de 8 minutos é exibido em formato 360 graus. Cabem 80 pessoas no interior da sala — como havia muita gente, encaramos 1 hora de espera para entrar. Há fila preferencial, o que gerou comentário indignado de uma senhora que achou que a monitoria privilegiava a entrada de idosos e crianças (bobagem, eles botavam 40 pessoas de cada fila por sessão). Dica: deitado nos almofadões para ver a projeção é mais impressionante.

    Cosmos conecta passado e presente, mostrando fenômenos que tiveram início há bilhões de anos e resultaram na formação da Terra e no surgimento dos seres vivos.

    Quem está acostumado a ver na televisão documentários a respeito do tema em canais como Discovery e NatGeo talvez não se impressione. A monitora informa que quem não se sentir bem pode deixar a sala antes do fim do filme. Fernando garante ter ficado mais enjoado assistindo Gravidade (Gravity, 2013) numa sala de cinema Imax.

    Nathalia assistiu a um filme muito parecido sobre a formação do universo no planetário de Montreal, no Canadá. Mas o que é exibido no Amanhã é legal? Sim, o material tem o selo da 02, produtora do cineasta Fernando Meirelles. Joaquim assistiu à projeção ao lado da avó, Sonia, durante nossa segunda visita. Ambos gostaram muito da experiência. Nesse dia, a entrada pela fila preferencial não demorou nem meia-hora.

    Depois da projeção, os visitantes deixam a sala e se espalham pelo museu. No espaço seguinte ao domo há seis mesas interativas com informações sobre aspectos do universo, como densidade, distâncias, velocidades etc. Por serem baixas, essas bancadas são facilmente acessadas por crianças a partir dos 6 anos. Aliás, vimos algumas delas mexendo sem medo e até ensinando gente mais velha a usar.

    Terra

    Depois de saber de onde viemos, hora de questionar quem somos. O segundo módulo do Museu do Amanhã tem 3 cubos, cada um simbolizando um aspecto do planeta.

    Interatividade no Museu do Amanhã

    Fique atento às mesas interativas que estão do lado de fora deles. Nelas há informações relevantes sobre o que foi abordado dentro das caixas. Quando se aprende que cada ser humano é um ecossistema fica mais fácil entender a necessidade de nos preservarmos também. Nossas conexões cerebrais e fenômenos como ilusão de ótica são assuntos abordados nas telas touch no cubo do pensamento.

    Você se sente novamente numa aula de ciências, mas sem ser chata.

    • Matéria
    Cubo na área da Terra, no Museu do Amanhã

    O cubo é recoberto por cerca de 180 fotos capturadas por telescópios. Ampliadas, as imagens recriam um cenário parecido com o que o astronauta russo Iuri Gagarin (primeiro homem enviado ao espaço, em 1961) viu e imortalizou na frase “A Terra é azul” — aliás, a explicação científica sobre a cor de nosso planeta é umas das informações disponíveis nas telas interativas ao lado do cubo.

    Dentro, na obra Fluxos, do artista Daniel Wurtzel, dois pedaços de tecido bailam no ar sem parar numa representação dos movimentos que transformam o planeta a partir da combinação dos elementos ar, terra, luz e água. É contemplativo. Poético. O rodopiar dos tecidos lembra um pouco uma cena do filme Beleza Americana (American Beauty, 1999), quando o personagem de Wes Bentley (aficionado por fazer vídeos com sua câmera) mostra à garota pela qual é apaixonado um plano-sequência de um saquinho plástico dançando no ar ao sabor do vento.

    Assim que entramos no cubo, um homem de meia idade, carregado sotaque carioca, perguntou a uma mulher:

    — A senhora é daqui?
    — Sim!
    — Os caras gastaram tanto dinheiro pra botarem essas coisas aqui, um pano voando?

    Não ficamos para ouvir a resposta, se é que houve alguma. Verdade seja dita, as pessoas quase não falam no interior do cubo, exceto para pedir para um conhecido ficar mais à direita ou à esquerda no enquadramento da foto ou da selfie. 

    • Vida

    As paredes do segundo cubo estão recobertas pelo código do DNA, a combinação química que organiza o desenvolvimento e o funcionamento de todos os seres vivos, dos mais simples aos mais complexos. A relação entre os diversos níveis de organismos vivos e sua importância são apresentados no interior da caixa. É ali, entre tantas descobertas lúdicas, que ficamos sabendo que 1,5 kg do peso de um ser humano adulto é composto por bactérias fundamentais à vida, seja para absorver nutrientes, seja para agir no nosso sistema de defesa. Não é à toa que o aviso é expresso: cada pessoa é um ecossistema único.

    É possível também conhecer o ecossistema da Baía de Guanabara — local onde o museu foi construído. A fauna e a flora estão ali expostos em fotos. É de chocar como tamanha biodiversidade foi afetada pela poluição.

    • Pensamento

    O terceiro e último cubo ilustra, do lado externo, o sistema nervoso, capaz de conferir a cada ser humano a capacidade de percepção e de ação perante o mundo. Na parte interna, colunas com fotografias mostram diferenças e semelhanças entre povos do nosso planeta. A despeito das diferenças religiosas, ideológicas e raciais, rimos, choramos, amamos, nos organizamos quase sempre da mesma forma.

    Incrível como a sisudez do poder — personificada na figura do exército — pode ser igual em vários lugares do mundo. E como a alegria soa igualmente bela na expressão de um sorriso, seja na paquistanesa Islamabad ou na Cidade do México.

    Apaixonada por fotografia e escrita, Nathalia gostou dessa sala justamente porque ela reúne boas imagens com informações — para ela, o painel que apresenta as diferentes formas de se escrever pelo mundo foi o que chamou sua atenção.

    O jogo de espelhos das paredes ilude, faz a sala parecer maior. Engano que se desfaz à medida que se percorre o labirinto formado pelas colunas de fotos. É muito comum ver as pessoas rodarem em torno dos totens em sequência. Todos giram, quase ninguém se tromba. Aprende-se muito. A concepção visual (foto + legenda) lembra os totens com fatos históricos expostos na Sala das Copas, do Museu do Futebol, em São Paulo.

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    Antropoceno

    Alguns cientistas chamam de Antropoceno o período da história do planeta em que as atividades humanas passaram a impactar sobre a Terra. Aquecimento global e desequilíbrio de ecossistemas são temas do filme exibido nas 6 colunas de 10 metros de altura. Cada visitante se torna nanico diante daqueles painéis de luzes frenéticas.

    O ritmo acelerado das imagens apresenta a lado perverso do progresso. Ganhamos. E perdemos muito. Em 50 anos, gastamos mais, consumimos mais, comemos mais. Desperdiçamos demais. Poluímos muito, muito mais. O homem transformou e inventou paisagens. Nathalia sintetizou o filme como um soco no estômago. Sensação que se repetiu na nossa segunda ida ao museu, mesmo não sendo mais uma novidade.

    Amanhãs

    Lembra da pergunta feita no globo terrestre da entrada? É hora de se discutir que amanhã queremos para nós e para os nossos. É a zona dos jogos interativos. Não é mais o museu quem dá as informações. Agora ele quer saber do comportamento de seus visitantes em suas tarefas cotidianas.

    As mesas nos centros das salas atraem curiosos. Adultos e crianças descobrem quantos planetas são necessários para sustentar o modo de vida dele. Os visitantes se surpreendem quando ficam sabendo como suas escolhas no dia a dia afetam a Terra.

    Jogo para refletir sobre o planeta

    Joaquim se divertiu e aprendeu na prática sobre o impacto que nossas escolhas têm sobre a Terra. Tudo de maneira muito lúdica. À época com 7 anos, ele ficou louco para brincar nas mesas e respondeu a cada pergunta proposta. Se a frase era muito complexa para a idade dele, a gente traduzia com exemplos do dia a dia. Funcionou, foi a parte do museu de que ele mais gostou.

    Qual é sua pegada ecológica

    Nós

    A visita termina numa espécie de oca estilizada, formada por duas paredes arqueadas em madeira trançada. Um convite a desacelerar. A iluminação, nos explicou um funcionário, simula as cores de um amanhecer, com tons que passam do azul ao rosa.

    Informação por aqui só a que está escrita no Churinga. Encontrado em um antiquário de Paris, esse objeto de origem aborígene era usado pelos habitantes da Oceania para conectar gerações passadas e futuras. No fundo, é o propósito do Amanhã.

    Saindo da última área do museu, ficamos de frente para a Baía de Guanabara. Pode-se questionar que todo o dinheiro investido naquele espaço poderia servir para despolui-la. Pode-se reclamar que falta área verde ao redor da imensidão branca e cimentada do Amanhã. Pode-se criticar cada iniciativa pública sustentável tomada em qualquer parte do Brasil e do mundo. Mas acreditamos que a ideia ali não é reforçar a visão pessimista sobre o atual estado das coisas em nosso planeta. E sim termos ciência de onde viemos, sabermos que somos matéria, vida e pensamento. Que nos organizamos, construímos culturas. E que podemos transformar o futuro.

    Ingresso do Museu do Amanhã

    A entrada custa R$ 30 — na terça, grátis. O Bilhete Único dos Museus dá acesso também ao Museu de Arte do Rio (MAR) e custa R$ 32.

    O ingresso do Museu do Amanhã é sempre gratuito para: crianças até 5 anos e pessoas acima de 60 anos, estudantes e professores da rede pública, guias de turismo, funcionários de museus, acompanhantes de portadores de necessidades especiais, moradores da zona portuária, funcionários do Santander e da Shell — com exceção das crianças, nos demais casos exigem comprovação mediante documentação.

    Pagam metade do valor do ingresso: pessoas de até 21 anos, alunos da rede privada, estudantes de universidades públicas e particulares, portadores de necessidades especiais, funcionários do município do Rio de Janeiro, moradores da cidade e clientes do Santander.

    Se quiser evitar filas, compre o ingresso pela internet. Na nossa segunda visita ao Amanhã, em julho de 2016, nós compramos as entradas online.

    Espelho d'água no Museu do Amanhã

    VALE SABER

    Endereço: Praça Mauá, 1, Centro, Rio de Janeiro

    Transporte: Esqueça o carro. Afinal, a ideia é mesmo cuidar do meio ambiente, né? Ir ao Centro do Rio de carro é sempre uma furada. Prefira o transporte coletivo.

    O VLT Rio é o jeito mais prático e bacana de se chegar à Praça Mauá.

    Se for de metrô, desça na estação Uruguaiana — ande na Avenida Presidente Vargas na direção da Candelária e vire à esquerda na Avenida Rio Branco. A Praça Mauá fica no fim da avenida.

    De ônibus, consulte as linhas no site vadeonibus.com.br, da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor), que sugere rotas. Mas, na hora de checar o resultado da busca, dê preferência às rotas que não usam dois ônibus desnecessariamente.

    Os bicicletários dispõem de 120 vagas para quem for pedalando.

    Horário de funcionamento:  De terça a domingo, das 10 às 18 horas (última entrada às 17 horas)

    Alimentação: O Café Fazenda Culinária funciona à direita da entrada do museu, de terça a domingo, das 10 às 18 horas. Ele esteve lotado a tarde inteira durante a nossa primeira visita — na ocasião, o que nos salvou foi ter levado um bolinho e uns biscoitinhos. Encontramos o café mais vazio na chegada de manhã durante nossa segunda visita (compramos apenas água). As comidas são preparadas com ingredientes cultivados no Rio de Janeiro, o que achamos bem bacana dentro do conceito de sustentabilidade, valorizando a produção local. Como ocorre geralmente nesse tipo de produto, os preços são altos.

    Já o Restaurante Fazenda Culinária funciona do meio-dia às 17 horas. Ele fica do lado de fora, na parte de trás do museu e do espelho d’água. Trata-se de um restaurante-escola, cuja a equipe é formada exclusivamente por jovens.

    Compras: A tentadora lojinha do museu fica à esquerda na entrada — de terça a domingo, do meio-dia às 18 horas; clientes do Santander têm 10% de desconto. Vende artesanato, bijuteria e artigos feitos por gente que privilegia trabalhos manuais

    Dicas: Há bebedouros e banheiros nos dois pisos. Evite usar apenas os que ficam logo à direita no térreo. Como são os primeiros encontrados pela maior parte das pessoas, costumam estar mais cheios. Você vai suar. Use roupas leves e curta a agradável sensação de sentir a brisa do ar-condicionado do museu quando a fila se aproximar da porta de entrada.

    Para quem vai com bagagem, diretamente do Aeroporto Santos Dumont ou da Rodoviária Novo Rio, o museu possui guarda-volumes. O espaço está sujeito à lotação e limitado a mochilas, malas ou bolsas com dimensões de até 50 cm x 60 cm, segundo informações do museu

    Site: museudoamanha.org.br

  • Natal Luz Gramado 2023/2024: ingressos, datas e como chegar

    Natal Luz Gramado 2023/2024: ingressos, datas e como chegar

    As luzes do Natal Luz Gramado transformam a cidade da Serra Gaúcha, a 115 km de Porto Alegre, num cenário encantado. Isso porque decoração e personagens típicos, como renas e bonecos de biscoito de Natal, enfeitam os principais pontos turísticos e avenidas. Veja quando começa o evento, saiba quanto custa o ingresso do Natal Luz Gramado 2023/2024 e tire todas as dúvidas para se planejar. Como a ocupação média na rede hoteleira passa dos 80% na temporada de fim de ano, é bom reservar com antecedência – veja nossas sugestões de onde ficar em Gramado, com hotéis baratos e no Centro.

    Nós estivemos em família em Gramado, durante a celebração de 2022. Nos hospedamos no Exclusive, hotel com piscina aquecida em Gramado. Fica na avenida da cidade, no caminho para Canela. De lá nos deslocamos de Uber, também para ir aos espetáculos do Natal Luz. Não alugamos carro nessa viagem, pois usamos o Bustour Gramado e voltamos de ônibus para o aeroporto de Porto Alegre.

    Espetáculo novo no Natal Luz de Gramado

    Shows, atrativos e desfiles do evento tendem a se repetir tradicionalmente todos os anos. Mas, atenção, porque sempre pode pintar mudança ou novidade. Nesta 38ª edição, tem um espetáculo estreando e outro retornando à programação. Aqui você encontra dicas do Natal Luz Gramado 2023/2024 e de como chegar ao Expogramado, centro de convenções onde os espetáculos pagos são realizados.

    Quando começa o Natal Luz em Gramado? Até quando vai?

    A 38ª edição do evento começa neste 26 de outubro e vai até 21 de janeiro.

    Como funciona o evento na Serra Gaúcha?

    Ao longo de quase 3 meses, adultos e crianças podem assistir a espetáculos de canto e dança, desfiles e apresentações musicais em pontos turísticos de Gramado (por exemplo, a Rua Coberta e a Praça das Etnias) e no centro de convenções da cidade, o Expogramado.

    Qual é o melhor evento do Natal Luz em Gramado?

    São tantos que vai depender de que aspecto do Natal você gosta mais. Os pequeninos costumam curtir as atrações mais lúdicas, com personagens como Mamãe e Papai Noel. Nessa linha, por exemplo, há o espetáculo pago A Fantástica Fábrica de Natal e os gratuitos Vila de Natal e Parada de Natal. O desfile a céu aberto é realizado ao longo da Borges de Medeiros, principal avenida de Gramado, na sexta, no sábado e no domingo, às 15 horas. Outro lugar bonito é a Rua Coberta. O espaço fica todo decorado e brilha com as luzes à noite. Canções natalinas e orquestra de violões são algumas das atrações do palco montado no meio da rua de pedestres.

    O que fazer de graça no Natal Luz?

    Durante os 3 meses do evento, além das atrações citadas na resposta anterior, a lista de opções inclui o Show de Acendimento e concertos da Orquestra Sinfônica de Gramado, entre outras.

    A que horas acendem as luzes de Gramado?

    Também gratuito, o Show de Acendimento ocorre diariamente, às 20 horas. O Papai Noel coordena a iluminação do centro da cidade, numa estrutura montada diante do Palácio dos Festivais. Fica no lado oposto à Rua Coberta, onde há apresentações a partir das 19 horas. Rua Coberta, no Natal Luz de Gramado

    Quais são os espetáculos do Natal Luz Gramado 2023/2024?

    Os espetáculos pagos se alternam nos dias da semana e são realizados fora da região central da cidade. Ano após ano, 3 deles costumam se repetir (e nesta edição não é diferente). Assim, são eles: Nativitaten, A Fantástica Fábrica de Natal e O Grande Desfile.

    Tem alguma novidade?

    Nesta edição, estreia o Light of Christmas, espetáculo no teatro da Expogramado. Coral, orquestra, cantores e bailarinos se apresentam no show com trila sonora de clássicos. Já O Reino do Natal volta à programação do evento, com 5 cenários e uma performance com cheia de brinquedos e efeitos.

    Qual o valor do ingresso para o Natal Luz em Gramado?

    Os ingressos do Natal Luz Gramado custam a partir de: R$ 115, para O Reino do Natal; de R$ 150, para Light of Christmas; de R$ 260, para A Fantástica Fábrica de Natal; e de R$ 285 para Nativitaten e O Grande Desfile de Natal. Os valores se referem à inteira disponível em 24 de outubro. As entradas são vendidas em lotes, quanto antes maior o desconto.

    Como comprar as entradas?

    A Easy Travel Shop, empresa brasileira que vende online passeios e entradas de atrações em destinos, tem ingressos do Natal Luz Gramado. Comprar com antecedência não apenas garante preço e lugar como ainda permite dividir o valor sem juros.

    Qual é o melhor show do Natal Luz de Gramado?

    Nós achamos que o Grande Desfile de Natal é o espetáculo para escolher se você não pensa em ver todos os pagos. Ele é um clássico no evento, por isso costuma lotar, principalmente em dezembro. A apresentação lembra muito a dinâmica de um desfile de Carnaval, só que sem aquela grandiosidade e com as alas inspiradas na temática do fim do ano. Tem participante vestido de presente, soldadinho, brinquedo, bola de árvore de Natal e boneco de biscoito. Em cima dos carros, vão mais personagens típicos, incluindo Mamãe e Papai Noel, acenando para o público. O Grande Desfile de Natal

    A que horas começa o Natal Luz Gramado?

    Os espetáculos pagos começam às 21 horas, exceto Light of Christmas (20 horas) e O Reino do Natal (10 horas, 10h45, 11h30, 13h30, 14h15, 15 horas, 15h45, 16h30, 17h15 e 18 horas).

    Quanto tempo dura o show Nativitaten em Gramado?

    O espetáculo com 1 hora de duração lembra o nascimento de Jesus Cristo. Inclui fogos de artifício, luzes, som e canções natalinas executadas ao vivo. Na edição passada, o show foi transferido do Lago Joaquina Rita Bier para o lago na área externa do centro de eventos e, assim, continuou lá neste ano.Nativitaten, Natal Luz Gramado

    Que roupa usar no Natal Luz Gramado? Faz frio nesta época do ano?

    Dê preferência a peças e calçados confortáveis pois é cansativo andar no meio de muitas pessoas e passar um tempo sentado durante as apresentações. A noite na serra pode ser fresca mesmo no verão, principalmente no Expogramado, que fica numa área com muito verde. Então vale levar um casaquinho, se você for friorento. De acordo com informações do Climatempo, a temperatura média em Gramado fica entre: 15°C e 25°C em novembro; 16°C e 26°C em dezembro; e 18°C e 27°C em janeiro, mês em que é mais provável ter chuva.

    Como chegar ao Expogramado?

    As opções mais usadas pelos turistas são táxi e Uber. Dica preciosa: na ida para o espetáculo, planeje-se para estar no lugar do show pelo menos com meia hora de antecedência; os portões abrem 1h30 antes do horário das apresentações da noite. Pois, depois disso, pode ficar complicado de algum motorista do Uber atender seu chamado.Quando ir para gramado

    Como evitar o congestionamento na entrada do centro de convenções?

    Desça do carro perto do Hotel Daara ou da Pousada Bella Viena, opções de hospedagem coladas ao Expogramado. Uma curta ladeira leva à entrada. Na hora da saída, há quem deixe o espetáculo antes do fim para fugir da lotação. Mas nós ficamos até acabar. Descemos a rua, viramos à esquerda e, então, caminhamos uns metros. Em frente ao Sky Borges Hotel Alpenhaus, fora do lugar onde muitos carros e ônibus param para buscar os visitantes, pedimos o Uber para voltar ao Exclusive Gramado. Os trajetos custaram cerca de R$ 15, cada.

    Quanto tempo para visitar a Vila de Natal? Quanto custa a entrada da Casa do Papai Noel?

    Não há cobrança de ingresso. Funciona todo dia, das 9 às 19 horas, na Praça das Etnias, com a Casa do Papai Noel. Além de passear pelo lugar decorado e visitar o Bom Velhinho, é possível fazer umas comprinhas, já que artistas locais expõem ali.

    Onde não deixar de comer em Gramado?

    Já que a ideia é entrar na fantasia de vez, e a cidade gaúcha convida mesmo a isso, vale conferir algum dos restaurantes temáticos de Gramado. Fãs da história criada por Lewis Carroll vão gostar do cenário e do pocket show de Alice e o Chapeleiro, enquanto a Hector Pizzaria e a ferrovia da hamburgueria do mesmo dragão garantem doses de imaginação no estilo Harry Potter.

  • Maria-fumaça de Tiradentes: ingresso e horário do trem turístico

    Maria-fumaça de Tiradentes: ingresso e horário do trem turístico

    Bilhete na mão, apito de saída no horário marcado. Nathalia e eu nos sentimos nostálgicos no passeio a bordo da maria-fumaça de Tiradentes, trem turístico que liga a cidade a São João del Rei. Durante 50 minutos, vive-se a saudade de um tempo que muitos de nós não vivemos. Veja sugestões de onde ficar em Tiradentes, com pousadas e hotéis bem avaliados por viajantes – nos hospedamos na cidade e recomendamos por ser mais charmosa do que a vizinha. Confira aqui ingresso e horário da maria-fumaça de Tiradentes.

    Criada em 1881 por D. Pedro II, a rota da maria-fumaça que liga Tiradentes a São João del Rei corre sobre os trilhos da antiga Estrada de Ferro Oeste de Minas, cujas iniciais EFOM estão gravadas na velha locomotiva, que ainda tem muita lenha para queimar e puxar o vagão para 280 passageiros. Os horários variam conforme a época do ano. O número de viagens pode aumentar em períodos de maior demanda, por exemplo, ao longo do Festival de Gastronomia de Tiradentes, principal evento da cidade, ou nas temporadas de férias.

    Como é o passeio até São João del Rei

    Fique atento porque nem todos os dias há saída na maria-fumaça entre São João del Rei e Tiradentes: o passeio de trem geralmente está disponível de sexta a domingo, com partidas de cada cidade.

    Maria-fumaça de Tiradentes a São João del Rei
    Todos em busca da melhor serpenteando no trem de Tiradentes

    O passeio de 12 km corta o belo cenário composto pelo Rio das Mortes e pela Serra de São José, área de proteção ambiental e destino dos amantes de trilhas e cachoeiras. Pois, a cada curva, cabeças e braços se lançam para registrar paisagem e flagrantes dos que respondem com acenos ao apito do trem.

    É um programa indicado tanto para quem faz uma viagem a dois quanto para quem tem filhos. Aquele chacoalhar do trem dá uma certa lombeira. No entanto, o vento que sopra da janela e traz o cheiro gostoso do mato aplaca essa sensação.

    Qual é o horário do trem turístico em Minas Gerais

    Em setembro de 2023, o horário da maria-fumaça de Tiradentes está com saída prevista para: 11 horas e 14h30, na sexta; 11 horas, 14h30 e 16h45, no sábado; e 11 horas no domingo. O trem sempre deixa a estação de São João del Rei 1 hora antes em relação ao horário de partida de Tiradentes. Contudo, vale sempre consultar os horários na programação mensal no site da concessionária da rota turística porque há alterações sazonais.

    A exceção neste mês, por exemplo, fica por conta do feriado da Independência: de 7 a 10 de setembro, o horário da maria-fumaça de Tiradentes muda: na quinta, parte às 14h e às 19h30; na sexta e no sábado, às 11h, 14h30 e 16h45; e no domingo, às 11h. Da mesma forma, o trem sempre deixa a estação de São João del Rei 1 hora antes em relação ao horário previsto para a saída de Tiradentes.

    Como comprar ingresso da maria-fumaça de Tiradentes

    É possível reservar um assento no site da VLI, a concessionária que administra a atração; nas compras online de passagens, é cobrada uma taxa de serviço. Mas ainda possível adquirir o ingresso da maria-fumaça de Tiradentes do mesmo modo que Nath e eu fizemos, na tradicional bilheteria da Praça da Estação.

    O ingresso custa R$ 86 (ida); R$ 172 (ida e volta) – pessoas acima dos 60 anos, estudantes e crianças de 6 a 12 anos pagam meia, mediante apresentação de documentação; até 5 anos, no colo dos pais, grátis.

    O que fazer em São João del Rei

    Nos programamos para tomar o primeiro trem que saía de Tiradentes e visitar um pouquinho que fosse São João del Rei. Deixamos para conhecer o museu ferroviário (ingresso a R$ 10) por último, já que ele fica na própria estação de embarque para o retorno. Inaugurado em 1981, tem em seu acervo preciosidades como a locomotiva número 1 utilizada na abertura da ferrovia.

    Maria-fumaça de Tiradentes, na estação de São João del Rei
    Estação da maria-fumaça em São João del Rei, com museu

    Durante mais ou menos 2 horas, passamos por pontos turísticos de São João del Rei, como a Igreja de Nossa Senhora do Carmo e o Memorial Tancredo Neves (1º presidente da República eleito depois do regime militar, ele morreu antes de assumir o cargo, em 1985). Também é possível visitar o túmulo onde Tancredo foi enterrado, atrás da Igreja São Francisco de Assis. Com todo respeito, dispensamos essa parte porque não gostamos de turismo fúnebre.

    Visita a São João del Rei de trem, saindo de Tiradentes
    Passeio em São João del Rei

    O que comer e comprar na cidade histórica

    Resolvemos almoçar. Seguimos o movimento local e fomos parar no Colher de Pau, restaurante em São João del rei de comida mineira a quilo. Foi uma grata experiência, regada a vaca atolada e franguinho com ora pro nobis. Me esbaldei. Na época, Nath tirou foto do exato instante em que eu repeti um prato de quiabo com carne moída. Registro histórico que ela queria mandar para minha mãe, provando que eu já era um homenzinho e comia de tudo. Pena que a foto se perdeu no HD de um velho computador, assim como várias outras.

    A caminhada depois do almoço incluiu uma passada pelas lojas que vendem peças em estanho, tradição de São João del Rei. Copos, taças, vasos, sobram ofertas. Compramos dois pesados castiçais. Fiquei aliviado por ter uma mochila para carregá-los. Se for ficar pela cidade, veja hotéis em São João del Rei.

    Manobra do trem turístico de Tiradentes

    Passados os 50 minutos da viagem de volta, chegamos a Tiradentes e ainda registramos um costume que não se perdeu com a modernidade: na rotunda, de modo manual, a locomotiva é girada para mudar de direção. Amor ao passado, sim. Mas sempre olhando para frente.

  • Maracanã Tour: como é a visita ao estádio no Rio de Janeiro

    Maracanã Tour: como é a visita ao estádio no Rio de Janeiro

    Antes de mais nada, o Maracanã Tour é um passeio a ser incluído na lista do que fazer no Rio Janeiro. A visita ao estádio pode ser feita na companhia de um guia bilíngue. Primeiramente, dois fatos em comum unem nossas passagens pelo Maraca.

    Zico, o grande goleador do Maracanã; marcou 333 vezes no estádio

    Da primeira vez, na tarde de 3 de março de 2015, Arthur Antunes Coimbra, o Zico, ídolo do Flamengo e maior artilheiro do estádio com 333 gols, completava 62 anos. Tempos depois, outro Arthur, este Fluminense roxo, era o dono da festa. Nosso sobrinho comemorou o aniversário de 10 anos dentro do Maracanã, com direito a jogo de bola para a criançada e passeio guiado.

    Maracanã Tour
    Parabéns no Maracanã, um aniversário para quem é louco por futebol

    A nossa impressão foi de que o tour melhorou. Anteriormente, parecíamos estar em uma visita técnica, mais com ar de inspeção do que de passeio histórico.

    Maracanã Tour
    No Maraca, aproveite para fazer fotos com o estádio vazio

    Para quem quer unir duas paixões brasileiras, a Civitatis tem um tour pelo Maracanã + Cidade do Samba, onde são criados os desfiles de Carnaval. A empresa também oferece a experiência de assistir a um jogo de futebol no Rio de Janeiro com guia local. Primeiramente, o programa inclui ida a um botequim. No caso do Maracanã, há bares na Tijuca muito frequentados por torcedores em dias de jogos.

    Como é o novo tour do Maracanã

    Com 50 minutos de duração, o tour do Maracanã se concentra no térreo, onde está exposta parte importante da memória do futebol brasileiro. Assim como da primeira visita, vimos a camisa 7 usada por Mané Garrincha na conquista do bicampeonato mundial de 1962, no Chile, e a rede estufada por Pelé na noite de 19 de novembro de 1969, data em que o Rei do Futebol marcou seu milésimo gol na carreira, justamente no Maracanã.

    Maracanã Tour
    Fernando e os objetos do Rei do Futebol, no tour pelo Maracanã

    Não só as Copas de 1950 e de 2014 são relembradas em fotos e objetos, como também as bolas usadas na finais vencidas por Uruguai e Alemanha fazem parte do acervo exposto. A conquista do inédito ouro olímpico de 2016 pela seleção brasileira está igualmente registrada.

    Maracanã Tour
    Maracanazo: guia explica a derrota na Copa de 50

    Há uma reverência especial para a Rainha Marta, eleita 6 vezes a melhor jogadora do mundo. Nathalia não resistiu a uma selfie com sua echarpe lilás, para marcar o poder de ação das mulheres num esporte que no Brasil ainda é, sem dúvida, dominado por homens.

    Rainha Marta, persistente no futebol feminino

    Relíquias de brasileiros e estrangeiros

    Os principais clubes do Rio Janeiro estão representados com camisas e objetos ligados à carreira de jogadores que ajudaram a escrever a história do Maracanã. Além disso, há uma exposição de bolas e chuteiras lendárias e ainda a Calçada da Fama, da qual fazem parte craques como o brasileiro Romário e o alemão Franz Beckenbauer, também reverenciado no Museu do Bayern de Munique, visitado por nós em 2014.

    Bolas e chuteiras históricas no Maracanã Tour

    Anteriormente, o visitante podia fazer o tour individualmente, já que os painéis com informações básicas orientavam o público a se orientar sobre fatos e feitos ocorridos no Estádio Mário Filho, nome oficial do Maracanã, em homenagem ao jornalista esportivo e um dos defensores de sua construção. Essa opção já não está mais disponível no site do tour, apenas as visitadas monitoradas.

    Experiências no Maracanã Tour

    O tour pelo Maracanã ganhou experiências ao longo dos últimos anos, entretanto pagas separadamente. Você pode assistir a um Fla x Flu com um óculos de realidade virtual, por exemplo. Ou então tirar fotos com uma bandeira do seu clube de coração, em um cenário de chroma key. Tem ainda a possibilidade de marcar um gol no Maracanã, em uma experiência que varia entre 3 e 5 tentativas. E, principalmente, comemorar o aniversário de crianças entre 3 e 12 anos tendo o estádio como salão de festas.

    Bancando o boleiro no gramado do Maraca

    O ponto alto do Maracanã Tour é o acesso ao vestiário — decorado com camisas de clubes brasileiros — e a entrada até a beira do campo. Contudo, ao contrário da visita que fizemos à Allianz Arena, na Alemanha, o tour do Maracanã permite fotos perto do gramado. Portanto, você pode fazer pose no banco de reservas, feito técnico tenso ou boleiro marrento.

    Maracanã Tour
    Dá para fazer uma foto no banco de reservas

    Quem comemora o aniversário no estádio ganha alguns privilégios. Assim, Arthur teve direito a um vestiário exclusivo com o nome dele na porta. Orientada por um monitor, a criançada fez exercícios na sala de aquecimento antes de atravessar o túnel que leva ao campo.

    Tricolores posam na porta do vestiário do Maracanã

    Não é permitido pisar no gramado do Maracanã, então o público circula pela grama sintética do entorno. Atrás de um dos gols oficiais havia duas traves, para a criançada jogar por quase 2 horas.

    Nossos boleirinhos ao lado do gramado do Maraca

    Meu gol no Maracanã

    Uma bola extra caiu nos pés dos adultos, que armaram uma roda de altinho perto da criançada. Eu entrei nessa e, preciso confessar, não resisti à ideia de marcar um gol no Maracanã. Quando todos se encaminharam para cantar parabéns, peguei a bola e, sem alarde, empurrei para o fundo da rede.

    A exemplo do que ocorreu com Pelé, que no mesmo Maracanã marcou um golaço pelo Santos contra o Fluminense, em 1961, ninguém registrou o meu feito.

    Enquanto o Rei do Futebol ganhou uma placa pelo lindo gol marcado (por sugestão do jornalista Joelmir Beting, daí a expressão ‘gol de placa’), eu me contentei com o entrondoso grito de gol que ecoou dentro da minha alma de menino. Entrei para a história.

    Como o gol de Fernando foi discreto, não há registro

    VALE SABER

    Endereço: Avenida Rei Pelé, Portão A (pedestres), Portão 2 (carros) – Maracanã, Rio de Janeiro

    Transporte: Se for de carro, há estacionamento acessível pelo portão 2 (R$35). De metro ou trem, desça na estação Maracanã, atravesse a passarela que chega ao portão A. Porém, a opção mais segura é ir de carro particular ou de aplicativo e descer na porta.

    Funcionamento: O tour no Maracanã funciona entre 9 e 17 horas, com saída do último grupo às 16h30; em dias de jogos, o tour é encerrado 5 horas antes de os portões serem abertos para a torcida. Em virtude da decisão da Libertadores, por exemplo, a visitação ao estádio foi suspensa

    Preço: A visita guiada custa R$ 66. Têm direito a meia entrada (sempre com a apresentação de documento): crianças de 6 a 10 anos, idosos acima de 60 anos, estudantes com carteirinha e portadores de necessidades especiais. Até 5 anos, crianças não pagam

    Alimentação: Há uma lanchonete na área de visitação

    Site: tourmaracana.com.br

  • Zoológico de Munique: Hellabrunn, com parquinhos para crianças

    Zoológico de Munique: Hellabrunn, com parquinhos para crianças

    Era um dia de sol daqueles que a gente pede quando pensa em passear com crianças. Céu azul, muito verde ao redor e bichos: trio animador para um gostoso passeio em família, especialmente quando se tem um filho de 5 anos. Mas o zoológico de Munique, o Tierpark Hellabrunn, guardava bem mais à nossa espera.

    Não apenas pela variedade de animais, mas pela estrutura do parque. O Hellabrunn foi 1 dos 4 zoológicos que visitamos na Alemanha. Todos excelentes programas para crianças.

    Nosso Joaquim estava animadíssimo com a ideia de ver os ursinhos polares gêmeos que nasceram no zoológico de Munique naquela época, no fim de 2013. Pinguim, leão, girafa e elefante também estavam na lista de desejos do nosso filhote.

    Chegamos lá facilmente de metrô a partir da Marienplatz, a principal praça de Munique. Passamos pelo portão da entrada Isar, paramos na lojinha para garantir um boné para o filhote (lembra do sol?) e caminhamos livremente.

    Volta ao mundo com a bicharada

    Plano, o Hellabrunn é uma delícia para andar e se perder. Se quiser. Porque a sinalização é muito eficiente e mostra de forma clara como se chegar até cada bicho que se quer ver. Nós tínhamos aquela missão a cumprir: ver os pequenos gêmeos polares.

    Pegamos o caminho à direita e seguimos toda vida, já espiando as atrações pelo trajeto. Urso de montanha, alce e rinoceronte. Tomamos um atalho e fizemos uma visitinha à dona zebra, sempre um sucesso aqui em casa.

    Depois vimos outro astro predileto, o pinguim. Joaquim se parou diante do tanque e, encantado, acompanhou a movimentação. Com os olhos grudados no fofucho nadador, nosso menino foi seguindo com o rosto até a quina. Um encontro mágico aconteceu. Nariz com nariz os dois pareciam se comunicar. Muito doido. E claro que a mamãe aqui achou lindo.

    Joaquim pinguim
    Comunicação narigal

    Visitamos depois  os leões marinhos — em 26 de junho, depois da nossa visita, nasceu lá o bebê Otti; não deixe de conferir se for ao Hellabrunn. Aí, finalmente, o momento esperado.

    Nela e Nobby estavam dormindo quando chegamos à área onde a dupla de ursinhos polares vive com a mãe, Giovanna. Ao ar livre, o lugar estava rodeado de gente. Mas é grande o bastante para todo mundo ver os gêmeos. Cercado por vidro, o espaço permite uma boa visualização por todos os lados. Esperamos uns minutos atrás de duas fileiras de pessoas e logo conseguimos ficar de frente para os filhotes. Fofurice em grau máximo!

    Ursos polares no zoológico de Munique

    Depois de muito cuti-cuti, continuamos caminhando. Agora sem rumo certo. Curtimos o sol que vazava por entre as folhas das árvores à beira do rio. Balançamos em família ao atravessar a molenga ponte suspensa — leia outros textos sobre viagem à Alemanha com criança.

    Joaquim na ponte suspensa, só no balanço

    Com um ambiente de fato de parque, as alamedas do zoológico são muito bonitas. Com a vantagem de ‘se esbarrar’ nas áreas dos animais naturalmente.

    O Hellabrunn se orgulha de ter sido o primeiro geo-zoo do mundo, ou seja, um zoológico que exibe os animais de acordo com sua distribuição geográfica no globo. Aberto em 1911, expõe a bicharada de modo a promover uma volta ao mundo passando por diversos habitats.

    As espécies ficam em espaços amplos. Em vários pontos, existem binóculos ou lunetas pagos para aproximar os visitantes dos animais, como numa experiência de safári. Joaquim viu as girafas de pertinho assim. Um mirante de madeira fica ao lado do espaço das elegantes pescoçudas. Subimos e, lá em cima, depositamos a moeda para nosso menino apreciar as simpáticas, que fizeram o favor de comer folhas num ponto próximo.

    Girafas vistas do alto

    Brinquedos, parquinhos e vários shows

    Para quem curte mais do que simples contemplação, o Hellabrunn oferece vários shows com animais, muitos deles durante a temporada da primavera ao outono, do desfile de leões marinhos à apresentação de elefantes. Tem ainda o show com o falcão. Nós passamos por lá no horário, e achamos muito bonito o animal. Mesmo curiosos, era hora do almoço e a fome batia forte. Partimos, então, para o restaurante principal do Hellabrunn.

    Soneca no meio do dia, com plateia

    Almoçamos ali, com nosso filhote de olho na hora de correr para brincar. O maior parquinho do zoológico fica bem ao lado do restaurante principal. Depois da última colherada, quem segurou Joaquim? O lugar tem um brinquedão de madeira com escorregas e parede de escalada.

    Ao lado, redes embalam a garotada. Todo esse espaço montado no chá de terra diverte de bebês a crianças maiores. Um super escorrega atrai os mais velhos.

    Extensa área verde tem também parquinhos para criança

    Os parquinhos para a meninada fazem do zoológico de Munique um passeio completo para a família. Eles vão surgindo ao longo da caminhada pelo zoológico e possuem brinquedos de madeira e corda, integrados ao clima do entorno.

    A alegria não para por aí. A garotada não sossega enquanto não experimenta também os brinquedos do enxuto parque de diversões, bem pertinho do restaurante principal (a região é o epicentro da felicidade infantil).

    Entre as atrações pagas, é possível ir no carrossel ou na motoca motorizada. Joaquim arrastou o pai para esse circuito. Depois que Fernando deu umas voltinhas com ele, foi a minha vez de ajudar nosso filho a catar pedra. Me saí uma boa operadora de escavadeira.

    Na escavadeira, treinando a habilidade com a mecânica

    Terminamos nossa visita ao Hellabrunn de um jeito bem mais rural. O recinto é fedido, mas popular. A área das cabras fica lotada de crianças correndo atrás dos bichos, que correm atrás da ração que os visitantes compram em maquininhas.

    A cada tanto de euro cai uma porção de grãos. Basta você se aproximar do recipiente que elas já enfiam a cara na saída. Para seres urbanos como nós, chegou a ser meio aflitivo o contato tão próximo. Saímos de fininho, atentos ao chão (sabe como é, se elas comem tanto…). Rimos da situação e fomos em direção à saída. Havia sido um grande dia, a diversão em família estava completa.

    Visual no caminho do metrô ao zoológico de Munique

    VALE SABER

    Endereço: Tierparkstrasse 30

    Transporte: Há 2 entradas. O metrô leva até a 1ª, e o ônibus, à outra. Nós fomos de metrô. Na estação Marienplatz pegamos a linha U3 na direção Fürstenried West e descemos em Thalkirchen (Tierpark). Após uns 10 minutos de caminhada, chegamos à Isar Entrance.

    Sinalizado, o caminho até o zoológico passa por uma ponte com aqueles cadeados de namorados (de Paris, parece que a moda se espalhou pelo mundo todo, né?). É bonito o visual do Rio Isar, das árvores e da ciclovia lá embaixo.

    A outra entrada do zoológico é a Flamingo. O ônibus 52, que também parte de Marienplatz (o ponto fica em frente à sorveteria), leva até Tierpark, na Alemannenstrasse.

    Funcionamento: O Hellabrunn abre o ano inteiro, todos os dias, mas o horário muda segundo a temporada. Em geral, abre às 9 horas, mas fecha entre 16 e 18 horas, conforme a época do ano. O site oficial sempre informa logo na home o horário que está valendo naquele dia.

    Preço: € 15 — crianças de 4 a 14 anos, € 6; abaixo de 4 anos, grátis. O zoológico oferece 2 possibilidades de family ticket: 1 dos pais mais as crianças por € 19 ou os 2 pais mais as crianças a € 33.

    Alimentação: Há quiosques em várias áreas do zoológico. As crianças (e muitos adultos) vão à loucura com os quiosques de doces. Pipocas, nozes carameladas, sucos coloridos congelados para sugar em copos compridos…

    O site official do Hellabrunn informa o horário de funcionamento de restaurantes e lanchonetes. Durante o verão, abrem das 9 às 18 horas

    Dicas: Durante o ano todo, dá para observar certos animais sendo alimentados; veja os horário no site antes de ir.

    Site: www.hellabrunn.de

  • Zoológico de Nuremberg, com show de golfinhos

    Zoológico de Nuremberg, com show de golfinhos

    Texto de Fernando Victorino

    Resolvemos visitar o Zoológico de Nuremberg no dia em que ele fazia 102 anos. Uma história marcada por três reconstruções, duas devido às guerras. Da terceira vez em que precisou ser reerguido, o Tiergarten foi instalado na parte leste da cidade alemã, a 20 minutos de trem da estação central (Hauptbahnhof).

    Durante nossa viagem à Alemanha, visitamos quatro zoológicos imperdíveis. O zoo de Nuremberg foi um deles.

    Era domingo e, como nos disseram, o aniversário do zoológico seria um dia dedicado às famílias. Ao longo do nosso trajeto de bonde, era fácil notar pais e mães carregando mochilas, garrafas de água e pacotes de biscoito, acompanhados dos filhos. Mesmo sem entendermos nada do que eles conversavam, a sensação que passavam era a de que todos – tal como nós – estavam animados com aquele dia especial. Gostosa alegria sob o sol que teimava aquecer a manhã fria de 11 de maio de 2014.

    Alemanha, Nuremberg, Zoológico, Tiergarten - Foto Nathalia Molina @ComoViaja

    Alemanha, Nuremberg, Zoológico, Tiergarten - Foto Nathalia Molina @ComoViaja
    Fotos: Nathalia Molina @ComoViaja

    No dia da nossa visita, o zoológico estava em festa pelo aniversário. As famílias ganhavam um vale-foto, e estandes espalhados pelas alamedas ofereciam atividades para as crianças. Alemanha, Nuremberg, Zoológico, Tiergarten - Foto Nathalia Molina @ComoViajaEra possível, por exemplo, personalizar uma casinha para passarinhos.

    O Tiergarten é um orgulho para a gente de Nuremberg. Em 1934, o governo de Hitler decidiu que a área do zoo seria usada para a ampliação do espaço onde eram realizados os comícios nazistas. Deslocado para o lugar onde funciona até hoje, em 1939, pouco antes do começo da Segunda Guerra, o zoológico foi mais uma parte da cidade alemã dizimada pelo conflito.

    Com o fim da Segunda Guerra, o zoológico atravessou longos e progressivos períodos de reconstrução, sempre com o apoio (financeiro ou não) da população local. Isso segue até hoje, em eventos como o concerto beneficente realizado neste ano na lagoa dos golfinhos, cuja renda foi revertida para a preservação de espécies ameaçadas de extinção.

    Aos 102 anos, o zoológico de Nuremberg encontra formas de sobreviver à estupidez humana, que o obrigou a renascer três vezes e até hoje o leva a se reinventar. Tudo para manter seus habitantes vivos e suas portas abertas, a fim de que famílias ruidosas desfrutem de domingos de sol como o que vivenciamos durante nossa visita.

    Alemanha, Nuremberg, Zoológico, Tiergarten - Foto Nathalia Molina @ComoViaja Alemanha, Nuremberg, Zoológico, Tiergarten - Foto Nathalia Molina @ComoViaja

    Visão geral: um bosque no meio da cidade

    Localizado em um terreno de topografia irregular, o Tiergarten exige do visitante disposição para caminhar por subidas em certos momentos. O mapa do zoo mostra desde uma rota plana, voltada principalmente para cadeirantes – mas que não contempla todos os animais – até caminhos com perfis de inclinação diferentes: ligeiro, moderado ou acentuado.

    Não raro, vemos pais levando filhos de cavalinho por ladeiras. Uma alternativa para minimizar o cansaço das crianças são carrinhos de puxar que podem ser alugados no portão principal.

    Alemanha, Nuremberg, Zoológico, Tiergarten - Foto Nathalia Molina @ComoViaja Alemanha, Nuremberg, Zoológico, Tiergarten - Foto Nathalia Molina @ComoViaja

    Alemanha, Nuremberg, Zoológico, Tiergarten - Foto Nathalia Molina @ComoViajaO relevo que castiga bípedes sedentários permite aos animais de montanha condição de vida próxima à do seu habitat. Entre a visita a uma espécie e outra, a caminhada não é penosa porque é feita por alamedas cercadas por árvores. Em uma delas flagramos um esquilo descendo o tronco em busca de comida.

    Diferentemente de zoológicos encravados no centro da cidade, o Tiergarten reúne fauna e flora de modo quase selvagem. A sinalização tira um pouco do fator surpresa que é perambular por um caminho e se deparar com o bicho mais adiante. Mas as placas são úteis em um parque dessa dimensão.

    Alemanha, Nuremberg, Zoológico, Tiergarten - Foto Nathalia Molina @ComoViaja

    A propósito, é bom escolher o que você pretende ver porque pode ser difícil observar todas as espécies com a devida calma. Instalado em uma área de 670 mil metros quadrados, o zoológico de Nuremberg foi inaugurado em 1912, com 1.200 animais. Atualmente, possui 3.000 bichos de 300 espécies.

    Nosso filho, Joaquim, de 5 anos, queria ver o leão, então, nossa visita incluiu uma parada nos felinos. Encontramos o bicho preguiçoso, deitado sobre uma pedra como se desejasse que o mundo acabasse em barranco (que no caso dele se encontrava a uns 5 metros de distância).

    Alemanha, Nuremberg, Zoológico, Tiergarten - Foto Nathalia Molina @ComoViaja

    Alemanha, Nuremberg, Zoológico, Tiergarten - Foto Nathalia Molina @ComoViajaJá o tigre mostrou-se indócil com tanta gente dentro da gruta de onde se pode observá-lo mais de perto. A foto tirada num raro momento em que ele se pôs quieto foi prejudicada pelo reflexo do vidro (santo vidro!) que nos separava.

    Também através de vidros vimos os pinguins nadando em um espaçoso parque aquático. Algumas crianças não precisam do colo dos pais para admirar o balé da turma de fraque porque a plataforma de observação fica a certa altura, com um vidro de proteção que desce até o chão. A visão fica tão desimpedida, que nosso pequeno Joaquim alternou entre uma lambida no sorvete e uma espiadinha para baixo.

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    Destaque: show com leões-marinhos e golfinhos

    Alemanha, Nuremberg, Zoológico, Tiergarten - Foto Nathalia Molina @ComoViaja Alemanha, Nuremberg, Zoológico, Tiergarten - Foto Nathalia Molina @ComoViaja

    Foto: Nathalia Molina @ComoViaja

    Deixamos a área dos pinguins e aproveitamos a descida para apertar o passo rumo à lagoa dos golfinhos, cujo show iria começar em poucos minutos.

    Ponto alto do Tiergarten e atração rara para um zoológico, o show existe desde os anos 1970 e é bastante disputado pelos visitantes. Mas há um bom espaço para acomodar o público nas arquibancadas em volta dos tanques.

    Apesar de a apresentação ser feita toda em alemão, é possível apreciar os truques de golfinhos e leões-marinhos numa boa. Nosso filho não desgrudou os olhos da exibição, acompanhando as acrobacias feitas pelos animais.

    Não se trata de uma superprodução ao melhor estilo parques de Orlando, mas distrai bem crianças e adultos durante meia hora. As apresentações ocorrem diariamente, de acordo com a tabela do site oficial do zoológico: todos os dias, às 14 horas e às 15h30; de segunda a sexta, também às 10h30 e ao meio-dia; aos sábados e domingos, também às 11 horas e às 12h30.

    VALE SABER

    Endereço: Am Tiergarten 30

    Alemanha, Nuremberg, Zoológico, Tiergarten - Foto Nathalia Molina @ComoViajaTransporte: Nós usamos a linha 5 do bonde elétrico (tram), que pegamos em frente ao Grand Hotel Le Méridien, na Bahnstrasse, perto da Hauptbahnhof, estação central de trem. O ponto final do bonde nos deixou muito perto da entrada. Outra opção é usar a linha 65 de ônibus, com destino ao Tiergarten

    Funcionamento: O horário muda conforme a época do ano.

    1 de janeiro a 2 de março: das 9 às 17 horas

    3 de março a 29 de março: das 9 às 18 horas

    30 de março a 3 de outubro: das 8 horas às 19h30

    4 de outubro a 26 de outubro: das 9 às 18 horas

    27 de outubro a 31 de dezembro: das 9 às 17 horas

    Preço: 13,50 euros – crianças de 4 a 13 anos, 6,50 euros; abaixo de 4 anos, grátis. O zoológico oferece duas opções de family ticket (adulto com suas próprias crianças por 18 euros ou 2 adultos com suas crianças por 31, 50 euros)

    Alemanha, Nuremberg, Zoológico, Tiergarten - Foto Nathalia Molina @ComoViajaAlemanha, Nuremberg, Zoológico, Tiergarten - Foto Nathalia Molina @ComoViajaAlimentação: Após a entrada, há quiosques para comprar um lanche rápido. Ao longo do zoológico, outros quiosques vendem lanches, sorvete e água.

    Dois quiosques maiores (que estão mais para lanchonete) ficam um à beira da lagoa dos golfinhos – do terraço, dá para assistir à apresentação, do lado oposto à plateia – e outro na área do petzoo. Escolhemos comer nesse segundo, que serve combos de salsicha ou schnitzel acompanhados por variações de batata (salada, cozida ou frita). O movimento é grande, mas não foi complicado achar mesa. Há banheiros e fraldário na parte de baixo do restaurante.

    Durante o inverno, é feito um revezamento na abertura dos quiosques. Já o restaurante Waldschänke , no ponto mais alto do zoológico, funciona o ano inteiro, das 9 às 19 horas (diariamente)

    Compras: Lembrancinhas como simpáticos macaquinhos de pelúcia também são encontrados em quiosques

    Dicas: É possível ver os animais serem alimentados. A maioria deles no período da tarde, de acordo com a tabela do site oficial:

    14h15 – urso polar (diariamente)

    14h30 – leões e tigres (exceto segunda e quinta)

    14h45 – lontra (diariamente)

    15h15 – pinguins (diariamente)

    O Tiergarten dispõe de carrinho de madeira para você levar sua cesta de piquenique, mochilas ou as crianças quando elas estiverem cansadas do passeio. Custa 3 euros mais um depósito de 20 euros que serve como caução. Pelos mesmos valores alugam-se cadeiras de rodas (mediante reserva pelo telefone 44-911-5454-825)

    Site: www.tiergarten.nuernberg.de

  • Zoológico de Stuttgart: Wilhelma, com jardim botânico

    Em Stuttgart, zoológico e jardim botânico se juntam no Wilhelma. Essa união faz do espaço um belo passeio com crianças na Alemanha. Flores e animais Ele foi um dos quatro zoos imperdíveis para crianças, que visitamos na Alemanha

    Não fosse o elefante como símbolo na entrada, você demoraria a entender que o Wilhelma, em Stuttgart, é também um zoológico. Porque a primeira visão que salta aos olhos nesse parque da Alemanha é a das cores nos canteiros, da beleza de um espaço concebido originalmente como um jardim botânico.

    O Wilhelma foi um dos quatro zoos que visitamos na nossa viagem à Alemanha. Quatro zoológicos da Alemanha, cada um a seu modo. O visual do Willhelma está certamente entre os mais bonitos.

    CANTEIRO DE FLORES NA ENTRADA DO WILHELMA – Fotos: Nathalia Molina @ComoViaja

    Assim que entramos, nosso filhote, Joaquim, encontrou os pinguins à direita da lojinha. Observou os bichos de pertinho. A altura do lugar é excelente para crianças, bate na cintura de um adulto.

    Foto Nathalia Molina @ComoViaja - pinguins

    Depois brincou num painel que relaciona habilidades humanas com animais. A criança olha a atividade física, aí gira a figura e vê que bicho faz aquilo também. Com 5 anos, Joaquim gostou de suas pequenas descobertas.

    Antes de nos aventurarmos pelo restante da bicharada, visitamos as estufas de flores e atravessamos o histórico jardim mourisco, criado a pedido do rei Guilherme I. O governante inventou o Wilhelma para ele mesmo desfrutar na forma de palácio real, tendo Alhambra, na Espanha, como inspiração.

    Alemanha, Stuttgart, Zoológico, Jardim Botânico, Crianças, Wihelma - Foto Nathalia Molina @ComoViaja (30)

    Alemanha, Stuttgart, Zoológico, Jardim Botânico, Crianças, Wihelma - Foto Nathalia Molina @ComoViaja (43)

    Alemanha, Stuttgart, Zoológico, Jardim Botânico, Crianças, Wihelma - Foto Nathalia Molina @ComoViaja (51)

    Em nossa visita, além da flora, demos um giro no que consideramos o primeiro escalão do reino animal: elefante, girafa, zebra, leão e macaco. Pelo menos para o nosso filho, eles são imprescindíveis numa ida ao zoológico.

     

    Como é o Wilhelma

    O próprio site do Wilhelma explica que é impossível ver tudo em um só dia e recomenda ao visitante escolher regiões do parque por área de interesse.Diante de 300.000 m² de extensão, facilita muito a empreitada se você der uma olhada antes no site, que oferece sugestões de roteiro para fãs de botânica, adoradores de aquário, amantes das árvores ou para quem simplesmente quer dar um passeio por suas alamedas no fim de tarde. Até roteiro para dias de mau tempo tem.

    Em casos assim, recomenda-se visitar espaços fechados, como a Casa da Amazônia (Amazonienhaus), que reúne 2.000 plantas de 350 espécies da floresta mais famosa do mundo. Você se sente cercado pela vegetação em um ambiente em que a temperatura oscila entre 25 e 28 graus, com umidade em torno de 80%. Tivemos de tirar os casacos para aguentar a sensação.

    Alemanha, Stuttgart, Zoológico, Jardim Botânico, Crianças, Wihelma - Foto Nathalia Molina @ComoViaja (52)

    Para quem se interessa por aranhas, centopeias e outros pares, outro lugar coberto é o insetário (Insektarium). Não é o nosso caso.

    Alemanha, Stuttgart, Zoológico, Jardim Botânico, Crianças, Wihelma - Foto Nathalia Molina @ComoViaja (56)Curtimos mesmo visitar uma única área dele: o salão das borboletas (Schmetterlingshaus). Não dê bobeira com a porta aberta ao entrar e sair. Elas voam livremente pelo jardim e pousam nos bancos e no chão. Cuidado ao se sentar ou pisar.



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    Um vidro mantém as borboletas que estão para sair do casulo. É lindo poder ver essa transformação, e mais bonito ainda ser agraciado pelo delicado pouso de uma das borboletas em seu corpo. Convenhamos, experiência bem mais agradável e menos aflitiva do que ver tarântulas e lacraias (ainda que pelo vidro).

    Nós pegamos tempo bom. Na parte baixa do Wilhema, perto da Casa da Amazônia e das borboletas, vimos ainda ao ar livre a região dos cangurus.

    Alemanha, Stuttgart, Zoológico, Jardim Botânico, Crianças, Wihelma - Foto Nathalia Molina @ComoViaja (60)

    Joaquim ficou feliz de se medir na régua dos bichos e saber que está da altura de um cachorro. Também gastou energia pulando no piso elástico ali ao lado.

    Alemanha, Stuttgart, Zoológico, Jardim Botânico, Crianças, Wihelma - Foto Nathalia Molina @ComoViaja (59)

    Para ver animais maiores como leões, zebras, girafas e elefantes, é preciso ir até a área mais alta do Wilhelma, depois dos jardins. Nós vimos todos esses, a visita mais marcante, porém, foi à onça. Ela caminhava de forma imponente ao longo da grade, passando bem diante de nós. Ainda na linha dos bichos que costumam ser mais cobiçados pelas crianças num zoológico, visitamos vários tipos de macacos.

    Alemanha, Stuttgart, Zoológico, Jardim Botânico, Crianças, Wihelma - Foto Nathalia Molina @ComoViaja (32)

     

    O que fazer no zoológico de Stuttgart

    Os bonobos são estrelas no Wilhelma e têm uma casa bacana para chamar de sua. Aberta em maio de 2013, a Affenhaus abriga bonobos e gorilas, separadamente. Os bonobos são os símios que apresentam maior semelhança com os seres humanos, daí tantas câmeras apontadas para registrar o cafuné da mamãe no filho ou a pose do macho descansando sobre um monte de palha, como quem se joga num sofá depois de um dia de muito trabalho.

    Alemanha, Stuttgart, Zoológico, Jardim Botânico, Crianças, Wihelma - Foto Nathalia Molina @ComoViaja (36)

    Os animais são vários e bem expostos, mas lembre-se, antes de tudo, você está em um jardim botânico. Por essa razão, reserve um tempinho para visitar as estufas localizadas à esquerda da entrada principal. Fizemos isso logo de cara e não nos arrependemos da escolha.

    Chama atenção o cuidado que as estufas recebem, como se o cenário estivesse pronto para uma sessão de fotos. Não há aquela cara de canteiro da vovó ou aquele cheiro de terra molhada o tempo todo. Do lado de fora, sequências de flores formam um colorido tapete sobre o gramado verdejante. Minha mulher, Nathalia, adora flores e se perdeu pelas estufas. Joaquim a acompanhou tirando muitas fotos. Em algumas, foi ele que registrou a mãe em meio ao jardim. O iPad virou filmadora porque a profusão de cores exigiu registro de cada tonalidade encontrada em azaleias, orquídeas e demais espécies.

    O jardim mourisco, no caminho de quem sobe para ver os animais, estava carregado de magnólias na época do ano em que passamos por lá. Deu vontade de sentar num dos vários bancos no entorno e ficar de papo para o ar.

    Alemanha, Stuttgart, Zoológico, Jardim Botânico, Crianças, Wihelma - Foto Nathalia Molina @ComoViaja (28)

    Alemanha, Stuttgart, Zoológico, Jardim Botânico, Crianças, Wihelma - Foto Nathalia Molina @ComoViaja (27)

     

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    VALE SABER

    Endereço: Wilhelmaplatz 13

    Alemanha, Stuttgart, Zoológico, Jardim Botânico, Crianças, Wihelma - Foto Nathalia Molina @ComoViaja

    Transporte: A partir da Hauptbahnhof, a estação central de Stuttgart, o caminho mais rápido é pegar a linha U14 do metrô, sentido Remseck Neckargröningen, e descer na parada Wilhelma.

    Nós voltamos por esse percurso, mas chegamos pela linha U13 porque estávamos em outra área da cidade. Descemos na estação Rosensteinbrücke, na rua lateral do Wilhelma. Voltamos contornando o muro e viramos à direita para chegar à entrada.

    De ônibus, as linhas 52, 55 e 56 são indicadas pelo site oficial, que sugere descida também na parada Rosensteinbrücke

    Funcionamento: Abre 365 dias por ano com horários de entrada que variam conforme os meses:

    Novembro a fevereiro: das 8h15 às 16 horas (fechamento às 17 horas)

    Maio a agosto: das 8h15 às 18 horas (fechamento às 20 horas)

    Março e outubro: das 8h15 às 17 horas (fechamento às 18h30)

    Abril e setembro: das 8h15 às 17h30 (fechamento às 19h30)

    Preço: 14 euros – crianças de 6 a 17 anos, 7 euros; abaixo de 6 anos, grátis. O zoológico oferece duas opções de family ticket (adulto com suas próprias crianças por 21 euros ou 2 adultos com suas crianças por 35 euros)

    Alimentação: Nossa visita ocorreu após o almoço, mas há três lugares para matar fome, todos da rede Schuler’s GastZoonomie, que mantém unidades também nos zoológicos de Berlim e Kalrsruhe. Em Stuttgart, o maior deles é o restaurante Wilhelma. Fica perto da entrada principal (entre o insetário e o espaço dos cangurus) e oferece pratos locais.

    Alemanha, Stuttgart, Zoológico, Jardim Botânico, Crianças, Wihelma - Foto Nathalia Molina @ComoViaja (57)

    Opção localizada no extremo oposto é o restaurante próximo à mini-fazenda. É ideal para ir com crianças, já que fica perto do zoológico e ainda possui área com Lego e quebra-cabeças. Tem cardápio semelhante ao do Wilhelma, incluindo menu infantil. Quem estiver com bebês pode solicitar aquecimento de mamadeira, como sugere o próprio site do zoo.

    Entre abril e setembro, o Bistrô Belvedere funciona como uma opção para pratos rápidos, massas e pizza. Café e bolos também fazem parte do menu. Um restaurante pequeno, num ponto alto, de onde, como o nome em italiano sugere, se tem bela vista

    Dicas: Além de ver alguns bichos comendo, as crianças podem acompanhar o banho dos elefantes, diariamente, em horário indicado na própria casa do animal. Outras espécies têm sua rotina de alimentação assim indicada pelo site oficial.

    11 e 15 horas – leões-marinhos (exceto quintas)

    11h30 – tigres (exceto segundas e sextas)

    14 horas – crocodilos (às segundas)

    14 horas – aves de rapina (exceto segundas e sextas)

    14h30 – pinguins (diariamente)

    Site: www.wilhelma.de

  • Blue Tree Park Lins (SP): para relaxar com crianças

    Blue Tree Park Lins (SP): para relaxar com crianças

    Blue Tree Park Lins, Resort em São Paulo - Foto Fabio Victorino, Arquivo Pessoal (3)
    Fotos: Fabio Victorino/Arquivo Pessoal

    Já pensamos em ir ao Blue Tree Park Lins algumas vezes. Meus cunhados Fabio Victorino e Adriana Curti passaram uns dias lá com o filho, Artur. Com 3 anos, meu sobrinho se divertiu bem nas piscinas e na área verde. O casal gostou do Blue Tree Park Lins, no interior de São Paulo, como o Fabio conta a seguir:

     

    “O hotel nos pareceu muito bom! Os quartos são amplos. Ficamos na ala norte, mais tranquila, com uma excelente varanda com vista para um lindo jardim — um dos muitos, todos sempre bem cuidados. Áreas verdes, aliás, não faltam no hotel, sendo um convite certo às caminhadas e para as crianças ficarem à vontade. Em geral, todos os espaços do hotel em São Paulo são amplos e bem cuidados sem exceção.

    Blue Tree Park Lins, Resort em São Paulo - Foto Fabio Victorino, Arquivo Pessoal (6)

    Blue Tree Park Lins, Resort em São Paulo - Foto Fabio Victorino, Arquivo Pessoal (5)

    Blue Tree Park Lins, Resort em São Paulo - Foto Fabio Victorino, Arquivo Pessoal (4)As piscinas são aquecidas e formam um enorme espelho d’água, com muita vegetação e locais para tomar sol. Existe um spa, com serviços de massagens relaxantes, cobrados à parte, mas que valem a pena.

    O café e as duas refeições diárias eram servidas num amplo restaurante com boa capacidade de atendimento e qualidade. Havia várias opções de pratos e sobremesas, no sistema self-service.

    Nós gostamos muito do hotel e do serviço. Com certeza um local para descansar e esquecer da nossa agitação de São Paulo e que pretendemos voltar assim que possível!”

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  • Numa fazenda de maple, conheça a produção do xarope retirado da árvore

    Numa fazenda de maple, conheça a produção do xarope retirado da árvore

    No Canadá, a visita a uma fazenda de maple em Quebéc mostra a produção. Também há atividades para criança, almoço e bala de xarope. Lê essa dica de morador para planejar sua ida a uma cabane à sucre ou sugar shack, nomes em francês e inglês

    ATUALIZADO EM 13 DE MARÇO DE 2018

    Quem vai a Québec, no Canadá, com crianças pode seguir essa dica da minha irmã, Carla, que mora em Montréal: ver como é feito o xarope de maple. Para isso, é possível visitar uma cabane à sucre ou sugar shack, como a fazenda produtora do xarope é chamada em francês e inglês, os dois idiomas oficiais do Canadá. O que significam essas expressões? Ao pé da letra, seriam algo como casa de açúcar (fofo, não?), mas na prática a cabane à sucre é a propriedade onde escorre da árvore o maple (em Québec, o nome dele é sirop d’erable. Leia mais sobre o xarope de maple e sobre a folha da bandeira que é símbolo do Canadá.

    XAROPE DE MAPLE NO GELO – Foto: Un Chef à l’Érable/Tourisme Montréal/Divulgação

    No site do Les Cabanes à Sucre du Québec, as cabanes à sucre estão divididas em links por região da província de Québec. Estes sites citados são em francês, sem versão em inglês. Mas a língua não chega a ser um impedimento para visitar um produtor de maple, já que a ideia é participar das atividades e contemplar o lugar.


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    Programa com crianças: dica de quem é local

    A cada ano, minha irmã leva meus sobrinhos para conhecer uma cabane à sucre. Vão aqui as dicas dela:

    “A tradição de cabane à sucre começou para festejar o fim do inverno e para comemorar o início das atividades para a próxima colheita.

    Em geral, cabana à sucre que se preza tem um almoço, com omelete, presunto, feijão e batatas. As sobremesas variam um pouquinho de uma para outra, mas são sempre baseadas no sirop d’erable. Você não vai encontrar um bolo de chocolate, por exemplo. Geralmente são coisas como bolinho de chuva, e você rega com o sirop.

    ALMOÇO EM FAMÍLIA -Fotos: Carla Molina/Arquivo pessoal

    Fora isso, algumas oferecem passeios pelo campo d’erable, passeio de charretes e animais para você ver.

    Existem cabanes mais comerciais e outras mais familiares. Eu prefiro as menores, a gente se sentiu mais à vontade para aproveitar o lugar com calma. Em todas as cabanes há o tire d’erable, um pirulito de erable feito na hora. Fica lá uma pedrona de neve, e eles esquentam o xarope e vão jogando de pouquinho em pouquinho na neve. Daí quem quiser pega um palitinho e vai enrolando para fazer seu pirulito. É bem legal!”

     

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